sexta-feira, 20 de outubro de 2017

AAFBB em FOCO - 21.10.2017

Caros Companheiros,

Neste artigo, abordaremos o almoço mensal da AAFBB, que foi celebrado em 18.10.2017.
Logo no início do evento,  o time do Bolinha protestou veementemente contra a mudança do apresentador do cardápio do almoço. Em lugar da belíssima nutricionista FABIANA, colocaram o Mancha. Desculpe-me o MANCHA, que  é um rapaz simpático e se assemelha muito ao nosso campeão de boxe ANDERSON SILVA. Mas trocar a FABIANA pelo MANCHA - e ele próprio há de compreender - deixou o Clube do Bolinha indignado.
O nosso amigo CAFÉ (CARLOS FERNANDO) tentou organizar a lista dos que iriam discursar. E aí aconteceu o imponderável: o BENTO, nosso emérito palestrante, faltara ao almoço. Lamentação geral. Almoço da AAFBB sem discurso do BENTO é igual a pudim sem ameixa. 
Nossa charmosa Presidente CÉLIA LARÍCHIA também não falaria, pois estava em outro compromisso.
A querida colega LORENI DE SENGER, tomou a palavra para, inicialmente, em relação às eleições da AAFBB, nos reconfirmar a homologação pela Comissão Eleitoral da AAFBB, em 20.09.2017, da chapa “TODOS pela AAFBB”, que foi a única que se inscreveu para o pleito.
Assim, visto o que dispõe o item “Observação”, do tópico ORDEM DO DIA, do  Edital de Convocação para a  AGO, de 08.08.2017,  a mesma permanece   mantida para 07 e 08 de novembro de 2017.
Considero que, como não haverá eleição nem apuração de votos, etapas  que demandam muito tempo, o dia 07 de novembro será suficiente para o cumprimento de todo o processo delimitado pela AGO de 08.08.2017. 
Ao final desta nota, reproduzo os termos da AGO.
Logo após LORENI DE SENGER expôs a situação dramática da CASSI.
O déficit atual gira em torno de R$ 152 milhões.
A despeito dos esforços dos dirigentes da CASSI, essa é uma equação ingrata que não bate e não deixa de nos perseguir.
Contribuições de menos e despesas médicas crescentes.
Novas cirurgias, novas técnicas, novos remédios. Toda uma evolução tecnológica na medicina.
Repito a máxima do Dr. DRÁUZIO VARELLA:
“A evolução tecnológica na indústria baixa os custos e os preços. Na medicina, eleva os custos e os preços”.
LORENI DE SENGER apontou alternativas para a reversão desse processo que estão sendo tomadas em organizações hospitalares e em outros planos de assistência médica.
Falou dos encontros com representantes do patrocinador, da CASSI, e com outras instituições, na procura de soluções que mais se adequem à situação da CASSI.
Vários colegas fizeram apartes pontuais para apresentar problemas específicos e LORENI atendeu a todos com toda a cortesia e sempre apontando os caminhos corretos para resolver os assuntos de cada um.
Falou que, naquela noite, ainda iria a Brasília para um encontro a fim de  discutir novas soluções para a sustentabilidade da CASSI.
E já tinha outro encontro agendado. Haja energia, garra e disposição para tantas viagens.
Fazemos votos para que LORENI DE SENGER obtenha excelentes resultados nessas discussões.
Como nunca antes, diplomacia, habilidade e tato pessoal, jogo de cintura, resistência, e amplo domínio da área, são elementos fundamentais para o sucesso dessas conversações.
LORENI DE SENGER tem de sobra todas essas virtudes, que a consagram a ser plenamente exitosa em sua missão.
O prato principal do convescote foi bacalhau à Zé do Pipo. Estava simplesmente divino. Eu o saboreei ao tempo em que degustei vinho branco e água mineral gasosa. Logo em seguida, foi servido um pudim de leite sensacional.
E, como não podia deixar de ser, para finalizar, um cafezinho – sem açúcar.
O comensal ao meu lado, ironicamente, comentou: “ - Depois desse bacalhau, do vinho e do pudim, vai tomar cafezinho sem açúcar ?? Fala sério !!  “
Há algum tempo tento conversar com o CAFÉ (no início achava que o codinome seria porque tomava muito café. Depois é que vim saber que era a união das primeiras sílabas de seu nome CARLOS FERNANDO). Após o almoço, finalmente consegui roubar um pouco de seu tempo.
Meu objetivo é preparar uma nota bem detalhada sobre a área de atuação do CARLOS FERNANDO, que, resumidamente,  é a administração geral das instalações da AAFBB e do restante do prédio onde se situa a associação. O que não é pouca coisa. O CAFÉ colocou-se à minha inteira disposição para essa empreitada. Ele é uma pessoa dedicada, envolvente, simpática e prestimosa com todo mundo. Ele  deixa todos inteiramente à vontade.
Do outro lado da mesa, estavam o FRANZ, com sua consorte MARIINHA,   e o FERNANDO PORTAL, com sua mulher JUREMA.
O PORTAL aproveitou o ensejo oferecido pelo CAFÉ, para tomar a palavra e distribuir folhetos de sua nova peça teatral  “Essa eu já conheço VIII” (esse VIII me deixou curioso), na Biblioteca Municipal de Botafogo, Rua Farani, 53- defronte à Faculdade Santa Úrsula. Dia 04.11.2017, de 13.00h às 16.00h.  Procurarei ir.
Para quem não sabe, depois que o PORTAL se aposentou, tornou-se um bem-sucedido produtor cultural.  Além de suas próprias peças teatrais e shows artísticos, patrocina eventos de outros artistas.
Poderia falar muito mais do almoço, mas fico por aqui senão esta nota pareceria um testamento.
É sempre uma grande satisfação ir aos almoços mensais da AAFBB para rever amigos e antigos colegas.
Não percam a oportunidade de comparecer a esses eventos.
São momentos de muita alegria e descontração.

Abraços em todos

ADAÍ  ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS E FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL – AAFBB
             EDITAL DE CONVOCAÇÃO
        Assembleia Geral Ordinária – AGO
            Eleições dos novos membros
         do “CODEL”, “CADMI” e “CONFI”
(a realizar-se no mês de novembro de 2017 para o quadriênio de 2018/2021)

Na forma dos Artigos 12 e 13 do Estatuto, ficam convocados os senhores associados com direito a voto EFETIVOS (aposentados) e PENSIONISTAS com, pelo menos, seis meses de filiação, para a Assembleia Geral Ordinária  a realizar-se nos dias 07 e 08 de novembro de 2017, na Sede Nacional (Rua Araujo Porto Alegre, 64 – 10º andar – Rio de Janeiro – RJ) , em primeira convocação às 9 (nove) horas e 30 (trinta) minutos, com a presença de metade mais um dos sócios eleitores e em segunda e última convocação às 10 (dez) horas, com qualquer número, para o seguinte: ORDEM DO DIA – apuração da eleição, dentre os sócios com direito a voto, para o quadriênio   2018/2021 dos 40 (quarenta) membros efetivos e 20 (vinte) suplentes, residentes no Grande Rio e 20 (vinte) efetivos não residentes no Rio de Janeiro (Grande Rio), todos para integrarem o Conselho Deliberativo (CODEL); 3(três) membros efetivos e 3 (três) suplentes para o Conselho Fiscal (CONFI), assim como, dentre os inscritos para  efetivos do CODEL, na forma acima, incluindo os membros NATOS existentes, se for o caso. Os 5 (cinco) primeiros comporão o Conselho de Administração (CADMI), sendo: 1 (um) Presidente e 4 (quatro) Vice-Presidentes. OBSERVAÇÃO – Se houver apenas uma chapa registrada, a eleição será realizada por aclamação no decorrer dos trabalhos da AGO, na Sede Nacional (§ 1º , in fine, do Artigo 13 do Estatuto). COMISSÃO ELEITORAL – Na forma do Artigo 10 do Regulamento Eleitoral, foi constituída e empossada em 07 de agosto de 2017, a Comissão Eleitoral, composta pelos seguintes associados: José  Mauro Cordeiro (Presidente) , Eliomar Pereira Oliveira e José Carlos de Andrade Junqueira. MEMBROS NATOS DO CODEL – São os seguintes: Gilberto Matos Santiago, Jorge Pereira de Almeida, José Mauro Cordeiro, Luiz Viégas da Motta Lima e Odali Dias Cardoso. DAS CHAPAS CONCORRENTES – Até às 17 (dezessete) horas do dia 20 (vinte) de setembro de 2017, poderão inscrever-se chapas completas para concorrer ao pleito, através de requerimento dirigido ao Presidente do CODEL, observado o disposto nos Artigos 3º a 8º do Regulamento Eleitoral e mais o que couber do Estatuto. Informamos ser de 884 (oitocentos e oitenta e quatro) o número mínimo de Associados Efetivos e Pensionistas, não candidatos à eleição, a que se refere o § 1º do Artigo 4º do Regulamento Eleitoral, para apoiamento de chapa. DO PROCESSO DE VOTAÇÃO – A votação se dará, em todo o território Nacional, unicamente por correspondência mediante sistema de resposta paga e desde o momento de recebimento do envelope de votação remetido pela AAFBB. O recebimento  dos envelopes de resposta contendo voto em sobrecarta fechada será acolhido até às 17 (dezessete) horas do dia 03 (três) de novembro de 2017, na Agência Postal da ECT.  Regulamento eleitoral – Exemplares do Regulamento Eleitoral e do Estatuto encontram-se à disposição na Secretaria do CODEL – 3º andar – de 2ª a 6ª feira, das 10 (dez) às 17 (dezessete) horas, ou pela internet no site www.aafbb.org.br. Rio de Janeiro – RJ, 08 de agosto de 2017.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

AAFBB em FOCO - 13.10.2017

Caros Companheiros,

É com extrema satisfação que transcrevo abaixo duas mensagens relativas à AAFBB -Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil.
Uma se refere  à associação em si, que é a homologação da chapa “TODOS PELA AAFBB” pela Comissão Eleitoral, que coordenou o processo de eleições na AAFBB em 2017.
Embora não tenha surgido outra chapa para disputar as eleições, consideramos que o corpo social da AAFBB está parabenizado pela homologação da chapa “TODOS PELA AAFBB”, pelo alto nível de seus componentes.
Mais uma vez a associação estará sendo dirigida por uma cúpula de alto nível que prima pela competência, eficiência, dedicação   e idealismo na defesa de nossas causas e de seus associados.

A outra nota, refere-se à mensagem de 11 do corrente, do Companheiro ADOLPHO NOGUEIRA, que é Secretário do CONFI-Conselho Fiscal da AAFBB, em que comunica sua candidatura para delegado da COOPERFORTE, pela seccional RJ-Capital, sob nº 66181, escolha essa que se encerrará em 31.10.2017.
A votação pode ser feita pelo telefone 0800-601.2017 ou pelo site da COOPERFORTE  abaixo:

Tenho a satisfação e a honra de conhecer o ADOLPHO NOGUEIRA no BB há cerca de 50 anos.
O ADOLPHO sempre foi uma pessoa muito religiosa e que se dedicou profundamente aos estudos.
Teve uma carreira brilhante dentro do BB, onde ocupou cargos de alta relevância na Direção Geral.
É formado em Ciências Contábeis e Economia. Tem cursos de mestrado e doutorado e de extensão em várias áreas.
É um emérito professor universitário. Também foi instrutor do DESED em vários setores, incluindo cursos de alta administração para dirigentes de agências no Brasil e no exterior, e ministrou vários cursos específicos em áreas diversificadas do BB. Tem inúmeros trabalhos técnicos publicados.
Vou ficar por aqui porque seu curriculum é extenso.
Pelo acima exposto, recomendo que votem em ADOLPHO NOGUEIRA, ao tempo que expresso minha absoluta convicçao de que a escolha do ADOLPHO NOGUEIRA será uma decisão que dignificará e enriquecerá a COOPERFORTE e seus associados.

Atenciosamente

ADAÍ ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

COMUNICADO da AAFBB

Eleições AAFBB – 2017
10 de outubro de 2017

Comissão eleitoral homologa chapa “Todos pela AAFBB” para as eleições 2017

        Rio de Janeiro (RJ), 22 de setembro de 2017.

        ELEIÇÕES – AAFBB – 2017 -
        HOMOLOGAÇÃO DE CHAPA.
       
        Esgotado, no dia 20 de setembro de 2017, o prazo regimental para apresentação de chapas concorrentes à Renovação dos Órgãos Dirigentes da AAFBB, constatou-se a solicitação de inscrição de apenas uma chapa, denominada: “TODOS pela AAFBB”. Após a análise de toda a documentação apresentada, DECLARAMOS que a referida chapa, cumpriu de forma plena as exigências do Edital de Convocação, Regulamento Eleitoral e Estatuto Social.
        Assim sendo, decidiu-se homologar a Chapa “TODOS pela AAFBB”.

                   Atenciosamente,

                A Comissão Eleitoral


COMUNICADO de ADOLPHO NOGUEIRA

23 h · 
Caras e caros amigos associados da COOPERFORTE: Hoje, 11 de outubro, iniciou-se a votação para escolha de delegados, que irá até o dia 31. Sou candidato pela seccional RJ-Capital, sob o nº 66181. Embora sabendo que todos os candidatos são merecedores da nossa escolha, gostaria de contar com o privilégio da escolha de vocês. A votação poderá ser feita pela internet (acesso www.cooperforte.coop.br/eleicao) ou pelo telefone 0800-601.2017. Antecipando meu agradecimento, desejo que a Paz e a Luz do Criador sejam companheiras de jornada terrena de todos. Fraternal abraço.


terça-feira, 10 de outubro de 2017

MUDANÇAS NAS GRANDES CIDADES

Caros Companheiros,

Li no jornal O Globo um artigo que focou o desejo de parte dos cariocas de se mudarem para cidades menores, mais tranquilas e seguras, se tivessem condições para tanto.
Esse, certamente, também é o sonho de moradores que moram nas periferias e comunidades de outras megalópoles no Brasil, que sofrem os efeitos da poluição sonora e ambiental, do excesso de veículos que criam congestionamentos constantes, do desemprego, da educação deficiente, da falta de assistência de saúde e de carências de toda ordem.
As pessoas mais pobres são as maiores vítimas da violência pois, além de   sofrerem diariamente os efeitos de tiroteios entre quadrilhas pelas disputas de territórios e de choques entre bandidos e forças policiais, ainda são submetidas à extorsão por parte de grupos de criminosos e de milícias fortemente armadas.
Tudo isso leva a população mais carente a ter uma existência miserável e tensa, que leva as pessoas a terem sérios problemas de ordem emocional causados pela  insegurança e medo.
A vida é uma aventura única que deve ser usufruída plenamente de forma digna e prazerosa.
É isso que as massas desassistidas desejam para si e seus familiares.
A ânsia de alcançar esse ideal de vida está levando famílias inteiras a abandonarem suas moradias e seus pertences para entrarem em um  êxodo desesperado  à procura de uma vida mais digna, produtiva e segura.
Esses fluxos migratórios de grandes megalópoles para cidades médias e pequenas já ocorreram e continuam ocorrendo em outros países.
No Brasil, os processos de interiorização e gentrificação tendem a se expandir cada vez mais.
Em relação a esse assunto, li a manifestação de uma moradora de uma comunidade da zona sul do Rio, que falava do crescente processo de gentrificação naquela localidade.
Ela dizia que aquela área   estava completamente descaracterizada pela compra de imóveis por estrangeiros, que pagam preços razoáveis por aquelas moradias simples mas com vista deslumbrante para o mar, para, logo após, as demolirem e erguerem pousadas luxuosas para serem  ocupadas por turistas  de alto poder aquisitivo.
Esse é um ótimo negócio para os moradores dessas áreas, pois a venda de suas casas rende o suficiente para comprarem bons imóveis em outras cidades e ainda sobra dinheiro para montarem algum negócio.
Ou seja, é uma negociação de ganha-ganha, tanto para o vendedor como para o comprador.
Será que, em futuro próximo, poderemos contar com novas localidades sofisticadas, no estilo da Costa Amalfitana, na Itália, nas áreas montanhosas que margeiam a costa oceânica do Rio?
Pensar e sonhar são devaneios e permissividades da imaginação.
Um exemplo clássico do processo de gentrificação na Cidade Maravilhosa é a Cruzada São Sebastião, situada no Leblon, o bairro mais nobre do Rio.
Há tempos que a Cruzada São Sebastião vem mudando sua imagem.
Até há pouco tempo, era uma área degradada, afetada pela criminalidade e pelo tráfico de drogas.
Agora um apartamento na Cruzada São Sebastião é valorizadíssimo.
Muitos moradores daquele conjunto habitacional estão vendendo a bom preço seus apartamentos ao tempo que fazem boas transações imobiliárias e se estabelecem em outras localidades, enquanto pessoas de maior poder aquisitivo compram suas unidades na Cruzada.
Esse processo também ocorre em outras megalópoles no exterior. 
Em New York, por exemplo, vários bairros miseráveis e perigosos, em pouco tempo, foram transformados pelo processo de gentrificação em áreas valorizadíssimas.
A gentrificação é uma perspectiva a ser analisada e implementada pelas autoridades para a transformação das grandes cidades superpovoadas no Brasil.
O Rio de Janeiro, em particular, que conta com áreas belíssimas que foram ocupadas por comunidades carentes, é o exemplo mais promissor para o incentivo à política de gentrificação.
Seguidas administrações municipais que pregavam uma agenda demagógica de falso igualitarismo social para obter votos das populações mais oprimidas, provocaram e incentivaram a ocupação desregrada dos espaços livres da cidade.
No momento, partes da Cidade do Rio de Janeiro ainda são áreas  degradadas,  perigosas, com alto nível de desemprego e de onde  grandes empresas  se afastaram em razão da desorganização e da violência.
Mas essa situação vai mudar.
O Rio de Janeiro tem uma capacidade extraordinária de reagir contra suas mazelas e se reinventar.
O Rio de Janeiro continua a ser o tambor político do país.
Tudo que ocorre no Rio de Janeiro se reflete em todo o Brasil.
Dedico ao Rio de Janeiro, essa bela cidade   afligida por tantos problemas, mas tão amada, tão trepidante, tão apaixonante e envolvente, tão idolatrada e cantada em prosa e verso,  o belíssimo poema do poeta e dramaturgo bengali Rabindranath Tagore, sobre a flor de lótus, a mais bela e perfumada de todas as flores, que desabrocha no meio da lama e do lodo, da mesma forma que a Cidade Maravilhosa consegue ser cada vez mais maravilhosa  em meio ao caos.

ADAÍ ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB


A   FLOR  DE   LÓTUS


“ No dia em que a flor de lótus desabrochou, a minha mente vagava, e eu não percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente do verão, procurando completar-se.
Eu não sabia que a flor estava tão perto de mim.
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração. ”

Rabindranath Tagore

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A UNANIMIDADE CONTRA TEMER

Caros Companheiros,
Sempre procuramos elaborar nossos artigos baseados em fontes fidedignas.
Não criticamos ou elogiamos instituições, dirigentes ou políticos, por opções ideológicas ou de qualquer outra ordem, mas sim por fatos efetivamente comprovados.
Por essas razões, reproduzimos abaixo a nota “A UNANIMIDADE CONTRA TEMER”, publicada no jornal O Estado de São Paulo, em 02.10.2017.
Desde há algum tempo, estranhamos a apresentação de pesquisas de opinião pública negativas em relação ao Presidente Michel Temer, justamente em um momento de reversão positiva da economia em quase todas as áreas.
Embora sejamos críticos do Presidente Michel Temer em relação a denúncias de corrupção que estão sendo devidamente investigadas pela PGR e pelo STF, não compactuamos com notícias sobre pesquisas de opinião pública que apresentam total discrepância   com a atual realidade da recuperação econômica do país.
O emprego está  crescendo de forma lenta mas segura em todos os setores, as taxas de juros e da inflação vêm baixando de forma consistente e rápida, conforme registrado por vários índices econômicos e financeiros.
Análises sérias de diversos centros de pesquisas nacionais e internacionais, agências de classificação de riscos, órgãos de pesquisas econômicas nas mais renomadas universidades, apontam para a recuperação sólida da economia com novos aportes de investimentos internos e externos.
Salientamos que o Presidente Michel Temer enfrenta acusações de corrupção que estão sendo devidamente investigadas, e já frisamos isso em várias notas neste blog.
Mas não é lógico e nem condizente com a realidade dos fatos que as avaliações do presidente desabem, em sentido contrário à recuperação da economia.
Lembramos a passagem do Presidente Bill Clinton que foi acusado de ter tido relações sexuais com a estagiária Mônica Lewinsky.
O brilhante advogado de Bill Clinton, David Kendall, conseguiu a magistral   proeza de convencer os jurados de que a felação que a estagiária praticou em  Bill Clinton não  podia ser qualificada como ato sexual porque não gerava filhos e, além disso, pelo fato do “felattio” ter sido   uma iniciativa de Mônica Lewinsky e não de Bill Clinton, ele era inocente e até podia ser qualificado como uma “vítima” da avidez de Mônica Lewinsky.
Por essas e outras é que tenho tanta admiração pelos advogados. São verdadeiros luminares.
Esse episódio monopolizou a atenção da opinião pública americana e, quando James Carville, secretário de campanha de Clinton, foi perguntado porque o nível de aprovação de Bill Clinton continuava tão alto, ele respondeu:
“-É a economia, estúpido !!”
Então, embora Michel Temer não tenha tido um tipo de “rolo” na vida como Mônica Lewinsky, ele deveria, como Bill Clinton, ter um alto nível de aprovação pela opinião pública.
Por isso penso que essas pesquisas precisariam ser investigadas, analisadas e, se for o caso, refeitas.
É importante que o público seja corretamente informado, para preservar a seriedade desse importante segmento do jornalismo, que envolve   questões como o tipo de público alvo, a forma como são formuladas as questões, dirigismo e falta de isenção por parte dos elaboradores das questões,  fraudes diversas, etc.
Até que tudo isso seja esclarecido, esse assunto continuará sendo muito estranho e nebuloso.
ADAÍ ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

A “UNANIMIDADE” CONTRA TEMER
Pesquisas do presidente não encontram correspondência com a realidade, sob nenhum aspecto, e só podem ser resultado da desinformação que campeia nestes tempos de Fake News.
O Estado de S.Paulo
02 Outubro 2017 | 05h00
Desde o início de seu governo, o Presidente Michel Temer cercou-se de alguns assessores de duvidosa carreira no mundo político.
Compreende-se que a formação de uma administração a toque de caixa, para garantir a governabilidade depois do impeachment de Dilma Rousseff, tenha obrigado Temer a recorrer a amigos e conhecidos, decerto confiante em sua capacidade de articulação para enfrentar aqueles difíceis momentos e recolocar o País no rumo da normalidade.
Mas desde o início estava claro que os eventuais ganhos políticos obtidos com essas escolhas mal compensariam os esperados prejuízos para a imagem do governo e do presidente.
As mais recentes pesquisas de opinião, contudo, mostram um fenômeno raríssimo em política: Temer, agora ele mesmo acusado de corrupção, é rejeitado pela quase totalidade dos eleitores.
Como toda a unanimidade, esta deve ser observada com cautela. Não se trata de questionar a metodologia das pesquisas, embora, de um modo geral, esses levantamentos misturem opinião sobre o desempenho dos políticos com intenção de voto, às vezes levando o entrevistado a responder como se estivesse avaliando um candidato.
Trata-se de evitar a leitura simplista segundo a qual o Brasil inteiro é contra o presidente, o que, obviamente, é um despautério.
Em primeiro lugar, é preciso observar que Michel Temer, desde que assumiu o cargo, nunca foi exatamente popular.
Em junho de 2016, logo depois de se tornar presidente interino, Temer contava com apoio de apenas 13% em pesquisa do Ibope, enquanto 39% dos entrevistados já o consideravam um presidente ruim.
Portanto, de saída, Temer já não gozava da confiança dos consultados.
O que houve de lá para cá, contudo, foi uma deterioração de popularidade que não encontra paralelo na história do País.
A avaliação negativa de Temer subiu de 39% para 77%, enquanto a positiva despencou de 13% para 3%.
Considerando que a pesquisa tem margem de erro de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, é possível concluir que quase ninguém no Brasil avalia positivamente o presidente.
Essa degradação é ainda mais espantosa porque se deu num período em que finalmente o Brasil começou a dar sinais alentadores de recuperação econômica, depois da trágica administração de Dilma Rousseff.
Em pouco mais de um ano sob o governo Temer, a taxa básica de juros recuou de 14,25% ao ano para 8,25%; a inflação, que era de 9,28% em abril de 2016, deve fechar 2017 em torno de 3%, recuperando parte do poder de compra perdido durante os irresponsáveis anos petistas; o desemprego começou a ceder; e a produção da indústria, que chegou a cair 11,4% em março de 2016, voltou a subir, assim como as vendas do varejo.
Tudo isso aconteceu porque o atual governo agiu de forma célere e responsável para debelar a crise legada por Dilma, adotando políticas de austeridade e fazendo aprovar reformas com vista ao equilíbrio das contas públicas.
Mesmo assim, o porcentual de entrevistados pelo Ibope que consideram o governo de Temer melhor que o de Dilma é de apenas 8%, ao passo que 59% consideram o desempenho do atual presidente pior do que o da petista.
São números que não encontram correspondência com a realidade, sob nenhum aspecto, e só podem ser resultado da desinformação que campeia nestes tempos de fake news.
Pode-se argumentar que Temer enfrenta essa inaudita impopularidade em razão do noticiário que o envolve em escândalos de corrupção, aspecto destacado na pesquisa. No entanto, é preciso um grande esforço retórico para considerar os atuais casos de corrupção mais graves do que os que marcaram os governos petistas, a ponto de conferir a Temer um índice de desaprovação sem paralelo.
Tudo considerado, essa quase unanimidade em relação a Temer indica que talvez falte ao presidente a disposição de engambelar os incautos demonstrada pelo ex-presidente Lula da Silva, que consegue manter apoio de 30% do eleitorado mesmo diante da montanha de evidências do grande mal que ele causou ao País.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

AAFBB em FOCO - 27.09.2017

Caros Companheiros,

Neste artigo, embora com algum atraso, vou me reportar ao almoço mensal promovido pela AAFBB, que se realizou em sua sede no Rio de Janeiro, em 20.09.2017.
Desde que frequento a associação nunca vi um almoço mensal tão concorrido como esse.
A afluência de associados foi tanta que se providenciou mais mesas e cadeiras para acomodar tantos convivas que decidiram comparecer ao convescote. E salientamos que o salão é bem amplo. Mas, mesmo com mais mesas, o número de pessoas continuou a ser tão grande que muitos iriam ter de almoçar em pé.  Foi necessária a colaboração de todos para um ajuntamento de cadeiras que permitiu que todos se acomodassem sentados.
Com tanta gente, a falação estava excessiva.
Parecia um bando de pássaros a grasnar ao mesmo tempo.
De um lado do salão, “o time das meninas da AAFBB”, comandado pelo “técnico” Júlio Alt, o querido Nelson Luis de Oliveira, o “empinador de pipas”, muito bem acompanhado, e mais um grupo bem festivo.  No meio do ambiente, a galera numerosa e barulhenta de marmanjos, que o Bento apelidou de  clube do Bolinha.  No outro lado, outro grupo em que, entre outros companheiros, estavam o Mário Bastos, o Waldyr Argento, o Nelson Leal, o Noé Fernandes, o José Mauro, este articulista, o Franz e o Portal, com suas respectivas esposas. O Portal parecia um francês no inverno, com boina e cachecol preto. Sempre irônico e espirituoso, ele não parava de contar causos e piadas. 
A administração da AAFBB compareceu em peso ao almoço. Além dos já citados, na mesa principal, estavam Célia Laríchia, Loreni de Senger, José Odilon, Carlos Fernando (Café), Ernesto Pamplona, Ari Sarmento e Gilberto Santiago.
Quando a Presidente da AAFBB, Célia Laríchia, convidou a charmosíssima nutricionista Fabiana para anunciar o cardápio, a excitação e a alegria tomaram conta do ambiente. Eram assobios, aplausos, gritos, batidas de talheres nas mesas, e apelos para que a bela Fabiana continuasse a falar.
A galera dos marmanjos, no meio do salão, estava incontida e pedia em voz alta para Fabiana repetir mais uma vez o cardápio, porque não haviam ouvido direito. Mas Fabiana tinha anunciado o cardápio pelo microfone. Todos haviam ouvido. Bando de coroas assanhados!!
Enfim, era um ambiente de descontração, muita euforia e congraçamento.
O cardápio estava divino. De entrada, salada mista com creme de leite. Como prato principal, carne fatiada com molho madeira, batatas cozidas, e arroz de legumes. De sobremesa, um pudim de leite sensacional. E tudo regado a vinhos branco e tinto seco, refrigerantes, sucos e água mineral.
E, mais uma vez, frisamos: TUDO PAGO POR CADA CONVIVA !!
Na hora dos discursos, Célia Laríchia passou a palavra a Loreni de Senger, que discorreu sobre vários temas, entre os quais a Governança da PREVI, o Acordo CASSI-BB, e as minutas das resoluções propostas pela CGPAR.
Pouco antes do almoço, havia conversado rapidamente com Loreni de Senger, e ela me falou de seus encontros e conversações em Brasília e das dificuldades encontradas para encetar entendimentos e acordos nessas áreas.
Pelo que pude depreender desse breve diálogo, precisaremos, como nunca antes, de paciência de Jó, habilidade pessoal, diplomacia, e uma imensa carga de energia por parte dos dirigentes de nossas associações nessa nova temporada de desafios.
O ambiente é impositivo e autoritário. Mas esse tipo de enfrentamento não é novidade para os dirigentes de nossas associações. E temos certeza de que, também desta vez, tudo será enfrentado com garra e altivez.
Em qualquer dos embates em que nossas associações se envolveram, podemos nos orgulhar de termos tido acordos que salvaguardaram a maior parte de nossos direitos e conquistas.
E, mesmo nos casos em que, até o momento, não fomos bem-sucedidos, como a Resolução CGPC 26, de 29.09.2008, não podemos nos considerar derrotados, pois   a luta pelos nossos direitos continua junto à Justiça. 
O site da AAFBB e a Revista CONEXÃO AAFBB, têm mantido os associados atualizados sobre esses assuntos.
Após Loreni de Senger, o companheiro Beto Dias foi quem falou.
Beto Dias parabenizou os presentes pelo sucesso daquele encontro, expressou seus votos de confiança e exitosa atuação para os dirigentes da AAFBB, e desejou felicidades a todos. Fiquei satisfeito por ver o Beto Dias tão bem-disposto. Emagreceu, está alegre, ágil e ativo, como nunca o tinha visto antes.
Em seguida falou o Bento.
Os almoços na AAFBB não teriam o mesmo colorido sem os  discursos do Bento.  Ele é uma pessoa querida e respeitada por todos os associados.
Sempre expressou livremente seus pontos de vista sobre os mais variados e controversos temas, mesmo que, muitas vezes, contrarie pontos de vista consagrados por grande parte de nossos companheiros. 
Por essa razão, o Bento é admirado.
Justamente por ser a prova pessoal de que a AAFBB é um ambiente absolutamente democrático em que os associados podem se expressar, sem receios e constrangimentos, sobre quaisquer assuntos que desejem abordar.
A Presidente da AAFBB, Célia Laríchia, que se manifestou  por último,  ressaltou o intenso e duro trabalho desenvolvido pelos dirigentes da associação, para a luta contra tantas frentes, ao mesmo tempo, na defesa de nossos interesses, corroborando as palavras da companheira Loreni de Senger.
Na AAFBB, convivem, pacífica, harmoniosa e fraternalmente, associados que defendem quaisquer posições políticas, religiosas, de gênero, ou de quaisquer outras tendências.
Tenho amigos na AAFBB que me chamam de “caro amigo coxinha” e eu afetuosamente retribuo, os classificando de “queridos amigos petralhas”. E tudo termina em abraços, risos, chopes e música.
Há ambiente melhor, mais sadio e mais democrático do que esse?
O importante é que estamos todos no mesmo barco e defendendo os mesmos interesses.
Por isso, sempre programo meus compromissos pessoais e ajusto meu calendário para   comparecer aos almoços mensais da AAFBB.

Abraços em todos.

ADAÍ  ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

sábado, 16 de setembro de 2017

ADEUS ÀS ILUSÕES

Caros Companheiros,

Estava a divagar sobre a visão política de alguns segmentos de esquerda, face à falência do modelo ideológico do comunismo e de estados que implodiram frente  à realidade dos fatos. 
O exemplo mais flagrante desse desastre, foi a ex-URSS.
Como na minha juventude também fui um seguidor do que Lênin chamava de “doença infantil do esquerdismo”, muitas vezes sinto-me frustrado e constrangido de tentar um diálogo equilibrado, mas “impossível”, com um esquerdista radical fanatizado por uma visão política superada pela realidade histórica.
Como não têm uma argumentação política e econômica racionais para a sustentação de um debate objetivo e equilibrado, partem para insultos e agressões pessoais.
Já fui chamado de “coxinha” (de onde provém e qual o sentido dessa qualificação?) e de outras “alcunhas” impublicáveis. É imenso o número de mensagens insultuosas que excluo neste blog, após a análise moderadora.
Mas a realidade dos fatos não admite contestações.
Dilma foi deposta pelo “conjunto da obra” e pelas “pedaladas fiscais” que quebraram o país.
Michel Temer, se não for julgado até o fim do mandato, certamente o será após sair da Presidência. Por motivos diversos.
O importante é que prevaleça o “IMPÉRIO DA LEI. ”
Esse é o caminho da redenção do Brasil.
No momento, defrontamo-nos com a perspectiva de delação premiada de Antônio Palocci, um dos expoentes do PT que, se efetivada,  abalará os alicerces mais recônditos e putrefatos do PT.
O que foi revelado até agora pelo “italiano” Palocci, são apenas acepipes iniciais para o farto banquete de delações e provas que deverão ser apresentadas, caso a delação premiada de Antônio Palloci seja aprovada.
A lógica de Nicolau Maquiavel, em sua obra “O Príncipe”, de que “os fins justificam os meios”, que sempre foi um dos esteios basilares da atuação política do PT, vai ser exposta às escâncaras para toda a sociedade.
Lula e o PT sobreviverão a esse ataque fulminante? Estejamos atentos para os próximos e excitantes capítulos desse drama draconiano.
Para que tenhamos uma visão objetiva dessa situação, transcrevo adiante o artigo “ ADEUS LULA, é um filme sobre implosão, separação e pulverização”, do colunista político DEMÉTRIO MAGNOLI, publicado em 16.09.2017, na versão digital do jornal “A Folha de São Paulo”.
À vossa apreciação.

ADAÍ ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB


Artigo de DEMÉTRIO MAGNOLI
“Adeus, Lula' é um filme sobre implosão, separação e pulverização”

As confissões de Palocci, uma explosão fatal na imagem pública de Lula, pedem um roteiro sobre a orfandade da esquerda brasileira, que não se preparou para viver sem seu patrono de quatro décadas.

"Adeus, Lenin!", filme satírico de Wolfgang Becker, ilumina o deslocamento psicológico causado pela queda do Muro de Berlim nos alemães orientais idosos, cujas referências cotidianas estavam todas definidas pelo "socialismo real".
Nos bons tempos, antes do "mensalão", disputava com Dirceu a condição de sucessor de Lula –e tinha a preferência do próprio Lula. O ex-ministro da Fazenda, porém, não possui a têmpera de Dirceu ou dos "apparatchiks" do núcleo duro lulista, como Delúbio e Vaccari. 
Ele desconhece a "omertà", o código de honra que bloqueia a estrada da delação. 
Por isso, começou a falar, convertendo-se subitamente de "herói do povo brasileiro" (segundo o congresso do PT paulista) em traidor "calculista, frio e simulador" (segundo Lula).
Lula e os seus creem que a política está acima de tudo, inclusive dos tribunais.
A tese tem alguma verdade: as implicações judiciais das confissões de Palocci permanecem turvas, mas suas consequências políticas são devastadoras.
A sentença do traidor sobre o "pacto de sangue da propina" tem maior potencial destruidor para a candidatura de Lula que as sentenças de Moro sobre um certo tríplex ou um célebre sítio.
Palocci fecha um ciclo histórico no qual a esquerda não precisou se ocupar com os problemas cruciais da unidade e do rumo ideológico.
O projeto do PT reuniu as heterogêneas correntes da esquerda, oferecendo um leito comum para sindicalistas, movimentos sociais, militantes católicos da "teologia da libertação", castristas de diversos matizes e grupúsculos trotskistas.
Lula serviu como traço de uma unidade que jamais derivou de consensos sólidos nos planos dos valores, da doutrina ou das estratégias.
Na falta desse mastro, nada deterá a fragmentação em curso, ainda que venha a ser disfarçada sob o rótulo de uma "frente popular" de partidos e movimentos.
A candidatura Haddad, plano B do lulismo, pode até evitar o naufrágio da nau petista, mas carece de força gravitacional para restaurar a moldura unitária que se despedaça.
O lulismo garantiu a unidade por meio da virtual supressão da divergência ideológica.
No percurso, a curva decisiva foi a chegada de Lula ao Planalto, que cancelou o já rarefeito debate de ideias no interior do PT.
Dali em diante, as correntes petistas engajaram-se na ocupação de cargos no aparelho de Estado, enquanto os "intelectuais de esquerda" aceitaram a humilhante tarefa de justificar tanto as oscilações de rumo do governo quanto as pútridas alianças do capitalismo de compadrio patrocinadas por Lula. 
O ex-presidente carrega a culpa direta pelo "pacto de sangue" confessado por Palocci, mas a responsabilidade política espraia-se muito além dele, até doutos acadêmicos que nunca se beneficiaram do vil metal.
Unidade e ausência de debate ideológico –as duas coisas estão ligadas como as lâminas de uma tesoura.
O lulismo salvou a esquerda das forças centrífugas provocadas pela discussão de temas como o lugar das empresas estatais, a produtividade da economia, a curva de sustentabilidade fiscal, a qualidade dos serviços públicos, o imperativo da reforma política.
Lula construiu uma cápsula encouraçada, isolando a esquerda num santuário.
A prova de seu sucesso está à vista de todos, nos artigos vexatórios dos "companheiros de viagem" que ainda defendem a política econômica dilmista ou celebram a calcificação ditatorial do regime venezuelano.
"Adeus, Lula" é um filme sobre implosão, separação, pulverização.
Depois de Palocci, a unidade está morta.
Com sorte, do desfecho ressurgirá o debate estancado. 
Ergamos um esperançoso brinde ao traidor.

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demétrio magnoli


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

EM DEFESA DO BB

Prezados Companheiros,

    A mídia vem noticiando continuamente medidas que estão sendo tomadas com vistas à privatização do BB.
    O Banco do Brasil  sempre desempenhou de forma meritória o papel de executor da política econômica e financeira governamental, como regulador dos juros, fomentador da produção e  executor de políticas sociais.
    Este Governo, ou qualquer outro que o substitua, não pode prescindir do apoio de um instrumento da magnitude do BB.
    Não há outro banco no Brasil, a não ser o Banco do Brasil, que tenha o mesmo gigantismo e alcance de atuação pela capilaridade de suas agências e representações, atingindo os mais distantes e remotos rincões no Brasil.
 Esse não é um papel a ser desempenhado por bancos privados.     Eles visam o lucro e não poderia ser de outra forma. Almejar o lucro em escala crescente faz parte da gênese das instituições bancárias privadas.
 Além de sua atuação  como instrumento da política econômica governamental e de seu papel social, o BB também atua no mercado de forma bem-sucedida.
É um banco lucrativo, moderno e eficiente. Atua no Brasil e no exterior no mesmo nível das maiores instituições financeiras nacionais e internacionais.
Ou seja, o BB não dá despesas; ao contrário, se auto sustenta e dá lucros. Paralelamente, é o braço do governo para a implantação  e execução  das políticas econômicas governamentais.
Por tudo isso, estamos abismados com as medidas açodadas que a administração do BB vem tomando, e que estão implicando em cortes de comissões, fechamento de centenas de agências, e uma série de providências tomadas sem o devido critério, cuidado e planejamento. Reclamações da clientela, em todos os níveis, em um vulto nunca antes visto, aparecem em todas as agências e em áreas diversificadas.
Por isso, somos levados a pensar que a mídia está correta quando denuncia que tudo isso é um processo bem pensado e dirigido para a privatização do BB.
É importante que não nos deixemos levar pela sofreguidão de modernizar a máquina pública sem o devido equilíbrio e planejamento.
Se o BB for privatizado, o Governo estará dando um tiro no próprio pé. Estará matando a galinha dos ovos de ouro.
Decididamente, esse não é o caminho correto a ser seguido.
                              
A propósito deste assunto, reproduzimos adiante o excelente artigo “Em Defesa do BB”, do Companheiro GILBERTO SANTIAGO, atual Presidente do CODEL na AAFBB, que, na sua clarividência, equilíbrio e experiência, joga luz sobre o tema, e nos leva a refletir sobre a atual situação do BB e sobre os destinos de nosso país.

À vossa apreciação.

ADAÍ ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB 


EM DEFESA DO BB

GILBERTO SANTIAGO

       Noticiário recente divulgado na mídia ressalta uma série de providências administrativas que estão sendo tomadas pelo Banco do Brasil, em relação a seu quadro de pessoal, com cortes de comissões e fechamento de centenas de agências.
      Como é natural, surgem insinuações a respeito de iminente processo de privatização.
 Uma privatização não se faz de uma hora para outra. De modo geral, ela é sequência de uma série de procedimentos ocorridos em diversas épocas – alguns com a aparência de simples “reestruturação” ou adaptação aos tempos modernos – no aguardo do tempo certo para a implementação dos últimos capítulos. Talvez seja esta a finalização que estamos presenciando agora.
  Lembramos a carta aberta do saudoso Betinho, de 20 de outubro de 1995 (já se vão mais de 20 anos) dirigida “às amigas e amigos do Banco do Brasil“. Betinho relata a importância da adesão “entusiasta, surpreendente e nacional” dos funcionários que, por toda a parte, organizaram cerca de três mil comitês. Tudo estava bem, “até que chegou a onda de privatizações das empresas públicas”. E acrescenta: “A direção do Banco, seguindo à risca as instruções do Governo, começou o processo de demissões. A unidade que havia entre direções e base foi fortemente abalada, a crise se instalou no BB e, em consequência, nos comitês. Funcionários revoltados com o processo, e os demitidos, pararam de atuar, muitas vezes para cuidar da própria sobrevivência”.
      Como que profetizando o que viria a ocorrer 20 anos após, Betinho conclui que o Banco confirmava (já naquela época) a sua postura de instituição voltada ao mercado, perdendo muito de sua visão e missão social.
      E pergunta: “como separar as questões do Banco do Brasil da dinâmica da Ação da Cidadania? As instituições mudam, as direções passam, a cidadania e a solidariedade devem permanecer”.
  Betinho morreu mas os problemas em relação ao Banco permanecem vivos, a mesma vinculação ao mercado, a mesma busca do lucro desenfreado, a mesma dependência das “instruções e interesses do governo” acima de seu papel de fomento à produção e aderência às questões sociais.
 É esse Banco que precisamos resgatar, esse Banco que financia 70% do agronegócio, em um movimento nacional semelhante à Ação de Cidadania tão bem capitaneada pelo saudoso Betinho, com a adesão maciça dos funcionários da ativa e aposentados, fortalecidos pela atuação firme e constante de nossas associações.