quinta-feira, 18 de maio de 2017

VOLTA AO BRASIL

Caros Companheiros,

Acabei de voltar de viagem e, como qualquer pessoa que retorna ao país, fiquei espantado pelo avanço da Operação Lava-Jato no Brasil em tão curto espaço de tempo.
Nos Estados Unidos, as notícias sobre o México, a América Central e América do Sul, resumem-se à crise na Venezuela e ao muro entre os Estados Unidos e México.
Sobre o Brasil, li uma pequena nota de rodapé de jornal, noticiando a libertação do José Dirceu. Não sei porque deram notoriedade a esse fato. Afinal de contas, entre mil, talvez só um americano tenha ouvido falar de José Dirceu.
Os assuntos que realmente bombavam na mídia dos Estados Unidos, eram o campeonato de futebol americano e as investigações sobre a interferência russa na eleição do Trump.
Como sempre faço, entrei em um bar e puxei conversa com o cidadão ao meu lado para praticar meu inglês, enquanto saboreava um gostoso “draft” (caneca grande de chope).
Quando começamos a conversar e disse que era brasileiro, para minha surpresa, ele manifestou um grande conhecimento sobre a conjuntura internacional e sobre o Brasil.
Falou sobre o papel de liderança do Brasil na América do Sul, discorreu sobre a Operação “Car Wash” (Lava-Jato) mas, o que mais me impressionou, foi a comparação que ele fez entre os Estados Unidos e o Brasil.
Disse que muitos brasileiros consideram os Estados Unidos um modelo de civilização.
Mas afirmou que, embora os Estados Unidos tenham grandes qualidades, são um país que nunca teve uma geração sem guerras, é um país onde o porte de armas é um direito estabelecido pela constituição, e a discriminação racial ainda é uma chaga na vida americana. Acrescentou que o país tem cerca de 2,5 milhões de presidiários.
Já o Brasil, disse ele, como qualquer país, tem seus problemas, mas tem muitas virtudes, como uma integração racial sem paralelo no mundo, não tem guerras, e o povo prioriza a paz e a qualidade de vida e não a competição acirrada e um consumismo desenfreado como ocorre nos Estados Unidos.
Quando manifestei minha admiração sobre seu conhecimento sobre nosso país, ele disse que já havia visitado o Brasil no passado e, inclusive, tinha tido um longo caso amoroso com uma brasileira.
Essa é uma exceção entre os americanos.
Normalmente, o americano médio tem um desconhecimento grande no que tange à cultura de outros países.
Mas  aprecio o espírito descontraído, comunicativo e brincalhão dos americanos, muito embora não tenham a tradição de se abraçarem e se tocarem como é comum aos brasileiros.
A minha segunda visita foi ao Canadá, mais precisamente em Vancouver.
Diz-se que o Canadá tem o mesmo progresso dos Estados Unidos sem os problemas dos Estados Unidos.
O Canadá é considerado o país com o mais alto padrão de qualidade de vida do Mundo.
A educação básica é gratuita nos níveis básico e médio.
No que tange à saúde, pagam-se planos de assistência médica em que o cidadão é muito bem assistido. Não sei precisar como é a assistência a pessoas de baixa renda, mas ressalto que não vi mendigos nem mesmo pobreza aparente em nenhum lugar.  Penso que seja residual o percentual da população nessa faixa social, algo sem maior peso no serviço de assistência social.
Em relação à previdência social, existem planos    de aposentadoria privados muito bons. Mas muitos cidadãos optam por fazer planos pessoais geridos por eles mesmos.
No Canadá não existe a chamada carteira de trabalho, como existe no Brasil.
Lá, o sistema baseia-se em contratos de trabalho, que funciona muito bem. Os contratos de trabalho se tornam referências e curriculum, que acompanha e ajuda o cidadão por toda a sua vida laboral.
O chamado trabalho terceirizado que está sendo tão combatido aqui no Brasil, é uma prática generalizada, e as pessoas que trabalham dentro desse sistema são bem remuneradas.
Faço questão de frisar que não estou fazendo apologia do sistema de trabalho terceirizado. Apenas estou descrevendo como as coisas funcionam naquele país.
Pelo que verifiquei, o nível salarial nas empresas é elevado o suficiente para se levar uma vida tranquila, confortável, decente, e que satisfaz a todas as necessidades primordiais das pessoas, desde à completa manutenção pessoal, moradia de bom nível, saúde e educação.
O nível de criminalidade é baixíssimo, poderíamos dizer, quase nulo.
O Canadá alcançou sua independência plena há 150 anos.
Vancouver é uma cidade belíssima.
Visitei estações de esqui que contam com bondinhos para acesso às áreas mais altas. Pode-se apreciar cachoeiras e quedas d’água estonteantes, em meio a uma rica vegetação com árvores altíssimas.
Nos picos mais elevados, com temperatura muito baixa, me informaram que existem   ursos, castores, raposas, lobos, ratos do gelo, e outros animais típicos da região.
Essas estações contam com muitos hotéis, hospedarias, e restaurantes de alto nível, mas com preços honestíssimos.
Essa é a razão porque esses locais ficam lotados com milhares de visitantes para a prática de esqui e outros esportes de inverno.
Por falar de esportes, o hóquei no gelo é considerado o esporte nacional do Canadá.
Gostaria de ter assistido à uma partida de hóquei; me disseram que é emocionante.
A filosofia local é incrementar o turismo agradando o turista ao extremo.
Também visitei algumas ilhas que se constituem em reservas florestais e parques nacionais magníficos. Respeito absoluto pela flora e pela fauna locais, apesar do grande número de ciclistas,  trilhas e campings. Limpeza e segurança absolutas.
Fiquei em um excelente hotel em Richmond, um bairro de maioria chinesa em Vancouver, e que é um dos centros universitários mais importantes do Canadá e do Mundo.
A comunidade chinesa é muito seleta, reservada, elegante, rica e intelectualmente avançada. É um grupo composto de pessoas que preponderam na área universitária, tanto como cientistas, pesquisadores, pós-graduados e professores. 
Também têm atuação majoritária nos negócios, nas indústrias e nos setores financeiros locais.
Vancouver é uma cidade de tráfego muito organizado e de limpeza extrema.
Nas chamadas “downtowns” de Vancouver, predominam prédios residenciais inteligentes com 400 a 1000 apartamentos, em que tudo é controlado remotamente.
Não existem empregados fixos, somente um administrador para cada prédio. E, milagrosamente, tudo funciona de forma perfeita.
A limpeza, o silêncio, a organização, e a segurança nos edifícios são completos.
Os elevadores, que funcionam por controle remoto, só param no andar onde a pessoa reside. Você não tem acesso a outro andar, a não ser que o morador de outro andar o acompanhe e permita seu acesso pelo sensor de controle remoto.  
Se for receber algum visitante ou alguma encomenda, o morador tem de descer ao andar térreo e abrir    a porta de entrada do prédio por controle remoto para o visitante entrar ou para pegar qualquer compra.
No andar térreo dos prédios não existem portarias, nem ninguém para vigiar, ajudar, ou prestar informações. A área térrea é arquitetada e decorada com luxuosos espaços arborizados, com aquários, sofás e confortáveis poltronas.
É terminantemente proibido fumar nas áreas comuns e, inclusive, dentro dos apartamentos.
Existem detectores de fumaça no teto dos apartamentos, que registram se a fumaça é proveniente de cigarros. Nas áreas comuns, além dos detectores de fumaça, existem câmaras que registram tudo.
A multa é muito pesada para aqueles condôminos que transgredirem as normas condominiais e fumarem dentro dos prédios.
Se as pessoas quiserem fumar têm de ir para a rua; no inverno, penso que seja um  exercício de masoquismo sair de seus apartamentos aquecidos com calefação, para fumar na rua, em uma temperatura abaixo de zero, e no meio da neve pesada.
Por toda essa praticidade e economia de mão de obra, as taxas condominiais são baixíssimas.
No caso de carros alugados, quando da devolução dos veículos, se for verificado vestígio de nicotina, a multa pode chegar a C$ 400.00.
Os bairros residenciais são dentro do estilo dos luxuosos “suburbs” americanos. Casas de alto padrão com amplos jardins, sem cercas, e ruas arborizadas, silenciosas, largas e seguras.
A cidade não tem áreas degradadas.
Impera um respeito absoluto pelo cumprimento de horários, tanto pelos ônibus como pelo metrô.  
Os pontos de ônibus têm terminais eletrônicos que informam qual o horário exato em que o próximo veículo vai passar. Britanicamente, tudo exatamente dentro do horário marcado, nem um minuto aquém e nem um minuto além.
Ao ir pegar um ônibus, o terminal mostrou que o próximo veículo chegava em 15 minutos. Para testar o sistema, fui tomar um café em uma cafeteria próxima. Para meu espanto, faltando 1 minuto para o término do tempo, o ônibus chegou pontualmente. 
A mesma coisa com o metrô que, aliás, não tem condutores.
Em Richmond, os ônibus têm indicativos em inglês e chinês. E, como nos Estados Unidos, tem apoio para bicicletas na frente dos coletivos e elevadores para cadeirantes.
Fui a um banco, e havia água gelada, café e chá para os clientes, além de amplo espaço com sofás, poltronas e revistas. E era uma agência bancária popular.
A indústria da reciclagem é muito ativa. Quase tudo é reciclado, desde papel, madeira, vidros, plásticos e metais. Só não vi reciclagem de produtos orgânicos.
Existem postos para recebimento de material reciclável em várias partes da cidade. Fui a um desses postos e vi um chinês tirar de seu carro dois sacos grandes de garrafas de plástico. Apurou uns C$ 40.00.
Existem shoppings imensos, com uma grande variedade de produtos de todas as procedências, a preços bem baixos. Como nos Estados Unidos, existem muitas promoções, e o uso   dos bônus e cupons de ofertas é um recurso intensamente usado por toda a população.    
As áreas de alimentação contam com filiais internacionais de cadeias de fast-food, muitas ainda desconhecidas no Brasil.
Prepondera a cozinha chinesa com um toque japonês, o que torna a culinária muito variada e apetitosa.
Até agora sinto falta das saborosas sopas bem quentes de legumes com camarões, lagosta, peixe, lulas e polvo, servidas em largas tigelas, seguidas do prato principal que eram generosas porções de salmão fresco preparado com óleo e ervas finas, com arroz cremoso e legumes. Tudo regado com um bom vinho tinto/branco do Canadá. É para a gente se babar. Dá vontade de pegar um avião e voltar ao Canadá só para saborear novamente aquelas iguarias.
É importante frisar que o Canadá é a terra do salmão, que tem um sabor especial, pois é pescado nos rios e corredeiras, e não criado em fazendas de piscicultura.
Nos grandiosos shoppings, que também contam com áreas de supermercado, pode-se apreciar a venda de imensas lagostas, “crabs” (caranguejos gigantes pescados no fundo do mar), e peixes que vivem nas profundezas oceânicas. Todos vivos e expostos em grandes aquários para escolha dos clientes.
Os cinemas são luxuosíssimos e caros. Mas existem as promoções baratas no meio da semana.
Existem outras localidades de maioria indiana, judeus, ucraniana, etc. Todas também de alto padrão.
E todos se vestem da forma característica como em seus países de origem.
É admirável cruzarmos pelas ruas com aquela diversidade humana, cada um com trajes típicos e falando línguas diferentes.
O inglês prevalece como língua oficial.
Na área de Quebec, excepcionalmente, prepondera a língua francesa.
Como se pode ver, é uma vasta miscelânea de nacionalidades, culturas, hábitos e línguas. Mas o importante é que tudo funciona pacífica e perfeitamente.
Encontramos uma brasileira de Belo Horizonte, que estuda e trabalha em Vancouver. E aí tomamos conhecimento da existência de uma comunidade brasileira em Richmond.
O Canadá tem uma política inteligente de imigração.
Suas portas estão abertas para cidadãos de qualquer país.
Mas eles selecionam ao extremo as pessoas que desejam imigrar para o Canadá.
O controle é severo e abrange uma investigação completa da vida pregressa da pessoa, sua formação universitária e experiência profissional, a condição para seu sustento no país, vivência internacional, conhecimento de línguas, entre diversas outras exigências.
Ou seja, o Canadá prioriza a importação de cérebros.
Mas confesso que me senti um tanto incomodado pela falta   de entrosamento social. Os brasileiros que se mudam para o Canadá, no início, devem sofrer muito com o isolamento social.
Mas com o tempo, se adaptam e formam seu círculo de amigos.
Como uma pessoa disse, é fácil nos acostumarmos com o progresso, a segurança e a ordem. O caminho inverso é que é traumático.
Não consegui enxergar outros problemas além das adaptações iniciais e naturais em um novo país, e   fiz, a mim mesmo, a pergunta que muitos estrangeiros se fazem quando visitam o Canadá:
-O Canadá é o país perfeito para se viver?
Certamente o Canadá tem diversas outras virtudes, mas também deve ter seus próprios e peculiares problemas.
Por tudo que expus acima, recomendo a qualquer pessoa que não perca a oportunidade de visitar esse fantástico país que é o Canadá. É uma experiência inesquecível que nos deixa admirados e saudosos.
Agora que estou de volta ao Brasil, ainda afetado pelo desagradável “jet lag”, devido às muitas horas de voo, me deparo com toda essa ebulição que a Operação Lava-Jato está provocando no meio político, na economia, e no país como um todo.
Pode parecer paradoxal, mas esse verdadeiro furacão em que o país está mergulhado, me deixa satisfeito.
A nação está passando por uma barreira de choque e sairá transformado desse processo.
O povo também mudará e será o maior beneficiário dessa profunda revolução pela qual estamos passando.
Mas isso é matéria para outro artigo.
Se há alguma mensagem que gostaria passar para todos é que tenham fé no Brasil.
Este é o caminho.
Atenciosamente

Adaí  Rosembak
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

quinta-feira, 6 de abril de 2017

RESQUÍCIO AUTORITÁRIO

Prezados Companheiros,

Ao ir à Caixa Econômica Federal, verifiquei que tinha, em meu nome, saldos remanescentes do PASEP e do FGTS.
O valor do PASEP, de pequena monta, saquei cinco dias úteis após o preenchimento do formulário apropriado.
Quanto ao valor do FGTS, fui informado que o mesmo só poderia ser sacado com autorização judicial.
Mas ao tentar obter um extrato desse saldo, a fim de que pudesse me aprofundar na pesquisa da matéria para alicerçar o pleito do saque em Juízo, para meu espanto e indignação, fui notificado que existiam normas internas da Caixa que impediam o fornecimento de tais extratos aos titulares das contas, bem como a obtenção de informações mais detalhadas sobre o assunto.
Declaro-me pasmo de que ainda existem normas restritivas como essa, principalmente em uma instituição financeira pública.
Isso não passa de um resquício autoritário do período ditatorial que vivemos em passado recente.
É uma forma abusiva de uma instituição financeira extrapolar os limites de sua atuação, cercear o direito das pessoas, e prejudicar os interesses dos cidadãos.
Considero inadmissível a possibilidade de que exista qualquer lei ou dispositivo legal, que impeça um titular de conta, em qualquer instituição de crédito, pública ou privada, de tomar conhecimento do saldo e da origem de qualquer recurso financeiro    em seu próprio nome. 
Assim, envidarei o melhor de meus esforços na defesa de meus interesses, pois não aceito que a Caixa Econômica Federal, se negue a me fornecer demonstrativos ou informações de uma conta da qual sou titular.
Nunca é demais frisar que as instituições financeiras não são donas de quaisquer valores mantidos sob sua guarda. São, única e exclusivamente, administradoras desses recursos.
Para evitar uma contenda legal, que implica em demora, emperros burocráticos, e dispêndios financeiros, vou tentar contornar esse óbice, de forma amigável, junto aos canais competentes dentro da Caixa Econômica.
Mas, se não houver outra alternativa, tomarei as medidas legais cabíveis em relação ao assunto.
Levanto essa matéria neste blog, para alertar todos os companheiros para a possibilidade de que tenham direito a valores do PASEP e do FGTS, depositados em seus nomes na Caixa Econômica Federal.  Existe um gigantesco montante de recursos do FGTS, à disposição de titulares, que não têm sequer o conhecimento desses depósitos, e muito menos de seus valores.
Para obter informações sobre o assunto, os interessados devem comparecer em QUALQUER agência da Caixa Econômica Federal, e solicitar os saldos do PASEP e do FGTS.
Devem ir munidos de carteira de identidade original, carteira de trabalho com o registro da aposentadoria, atestado de residência, e carteiras do PIS/PASEP e FGTS.
Por medida de precaução, além da carteira de trabalho, recomendo levar o termo de concessão de aposentadoria emitido pelo INSS. Em saque anterior do FGTS, apesar do registro de aposentadoria já constar na carteira de trabalho, esse documento também me foi exigido.
Em relação à evolução desse assunto, manterei os companheiros atualizados sobre qualquer informação relevante   sobre o tema ora abordado.
Não poderia deixar de registrar, mais uma vez, a vital e prestimosa orientação profissional prestada pelos causídicos Dr. Hugo Jerke, e Dr. Daniel Martinho, que integram o quadro jurídico do Escritório Jurídico Hugo Jerke, que presta consultoria jurídica aos associados da AAFBB.
Felicidades e Boa sorte a todos.

ADAÍ ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

UMA VIAGEM AO FUTURO
Aproveito este ensejo para recomendar aos companheiros que acessem pelo GOOGLE, o estonteante documentário “SHENZHEN: THE SILICON VALLEY OF HARDWARE / FUTURE CITIES/ WIRED”.
Trata-se de um conjunto de documentários, recomendado para todos, mas principalmente para os mais jovens, absolutamente imprescindível para que nos atualizemos sobre o espantoso avanço tecnológico da China moderna no campo de TI-Tecnologia da Informação, principalmente no que tange à área de hardware.
Os comentários centram-se nas mudanças ocorridas em  SHENZHEN, atualmente o maior centro de produção, avanço tecnológico, e comercialização na área de hardware, em todo o mundo.
É um documentário que nos deixa extasiados com o avanço de SHENZHEN que, há 30 anos, era uma pequena cidade rural no sudeste da China,   que tinha uma população de 10.000 pessoas e, hoje, tem mais de 12.000.000 de habitantes.
É uma verdadeira viagem ao futuro, que abala todos nossos conceitos sobre civilização, e que, por menos que queiramos, nos lança a uma comparação da situação que  passamos no Brasil atualmente, com o que já está acontecendo na China.
É um relato impactante e espantoso sobre os desafios que estão postos à nossa frente, e que as próximas gerações terão de enfrentar.

terça-feira, 28 de março de 2017

UMA VISÃO REALISTA

Companheiros,

Leio constantemente notas emitidas, principalmente por organizações sindicais e grupos políticos de esquerda, contra o Projeto de Terceirização e o de modificações no Emprego Temporário, que foram aprovados pela Câmara e que seguem para sanção da Presidência da República.
Ressalto que muitos argumentos contrários a esses projetos estão justamente fundamentados em relação a direitos adquiridos.
Se as atividades fim na área bancária forem terceirizadas, concordo plenamente com as afirmações da Presidente da FAABB, Isa Musa de Noronha, que, no que tange a servidores do Banco do Brasil, a sobrevivência da CASSI e da PREVI, a longo prazo, poderão ser comprometidas.
Então, temos sim, de defender direitos, benefícios e regalias que já foram conquistados, até a presente data, por determinados segmentos de trabalhadores.
Mas, a par  da defesa legítima de “direitos e benefícios”, de quem já os conquistou, e que já está empregado ou aposentado, não podemos deixar de avaliar o que ocorre à nossa volta.
Corro o risco, e certamente serei acusado de herege, ao discordar dos princípios defendidos por grupos    de esquerda e ligados a sindicatos, que são radicalmente contra a Terceirização e modificações no Trabalho Temporário.
As estatísticas apontam mais de 12 milhões de desempregados no país.
Isso sem contar os que mal conseguem sobreviver e que estão incluídos na categoria do chamado “sub-emprego”, que não passa de um eufemismo para o que comumente chamamos de “bico” ou “biscate”, que é uma forma de sobrevivência para o desempregado.
Nesse caso, não sejamos cínicos, nas discussões sobre a preservação de “direitos, benefícios e regalias dos trabalhadores”, essa massa de desassistidos e miseráveis, não passa de “um detalhe” sem maior relevância.
Esse mar humano não luta por “direitos e conquistas”, e a maioria não tem uma visão básica de quais são as implicações legais da terceirização ou de mudanças no trabalho temporário.
Não são pessoas politizadas e nem estão preparadas para enfrentar um mercado de trabalho que exige experiência e preparo técnico apurado.
O que eles querem   é um emprego, por mais simples que seja, que lhes proporcione uma renda imediata para cobrir os custos de um teto simples e lhes permita alimentar suas famílias todo santo dia.
Nesse ínterim, o socorro, muitas vezes, é provisória e precariamente prestado por parentes, instituições de caridade e igrejas.
A propósito, e como exemplo desse assunto, lembro a eliminação de milhões de vagas no mercado de trabalho de empregado(a)s doméstico(a)s, por conta de uma irresponsável formalização desse tipo de prestação de serviço, por injunções políticas. Milhões de mulheres e até de homens, que dispunham de salário, moradia, alimentação, e que tinham condições de estudar à noite, foram dispensados e perderam seus sustentos. Simplesmente seus patrões não tinham condições de arcar com os custos da formalização de seus empregos. Tiveram de voltar para suas cidades no interior, sem qualquer renda, sem perspectiva de conseguir um emprego e, por conta desse cataclismo em suas vidas,  foram forçados a abandonar todos os seus sonhos de realização pessoal e ascensão profissional.    
As necessidades dessa gente são básicas e urgentes. No desespero de achar uma solução rápida para seus problemas, muitos enveredam por saídas e caminhos condenáveis, que vão acabar complicando suas vidas ainda mais.
É para essa gente, que o Governo e todos nós, temos que dar prioridade e atenção, até em nosso próprio benefício, para que possamos viver em uma sociedade segura, humanizada e sadia.
O seguro desemprego é um instrumento limitado que não atinge a todos.
As portas do emprego formal estão fechadas.
Para quem se inicia no mercado de trabalho é exigido formação técnica de alto nível e experiência funcional. Poucos tem formação técnica elevada, e perguntamos como é possível ter experiência funcional quando se inicia no mercado de trabalho.
Uma legislação trabalhista ultrapassada, pesada, burocratizada e emperrada, impede que as empresas ampliem seus quadros funcionais.
A par disso, o empresariado tem de preparar adequadamente seu quadro de funcionários, pois a maior parte dos que procuram emprego tem um   baixíssimo nível de escolaridade e um despreparo técnico alarmante em todas as áreas.
Para coroar essa situação, a classe empresarial tem de sobreviver com a opressão de um estado mastodôntico, burocratizado, moroso, ineficiente, disfuncional e, o que é pior, em parte das vezes, corrupto.
Aliás, quanto mais burocratizado o sistema, maior é o campo de exigências, o que propicia ampliar a extorsão para vender “facilidades”.
Para comprovar essa situação, aí está o recente exemplo da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal.
Aí estão os impostos escorchantes   e complexos, resultantes de uma emaranhada legislação tributária ultrapassada, sufocante, superposta, burocratizada e extorsiva.
Quem já atuou na área privada, como este blogueiro teve a ousadia de atuar, sabe o que estou dizendo.
A única forma de sobrevivência é apelar para a informalidade.
O melhor é nem começar, se pretender fazer tudo certinho,  pagando todos os impostos, todos os encargos, e obedecendo a todas as exigências legais, muitas absurdas e verdadeiramente estúpidas, que o Governo empurra garganta abaixo dos que tentam se aventurar como empresários, em meio a uma brutal recessão.
Porque, com certeza, vai ser fracasso certo.
Que o digam os pedevistas, que se aventuraram a abrir os mais variados negócios, e deram com os burros n’água. Viviam um sonho e acabaram em um pesadelo.
Outro dia, fui ao centro do Rio, e passei pela Rua Carioca que, há algum tempo atrás, era um centro comercial vibrante. Confesso que fiquei chocado ao ver  o imenso  número de lojas fechadas.
Por isso tudo, o Brasil continua sendo um país caro e inviável para investir.
São por essas razões que as multinacionais ao redor do mundo continuam a carrear seus investimentos para a China, a Índia, os Tigres Asiáticos, e para outros países, que oferecem condições mais atrativas e menos complicações burocráticas para a aplicação de seus capitais e rentabilidade e ampliação para seus investimentos.
É duro, como brasileiro que sou, dizer tudo isso. Mas essa é a pura verdade.
Assim, a melhor forma de encararmos as mudanças que serão provocadas pela Terceirização e pelas mudanças no Emprego Temporário, é procurarmos preservar o que já foi conquistado e romper com as amarras que sufocam o mercado de trabalho e o progresso do país.
O Brasil está passando por uma verdadeira revolução e com certeza viveremos dias melhores.

ADAÍ ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB 

quarta-feira, 22 de março de 2017

AAFBB em FOCO - 22.03.2017

Companheiros,

Após várias semanas sem ter ido à AAFBB, por motivos pessoais, ontem, fui à associação para obter uma orientação no Serviço de Assistência Jurídica, sob comando do Dr. HUGO JERKE.
Fui atendido pelo jovem causídico Doutor RENAM LOUREIRO, simpático, capacitado e atencioso advogado, que presta sua colaboração naquela área.  
Registro meus agradecimentos pela presteza e amabilidade com que fui atendido pelo Dr. RENAM LOUREIRO.
Adicionalmente, tive o prazer de conhecer pessoalmente o Dr. WALDYR ARGENTO JÚNIOR, filho de meu amigo e colega de longa data, WALDYR ARGENTO. Eis que, de repente, adentrou no recinto, o WALDYR ARGENTO, o  pai.
Pai e filho, duas cabeças literal e figuradamente brilhantes.
O WALDYR  me fez recordar da rasteira que me deu em uma partida de futebol disputada há 35 anos atrás, quando defendíamos o time da CACEX. Um jogador do outro time tinha cometido uma falta contra o WALDYR (filho), na época um adolescente.
O WALDYR, furioso com a agressão ao filho, foi tomar satisfações com o jogador que cometeu a falta, e a resposta recebida foi que futebol era para “homem”. Ato contínuo, o WALDYR, indignado com a resposta, deu um soco direto que deixou o jogador desfalecido. O tempo fechou.   
Eu estava na turma do “deixa disso”, e tentei conter o WALDYR, que estava mais raivoso que um touro miúra.  O troco pela minha intervenção apaziguadora, foi uma pernada tão bem dada pelo WALDYR, que subi no ar, e caí em cheio no gramado. Fiquei com as pernas doloridas por um bom tempo. Prometi a mim mesmo nunca mais jogar futebol em time no qual o WALDYR também participasse.
Ontem, 35 anos após a ocorrência, o episódio foi motivo de boas gargalhadas.
A seguir, fui visitar pela primeira vez, o CARLOS FERNANDO (CAFÉ), no 9º andar, para tomar um cafezinho, mas ele estava em reunião com sua equipe. Lá estava o alto-astral JÚLIO ALT, meu amigão de longa data. O cafezinho ficou transferido para outra oportunidade.
Logo após, fui ao 4º andar, rever o JOSÉ ODILON, mas ele estava de férias. Fui atendido pelo sempre simpático e risonho NELSON LUIZ DE OLIVEIRA, o “Empinador de Pipas”, que me noticiou a ausência do ODILON.  Que figura cativante o NELSON LUIZ. Sempre risonho e de bem com a vida.
Cruzei com o ARI SARMENTO algumas vezes. O homem deveria estar resolvendo vários problemas urgentes.
Finalmente, fui ao CODEL. Encontrei meu amigo NELSON LEAL. Faço questão de ressaltar que eu e o NELSON temos visões políticas diferenciadas, mas temos recíproca admiração e respeito, e um excelente relacionamento.
Logo após, o GILBERTO SANTIAGO, a LORENI DE SENGER, e o MÁRIO BASTOS, retornaram do almoço.
Conversei rapidamente com o MÁRIO BASTOS sobre uma ação comum que está sendo conduzida pela filha dele, a advogada Doutora MARILENE BASTOS PARREIRA.
Depois, parabenizei o GILBERTO SANTIAGO pela surpresa que foi a solenidade de inauguração da sala de leitura, no 11º andar, dia 13.03.2017, a qual levou seu nome. O evento contou com a presença das figuras mais destacadas da associação.
Poucas vezes, vi o ambiente do CODEL em tão alto astral.
A LORENI DE SENGER estava descontraída e falante como eu nunca a tinha visto antes. Discorreu sobre seu espírito alegre e sobre passagens duras de sua vida em que ela sempre fez prevalecer esse aspecto de sua personalidade. Parabéns Querida Loreni de Senger. Que Deus sempre lhe mantenha assim!!
Por fim, fui visitar a sala de leitura recém-inaugurada com o GILBERTO SANTIAGO.
Ele, evidentemente, com muito orgulho, me apresentou as instalações. Cumprimentei o LUIZ FERNANDO, simpaticíssimo rapaz, que é o responsável pela área, e solicitei que ele tirasse algumas fotos.


Observem, em uma das fotos, o nome que está na placa de inauguração, “SALA DE LEITURA GILBERTO SANTIAGO”.
Aproveito este ensejo, sem ironia e com muito prazer, para justificar porque chamo o GILBERTO SANTIAGO pela alcunha de “meu guru”.
Passei a frequentar a sala dos aposentados na AAFBB, lá pelos idos de 2011, quando abdiquei de atuar na área privada.
Comecei, então, a me dedicar aos assuntos inerentes aos aposentados pela PREVI.
Foi nos artigos do Gilberto Santiago, no site da AAFBB e na revista da associação, que encontrei as orientações mais claras e objetivas sobre todos os temas de nosso interesse.
O Gilberto Santiago tem a notável qualidade de dissecar informações extensas, empoladas, prolixas e complexas, em notas concisas e assimiláveis para qualquer pessoa neófita em nossos assuntos. Ele vai direto ao âmago dos problemas, destrincha-os, e os devolve de forma direta e inteligível para os leitores. 
Aí não podia deixar de avaliar porque tinha perdido tanto tempo ao ler textos longos e empolados que me deixavam cheio de questionamentos, quando poderia ter lido   um artigo suscinto e claro do Gilberto Santiago. Teria ganhado tempo e colocado um ponto final ao assunto.
É dito que uma característica inerente aos diplomatas é que eles são especialistas em escreverem longos textos para não dizerem nada. O Gilberto Santiago é o contrário. Em poucas palavras ele diz tudo.
Foi por isso que passei a chamá-lo de “meu guru”.
Outra qualidade notável do GILBERTO SANTIAGO é que ele consegue ver além do que as pessoas comuns conseguem enxergar.
Essa é uma virtude rara.
Por todos esses traços é que muitas pessoas o consideram a eminência parda em qualquer área em que ele atue.
Ironicamente, é igual aos orientais que tem os olhos fechadinhos, mas enxergam longe.
Uma pessoa que também tinha essa qualidade era meu saudoso amigo ALDO ALFANO. Almocei algumas vezes com o ALDO ALFANO e aprendi muito com ele. Uma vez, ele me disse que, como blogueiro, não bastava eu escrever bem. Eu deveria ter cuidado com as palavras, pois elas são armas.
Nunca esqueci desses ensinamentos e, vez por outra, me penitencio por resvalar nessa falha.
Por tudo isso, a minha ida à AAFBB foi muito profícua.
Outras oportunidades surgirão.
Abraços em todos.

ADAÍ ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

segunda-feira, 20 de março de 2017

UMA PEÇA EM DOIS ATOS

Circula na rede o depoimento esclarecedor e realista do companheiro SÉRGIO FARACO, reproduzido abaixo, em que, com seu estilo preciso e analítico, ele tece comentários sobre os instrumentos que permitiram o patrocinador se apossar de 50% do superávit, no montante de R$ 7,5 bilhões, de nosso fundo de pensão, a PREVI.
O colega SÉRGIO FARACO está absolutamente certo quando descreve o “modus operandi” dessa peça bufa que, em dois atos, primeiro, a Lei Complementar 109, de 29.05.2001 e, em segundo, a Resolução CGPC  26, de 29.09.2008, conseguiu consolidar   o ilegal desfalque de R$ 7,5 bilhões da PREVI. Conseguiram a proeza de   transformar o patrocinador em beneficiário de fundo de pensão.
Para complementar esse golpe, ainda somos obrigados a suportar   o escárnio na LC 109 quando, no artigo 3º,  diz,  “ A ação do Estado será exercida com o objetivo de: ”, e, no item VI, completa com, “proteger os interesses dos participantes e assistidos dos planos de benefício.”
Os políticos dos governos FHC (LC 109) e LULA (Resolução 26), poderiam ter nos poupado dessa pilhagem e dessa humilhação.
Aliás, é pela rapinagem desenfreada que lançou nosso país na situação abismal em que ele se encontra, que a maior parte da classe política está sendo caçada e punida pela Operação Lava-Jato, como nunca antes aconteceu na história do Brasil.
O Brasil está sendo virado pelo avesso.
Face à penúria em que o país se encontra, lamentavelmente não enxergamos perspectivas de recuperar o que foi desviado da PREVI, mesmo que tenhamos sucesso em qualquer demanda junto ao Poder Judiciário e ao Poder Legislativo (mesmo que seja renovado).
Seremos os iludidos patetas do surrado bordão “ganha, mas não leva”.
Gostaria de não ser pessimista, mas, frente à uma situação como essa, com a sensação de impotência, amargura e humilhação, repito as palavras do Companheiro Mauro José Esperança ao final de sua mensagem de 16.03.2017, na rede “REDE-SOS@yahoogrupos.com.br:
“Em resumo, essa obrigatoriedade é só pra inglês ver. Continuamos como dantes no Quartel de Abrantes... Lamentável euforia.”
ADAÍ  ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

Mensagem do colega SÉRGIO FARACO:
COLEGAS,  
Lamento dizer que a parte dos R$ 7,5 bi que o Banco utilizou para quitar compromissos seus para com o Plano 1 não nos beneficiarão, ainda que ao final do processo haja determinação para que retornem à PREVI. 
Tais valores estavam registrados no Fundo Previdencial em nome do Banco e para lá retornariam. E o Banco os utilizaria para reduzir suas contribuições ou suspendê-las. 
Isso porque tanto a Lei Complementar 109 quanto a Res. 26 prevêm a redução e a suspensão das contribuições dos participantes, dos assistidos e do patrocinador em caso de apuração de superávit. 
O registro no Fundo Previdencial em nome do patrocinador obedece a determinação dos art. 15 e 16 da Res. 26, que não foram objeto da ação judicial e não foram atacados pela sentença, razão pela qual permanecem em vigor.  
Não se pode dizer que tais artigos sejam ilegais porque se coadunam com o que determina a LC 109 que diz:
“Art. 20. O resultado superavitário dos planos de benefícios das entidades fechadas, ao final do exercício, satisfeitas as exigências regulamentares relativas aos mencionados planos, será destinado à constituição de reserva de contingência, para garantia de benefícios, até o limite de vinte e cinco por cento do valor das reservas matemáticas.
    § 1º Constituída a reserva de contingência, com os valores excedentes será constituída reserva especial para revisão do plano de benefícios.
    § 2º A não utilização da reserva especial por três exercícios consecutivos determinará a revisão obrigatória do plano de benefícios da entidade.
    § 3º Se a revisão do plano de benefícios implicar redução de contribuições, deverá ser levada em consideração a proporção existente entre as contribuições dos patrocinadores e dos participantes, inclusive dos assistidos.”(destaquei)
Concluindo, não há como utilizar eventual devolução pelo Banco em proveito dos participantes e assistidos.

Abraços
SÉRGIO FARACO

sábado, 11 de março de 2017

UM PROJETO DE VIDA

Companheiros,

Quando criei este  blog pretendia lançar um fórum de discussões sobre assuntos relativos à nossa categoria, bem como sobre assuntos econômicos, sociais e políticos.
Alguns companheiros me disseram que já existiam muitos blogs relativos à nossa área, dirigidos por gente muito bem preparada e experiente. Além disso, haviam sites de associações e de diversos órgãos ligados ao meio sindical, além de portais governamentais.
Mas, justamente por esses desafios, entrei nesse meio; seria mais um a dar pitacos.
Também haviam outros motivos que me levaram a criar este blog.
Desde adolescente sempre gostei de opinar nas colunas de leitores de jornais. Tinha algumas caixas de sapato cheias de recortes de jornais com minhas notas. Até que um dia, uma auxiliar do lar, com muita iniciativa e “zelosa” com a limpeza da casa, jogou as caixas no lixo porque estavam cheias de “restos de jornais velhos e imprestáveis”.
Essa prática de escrever para jornais me auxiliou muito nos estudos. Era um fiasco em matemática, mas sempre tirava boas notas em redação.
Outra razão para escrever foi minha ligação com o mundo político.
À época, estava envolvido pelo que Lênin chamava de doença infantil do esquerdismo.
Lembro-me de que comprava muitos livros na Intuliv, livraria na Rua das Marrecas, no Centro do Rio, especializada em publicações marxistas e de revistas da ex-URSS.
Tal era o meu fervor esquerdista que comecei a estudar russo e me inscrevi para cursar economia na Universidade Patrice Lumumba, em Moscou. Cheguei a ter uma entrevista com  Boris Kastritch, funcionário do Consulado da Rússia no Rio.
Veio a Revolução de 64 e fui obrigado a desistir de meu objetivo.
Mais uma vez, meus escritos e livros de marxismo desapareceram. Com medo de qualquer denúncia às autoridades militares, minha mãe deu sumiço em tudo.
Minha amiga e professora de russo era Vera Neverova, uma russa   que havia lutado na II Grande Guerra. Na época, era uma figura muito conhecida e influente na área artística e intelectual. Escrevia   em vários jornais e revistas, colaborava com escritores na tradução de livros, publicações diversas e peças teatrais, foi autora de um excelente dicionário russo-português e português-russo e, como  poliglota, além de russo, também lecionava alemão e espanhol.
Apesar de ser uma defensora e entusiasta da ex-URSS, foi em conversas informais com ela que comecei a me desencantar com a utopia do comunismo. Seus relatos sinceros sobre o período negro do Grande Terror, no governo de Stálin, e as distorções do chamado “paraíso socialista”, me mostraram o lado oculto da ex-URSS, o qual não era divulgado pela imprensa da época. Foi então que compreendi que nada do que ocorreu na Rússia correspondia e se encaixava no contexto político do Brasil.
Certa vez, ao conversarmos sobre política, ela lembrou uma famosa expressão de Lênin, que dizia que a “religião era o ópio do povo”, e que esse era um dos motivos que levou Stálin a destruir igrejas e lutar contra a religião. Respondi que, se fosse no Brasil, Stálin estaria perdido, pois teria de lutar contra vários outros “ópios” além da religião, como futebol, carnaval, praia, novelas, jogo do bicho, (hoje acrescentaria o BBB) e, principalmente, o fervor sexual latino que, com a miscigenação, criou a mais maravilhosa das invenções, a mulata.
Rimos um bocado e ela até me deu razão.
Conto tudo isso para justificar minha fixação na evolução dos acontecimentos na Rússia atual.
Um outro aspecto para criar um blog, é que, como não era (e ainda não sou) dirigente de qualquer órgão ou associação, apresentaria uma visão independente, sincera e isenta de pressões e interesses pessoais e de injunções corporativas na defesa das causas de meus pares.
Com tudo isso em mente, me lancei à concretização de meu projeto.
Quando participei como colunista no blog Olhar de Coruja, redigi em torno de 45 artigos. Neste meu blog foram mais 192 notas. Um total de 237 escritos é uma produção razoável.
Errei, acertei, aprendi e evolui muito no exercício dessa atividade. E afirmo que isso tudo continua a acontecer na elaboração de cada nota colocada neste blog.
Tenho consciência de que os elogios massageiam nosso ego e são importantes para nos energizarem em nossa jornada.
Mas, o mais importante, foi constatar que as críticas construtivas contribuem para nosso aprendizado, aperfeiçoamento e crescimento.
Quanto às críticas destrutivas, baixarias e insultos de toda ordem, essas nos fazem desenvolver novos mecanismos de defesa e ataque.
Esse aspecto me fez compreender claramente que, propugnar mudanças implica em atacar o status quo e interesses enraizados e, consequentemente, criar atritos e opositores.
Apesar disso, essa é uma atividade apaixonante que sempre nos impele a novas e constantes pesquisas   que, por sua vez, nos levam a relativizar conceitos estabelecidos que, antes, considerávamos como princípios imutáveis.
Antes de me dedicar a essa atividade, logo após me aposentar, tive duas experiências malsucedidas na área empresarial.
Uma, foi uma loja de equipamentos de informática no Edifício Central, centro de informática na Av. Rio Branco, no Centro do Rio, que fundei com uma colega também aposentada do BB, Janete Zapalá.
O nome do estabelecimento era o mais estranho possível: “Zapalá Rosembak Informática Ltda.”
Não sei se foi pelo inusitado nome da loja, por nossa inexperiência e ineficiência como comerciantes, ou pelos dois motivos juntos, o fato é que o negócio foi um completo fiasco.
Logo após, entrei no ramo de aluguel de apartamentos por temporada. Consegui recuperar parte do prejuízo no ramo anterior, mas decidi parar em razão dos problemas espinhosos pertinentes a essa área. Ademais, é um campo em que se trabalha ininterruptamente, o ano inteiro, a semana inteira, dia e noite. Não há folga. Como um hospital, podem surgir imprevistos a toda hora. É preciso estar à postos todo o tempo.
Quase escrevi um livro sobre essas duas tentativas fracassadas.
Mas decidi dar um sentido positivo a essas experiências.
Agora, procuro orientar amigos interessados em criar um negócio próprio, a dominarem seu entusiasmo e suas emoções e, pelo contrário, procurarem ser absolutamente objetivos e racionais. Aconselho-os a serem cautelosos antes de tomarem qualquer decisão.  Recomendo estudarem detalhada e profundamente o ramo em que desejam entrar, e observarem e conversarem com pessoas que já atuam na área antes de se lançarem à realização de seus objetivos.
Não é sem razão que, quando entramos em determinados centros comerciais, nos assustamos com o imenso número de lojas fechadas e empreendimentos falidos.
O mundo empresarial é duro, frio e implacável.
Principalmente para nós, do BB e da PREVI, que, todo dia 20, temos nosso tutu religiosamente depositado em conta.
A propósito, repito abaixo, a observação oportuna e realista da companheira Neuza Martins, extraída do Resumo 4680, item 3.1, da (REDE-SOS) @yahoogrupos.com.br, de 21.02.2017:
“E vão fazer o que com um milhão e seiscentos? Até parece o pessoal que optou pelo PDV achando que era um bom dinheiro o que o Banco oferecia, que iam fazer isso e aquilo, e a maioria deu com os burros n’água. Só se saiu bem quem já tinha algo iniciado e já nos trilhos, com conhecimento da atividade. Os aventureiros faliram. ”
Parabéns a Neuza Martins por suas sensatas colocações. Quando eu e minha sócia, Janete Zapalá, tivemos nossa loja de informática no Infocentro, vimos diversas pessoas que colocaram todas suas economias naquele ramo, perderem tudo.
Uma das pessoas que faliram, era um amigo, que chegou a ter um infarto em razão da tensão por que passou. Depois de falido, foi morar no quarto de empregada do apartamento de seu irmão e passou a trabalhar como fotógrafo.
Abandonei o sonho (ou pesadelo?) de ser empresário, e decidi me dedicar aos interesses da categoria dos funcionários da ativa do BB e dos associados da PREVI , que é de fato de onde provém minha subsistência.
Foi um mundo novo que se abriu aos meus olhos.
Passei a frequentar a sala dos aposentados no 11º andar do prédio da AAFBB, no centro do Rio e, pouco a pouco, fui me inteirando de um universo de informações e conhecendo novos companheiros aposentados, dirigentes da associação e representantes de outras entidades.
A sala dos aposentados é um espaço extremamente agradável.  Conta com TV, computador, confortáveis poltronas de couro e uma ampla mesa onde os aposentados se encontram, conversam, discutem assuntos de interesse da categoria, contam casos e piadas e, para culminar, usufruem de um atencioso serviço de café, chá e, à tarde, uma rodada de biscoitos.
Passei a ler assiduamente publicações da associação e os informes que são constantemente reatualizados no quadro de informações da sala dos aposentados. Quando tinha alguma dúvida mais complexa, me aventurava a esclarecer o assunto com um ou outro dirigente que lá comparecia.
Considero aquele ambiente um espaço importantíssimo na sede da AAFBB, pois se constitui em um ponto de interação entre os dirigentes da associação e os aposentados. Por isso, aproveito este ensejo, para sugerir que a AAFBB programe a ida regular de dirigentes da associação àquela sala, para abordar temas diversos e esclarecer dúvidas diretamente com os aposentados.
É importante lembrar aos associados que a AAFBB, a ANABB, ou qualquer outra associação do gênero, não são como as AABBs.
As AABBs são centros recreativos, atléticos, culturais e de lazer, próprios para o convívio social, e que possuem amplas áreas de lazer, recreação e instalações desportivas.
Já as associações de funcionários são entidades que tem o objetivo de tratar de assuntos de interesse dos associados, relacionados com a PREVI, CASSI, BB e outros, tais como o relevante serviço de assistência jurídica e a área de seguros. Para tanto contam com departamentos e quadros especializados com essa finalidade.
A AAFBB, em sua ampla sede no centro do Rio, excepcionalmente, conta com alguns espaços para atividades lúdicas, tais como salão de sinuca e biblioteca. Também promove bailes de dança de salão, exposições diversas, palestras com figuras expressivas de nossa área e do mundo cultural e artístico, a prática do karaokê, e encontros dedicados à poesia.
Informações relevantes sobre assuntos relacionados aos interesses dos associados, tanto da ativa como aposentados, também são prestados pelo site da associação e pela moderna revista “Conexão AAFBB”.
Foi graças às informações obtidas nesses veículos de comunicação, aos avisos na sala dos aposentados, e ao salutar convívio com outros companheiros, que resolvi vários assuntos de meu interesse relacionados à nossa área.
Paralelamente, a AAFBB também conta com uma ampla sede campestre em Xerém, onde são promovidos bailes e festividades diversas, como Carnaval, Festa de São João e outros, e onde são celebrados concorridos encontros e simpósios, que contam com a participação de representantes de outras associações e entidades para a discussão de assuntos de nosso interesse.
A despeito de críticas duras contra algumas associações, que circulam na rede, e que conclamam os associados a se desligarem do quadro dessas entidades, declaro-me radicalmente contra essa iniciativa.
No que tange à área jurídica, só a AAFBB já promoveu cerca de 18 ações em defesa de causas dos associados.
É preciso considerar a morosidade da Justiça.
Essa, em grande parte das vezes, é a razão da lentidão para o desfecho dessas iniciativas legais. Essa demora, comumente, pode se estender por anos.
Na sede da AAFBB, contamos com a eficiente e atenciosa colaboração do Escritório de Advocacia Hugo Jerke, que atende a associados de todo o Brasil.
A  AAFBB também oferece serviços na área de seguros e presta preciosas orientações nesse campo  aos associados em todo o Brasil.
Mas, considero que a razão mais importante para nos mantermos afiliados às associações, é a defesa incondicional e aguerrida de seus dirigentes na defesa de nossas causas em todos os fóruns em que as mesmas estejam sendo debatidas e decididas.
Isso não implica em dizer que não deva existir oposição por parte de quem discorde de determinadas medidas que sejam encetadas pelas associações.
Muito pelo contrário.
Críticas, contestações e provocações, são necessárias e são fundamentais dentro de um processo democrático.
Cabe às entidades reagirem quando provocadas, se defenderem, se explicarem e justificarem suas ações.
O que as entidades não podem e não devem fazer, é se manterem alheias, distantes e mudas, em relação a qualquer acusação ou provocação.
Nada mais apropriado para retratar essa situação do que o adágio popular que diz:
“Quem cala consente”.
Por essa razão, como exemplo, considero que a ANABB deveria reagir, à altura e de forma tempestiva, às repetidas críticas nas redes sociais, em relação à morosidade e à falta de comunicação com os associados sobre o andamento de ações judiciais promovidas por aquela  associação, como é o caso do “processo 1/3 PREVI”.
Muitos desses reclamantes, em razão disso, sugerem a transferência dessa ação para outros causídicos e a desfiliação de associados da ANABB.
Essa é uma mostra clara de como o mutismo e a falta de interação dos dirigentes das associações com o quadro de afiliados, é prejudicial para essas entidades.
Ressalto que, ao participar das atividades na AAFBB, tive a alegria de conhecer novos companheiros e fazer novas amizades. E também tive o prazer de rever colegas com os quais trabalhei há décadas atrás.
Quando vou à AAFBB, procuro ser breve e formal nos meus contatos, pois aquele é um ambiente de trabalho.
Em compensação, na hora das refeições, no 2º andar, e nos almoços mensais, no 10º andar, me descontraio e participo intensamente desses momentos de congraçamento, e tenho a imensa satisfação de compartilhar da companhia desses companheiros. Isso é fundamental para nossa saúde física e psíquica.
São momentos em que rimos muito e rir, como é sabido, é o melhor remédio.
Em relação aos dirigentes das associações, ao contrário de vãs acusações, tive o privilégio de conhecer pessoas altamente qualificadas e dedicadas à defesa de nossos interesses.
Considero uma ingratidão e injustiça acusarem esses dirigentes de gozarem de regalias e mordomias descabidas e perdulárias para o exercício de suas funções à frente das associações.
São pessoas que sacrificam o convívio com seus familiares, e que chegam a prejudicar sua vida social, sua saúde, e seus assuntos particulares, em razão de compromissos com suas associações na defesa de nossas causas.
São dedicados companheiros constantemente compelidos a viajarem para participarem de encontros, simpósios, congressos, e eventos, em debates e discussões extenuantes que podem se estender por dias,  na defesa dos assuntos pertinentes à nossa categoria.
Devem estar sempre bem trajados à altura do formalismo que é exigido nessas exaustivas maratonas.
E, acima de tudo, estudam constantemente e detalhadamente todos os assuntos que nos dizem respeito. São profissionais de primeira linha e profundos conhecedores e experts nas áreas em que atuam.
Por isso, defendo enfaticamente que sejam beneficiários de pró-labore, cobertura de gastos em viagens, hotéis e refeições, gastos em celulares, deslocamentos de táxi, etc.
Isso é o mínimo que podemos dispender para o sucesso de nossas causas nas renhidas discussões em que nossos representantes atuam.
Sem qualquer exagero,  afirmo que nossas associações constituem as reais fortalezas que defendem nossas causas e nossos interesses.
De fato, existem choques de egos, orgulho, vaidade, personalismos, disputas pelo poder, espírito de corpo, e divergências pessoais de toda ordem, envolvidas nesse ambiente.
Mas tudo isso faz parte das relações humanas. Isso  ocorre até em nosso círculo familiar.
Além dessas diferenças pessoais, existe a premência do tempo, as pressões e limitações de toda ordem, e as condições reais em que os problemas estão colocados, e que, quase sempre, não correspondem ao que idealizamos.
De modo que nenhum desfecho sobre qualquer assunto vai atender de forma totalmente satisfatória ao que aspiramos.
Outro aspecto importante a considerar é que cada pessoa vê os mesmos problemas sobre óticas diferenciadas e, obviamente, as sugestões  apresentadas nunca atenderão integralmente ao que é proposto por cada representante de per si.
Lembro-me muito bem de um encontro que foi promovido pela AABB-Lagoa para discutir a Resolução CGPC 26, de 29.09.2008. 
O auditório estava repleto e as discussões  acaloradas. Muitos colegas se declararam, de forma enfática, a favor da Resolução 26, que previa o pagamento do BET, correspondente a 50% do excesso de recursos, e alegavam, na defesa de suas posições, que eles estavam velhos e queriam gozar do dinheiro ainda em vida. Acrescentavam que, depois, se discutiria na justiça o pagamento dos restantes 50%, no montante de R$ 7,5bi, que foi irregularmente destinado ao patrocinador, o BB, pela malfadada resolução. 
Outros defendiam a não aprovação da Resolução 26, e alegavam, para tanto, que se a aprovação se concretizasse, a luta para reverter a mesma, posteriormente, seria muito mais difícil. 
O que vimos é que, pressionados pela maioria de seus afiliados, as maiores associações e a FAABB, votaram pela aprovação da Resolução 26.
Agora ocorreu o mesmo com a aprovação do acordo entre o BB e a CASSI. 
A maioria dos componentes do quadro de associados votou a favor do acordo, que resolveu,  temporariamente, a situação de  insustentabilidade financeira da CASSI.
Este próprio articulista foi um defensor incondicional do SIM, conforme expressei neste blog. Acrescento que, embora já tivesse minha opinião formada, passei em algumas agências, e perguntei a vários funcionários se votariam no NÃO ou no SIM. Quase que integralmente, todos se manifestaram pelo SIM, que foi o que ocorreu.
O nome disso é opção democrática.
Nossos representantes, de um lado ou do outro, lutaram vigorosamente, cada um dentro de suas convicções, por nossas causas.
Mas a luta não parou. Ela continua.
E aí entra o fundamental papel das oposições e do contraditório.
Os debates sobre a CASSI continuam.
E agora, em 20.02.2017, tivemos o deferimento FAVORÁVEL, pelo Meritíssimo Juiz Federal da 10ª Vara do Rio de Janeiro, Alberto Nogueira Júnior, ao pedido do Ministério Público Federal sobre a ilegalidade da Reversão de Valores aos patrocinadores elencado pela Resolução CGPC nº 26, de 29.09.2008.
Então, deduzo que, em lugar de ataques pessoais e disputa de egos, o melhor que faríamos seria  que  nos parabenizássemos pelas conquistas que se concretizaram até este momento, e nos uníssemos na luta para a obtenção de  novos sucessos para a consecução de nossos objetivos.
Este blogueiro tem a imensa satisfação de ter ultrapassado a marca simbólica de 100.000 acessos.
Logo que lancei o blog me senti muito inseguro sobre o futuro de minha iniciativa.
Uma semana após sua criação e, com o irrisório número de 25 acessos, senti vontade de parar. Ainda mais quando observei o blog do Medeiros, que já atingia a impressionante marca de 1.400.000 acessos.
A companheira Cecília Garcez, cujo bem sucedido blog  já ultrapassava a marca de 700.000 acessos, mandou-me uma mensagem auspiciosa recomendando que tivesse paciência e não desistisse pois, o blog, aos poucos, se tornaria conhecido e seria mais acessado.
Ainda hoje estou grato a ela pelo incentivo.
Assim, decidi continuar, ainda mais porque essa é uma atividade que me dá muito prazer.
Agora, após um período para tratar de assuntos pessoais e, depois de um poderoso e devastador ataque cibernético, que rompeu todas as barreiras do programa anti-vírus, danificou meu computador, eliminou todo o conteúdo de informações do HD, me trouxe muitos gastos, e me obrigou a ficar fora do ar por semanas, consegui recuperar grande parte de minhas informações da “nuvem”, recompor todo o sistema operacional do computador,  reestruturar o programa do blog  e voltar à ativa com este  artigo.
Doravante, terei extremo cuidado ao acessar sites suspeitos (embora acesse constantemente sites internacionais), ao  abrir   mensagens, e tomarei   outras   providências de proteção em relação a diversos serviços, para evitar ataques como esse.
Por outro lado, esse período fora da rede, foi bom para reavaliar minha atuação nesta área.
Pretendo dar um novo sentido ao blog.
Doravante, também quero, a par de tratar de assuntos sérios, que são inevitáveis em nossa vida, passar a elaborar notas com um cunho mais leve,  alegre e  agradável.
Um pensador já dizia: “A vida não   é completamente boa nem completamente má. Ela é entremeada de momentos bons e momentos maus”.
Então, procurarei entremear matérias sérias com “casos pitorescos”, piadas, falar sobre assuntos mais agradáveis e interessantes e, nas palavras do poeta, “deixar a tristeza de lado”.
Em memória à minha  culta e espirituosa professora Vera Neverova, passarei a falar mais de lazer, música, praia, carnaval, futebol e mulher.
Afinal de contas, a vida é uma aventura que merece ser vivida. Então, vamos tratar de vivê-la da melhor forma possível.
Um grande abraço em todos.

ADAÍ  ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB