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quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

RETORNO

Caros Companheiros, 


Após quase dois anos de inatividade deste blog, em razão das limitações impostas pela pandemia da  COVID-19, procuramos voltar à atividade neste instrumento.

Muitas regras na confecção de um blog mudaram. 

As alterações são inexoráveis.

E nessas mudanças,  muitos erros são cometidos.

Como exemplo dessas falhas, o álbum de fotos do blog foi eliminado da nuvem acidentalmente   pelo simples ato de clicar em um ícone novo criado especialmente para gerenciar o referido álbum de fotos. 

Em razão desse erro, perdi toda a coleção de milhares de fotos do blog.

A recomposição desse álbum demandará muito tempo e muito trabalho.

Diversas outras alterações foram introduzidas na tecnologia de confecção de blogs, que se constitui em uma área específica e complexa da TI.

Pretendia elaborar um texto mais longo incluindo notas  específicas sobre a Assembléia da AAFBB, de 06.12.2021, concernente à posse da nova Diretoria  da AAFBB.

Desculpo-me, nesta oportunidade por  colocar somente algumas fotos dos companheiros da AAFBB, pois, como disse anteriormente, terei de fazer um trabalho demorado  na colocação de novas fotos de colegas presentes àquele evento.





Novos artigos virão e espero que, com isso,  eventuais falhas sejam limitadas.

Um abraço afetuoso em todos.

 

ADAÍ ROSEMBAK

Associado da ANABB e AAFBB 

 

 

 


segunda-feira, 25 de maio de 2020

QUO VADIS BRASIL?



Caros Companheiros,

Vivemos tempos estranhos.
Muitos brasileiros se perguntam se merecemos tudo o que vem acontecendo conosco e qual caminho o Brasil tomará no futuro próximo.
Nas últimas eleições, votei em JAIR BOLSONARO (PSL).
Exerci meu voto anti-PT, porque o desencanto com o PT e com a esquerda em geral, que arrasaram o país, era imenso.
Mas uma série de manifestações estapafúrdias e medidas   esdrúxulas por parte do titular do Poder Executivo e alguns de seus representantes, acabaram com minhas esperanças de término do Governo Bolsonaro de forma tranquila e com respeito à Constituição Federal.
Por isso é que, quando me perguntam se tornaria votar no mesmo presidente, nas próximas eleições, minha resposta é um taxativo NÃO.
A última coisa que se poderia esperar é que JAIR BOLSONARO viesse a trair suas promessas basilares de campanha – a HONESTIDADE e a ÉTICA.
Foi por essas razões que a maioria dos votantes o elegeu.
É preciso frisar que votamos em JAIR BOLSONARO, mas não em seus filhos, demais familiares e amigos.
Temos de esperar que o STF, que é a Suprema Corte de Justiça do Brasil, julgue se tem sido ilegal a interferência de JAIR BOLSONARO na  atuação e autonomia da POLÍCIA FEDERAL, no Rio de Janeiro, no que tange às investigações daquela autarquia sobre o papel do Senador FLÁVIO BOLSONARO (REPUBLICANOS-RJ) no processo da chamada RACHADINHA.
E aí não se trata de perseguição a nenhum parente, familiar ou amigo de JAIR BOLSONARO.
Trata-se de uma função precípua de Polícia Federal, que é um órgão do âmbito Poder Judiciário.
Assisti na TV à gravação do encontro do Presidente JAIR BOLSONARO com ministros de seu Governo em 24 de abril de 2020, no Palácio do Governo no Planalto, cuja exibição pela mídia foi autorizada pelo Ministro do STF, CELSO DE MELLO, decano daquela Corte.
É inacreditável o que se viu e ouviu.
Foi um debate de   nível absolutamente rasteiro, inimaginável e incompatível    com a liturgia exigível para um encontro ministerial daquela natureza conduzido pelo Presidente da República.
JAIR BOLSONARO abusou do uso de palavrões, e dirigiu ofensas pessoais graves a diversas  autoridades, entre as quais  o Governador JOÃO DÓRIA, de São Paulo , chamado de BOSTA,  o Governador WILSON WITZEL, do Rio de Janeiro, de ESTRUME e o Prefeito de Manaus, ARTHUR VIRGÍLIO NETO, também de BOSTA.
Custei a acreditar no que estava vendo e ouvindo. 
Estava perplexo com tudo aquilo.
Não me contive e dei boas gargalhadas.  
O Rei ficou nu.
Até falou em hemorroidas. Não me lembro se foi citado de quem eram as ditas cujas.
As genitoras inocentes de muitos de seus opositores que, se já não estavam falecidas, deveriam estar assistindo assustadas àquele espetáculo dantesco, também eram alvos de seus petardos.
Isso tudo é um prato cheio para a mídia, no Brasil e no exterior.
Não me lembro de nada parecido na recente história brasileira.
O que mais se aproximou desse episódio, foi o ITAMAR FRANCO que foi filmado em um palanque carnavalesco acompanhado de uma mulher que estava sem calcinha.
A mídia internacional adorou.
As filmagens de ITAMAR FRANCO acompanhado da mulher sem calcinha circularam pelo Mundo todo.   
Sucesso total!!
Mas ITAMAR FRANCO saiu pela tangente e se justificou dizendo que quem estava sem calcinha era a mulher, mas ele continuava de cueca e calças.
Presidente ITAMAR FRANCO deixou saudades, apesar de seu jeitão caipira, seu apego a um fusquinha velho, e esse episódio pitoresco.
Ao lado de JAIR BOLSONARO, obrigados a participar daquele espetáculo constrangedor e deprimente, encontravam-se, por vezes  impassíveis, em outros momentos surpresos e assustados, com discretos olhares de soslaio,   o Vice-Presidente da República HAMILTON MOURÃO, o  Ministro da Justiça e Segurança Pública SÉRGIO MORO, o Ministro-Chefe da Secretaria de Governo LUIZ EDUARDO RAMOS, o Chefe da Casa Civil WALTER BRAGA NETTO, o Ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República AUGUSTO HELENO,  e outras ilustres autoridades e demais ministros.  
O linguajar inapropriado de JAIR BOLSONARO deu margem a que alguns membros radicais de seu governo abusassem do mesmo nível de vernáculo.
Como exemplo, cito, entre outros, o Ministro da Educação (logo da Educação ??), ABRAHAM WEINTRAUB, que chegou a classificar os Ministros do STF, a mais alta corte do país, de “vagabundos” e que, por ele, colocava todos na cadeia.
O Ministro da Economia PAULO GUEDES foi outro que passou a seguiu o mesmo padrão de expressão.
O jornal O GLOBO publicou em 15.05.2020, a notícia de que, em uma reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto, o Ministro da Economia, Sr. PAULO GUEDES declarou que era preciso “VENDER LOGO A  PORRA  DO BB”.
Na reunião no Palácio do Planalto, em 24.04.2020, ao fazer elogio à sua pessoa ao declarar ter lido vários livros sobre economia, disse que o BANCO DO BRASIL era um pacote pronto para “a privatização”.
Porém esqueceu-se de dizer que a implementação dessa medida extrema com efeitos deletérios sobre toda a economia do país, principalmente a área agrícola,  teria antes,  de  ser aprovada pelo Congresso.
Na defesa do BB, enalteço o relevante papel da ANABB - Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, a maior associação de funcionários aposentados do Banco do Brasil, com cerca de 100.000 sócios, entre funcionários da ativa e aposentados,  que declarou que vai entrar com interpelação judicial contra o Ministro da Economia para que ele se explique sobre uma afirmação que fez na reunião ministerial de 22.04.2020, dizendo que é preciso “vender logo a PORRA do BB”
Adiante, após este introito, reproduzirei a relevante nota sobre esse assunto, intitulada “QUE PORRA É ESSA “MINISTRO” !!!*, publicada em 20.05.2020, de autoria do Companheiro EDSON MACHADO MONTEIRO, economista, ex-Diretor da PREVI e ex-Vice Presidente do BANCO DO BRASIL.
Como blogueiro, nestes tempos bicudos de COVID-19, aperto financeiro e em quarentena, tenho procurado me poupar ao extremo.
Afinal de contas estou no grupo de risco.
Muitos outros blogueiros optaram por dar um tempo em suas publicações. Antes eu os criticava, agora os compreendo.
Bato palmas para os blogueiros Medeiros, Ari Zanella e Rosalina de Souza.  
Cada um, dentro de seus estilos e de seus nichos, são muito ativos.  
Poucos tem ideia do trabalho, do tempo dispendido, e dos gastos para manter um blog ativo.
É muito tempo gasto em estudo e em pesquisas.
É preciso ter muito cuidado e tato na elaboração de artigos.
E, mesmo assim, cometemos gafes e erros.
Por essa razão, podemos ser alvos de processos legais.
Temos de ter equipamentos de informática potentes e dispendiosos.
Temos de usar cartuchos de tinta importados e caros, é muito papel e, vira e mexe, sofremos invasões de hackers que, depois, exigem o trabalho de técnicos especializados que cobram caro  para a formatação e reinstalação de  sistemas.
Pagamos um alto preço a provedores para o envio de numerosas mensagens, divulgação de blog etc., etc.
Enfim, é um turbilhão de despesas.
Para culminar, ainda somos injustamente acusados de recebermos ajuda financeira  para a publicação de “fake news”.
Queremos ajudar os companheiros de nossa categoria cada vez mais, mas estamos idosos e, isso tudo junto, torna-se muito aborrecido, cansativo e dispendioso.
Acresça-se a esses aspectos, o fato de que temos nossos problemas e prazeres pessoais que consomem nosso tempo.
Gosto de me manter atualizado com os problemas e o noticiário em geral sobre o Brasil e o Mundo.
Aprecio a  boa música.
Entre outras leituras, sou um leitor voraz dos livros e participante das palestras ( via Youtube) dos filósofos Luiz Felipe Pondé, Mário Sérgio Cortella e Leandro Karmal – meus preferidos no Brasil.
Estudo inglês intensamente para uso em viagens e leitura de livros, revistas e jornais em inglês.
Enfim, apesar da idade avançada, mantenho-me   ocupado e   ativo.
Para usufruir mais dos prazeres da vida, havia decidido tirar um tipo de período sabático, com uma freada na publicação de meus artigos,  mas, face  aos desafios na presente quadra, não pude me conter e estou lançando a presente nota.  
Não deixem de apreciar, adiante, a corajosa e excelente nota de autoria de nosso companheiro EDSON MACHADO MONTEIRO.
Imperdível!!
Uso o típico linguajar nordestino para descrever o ilustre companheiro EDSON MACHADO MONTEIRO:
“MASSA, TÁ AÍ UM CABRA MACHO E ARRETADO !!”

Boa leitura para todos.

Forte Abraço e protejam-se.

ADAÍ ROSEMBAK

Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

Nota de EDSON MACHADO MONTEIRO:

*QUE PORRA  É ESSA “MINISTRO” !!!*

O jornal O GLOBO publicou, em 15 de maio último, a informação de que, em uma reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto no dia 22 de abril de 2020, o Ministro da Economia, Sr. PAULO GUEDES, teria afirmado que é preciso “vender logo a PORRA do BB”.

Como o conteúdo do vídeo gravado nessa reunião está sob segredo da justiça e seu inteiro teor possivelmente nunca será trazido à público, fiquei em dúvida sobre que “BB” V. Exa. estaria falando.

De repente, pode ser um código de comunicação utilizado no governo ou, quem sabe, a senha de algum projeto em andamento em seu cabuloso ministério.

Mas Ministro, se V.Exa. estava mesmo se referindo ao Banco  do Brasil, com toda certeza o despropósito e a vulgaridade de com que tratou o tema não se coadunam com a liturgia do cargo que ocupa, pois estaria referindo-se a uma empresa de valor e relevantes serviços prestados à sociedade brasileira, com mais de 200 anos de existência. Talvez o melhor e mais rentável ativo do portfólio que administra, como “chefe” do Tesouro Nacional, acionista controlador do Banco do Brasil.

E isso, para mim, não é novidade.

V.Exa é um “posto Ipiranga” com origem no mercado financeiro, sócio de banco de investimento que vivia mamando nas tetas dos fundos de pensão nas décadas de 1980 e 1990, exceto nas da PREVI, que, em 1993, rompeu o relacionamento espúrio com diversos agentes do mercado financeiro, entre eles o banco do qual V. Exa. era sócio, para constituir o que é hoje o patrimônio saudável da maior entidade fechada de previdência privada abaixo da linha do Equador.

A reforma bancária de 1964 favoreceu o surgimento de grandes conglomerados financeiros, com ampla atuação no mercado, e impôs amarras à atuação do BB, impedindo-o de operar em frentes emergentes e rentáveis, como nas áreas de mercados de capitais, seguros, previdência e cartões, levando-o, ao longo dos anos, a definhar e perder a representatividade que tinha no mercado.

Somente a partir de 1995 foi que o BB, com o apoio de seus acionistas, sobretudo o Tesouro Nacional, venceu as amarras e também se transformou em um conglomerado financeiro, após efetuar ajustes estruturais e sanear seus ativos, com vultosos investimentos em tecnologia, no desenvolvimento de pessoas e em novas frentes de negócios, passando a atuar de maneira competitiva em todos os ramos do mercado financeiro e de capitais, no Brasil e no exterior.

De lá para cá, Ministro, são mais de 20 anos de lucros sucessivos e crescentes, com profissionalismo e elevada eficiência operacional, apesar das restrições que enfrenta uma sociedade de economia mista para atuar em mercados competitivos.

Mas o BB superou tudo isso, com expressivo crescimento em todos os ramos de negócios, distribuindo vultosos dividendos no período, sobretudo ao acionista controlador, além de impostos gerados para os cofres da União e da excelência dos serviços entregues à sociedade.

E sabe por que, Ministro?   

Porque o BB inovou em parcerias, investiu e formou gente competente, comprometida com o desenvolvimento de negócios em prol da sociedade brasileira.

Além disso, retomou uma das características mais marcantes de sua história: voltou a ser celeiro de profissionais de excelência, muitos dos quais assediados e recrutados por grandes empresas nacionais e multinacionais dos mais diversos ramos de atividade.

E a história se repete, Ministro!

Por ingerência do controlador, a atual direção do BB vai dando consequência à estratégia irresponsável de fatiar um banco moderno, competitivo e lucrativo, vendendo isoladamente as subsidiárias que dão retorno e complementam a atuação do conglomerado BB nos diversos segmentos de mercado.

Ao final desse processo restará sim um “elefante branco”, igual àquele de antes das reformas iniciadas em 1995, sem capacidade de gerar resultados, pois os negócios mais rentáveis foram “vendidos” sabe-se lá para quem e com que grau de transparência.

Aí talvez, seja mesmo a hora de “VENDER LOGO A   PORRA  DO  BB”, pois será uma empresa sem competitividade e que não atende mais às expectativas de seus clientes e acionistas.

Isso é cruel e leviano, Ministro!

A irresponsabilidade chega às raias do absurdo, do inacreditável.

Representa um descompromisso com os investidores e com a sociedade brasileira, pois arruína o patrimônio do povo e desintegra um negócio que está funcionando de maneira harmônica e lucrativa há décadas.

É claro que é um desmonte planejado, possivelmente combinado com os competidores, com amplos interesses em adquirir ou retomar “shares” que lhes foram tirados pela contundente atuação do BB nas últimas duas décadas.

Afinal Ministro, que PORRA é essa?

É bom lembrar que a privatização do BB depende de autorização do Legislativo.

E lá, os representantes do povo terão que enfrentar esses fatos históricos e os valores que o BB representa para o País, além de “abrir mão” do papel que desempenha no campo social e cultural, na execução de políticas econômicas anticíclicas , no financiamento da produção nacional, principalmente do agronegócio, e na prestação de serviços a milhões de brasileiros.

https://www.linkedin.com/pulse/que-porra-/%C3%A9-essa-ministro-edson-monteiro/

EDSON MACHADO MONTEIRO
Economista, ex-Diretor da PREVI e ex-Vice Presidente do Banco do Brasil.
Publicado em 20.05.2020




segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

CONSIDERAÇÕES SOBRE A OPERAÇÃO GREENFIELD


Caros Companheiros,

Segue introito de matéria sobre a Operação Greenfield, apresentado na internet:

“A Força Tarefa Operação Greenfield, do Ministério da Fazenda  denunciou 34 pessoas por operações irregulares no Fundo de Investimento em Participações Global Equity Properties (FIP-GEP), que  geraram prejuízos milionários ao fundo e a seus cotistas entre 2009 e 2014.
Todos os denunciados – gestores do fundo e ex-executivos dos fundos de previdência complementar, devem responder por gestão temerária.” 

A respeito do assunto, o blogueiro ARI ZANELLA, 
                            

publicou em 09 do corrente, no seu blog, o artigo “DENÚNCIA NÃO É CONDENAÇÃO.”
Em 10 deste mês, publiquei neste blog a nota “MANIFESTAÇÃO DEMOCRÁTICA E DIREITO DE CONTESTAÇÃO”.
A Companheira e também blogueira ROSALINA DE SOUZA, publicou nesse artigo um comentário que, por sua clareza e objetividade, reproduzo adiante.  
Junto ao seu comentário, publico minha resposta, onde abordo aspectos importantes do comentário de ROSALINA DE SOUZA.
É importante que os companheiros acompanhem com atenção o desenrolar dos acontecimentos sobre esse tema de alta relevância, e que diz respeito às aplicações de diversos fundos de pensão, entre os quais a PREVI.
Boa Leitura!!

ADAÍ  ROSEMBAK

Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

ROSALINA DE SOUZA – 11 de fevereiro de 2019 – 11.11h

Prezado Adaí,

A Força-Tarefa Greenfield denunciou 34 pessoas por operações irregulares no fundo de investimento em participações Global Equity Properties(FIP GEP), que geraram prejuízos milionários ao fundo e a seus cotistas, entre 2009 e 2014.

Aí temos alguns colegas conhecidos no nosso meio, e de destaque dentro das associações e sindicatos e, no corpo da denúncia, vão responder por gestão temerária, se acaso ficar comprovado a veracidade dos fatos ocorridos.

O que nos causa estranhamento é que sempre foi reconhecido dentro dos fundos de Pensão, no nosso caso a Previ, como o melhor corpo técnico, avaliações rigorosas, equipe de advogados altamente qualificados, e como não observaram o princípio da transparência, e sem falar na área técnica da previ (como isto passou desapercebido).

Não temos como julgar, nem emitir juízo de valor sobre os envolvidos, mas que muita coisa precisa de fato ser explicada dentro dos fundos de pensão e tudo começa com a falta de transparência e respeito a todos nós que lutamos a vida inteira para ter direito a receber nossa Aposentadoria e Pensão e hoje vivemos massacrados, sem esperança de saber como será o amanhã, pois casos como os da VALE(mortes de inocentes), Mariana e Brumadinho, e tantos outros investimentos micados, nos remete a certeza que, no mínimo, existe muito lixo debaixo dos tapetes do Palácio de Cristal em Botafogo no Rio de Janeiro.

Saudações Cordiais,

Rosalina de Souza


Resposta

ADAÍ ROSEMBAK- 11 de fevereiro de 2019- l7.56h

Cara Rosalina de Souza,

Primeiramente não sou investigador da Operação Força Tarefa GREENFIELD e nem gostaria de o ser.
Não sei, em detalhes, quais foram as ditas operações irregulares no fundo de investimento em participações Global Equity Properties (FIP GEP), que geraram prejuízos milionários, num montante estimado de R$ 1,3 bilhão de reais, entre 2009 e 2014, a fundos de pensão e seus cotistas, entre os quais FUNCEF, PREVI e PETROS.
Li e continuo a ler muita coisa a respeito do assunto.
E quanto mais leio, mais emaranhado o tema se torna.
Inicialmente, até pela coincidência dos períodos e das características, até cheguei a considerar que essas operações pudessem ser um desdobramento da chamada crise do mercado imobiliário nos Estados Unidos, a chamada Subprime Mortgage Crisis, que levou vários bancos à insolvência e cujos efeitos negativos atingiram o sistema financeiro internacional e as bolsas de valores de todo o mundo.
Tudo resultado da prodigiosa criatividade de economistas, matemáticos, estatísticos, financistas e banqueiros, unidos pela ânsia desenfreada por lucros crescentes e incessantes, que criaram o fabuloso produto financeiro que prometia ser o mais sofisticado e rendoso à época, um tal de “derivativo hipotecário”, que revolucionaria o mercado imobiliário nos Estados Unidos, daria casas novas, grandes e lindas a todos e, para completar, tornaria todo mundo rico.
Tudo muito dentro do espírito fantasioso e crédulo dos americanos, que acreditam em tudo, até na lorota de Orson Welles de que o país estava sendo invadido por marcianos.
E os americanos foram às compras, gastando o que tinham e não tinham.
Aliou-se a isso a falta de regulação do sistema financeiro que permitiu a criação de um sistema sofisticado de créditos hipotecários e a transferência de riscos para o mercado imobiliário e bancário, em larga escala e ritmo vertiginoso, o que criou uma bolha artificial de créditos baseados em hipotecas.
De repente, em 08 de agosto de 2017, a bolha explodiu e espalhou seus efeitos para todo o planeta.
Pelo que li até o momento, obviamente guardadas as devidas proporções, as operações no fundo de investimento em participações Global Equity Properties (FIP-GEP), guardam muita similaridade com a chamada Crise do Subprime.
Também tiveram grande dose de audácia, criatividade, ganância, sofisticação financeira em operações arriscadas, e legislação frouxa em alguns aspectos e inexistente em outras.
Por mais bem planejadas e, digamos, até bem-intencionadas, essas operações financeiras, com tantos elementos envolvidos, eram de alto risco, isso sem considerar a natural instabilidade do mercado e o surgimento de elementos imprevisíveis.
Não gostaria de estar no lugar dos investigadores dessas operações.
Vão ter uma trabalheira sem fim.
E quem, depois de tudo isso, se atreverá a ser dirigente de fundos de pensão, principalmente na área financeira?
Talvez os investigadores não cheguem a lugar nenhum, embora faça votos para que cheguem.
Voltemos aos Estados Unidos.
Passados mais de 10 anos, o rolo da crise das subprimes, virou um emaranhado sem fim.
Muita gente mudou de ramo, outros mudaram de país, outros morreram e muitas empresas fecharam.
As editoras faturaram e continuam faturando horrores, o tema virou um filé para a indústria cinematográfica, para a TV e para a internet.
Best-sellers e livros de economia que versam a respeito do tema, ainda são de leitura obrigatória nos lares, nas universidades e bibliotecas.
O assunto não se esgotou: mais livros continuam a ser escritos sobre a matéria.
Já surgiram filmes e séries cinematográficas sobre o  assunto.  Algumas dessas obras foram premiadas no Los Angeles Film Festival.
Pelo que li, ninguém foi julgado e muito menos condenado (será que vai acontecer o mesmo na Operação Greenfield?), mas, como sempre, sobrou para os pobres, pois foram fechados 8,7 milhões de postos de trabalho à época.
O governo americano arrecadou multas que chegaram a US$ 325 bilhões.
E, o que é mais espantoso, 10 anos depois da crise dos derivativos imobiliários, a economia americana se recuperou e as grandes empresas lucraram mais de US$ 1 TRILHÃO.
Voltemos ao Brasil.
Cara amiga Rosalina de Souza, por tudo isso não me atrevo a acusar ninguém por nada.
Vai se desencadear um turbilhão de processos judiciais, sem prazo para terminar.
E chegaremos a algum lugar?
Há que considerar que as decisões que geraram esses investimentos, foram aprovadas pelo Corpo Consultivo das entidades em assembleias gerais.
São redigidas atas desses encontros que são registradas em cartório.
Todos os associados, presentes ou não às assembleias, estão sujeitos a acatar suas decisões.
Outra pergunta, entre outras, que certamente surgirão em um processo jurídico dessa magnitude: houve dolo dos dirigentes, caracterizaram-se quaisquer desfalques ou desvios que possam ser classificados como atos desonestos?
Isso tudo tem de ser considerado.
Li o posicionamento da PREVI sobre o FIP Global Equity Properties, de 07 do corrente.
Muito bem redigido.
Desvincula a atual administração de qualquer envolvimento no caso.
Vamos esperar o desenrolar dos acontecimentos.
Muita água ainda vai rolar por baixo dessa ponte.
Por isso, reitero que considero prematuro, descabido, e até passível de acusação de cometimento de calúnia, que se levantem hipóteses e se apontem nomes, sem que se desenvolvam investigações aprofundadas sobre a operação em foco, e a Justiça venha a avaliar e dar a palavra final sobre a aceitação  ou não desse processo para julgamento.
Como vovó dizia, caldo de galinha e cautela não fazem mal a ninguém.

Abraços deste Amigo e Admirador

ADAÍ  ROSEMBAK



domingo, 10 de fevereiro de 2019

MANIFESTAÇÃO DEMOCRÁTICA E DIREITO DE CONTESTAÇÃO


Caros Companheiros, 

Hoje é um domingo ensolarado e, nos meus planos, estava tomar um pouco de sol, bater um papo com meus amigos, e saborear uma  cerva bem geladinha.
Mas após fazer uma leitura dinâmica na internet, me fixei no artigo “DENÚNCIA NÃO É CONDENAÇÃO”, de hoje, 09.02.2019,  no blog de meu amigo ARI ZANELLA.
                               

Imprimi o texto e o levei para a piscina.
Li, reli e cheguei à conclusão que o ARI ZANELLA estava parcialmente correto em sua apreciação.
Reproduzo aqui o introito de seu artigo:
“Estou deixando a postagem anterior em banho-maria devido ser de bom alvitre não se conjeturar no terreno das denúncias. É prudente deixar que a operação evolua no campo judicial sem proceder qualquer juízo de valor. Por tal, transformo o dito em rascunho, não tanto pelo conteúdo, mas mais pelos comentários que possam ensejar animosidades desnecessárias.”

Caríssimo amigo e blogueiro ARI ZANELLA, faço questão de afirmar que, quando acesso a internet, uma das primeiras coisas que faço, é acessar o seu blog.
Tenho imenso respeito e admiração por tudo que você escreve.
Mas discordo radicalmente de sua afirmação final no artigo “DENÚNCIA NÃO É CONDENAÇÃO”, quando diz que  “transformo o dito em rascunho não tanto pelo conteúdo mas mais pelos comentários que possam ensejar animosidades desnecessárias.”
Quando você colocou o artigo em seu blog e o reproduziu na rede, ele não pode mais ser transformado em rascunho.
Ele passou a ser de domínio público.
É um fato consumado.
Quando coloquei meu comentário no artigo que você tentou inutilmente transformar em rascunho, foi justamente para rebater acusações injustas, provocar polêmica, ou como você prefere, “ensejar animosidades desnecessárias”, que prefiro chamar de “embates absolutamente necessários”.
É assim que deve funcionar uma democracia.
Por isso, reproduzo adiante o meu comentário, que você eliminou no artigo anterior, sem, ao mesmo tempo, ter eliminado todos os comentários  desairosos de “anônimos” que atingiram  companheiros de projeção em nossa área.
Em tempo, continuarei a ser um leitor ávido e assíduo de seu admirável e bem fundamentado blog.
Abraços afetuosos deste sincero amigo

ADAÍ ROSEMBAK

Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB  

“Antes de fazer qualquer consideração desairosa a quem quer que seja, é preciso que uma denúncia seja aceita pela Justiça.
E se essa denúncia for fruto de uma mera suspeita sem qualquer fundamento ou base sólida?
Qualquer um de nós pode fazer uma acusação a quem quer que seja. 
Se essa acusação for infundada poderemos sofrer um processo por calúnia.
Como o próprio ARI ZANELLA diz, uma denúncia pode ou não ser aceita pela justiça.
Só depois de aceita pela Justiça é que o denunciado vira réu.
E só depois de julgado é que ele vai ser condenado ou inocentado.
Por comentário que leio, no blog do ARI ZANELLA, é dito por um anônimo, que "Diferente das barragens rompidas da Vale temos uma lista de culpados certo."
Outro anônimo, cita explicitamente os nomes de "FLORES, SASSERON e CECÍLIA."
Conheço CECÍLIA GARCEZ 
                       
   
pessoalmente.
É uma lutadora incansável e destemida em defesa de nossas causas.
É professora de cursos de pós-graduação em MBA, no IBMEC.
É especialista em gestão de fundos de pensão   na WHARTON UNIVERSITY, Philadelphia, USA, é pós-graduada em formação geral para altos executivos em previdência e gestão de fundos de pensão pela FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS.
Fez parte da gestão de grandes grupos empresariais, como EMBRAER, CPFL Energia, NEOENERGIA, SAUÍPE S.A., foi Conselheira e Diretora de Planejamento da PREVI, enfim, é uma pessoa altamente qualificada com uma longa e exitosa carreira em inúmeras áreas, o que pode ser averiguado pela pesquisa de sites de empresários e altos executivos na internet.
Não é minimamente aceitável que seu nome seja achincalhado gratuitamente na mídia e junto à opinião pública.
Outra pessoa que tem uma longa carreira bem sucedida em nosso meio, é JOSÉ RICARDO SASSERON,
                         

 que tem  uma coluna em meu blog.
Não vou me estender sobre suas qualificações para não tornar este comentário excessivamente extenso.
Essas denúncias precipitadas, descabidas e inconsequentes, jogadas na mídia, sem que existam quaisquer investigações sobre supostos delitos, são atos irresponsáveis e absurdos.
O desgaste pessoal que essas pessoas, injustamente acusadas, devem estar enfrentando por terem sido dirigentes de entidades é imenso.
Não sofreram qualquer acusação formal, não foram julgadas por nada, mas da forma como  as autoridades competentes divulgam  o assunto, as pessoas já são condenadas por antecipação por um crime que sequer foi caracterizado.
Alto lá.
As pessoas estão sedentas por justiça e, dessa forma acabam sendo afoitas, irresponsáveis, caluniosas e injustas.
Não estamos mais na Inquisição, quando, em um período negro do catolicismo, e apenas por serem meramente apontadas por crime de bruxaria por autoridades religiosas da época, pessoas eram queimadas vivas em fogueiras em praças públicas, para satisfação das multidões ensandecidas. 
Siga-se a lei para que inocentes não sejam denegridos por antecipação e nem tenham suas imagens e suas vidas degradadas, desestruturadas e prejudicadas   injustamente.
Sigam a lei.

Adaí  Rosembak    

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

COOPERFORTE - UMA INSTITUIÇÃO ADMIRÁVEL


Caros Amigos,

Acabei de ler no Blog do ARI ZANELLA,
                                

desta data, o artigo “COOPERFORTE É SHOW”.
Foi um artigo que me impressionou profundamente.
Quem ainda não passou por traumas inesperados na vida que, subitamente, nos levam ao desespero e esgotam  nossas reservas financeiras?
Um acidente, uma doença, uma separação problemática, um problema sério com um membro da família?
A vida, às vezes, nos reserva surpresas extremamente desagradáveis.
Nesses momentos, nossas existências entram em um verdadeiro redemoinho, com desgastes emocionais, de saúde e financeiros.
Nessas horas em que mais se precisa de amparo, os amigos desaparecem, o dinheiro evapora, muitos entram em depressão e, em casos extremos, se não  encontram ajuda financeira imediata   e não  têm um sólido apoio espiritual, podem chegar  a cometer atos desesperados e extremos que os marcarão pelo resto da vida e até podem os levar ao suicídio.
Felizes aqueles que não passaram por momentos como esses em que nossos limites pessoais são testados ao extremo.
Como sói de ocorrer, são situações em que a aflição, a urgência e a carência financeira, levam as pessoas a recorrer a empréstimos em verdadeiras arapucas financeiras, sem analisar adequada e detalhadamente essas operações que, muitas vezes, são  esquemas desumanos e implacáveis, comparáveis às  dos mais inescrupulosos  agiotas.
Como exemplo, cito os juros estratosféricos dos cartões de crédito.
Ou seja, saímos de um abismo de ordem pessoal e humanitária e mergulhamos em outro de ordem financeira.
É justamente nesse aspecto que repousa o mérito do magistral artigo de Ari Zanella, em que ele elogia o papel da COOPERFORTE.
Confesso que, há muito tempo atrás, passei por um desses períodos que nos desestruturam pessoal e  financeiramente. Felizmente, nunca mais fui obrigado a recorrer a empréstimos para colocar a vida em ordem. E espero que isso nunca mais ocorra.
Essa é a razão porque não tinha o conhecimento pleno do papel benemérito da COOPERFORTE.
Em seminários promovidos no Rio de Janeiro tive a oportunidade de  conhecer LYGIA BASTOS, a simpática e carismática Gerente Estadual no RJ da COOPERFORTE.
Devido à pressa e à carência de tempo hábil nesses encontros, nunca pude ter um diálogo mais alongado com ela sobre detalhes da atuação da COOPERFORTE.
Mas, como associado da ANAPLAB, ressalto o papel dos blogs de  seus dirigentes, ARI ZANELLA e ROSALINA DE SOUZA, que são experts nesse campo e sempre nos mantém atualizados sobre esse assunto.
Transcrevo adiante o excelente  texto “COOPERFORTE É SHOW”, do colega e amigo ARI ZANELLA, que é de suma importância para o conhecimento de todos nós.
É de interesse comum que esse texto seja divulgado o mais amplamente possível em nosso meio.
Boa Leitura e Bom Proveito!
Atenciosamente

ADAÍ ROSEMBAK

Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

COOPERFORTE É SHOW
Nós, aposentados, temos uma grande fonte para eventuais empréstimos de necessidade.
A cooperativa forte de Brasília realmente atende a contento seus inúmeros cooperados.
Ah! Como seria bom que o nosso fundo de pensão nos tratasse de modo semelhante!
Porém, quanta diferença!
Um tomador de empréstimos como este blogueiro, jamais ficou desamparado de crédito exatamente pela eficiência da COOPERFORTE.
                               

Antes do aumento de janeiro minha disponibilidade no “Forte-72”, após apenas duas parcelas pagas, era de pouco mais de 4 mil reais.
Agregando o aumento de janeiro tinha disponível 5.800,00 que tomei em condições favoráveis: Crédito solicitado até às 15h entra no mesmo dia.
Fi-lo dia 21.01 com o débito da primeira prestação para o dia 20.03.2019, além da não cobrança no mês de aniversário (outubro).
Eles também cobram um seguro prestamista (equivale ao FQM da PREVI) mas a taxa é tão pequena que nem é sentida.
Não é cobrada a perversa “taxa de administração”, como faz o nosso ES que cobra 0,2% sobre o montante a ser renovado.
No ES não se pode dispor do valor tomado de imediato.
Há que se aguardar pelo menos dois dias úteis.
Os mais longevos são penalizados no ES, tanto no prazo quanto no percentual da FQM.
A contabilidade pós-fixada do empréstimo “simples” de simples não tem nada.
A cooperativa e o BB (patrocinador) dão “show” de agilidade, competência e facilidade em seus empréstimos prefixados.
Exatamente nesta modalidade que o nosso fundo está travado.
Outro fator positivo de nossa velha cooperativa está na distribuição das sobras.
Todo ano embolsamos um bom prêmio proporcional à aplicação ou aos empréstimos de cada cooperado.
A estrutura enxuta e bem administrada permite os superávits anuais.
O Banco foi pródigo ao ensinar a cooperativa a ser uma verdadeira cooperativa.
No fundo não ensinou a lição de casa.