terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A HORA E A VEZ DAS MULHERES

Caros Companheiros,

Estou muito feliz com a solenidade da qual tive a honra de participar na AAFBB, no dia 11.12.2017, que deu posse aos novos membros do CODEL, eleitos na AGO do dia 07.11.2017  e que elegeu, por unanimidade, a Mesa Diretora do mesmo conselho (Presidente, Vice-Presidente, e dois Secretários com mandato de quatro anos), e a considerar empossada a partir de 01.01.2018.
Na mesma oportunidade, foi considerado empossado, também a partir de 01.01.2018, com mandato de quatro anos, o novo CADMI (Presidente e quatro Vice-Presidentes).
O companheiro GILBERTO SANTIAGO, em exercício na Presidência do CODEL até 31.12.2017, que liderou a solenidade, chefiará o CONFI (Presidente, Secretário e Membro do Conselho).
A despeito da imensa admiração e respeito que tenho pelo GILBERTO SANTIAGO, que já foi foco de diversos artigos neste blog, vou me ater às líderes que foram eleitas para o CADMI e para o CODEL, que são, respectivamente, LORENI DE SENGER e CÉLIA LARÍCHIA.
Existe uma máxima que diz:
“O homem se realiza pelo poder e a mulher se realiza pelo amor”.
Nada mais verdadeiro e nada mais necessário para os momentos turbulentos que vivemos.
O que mais precisamos no alto nível de discussões na defesa de nossos interesses é o poder de convencimento pelo carisma pessoal, habilidade e envolvimento por gestos calculados, pela escolha precisa das palavras, pela racionalidade do raciocínio, e por muita diplomacia e sangue frio.
Quem melhor para atuar nesse delicado e sofisticado campo de guerra com essas armas? As mulheres.
Pela escolha de minhas palavras já dá para entender que uma mulher nunca usaria as palavras “campo de guerra” e “armas”.
Muito certamente, se utilizaria dos termos “campo para entendimentos, conciliação e solidariedade”. Mas nunca os termos “campo de guerra” e “armas”.
LORENI DE SENGER e CÉLIA LARÍCHIA são duas mulheres admiráveis e cada uma, dentro de seu estilo, são as dirigentes que escolhemos para nos representar nesse “campo de entendimentos, conciliação e solidariedade”.
LORENI DE SENGER, que também é Conselheira Deliberativa eleita da CASSI, é uma executiva por excelência. Firme, atuante, hábil, negociante objetiva e centrada na consecução dos objetivos que atendam aos interesses dos funcionários da ativa do BB, dos aposentados e pensionistas.
CÉLIA LARÍCHIA também é uma executiva determinada e experiente. Disciplinada, afável, diplomática e dotada de um magnetismo pessoal que cativa a todos, sempre foi enaltecida por este blogueiro pelo seu estilo simpático e amigável que conquista a todos.
LORENI DE SENGER e CÉLIA LARÍCHIA são muito amigas e comungam dos mesmos objetivos de fortalecimento e engrandecimento da AAFBB.
Assim, podemos ter absoluta certeza que as escolhas para a nossa associação foram as melhores possíveis.
Sempre faço questão de exaltar o lado positivo das pessoas.
Levanto essa questão em razão de, por diversas vezes, ter sido acusado de “puxa-saco” e “interesseiro”.
Não enxergo qualquer sentido nem qualquer finalidade em criticar ou citar aspectos negativos de quem quer que seja. Para que criar inimigos e desafetos?
Parto da premissa de que todos somos humanos, portanto falíveis. Mas creio na grandeza de nossa   essência espiritual e penso que nossas realizações pessoais superam de muito eventuais pontos fracos ou falhas em nossas vidas.
Portanto, não entendo nem aceito acusações de que esteja “puxando o saco de quem quer que seja.”
Nesta altura da vida minha maior ambição não é ter mais dinheiro ou poder. Ganho o suficiente para desfrutar de uma existência modesta, mas feliz.
Tenho sim, a necessidade e o prazer de fazer cada vez mais amigos.
“Fazer amigos e influenciar pessoas”, o título do best-seller de Dale Carnegie, é o sentido atual  que procuro imprimir à minha  vida.
Portanto, em minhas notas, continuarei a exaltar   os momentos divertidos e agradáveis que desfruto com meus amigos na AAFBB.
E não deixarei de exaltar a inteligência, o preparo cultural   e a experiência de vida de todos. 
Especialmente em relação às mulheres, que me perdoem seus companheiros, mas não pouparei elogios à beleza, à postura e elegância,  ao senso de humor,  e  altivez espiritual de todas.
Nessa solenidade de posse do novo corpo administrativo da AAFBB, não posso deixar de destacar a beleza e a elegância de CÉLIA LARÍCHIA, que trajava um conjunto verde escuro com florais negros (CÉLIA, desta vez acertei na cor?) e LORENI DE SENGER, que exibia um belo casaco negro sobre um vestido cinza brilhante.
Outra pessoa cativante e sempre risonha é a REGINA MARÇAL DE CARVALHO SEIXAS, que trajava um bonito vestido branco com floreado vermelho.
As mulheres sempre capricham no vestuário. Os homens não têm o mesmo apuro.
Eu não segui meu instinto e deixei de comprar um blazer para a solenidade por sugestão do NELSON LEAL. Esse NELSON me prega cada uma...
Enquanto a ata não ficava pronta, o GILBERTO SANTIAGO abriu um espaço de tempo para quem quisesse falar. Pensei que o primeiro a discursar fosse o BENTO, mas, para minha absoluta surpresa, ele não falou.
Quem tomou a palavra foi o MÁRIO FERNANDO ENGELKE. Simplesmente brilhante. Falou da grandeza e do papel da AAFBB na defesa de nossos interesses. Comungo inteiramente com a posição do MÁRIO FERNANDO ENGELKE. Ele foi muito incisivo ao elogiar os componentes da nova administração. A MARIA TEREZA DE SOUZA SILVA, sua esposa, que estava sentada na fila atrás de mim, e trajava um elegante conjunto branco, ficou maravilhada com o discurso do marido.
Um outro companheiro que falou muito bem, apresentando razões que justificavam a existência da AAFBB para enfrentar os momentos ameaçadores que vivemos, foi o RINALDO TENÓRIO, representante da AAFBB em Recife (PE).
Logo no início da solenidade, sentei ao lado do DOUGLAS LEONARDO GOMES. Conversamos um bocado sobre a situação difícil pela qual passa a CASSI. Concordamos na adoção de várias medidas que prefiro não explicitar aqui.
Para um bom entendedor, a realidade bate às nossas portas.
Depois o DOUGLAS foi sentar com a REGINA MARÇAL DE CARVALHO SEIXAS. São grandes amigos.
O CAFÉ (CARLOS FERNANDO) sentou ao meu lado. O homem estava numa elegância ímpar,  um verdadeiro galã. Parecia um dançarino de tango em Buenos Aires.
Depois conversei com o NELSON LUIZ DE OLIVEIRA e o parabenizei pela nova posição no CADMI. Gosto de conversar com o NELSON. É uma pessoa agradável e espirituosa.
Encontrei rapidamente o JULINHO ALT. Sempre alegre e de paz com a vida.
Ao fim da solenidade, fomos para outra sala para os comes e bebes. E tive o prazer de dar um abração no meu amigo ODALI DIAS CARDOSO.
Estou para ir na AABB tomar um vinho com ele.
Amigo ODALI, qualquer hora apareço por lá!!
Conheci o WALDENOR MOREIRA BORGES FILHO, o representante da AAFBB em São Paulo. WALDENOR, quando for em São Paulo, eu o procurarei.
De passagem, dei um abraço no JOSÉ ODILON GAMA DA SILVA. Pessoa discreta e formal. Ele sairá do CADMI e irá para o CODEL. Vai continuar convivendo com a CÉLIA LARÍCHIA. É um felizardo.
Encontrei o ARI SARMENTO. Do jeito que eu e o ARI estamos, vou promover um campeonato de barrigas e garanto que vou ser um páreo duro para o ARI SARMENTO.
Também falei com o NOÉ FERNANDES e o ERNESTO PAMPLONA. Papo rápido pois estava indo  embora.
No elevador encontro o HUGO JERKE e, agradeço a paciência de todos no elevador, quando o HUGO JERKE saiu, e eu vi a AMYNE JERKE. Pedi um momento ao ascensorista e a todos no elevador para abraçar a simpática e risonha AMYNE. Se a AMYNE continuar trabalhando como trabalha, pelo tamanho da barriga, o futuro MIGUEL JERKE, vai nascer em uma mesa do departamento jurídico. Imagino a cena: toda a mulherada da AAFBB descendo para ajudar no parto e ver o bebê.
AMYNE, vai para casa!!!
Desci e fui esperar minha mulher. Estava cansado e com as pernas doendo. Tinham me nomeado   o Papai Noel na noite anterior no condomínio. Tive de dar presentes e tirar fotos com cerca de 300 crianças. Mas foi uma noite feliz. Já me nomearam Papai Noel para o ano que vem.
Se não citei alguém, desculpem-me. Isto não é mais um artigo; parece um testamento.
Deixo uma mensagem para os colegas que, com justa razão, encontram-se desencantados com os caminhos que o BB, a PREVI e a CASSI estão tomando.
Não somos só nós que estamos nessa situação. É o país todo.
Estamos passando por uma revolução. Um novo mundo está nascendo.
Estas são as dores do parto.
Vivam intensamente este momento.
Voltem às associações, agreguem-se aos companheiros e vamos partir para a discussão de soluções para os momentos que vivemos.
Já resolvi muita coisa na minha vida com o apoio profissional e social de amigos que conheci na AAFBB.
Fiz e ainda faço novos amigos.
Encontrei pessoas com as quais trabalhei há 30 anos atrás.
Foi e continua sendo um prazer extraordinário!!
Isso é vida!!!

Grande abraço em todos,

ADAÍ ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB  

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

MUDANÇAS NA LEGISLAÇÃO DOS PLANOS DE SAÚDE DE AUTOGESTÃO

Companheiros,

Em 30.11.2017, realizou-se em Brasília (DF), a importantíssima Audiência Pública promovida pelos Deputados ERIKA KOKAY (PT/DF) e LEONARDO MONTEIRO (PT/MG), para debater “as propostas de mudanças na legislação dos planos de saúde na modalidade de autogestão”.
É importante que todos os companheiros procurem se inteirar sobre esse vital assunto que atingirá diretamente a vida de todos nós e de nossos familiares.
Transcreverei ao final deste artigo, o texto sobre essa audiência extraída do site da ANABB.
Meu propósito com este artigo é apenas dar uma pincelada sobre pontuais aspectos desse importante encontro.  É impraticável fazer a transcrição completa de toda a audiência dada a extensão do evento.
Recomendo aos internautas que acessem na internet o site abaixo, da Câmara dos Deputados, em que se poderá acessar   as filmagens de toda a audiência e de todos os representantes que se apresentaram na defesa de suas categorias:

http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/ctasp/reunioes/videoArquivo?codSessao=71683&codReuniao=50334#videoTitulo

Os dirigentes sindicais, de associações, e de outras entidades representativas de trabalhadores que se apresentaram, manifestaram um aguerrido posicionamento na defesa dos mais caros e legítimos interesses dos associados dos planos de saúde de autogestão de suas categorias.
O simpósio que contou com mais de 60 pessoas,  foi aberto pela Deputada ERIKA KOKAY (PT/DF) que fez uma análise das ameaças que se abatem sobre os planos de saúde na modalidade de autogestão nas empresas estatais, com as propostas de mudança na legislação feitas pela CGPAR-Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União.
Ela propôs implementar uma discussão específica para os planos de autogestão, que não podem seguir a legislação dos planos de empresas de mercado que têm o objetivo de lucro.
Em seguida, a ilustre parlamentar passou a palavra ao Sr. FERNANDO ANTÔNIO RIBEIRO SOARES, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.  
Foi absolutamente chocante a deturpação de números e fatos e a não consideração  de características básicas dos planos de saúde de autogestão de empresas estatais,  na vã tentativa do representante governamental, FERNANDO ANTÔNIO RIBEIRO SOARES,   do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, de justificar a  implantação de forma arbitrária, açodada, sem o adequado planejamento, e unilateralmente, pelo CGPAR-Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União, de modificações absurdas que irão desestruturar e até inviabilizar a existência de muitos   dos atuais planos de saúde de autogestão  existentes no país.
As contestações de representantes de várias categorias trabalhistas presentes àquele encontro, chegaram a ser exaltadas e emotivas, tal o nível de revolta que atingiu todos.
A própria Deputada ERIKA KOKAY (PT/DF), declarou-se pasma e amedrontada com o que estava ouvindo e que implicava em um projeto impiedoso  de desmonte atropelado e sem o adequado planejamento, de um sistema bem-sucedido de assistência à saúde no âmbito das empresas estatais, com o intuito de preparar tais empresas para a privatização.
ERIKA KOKAY falou do drama na área da saúde, que é o atual sucateamento e o desmonte proposital do SUS.
Por fim, perguntou se o intuito do Governo era jogar os associados dos Planos de Saúde de Autogestão das Estatais no sistema falido do SUS.
Procurarei focar meus comentários nas manifestações dos representantes   dos funcionários da ativa e aposentados do Banco do Brasil, mas também me referirei a oradores de outras categorias pelo impacto de suas exposições.
A AAFBB estava representada por CÉLIA LARÍCHIA, Presidente do CADMI, e LORENI DE SENGER, Vice-Presidente do CODEL - Conselho Deliberativo e Conselheira Deliberativa da CASSI.
A ANABB, se fez presente por REINALDO FUJIMOTO, Presidente da Associação, WILLIAMS FRANCISCO DA SILVA, Presidente do Conselho Fiscal da ANABB, JOÃO BOTELHO, Vice-Presidente de Relações Institucionais, HAROLDO DO ROSÁRIO VIEIRA, Vice-Presidente de Relações Funcionais, FERNANDO AMARAL, GILBERTO ANTÔNIO VIEIRA e CÉLIA LARÍCHIA, do Conselho Deliberativo e JOSÉ AUGUSTO CORDEIRO, diretor regional da ANABB no DF.
O encontro também teve a participação de representantes dos planos de saúde dos Correios, da Caixa Econômica Federal, do Sindicato dos Bancários, da Unidas, dos Sindilegis e de outras categorias.
Adiante, exporemos de forma seletiva e sucinta, algumas dessas intervenções.
Após as palavras da Deputada ERIKA KOKAY (PT/DF), falou FERNANDO AMARAL BAPTISTA FILHO, representando a ANABB.
FERNANDO AMARAL, que é um emérito palestrante, desta vez se superou. Tenho a coleção de discursos de FERNANDO AMARAL no meu computador. Esta apresentação terá um lugar de destaque nesse conjunto.
Objetivamente, ponto por ponto, FERNANDO AMARAL desmontou o frágil, sem sustentação e desestruturado conjunto de argumentações do representante governamental.
FERNANDO AMARAL fez uma análise acerca dos efeitos e riscos que as minutas de resoluções CGPAR causarão nas empresas de saúde de autogestão se forem aprovadas dentro do texto atual. Também atribuiu os resultados negativos às normas contábeis seguidas pelo Governo Federal.
Disse que “não é o plano de saúde e a previdência que estão causando a perda de capacidade operacional. É a maneira como a legislação pede para fazer o registro no balanço (CPC 33)”.
Em sua exposição final, o representante governamental FERNANDO ANTÔNIO RIBEIRO SOARES, reconheceu o fato e disse que recomendaria aos técnicos de sua área que reavaliassem o assunto à luz da CPC 33.     
FERNANDO AMARAL poderia continuar expondo seu brilhante arrazoado por muito mais tempo se não fosse a limitação de tempo que lhe foi concedida.
Após  FERNANDO AMARAL, falou ANDERSON MENDES, Diretor de Integração da União Nacional das Instituições de Autogestão em saúde (UNIDAS), que disse que a UNIDAS administra 140 autogestões. Disse que 90% dos recursos são revertidos para a assistência dos beneficiários e que a instituição não tem despesas com propaganda como acontece com planos privados. 
Acrescentou que, “ao contrário dos planos populares, que implicam redução no acesso ao atendimento, as autogestões podem ser uma iniciativa, dentro de uma legislação que seja favorável, a ser trabalhada de forma a ter um custo mais adequado”. 
Alguns palestrantes   recorreram ao viés do atual momento político, culpando tudo o que ocorre aos “golpistas” e apelando para o chavão “Fora Temer”.
Consideramos que tais manifestações exacerbadas  de partidarismo político foram excessos emocionais fora da objetividade a que deveríamos nos pautar naquele momento, que era a discussão objetiva e séria sobre os planos governamentais com o objetivo de desarticular os planos de saúde de autogestão das empresas estatais. 
Não podemos nos esquecer da herança econômica calamitosa em que o país foi deixado pelo governo anterior.
Também é preciso considerar que muitos que lutaram pela saída de Dilma Rousseff, também são a favor do julgamento de Michel Temer pelos seus crimes, quando de sua saída do Governo.                    
É importante termos em mente que, tão negativo como a perda de tempo, também o é a falta de rumo na defesa de nossos interesses.
Em seu enfático e objetivo depoimento, como é de seu estilo, o companheiro WILLIAMS FRANCISCO DA SILVA, Presidente da AAPBB e Presidente do Conselho Fiscal da PREVI, qualificou as mal analisadas, carentes de debates, precipitadas, e mal articuladas iniciativas governamentais no sentido de mexer com os planos de saúde de autogestão das empresas estatais, como um “GENOCÍDIO PSICOLÓGICO!!”
WILLIAMS FRANCISCO DA SILVA usou as palavras exatas para descrever a situação em que vivemos.
Acrescentou que “nesse assunto o que assusta é o método empregado e o mérito da discussão.”
“Não tivemos o direito de saber sobre o assunto e, tampouco, fomos chamados para conversar sobre as soluções para o problema”.
Também criticou o tratamento não diferenciado entre planos de saúde diferentes.
Outro palestrante que me emocionou, foi o companheiro AMADEUS, aposentado do BB.
Ele falou que é um absurdo mexer com a saúde das pessoas da forma precipitada e irresponsável como se está fazendo, com a extinção de programas de proteção às crianças, com a tentativa de descartar idosos de qualquer assistência no fim de suas vidas, e de jogar ao léu e ao desespero seres humanos  que se amontoam em unidades do SUS.
AMADEUS perguntou quais sentimentos moviam os tecnocratas governamentais que arquitetavam planos tão diabólicos na perseguição aos menos favorecidos, para atingir pretensas metas financeiras, quando,  a todo momento, pipocam junto a aliados do governo, novos escândalos financeiros envolvendo  desvios de valores colossais.
Por fim, perguntou ao representante governamental se, quando chegava em casa e olhava para seus filhos, ele não sentia remorsos, e inquiriu se ele conseguia dormir em paz com sua própria consciência.
Se FERNANDO AMARAL conseguiu demolir um castelo construído sobre falsas premissas econômicas, em nome de pretensos ajustes financeiros, AMADEUS mexeu com nossa sensibilidade e com nossos mais recônditos sentimentos de compaixão, respeito e amor aos nossos semelhantes.
As palavras finais do representante governamental voltaram a decepcionar a todos, não só pela continuação na imprecisão e falsidade de dados, mas também pelo desconhecimento de informações  básicas relativas aos planos de saúde de autogestão.  
Todos também continuaram  revoltados pela forma autoritária e centralizadora como o governo pretende implantar de afogadilho mudanças tão radicais em uma área tão delicada como a saúde que impacta todo o universo de servidores de empresas estatais.
Após a apresentação final do representante governamental, a Deputada ERIKA KOKAY (PT/DF) tomou a palavra e expressou sua angústia, seu medo e decepção com o que acabara de ouvir. 
Sua intervenção retratou fielmente o espanto de todos com a forma açodada, mal fundamentada, mal estudada, e sem planejamento do Governo no trato de matéria tão relevante  que, se for realmente implantada da forma como está sendo anunciada, fatalmente desestruturará todo um  organizado e eficiente segmento na área de saúde, privando milhões de pessoas de uma assistência digna, jogando-os nas garras de extorsivos planos de saúde privados ou nos horrores e descalabros da assistência médica governamental prestada pelo SUS.
Não é dessa forma indigna que seres humanos devem ser tratados e, muito menos, deve ser assim que empresas que pretendem primar pela eficiência e competitividade  devem   proceder com seus quadros funcionais.
A Deputada ERIKA KOKAY (PT/DF) encerrou a audiência e comunicou   que que uma nova audiência pública será promovida para o aprofundamento das discussões sobre mudanças na legislação dos Planos de Saúde de Autogestão em empresas estatais. Também disse que será realizado um seminário com esse mesmo fim.
Ao final do encontro, o Presidente da ANABB, REINALDO FUJIMOTO, e o Diretor da UNIDAS, ANDERSON MENDES, tomaram a decisão de criar um grupo de articulação política, com representantes de várias entidades, para tratar desse tema junto ao Congresso Nacional.

Atenciosamente

ADAÍ  ROSEMBAK

Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

Transcrição do site da ANABB em 01.12.2017:

CASSI
ENTIDADES PARTICIPAM DE AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE AS MINUTAS DE RESOLUÇÃO CGPAR

O evento foi proposto pelos deputados federais Erika Kokay e Leonardo Monteiro

Em 01.12.2017, às 12:06h. Compartilhe:   

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados realizou nesta quinta-feira, 30 de novembro, em Brasília, por requerimento da deputada Erika Kokay (PT/DF), uma audiência pública para discussão das minutas de Resolução CGPAR.
O Governo foi representado no evento por Fernando Antônio Ribeiro Soares, secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.
A audiência pública teve ainda a participação de entidades representativas dos funcionários do BB, como a ANABB, por meio do seu presidente Reinaldo Fujimoto; do vice-presidente de Relações Funcionais Haroldo Vieira; do vice-presidente de Relação Institucionais João Botelho; do presidente do Conselho Fiscal Williams Francisco da Silva; dos conselheiros deliberativos Fernando Amaral; Gilberto Vieira; Celia Larichia, do diretor regional da ANABB no DF, José Augusto Cordeiro e da conselheira deliberativa da Cassi Loreni Senger. 
O evento também contou com representantes dos planos de saúde dos Correios e da Caixa Econômica Federal, do Sindicato dos Bancários, da Unidas, do Sindilegis, entre outros.
Erika Kokay disse que a audiência foi solicitada para esclarecer as propostas de mudanças na legislação dos planos de saúde na modalidade de autogestão. 
Erika também comentou que essa audiência foi provocada pelo seminário realizado pela ANABB sobre as resoluções CGPAR, onde foram pontuadas essas preocupações.
Para o secretário Fernando Soares, a regulamentação do setor seria uma alternativa para evitar maior endividamento das empresas estatais federais que custeiam em média 77% da mensalidade do plano de saúde dos beneficiários. 
Segundo o secretário, esses gastos cresceram 58% impulsionados, em grande parte, pelo aumento da expectativa de vida e a assistência a ex-empregados. Soares informou ainda que as estatais têm hoje, em caixa R$ 7,5 bilhões para custear a saúde de 2 milhões de beneficiários.
Dessa forma, o secretário defendeu as mudanças que estão sendo propostas, como a igualdade entre as contribuições pagas pelas empresas estatais e os empregados e a cobrança de valores diferentes por faixa etária e salarial.
Ele afirmou que é preciso alterar as regras para garantir a sustentabilidade dos planos de saúde administrados pelas empresas públicas.
Os gestores presentes não concordaram com os argumentos do representante do Governo.
O secretário da SEST, Fernando Soares, manifestou interesse pela sugestão e afirmou que os técnicos do Ministério farão uma análise mais detalhada sobre o assunto.
O diretor de Integração da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), Anderson Mendes, por sua vez, afirmou que 90% dos recursos são revertidos para a assistência dos beneficiários. “Ao contrário dos planos populares, que implicam redução no acesso ao atendimento, as autogestões podem ser uma iniciativa, dentro de uma legislação que seja favorável, a ser trabalhada de forma a ter um custo mais adequado”, comentou Mendes.
Williams Francisco da Silva, presidente do Conselho Fiscal da ANABB, disse que nesse assunto o que assusta é o método empregado e o mérito da discussão. 
“Não tivemos o direito de saber sobre o assunto e tão pouco fomos chamados para conversar sobre as soluções para o problema”, comentou Williams. 
Ele também criticou o tratamento não diferenciado entre os planos de saúde, que são diferentes. “Equidade significa a persistência pela busca da justiça tratando cada indivíduo ou entidade segundo sua natureza particular”, afirmou.
A deputada Erika Kokay disse que todos vão continuar na luta em defesa das autogestões e informou sobre os encaminhamentos após a reunião, como a realização de uma nova audiência pública sobre legislação específica para os planos de saúde de autogestão, a criação de uma frente parlamentar em defesa desses planos e de uma subcomissão para discutir os planos de autogestão, além da realização de um seminário com esse mesmo fim.
Ao final, o presidente da ANABB, Reinaldo Fujimoto, e o diretor da Unidas, Anderson Mendes, decidiram que será criado um grupo de articulação política, com membros de várias entidades, para atuar no Congresso Nacional.
Vale destacar que a audiência pública foi transmitida ao vivo e contou com a participação de mais de 60 pessoas. Vale destacar que toda a audiência está disponível no site da Câmara dos Deputados.
Veja como foi o Seminário ANABB Minutas de Resolução CGPAR.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

AAFBB em FOCO - 23.11.2017

Caros Amigos,

Ontem, 22.11.2017, foi o almoço mensal da AAFBB.
Tomei um uber e cheguei bem cedo, em torno de 11.00h, à Sede da AAFBB.
Tenho evitado dirigir depois de meu acidente. Tenho feito hidroterapia, mas ainda não recuperei a força e nem o completo equilíbrio das pernas.
Dei um pulo rápido no CODEL e falei com o Mário Bastos e o Nelson Leal e, em seguida, fui ao CONFI para parabenizar o Adolpho Gonçalves Nogueira pela sua eleição como delegado na  COOPERFORTE.
Logo após, segui para a sala dos aposentados no 11º andar. Lá bati um papo animado com três colegas.
Mas, como estava muito cansado, acabei tirando uma cochilada numa das confortáveis poltronas de couro.
Quando despertei, já era 13.00h e desci de imediato para o salão do almoço no 10º andar. Sentei junto ao Fabiano, à Sônia Oliveira, ao Roberto Escóssia e ao José Mauro Cordeiro.
Aos poucos o salão lotou por completo. Do CODEL, só vi o Nelson Leal.
Na mesa principal, estavam a Célia Laríchia, o Gilberto Santiago, o Ernesto Pamplona, a Maria Tereza de Souza Silva e o Júlio Alt.
 A bela nutricionista Fabiana anunciou o cardápio, que era um arroz com legumes e ervas, de entrada, carne com creme com purê de batatas, como prato principal e, como sobremesa, mamão ou pudim de limão com creme.
Ao final do almoço, a Presidente Célia Laríchia falou das discussões mantidas em Brasília com o Deputado Jorginho Santos Mello (PR-SC) e com o Assessor da AAFBB, Cleiton dos Santos Silva sobre o Projeto Complementar (PLP) 268/2016.
Como é sabido, o PLP 268 altera a Lei Complementar 108, eliminando a eleição de diretores das entidades que são patrocinadas por empresas e órgãos públicos e também reduz a um terço a representação dos participantes nos Conselhos Deliberativo e Fiscal; de acordo com o texto, as vagas tiradas dos verdadeiros donos dos fundos de pensão serão entregues a conselheiros “independentes” e a diretores contratados no mercado por “empresas especializadas”.
É desejo de todos que essas conversações produzam resultados positivos, a fim de que não percamos para o Governo, o controle completo de nosso fundo de pensão, a PREVI,  que é um patrimônio nosso.
Em seguida, Loreni de Senger tomou a palavra para falar dos entendimentos que estão sendo mantidos com o BB para que os problemas de sustentabilidade financeira da instituição sejam cobertos por outras fontes de recursos.
A exposição de Loreni de Senger foi curta, pois haveria um encontro de nomeados da CASSI, logo após o almoço.
Logo após, Regina Marçal de Carvalho Seixas, Vice-Coordenadora do Conselho de Usuários da CASSI no Rio de Janeiro, fez a apresentação dos novos representantes eleitos da CASSI, que foi bem longa.
Vários deles encontravam-se no almoço e foram muito aplaudidos quando seus nomes eram citados. Mas o auge da ovação foi quando ela citou seu próprio nome.
Face o compromisso da CASSI, o encerramento do almoço foi antecipado e os comentários dos presentes ao evento não puderam ser apresentados.
Fiquei muito satisfeito de ter sentado com o Fabiano, a Sônia Oliveira, o Roberto Escóssia e o Mauro. Conversamos bastante e um dos assuntos mais conversados foi turismo. Um aspecto sobre os comensais, levantado pelo  Mauro, foi o cuidado e a forma imaginativa como o Roberto Escóssia arruma seu prato de almoço.
O Escóssia é um verdadeiro artista: arroz arrumado em forma de coração, os legumes enfileirados como se fosse um jardim,os bifes como muros,  etc. Pena que as criativas peças não tivessem sido fotografadas: tiveram vida curta e foram ávida e rapidamente garfadas e deglutidas pelo guloso Escóssia.
Ao conversar com a Sônia Oliveira, o assunto foi turismo. Ela já viajou um bocado. O Mauro aproveitou para dizer que ela era uma expert em seguros; sabia tudo sobre o assunto. Aproveitei a oportunidade para pedir à Sônia Oliveira que ela escrevesse um artigo sobre seguros para que eu colocasse neste blog, já que as promessas do Mauro ficaram somente em promessas.
Nos almoços mensais, sempre me sentava com a turma do CODEL.
Com essa experiência de sentar com outros companheiros, sem demérito ao animado e querido grupo do CODEL, doravante, nos almoços mensais, passarei também a me juntar a outros grupos de pessoas, de forma a ampliar meu leque de amizades.
Na saída, meu amigo Nelson Luiz de Oliveira apresentou-me um personagem exótico, alegre e simpático, que era o Alberto Lopes, que estava vestido com uma bata com cores diversas e um boné colorido, e mais pulseiras e anéis, tudo formando um conjunto muito bonito e marcante, parecendo representar o Dia da Consciência Negra, que se comemorou no dia anterior.
O Júlio Alt aproximou-se de nós e o papo ficou mais animado.  
O Alberto Lopes prometeu ao Nelson Luís que iria ao Baile do Fim de Ano na AAFBB, em Xerém, com uma fantasia que, com certeza, novamente ganharia o prêmio de melhor fantasia. Recomendei que o Alberto Lopes não esquecesse de usar uma máscara. Sugeri a do Fantasma da Ópera.
Definitivamente, o Alberto Lopes é uma figura sensacional que um amigo meu classificaria como um “personagem afro barroco  com um toque renascentista clássico, paramentado com um mix de ares purpurinísticos brilhantes da corte francesa”, seja lá o que essa mixórdica classificação  signifique.
Ao entrar no elevador, a Loreni de Senger, evidentemente por gozação, foi avisando para eu ter cuidado ao entrar.
Vá que eu caia no buraco do elevador...
Tomei o elevador para ir ao 11º andar e todo mundo foi entrando.
A ida do 10º andar para o 11º foi uma eternidade. A falação era geral. De repente, o Alberto Lopes e o Portal começaram a cantar uma ópera em dueto. Olhei para a Célia Laríchia e ela estava extasiada com o espetáculo.
Para eu sair do elevador, todo mundo teve de sair primeiro. A ópera foi interrompida. Procurarei saber se a ópera continuou quando o elevador foi do 11º andar para o térreo.
A sala dos aposentados estava cheia. Altos papos sobre causos do banco. O Beto Dias comandava a galera. Falou que teve cinco filhos e se derreteu quando discorreu sobre o momento em que conheceu a Loreni de Senger. Ele trabalhava no gabinete da Presidência do BB quando, de repente, não mais do que de repente, adentrou no recinto aquela deusa em figura de mulher, a própria Loreni de Senger. Ele disse que ficou sem respiração, que seu queixo caiu, que sua mente mal conseguia acreditar no que seus olhos viam. E prometeu para ele mesmo que casaria com aquela mulher. Anos depois ele se encontrou com um colega que presenciou a cena e que disse que previu o desenlace daquele momento tão arrebatador e romântico.
Isso é o que realmente se pode chamar de “Amor à primeira vista”.
Confesso que, em poucas vezes na minha vida, vi um homem apaixonado fazer uma declaração de amor tão romântica e comovente como essa.
E existem muitas mulheres que dizem que os homens são frios e não tem o mesmo fervor amoroso que as mulheres.
Uma senhora muito conversadeira e simpática, que era a única mulher do grupo, procurou e achou o nome de seu pai no meio do quadro de fundadores da AAFBB. Todos se levantaram e também foram ver e ela falou das estórias que seu pai lhe contava sobre o BB. Como o BB e o mundo mudaram!!
O papo estava bom quando minha mulher me ligou avisando que estava vindo me pegar.
Levantei, abracei a senhora e, muito respeitosamente, lhe disse que, se ela não estivesse ali, eu me despediria de todos dizendo que aquele encontro teria me proporcionado um prazer “quase que sexual”.
A gargalhada foi geral.
É por essas e outras que adoro ir à AAFBB.

Abraços em todos

ADAÍ  ROSEMBAK

Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

sábado, 18 de novembro de 2017

CASSI - NOVOS CAMINHOS

Caros Companheiros,

Dia 09.11.2017, realizou-se a “X Conferência de Saúde da Cassi RJ”, que ocorreu na Sede da AABB-LAGOA.
Representando o Presidente da AABB Odali Dias Cardoso, que não pôde comparecer, o Vice-Presidente Financeiro Lauro Sander, agradeceu a presença de todos, ao tempo em que expressou sua admiração pelo sucesso do evento e pela grande afluência de participantes.
O saguão onde se realizou o evento contou com a presença de 184 pessoas, entre representantes da GEPES, Super Estadual, dirigentes da AAFBB, AAPBB e outras associações, entidades diversas ligadas ao funcionalismo, aposentados e funcionários da ativa do BB.   
E note-se que o simpósio foi em um dia útil.
Sucesso absoluto!!
O companheiro Douglas Leonardo Gomes, Coordenador do Conselho de Usuários da CASSI no Rio de Janeiro, abriu os trabalhos, no que foi acompanhado por Regina Marçal de Carvalho Seixas, Vice-Coordenadora do Conselho.
Na Mesa de Abertura, falaram William Mendes de Oliveira, pela Diretoria Executiva da CASSI, Waldemar da Silva Neves, pela Superintendência Estadual do BB- GEPES e Ricardo Tavares, pela Gerência da Unidade CASSI/RJ.
O primeiro conferencista foi William Mendes de Oliveira, Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da CASSI que, entre outros temas, deu ênfase ao Sistema Integrado de Atenção à Saúde, que procura promover o histórico e acompanhamento da saúde dos associados.
William falou por 1h04m sem intervalo. Haja fôlego, memória e vontade de falar.
O conhecimento profundo da CASSI por William é reconhecido por todos.
É um dirigente que tem o apoio da CUT e do Sindicato dos Bancários e é um apoiador dos interesses de nossa categoria.
Cobrou de forma veemente a responsabilidade do BB na cobertura dos custos da CASSI e também expressou sua posição de defensor incondicional da Solidariedade do Plano Associados.
Reproduzimos adiante colocação de William Mendes de Oliveira sobre o assunto:
“O encontro de entidades e lideranças da comunidade Banco do Brasil com a UNIDAS foi importante porque a assessoria e a avaliação jurídica e técnica sobre as minutas de resoluções que foram discutidas pelo governo federal nos dão subsídios para definir estratégias de enfrentamento aos ataques que estão sendo preparados pelos golpistas para acabar com mais direitos dos trabalhadores brasileiros.
Neste caso, direitos em saúde de empregados de empresas públicas e estatais como o BB.
Fizemos contribuições para a luta e defesa dos nossos planos de saúde na mesma linha do que apontamos no processo do déficit do Plano de Associados da CASSI, na qual construímos uma histórica unidade das entidades sindicais e associativas para negociar soluções que também responsabilizassem o banco patrocinador. Após duas propostas que só oneravam os trabalhadores, avançamos na luta e mobilização para o Memorando de Entendimentos, mantendo os direitos em saúde e com o BB colocando recursos na CASSI junto com os associados.”
Em sua apresentação propôs que a UNIDAS (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde) estabelecesse uma parceria com o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, e finalizou, dizendo:
“A unidade será central entre nós para defender nossos direitos em saúde e as nossas empresas públicas.”
O segundo palestrante foi Humberto Santos Almeida, Diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com clientes da CASSI.
A exposição de Humberto Santos Almeida mostrou a via-crúcis do que é o dia-a-dia da CASSI para sobreviver com a escassez de recursos, demandas de toda ordem por parte de associados, judicialização de pleitos, denúncias junto à ANS, relacionamento com prestadores de serviços, e luta na Justiça para reverter decisões que afrontam completamente parâmetros técnicos, limites financeiros e normas administrativas da CASSI,  etc, etc.
Humberto Santos Almeida abordou a extensa legislação que abrange a área da saúde e, em especial, a que se refere aos planos de saúde.  Entre outros dispositivos legais teceu comentários sobre a Lei 9656/98 (Lei dos Planos de Saúde), Resolução Normativa 259, de 20.06.2011 e Resolução Normativa 428, de 07.11.2017.
Por fim, se debruçou mais uma vez sobre as limitações financeiras da CASSI, e foi muito franco e objetivo em sua explanação quando disse que, “MESMO QUE HOUVESSE UMA FLEXIBILIZAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DE SOLIDARIEDADE DA CASSI”, isso não seria suficiente para cobrir o déficit que continua ameaçando o equilíbrio financeiro de nosso plano de saúde.
Foi sincero e corajoso quando disse que um funcionário admitido atualmente no BB, ganha um salário inicial de R$ 3.000,00, e que é impraticável fazer qualquer acréscimo no valor de contribuição para a CASSI em cima de renda tão baixa, sob pena de comprometer uma sobrevivência minimamente digna, o que viria a prejudicar a atuação do servidor dentro do BB.
Humberto Santos Almeida foi muito aplaudido pela sua corajosa e sincera apresentação.
O terceiro e último palestrante foi Dênis Corrêa, Diretor de Administração e Finanças da CASSI.
Dênis Corrêa é um jovem de 46 anos. Simpático, comunicativo, calmo, envolvente e com um domínio aprofundado da área em que atua. Falou muito objetivamente sobre os óbices que geram o descasamento entre entrada de recursos e gastos nas várias áreas de atuação da CASSI.
Apoiado em uma ampla exposição de gráficos, mostrou o atual quadro de insustentabilidade da CASSI e disse claramente que essa é uma situação que gerará novos déficits, e que não é possível  gerir de forma eficiente e equilibrada uma organização com o gigantismo da  CASSI, de “soluços em soluços”.
Elogiou a excelente atuação e o alto nível técnico da auditoria efetuada pela Empresa ACCENTURE dentro da CASSI.
Mas foi claro quando disse que a criação de uma estrutura na área de TI-Tecnologia de Informação, dentro do tamanho  e complexidade necessários para atender a todas as diversas áreas da CASSI,       que dão assistência para mais de 700.000 pessoas em todo o Brasil, demanda um prazo em torno de dois anos e meio.
Também elogiou o bom relacionamento que tem tido com os representantes do patrocinador nas conversações sobre a CASSI.
Foi muito aplaudido e elogiado pela coragem e objetividade de suas palavras.
Todos os palestrantes ilustraram suas exposições com ampla diversidade de gráficos comparativos para períodos e situações específicas na CASSI.
Ficou evidente o esforço dos três diretores, cada um com seu ponto de vista, por vezes divergentes, dentro de suas funções específicas, em traçar um quadro crítico da CASSI, sob o enfoque da carência de sustentabilidade de nosso Plano de Saúde.
Mas esses problemas não são recentes. Foram exaustivamente debatidos na mesa de negociações que se arrastaram por todo o ano de 2016, de que resultou o acordo que está injetando R$ 40 milhões mensais (17 milhões pelos participantes e 23 milhões pelo patrocinador). Mas essa injeção extra de recursos, como foi previsto na época, já se mostra insuficiente transcorridos apenas 10 meses, demonstrando que, além da necessidade de correção no custeio, outras medidas terão que ser tomadas, especialmente no que tange à redução de despesas e o aperfeiçoamento dos controles.
Certamente a conclusão da consultoria que foi contratada com a Empresa ACCENTURE trará novos elementos e esclarecimentos para a solução da crise.
No acordo, de positivo, registramos a recusa em aceitar a transferência de um fundo de R$ 5,8 bilhões do BB para a CASSI, às custas da isenção da responsabilidade do patrocinador, de sua parte no custeio dos aposentados e pensionistas.
Outro ponto importante foi a manutenção da solidariedade no Plano com a ausência de faixas etárias discriminatórias no custeio.
A solidariedade com os dependentes (cônjuge e filhos menores) tem um aspecto social importante, mas não pode correr o risco de ser um dos fatores de desequilíbrio que possa prejudicar todos os participantes.
Os direitos arduamente conquistados estão agora sob ameaça e precisamos encontrar soluções viáveis e urgentes antes que venha a mão pesada do Governo e resolva as coisas a seu modo.
Aliás, já vimos esse filme na PREVI.
   
Após as palestras, houve um período para perguntas dos presentes ao evento e, em seguida, partiu-se para a eleição dos representantes do Conselho de Usuários, CASSI Família, Pensionistas e Funcionário BB Ativa,  da CASSI para o período de 2017-2019.
Entre os eleitos, aponto meus amigos Gilberto Matos Santiago e Vânia Romeo Tomaz.
Mas a eleita para o quadro de usuários que mais me sensibilizou, foi uma funcionária que disse que tinha três filhos, que trabalhava na iniciativa privada, onde ganhava bem mais que no BB, mas que optou por entrar no BB, justamente pelo nível de assistência prestada pela CASSI.
O franco depoimento dessa eleita, me levou a pensar se ela fez uma velada ironia à atual situação de precariedade em que a CASSI se encontra, ou se foi um desafio, também velado, lançado aos dirigentes do BB e da CASSI, para que sejam tomadas decisões corajosas e rápidas para reverter o quadro de insustentabilidade financeira em que a CASSI está mergulhada.
Sim, porque não adianta falar em “Solidariedade” sem que haja suporte financeiro   que sustente um plano com a magnitude do Plano Associados da CASSI.
Nem os associados da MÚTUA, que é o plano de saúde do Judiciário do Rio de Janeiro, gozam dos benefícios enquadrados na chamada “Solidariedade”, que são características do Plano Associados da CASSI.
Argumentar que os membros do Judiciário ganham muito mais que nós, é uma falácia, pois, justamente por esse aspecto, a MÚTUA poderia disponibilizar os benefícios da “solidariedade familiar” para seus associados.  Mas NÃO dispõe.
Outros planos de saúde, que cobravam até mais que a CASSI, e que não tinham os benefícios da “solidariedade”, não aguentaram o tranco do descasamento entre alta de custos médicos versus arrocho financeiro de seus associados, e foram à falência.
É doloroso falar a verdade.
Mas temos de ser francos, pelo menos para nós mesmos.
E a verdade é que o funcionalismo do BB, durante seguidos governos de todos os matizes políticos, foi propositada e forçosamente degradado, diminuído e, impiedosamente jogado na situação em que hoje nos encontramos. No chulo linguajar, foi “esculachado”.
No passado, quando entrávamos no BB era para sempre.
Éramos estáveis e bem remunerados.
Entrar para o BB era como se tivéssemos ganho na loteria.
E, por essas razões, éramos admirados e respeitados.
Tudo isso, bem colocado, são “relíquias do passado”.
Hoje vivemos   em outro mundo. 
A estabilidade acabou e os novos funcionários usam o período de trabalho no BB para se formarem, se pós-graduarem, e alçarem voos cada vez mais altos, grande parte das vezes em outras paragens.
Lembram-me o sonho de liberdade dos anos 70, na fábula de Fernão Capelo Gaivota, do autor Richard Bach.
O tópico que faltou na magistral “X Conferência de Saúde da CASSI-RJ”, foi uma abordagem aprofundada no que tange à sustentabilidade financeira da CASSI.
Falou-se com amplitude das consequências da insustentabilidade financeira da CASSI, mas tangenciou-se a discussão para a adoção de medidas efetivas para resolver o problema.
De forma clara, estamos cientes dos problemas que atingem a CASSI, mas continuamos no aguardo de soluções para a sustentabilidade de nosso plano de saúde de forma objetiva, concreta, factível e realista dentro das atuais circunstâncias.
E  era isso o que se falava, à boca miúda, entre os presentes àquele tão bem-sucedido e concorrido simpósio.
Ali só tinham cobras criadas que chegaram a se perguntar, ironicamente, mas com muito realismo: “E o dinheiro José? José, cadê o dinheiro?”

ADAÍ ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

sábado, 11 de novembro de 2017

CHINA e o TERROR

Caros Amigos,

Dando sequência aos dois artigos anteriores sobre a CHINA, que abordaram aspectos sobre esse país em relação ao BRASIL, lanço esta nova nota “CHINA e o TERROR” para me contrapor a passagens do artigo “O LADO SOMBRIO da CHINA”, do jornalista mulçumano RASHEED ABOU-ALSAMH, colunista de assuntos árabes do jornal O GLOBO.
O artigo foi publicado em 27.10.2017 naquele jornal e o reproduzo ao final desta nota.
RASHEED ABOU-ALSAMH, é  americano-saudita, formado em Ciências Políticas na Swarthmore College, na Pensilvânia, EUA.
Atualmente reside em Brasília DF.
RASHEED ABOU-ALSAMH é um jornalista de renome internacional e tem uma carreira jornalística bem-sucedida em diversos periódicos ao redor do mundo.
Trabalhou durante 20 anos como repórter e editor sênior da Arab News, em Jeddah, Arábia Saudita. Foi vice-editor do jornal The National, em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos. Teve a coluna Manila Moods, publicada semanalmente na Arab News e o site Philippine Daily Inquirer, Inquirer.net. Foi correspondente na Arábia Saudita do Al-Ahram Weekly, do Washington Times, do Christian Science Monitor e do New York Times, de 2003 a 2007.
RASHEED também escreve para o The Daily Telegraph, de Londres, o Straits Times de Cingapura e o Boletim de Reforma Árabe do Carnegie Endowment for International Peace.
Já foi entrevistado várias vezes pela BBC.COM, National Public Radio (EUA), Australian Broadcasting Corporation, pela CNN, pela France 24, pela NewsAsia Channel.
Sou   um assíduo leitor de seus artigos.
De forma que me considero insuspeito de tentar denegrir gratuitamente seu importante papel dentro do jornalismo internacional.
Mas, certamente, devido à sua origem árabe e muçulmana, ele, muitas vezes, procura amenizar em seus artigos as ameaças e os efeitos do terror islâmico ao redor do mundo.
Com isso provoca muitas discordâncias em relação a muitas de suas reportagens e artigos.
É o que ocorre em relação à sua nota “O LADO SOMBRIO DA CHINA”, da qual sou um crítico.
Assim, primeiramente, publicarei o seu artigo acima para, depois, em “OBSERVAÇÕES DESTE BLOGUEIRO”, tecer considerações sobre seu trabalho.
Atenciosamente

ADAÍ  ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

Artigo “O LADO SOMBRIO DA CHINA”, do jornalista RASHEED  ABOU - ALSAMH, publicado no Jornal O GLOBO, em 27.10.2017:

O LADO  SOMBRIO  DA  CHINA

Um Estado policial brutal, onde todos são vigiados, especialmente on-line, por exército de censores contratados pelo governo

A CHINA tem se destacado no noticiário nos últimos dias como a mais nova superpotência do mundo.
Sua economia é a segunda maior do planeta, perdendo somente para os Estados Unidos.
Décadas de crescimento de dois dígitos levaram o país de uma pobreza generalizada para uma nação de renda média.
Segundo a BBC News, em 1980, o PIB per capita da CHINA era 40 vezes menor do que o americano. Hoje, é somente quatro vezes menor.
E o país continua a crescer a níveis que dão inveja ao BRASIL e a outras nações: este ano, a economia chinesa deve ter um incremento de quase 6%.
Com este desenvolvimento a jato, vieram muitas melhorias na qualidade de vida dos chineses, que migraram do campo para a cidade; de bicicletas para carros; construíram um sistema educacional que produz médicos, engenheiros e outros especialistas, e uma abundância de oportunidades para subir na vida e viajar ao exterior.
A CHINA se tornou a potência mundial em fabricação de praticamente tudo: eletrônicos, roupas, celulares, carros e brinquedos, entre outros.
Em qualquer canto do planeta se encontram produtos com aquela famosa etiqueta que diz “Made in CHINA”.
Este desenvolvimento a jato trouxe uma terrível poluição de ar, água e solo em muitas partes do território.
O uso excessivo de carvão para gerar energia elétrica e aquecer residências é responsável pela péssima qualidade do ar.
Por meses a fio, a poluição na capital, BEIJING, é tão intensa que embaixadas estrangeiras advertem seus cidadãos a não saírem às ruas.
O presidente XI JINPING abriu o 19º Congresso Nacional do Partido Comunista, em BEIJING, na semana passada, fazendo um discurso de mais de três horas e meia para os mais de dois mil e trezentos delegados.
Ele exaltou o povo e a nação, dizendo que ambos eram grandes.
Mas destacou que a corrupção entre funcionários do partido ainda é a maior ameaça ao futuro do país.
XI tem liderado uma luta contra a corrupção nos últimos cinco anos – iniciativa que resultou em mais de um milhão de funcionários públicos punidos e dezenas de líderes de alto escalão presos.
Mas o lado sombrio de todo esse sucesso econômico é que a CHINA é um estado policial brutal, onde todos são vigiados de perto, especialmente on-line, por um exército de censores contratados pelo governo.
Dissidentes políticos são isolados e presos por anos.
E há também o tratamento terrível à minoria muçulmana, que se concentra no oeste do país.
Sendo oficialmente um Estado ateu, o governo chinês tem pouca simpatia pela religião, mantendo relações igualmente problemáticas com os católicos e querendo controlar a nomeação de bispos.
Estima-se que haja 22 milhões de mulçumanos na CHINA, ou menos de 2% de toda a população. Metade deles é da etnia UIGUR e mora na província de XINJIANG, no Noroeste do país, a quatro horas de voo de BEIJING. A outra metade é composta pela etnia HUI, descendente de colonos muçulmanos e de chineses que se converteram ao Islã.
A maioria dos chineses, mais de 90%, é da etnia HAN.
Mas é na província de XINJIANG onde o Estado chinês está desenvolvendo talvez o sistema de monitoramento mais sofisticado do mundo, usando a possibilidade de ataques terroristas por islamitas como desculpa.
Um mulçumano na província foi preso em 2016 por ter formado um grupo on line para discussão sobre o Islã.
Este ano, ele foi condenado a dois anos de prisão.
O monitoramento on-line é rigoroso e levou a CHINA a impedir o acesso a Facebook, Twitter e sites de notícias estrangeiros.
O país se tornou o maior censor da internet, e o governo bloqueia acesso a certos serviços on-line quando há medo de protestos.
Na semana passada, o WhatsApp foi tirado do ar porque o governo temia que pudesse ser usado para interferir no Congresso do Partido Comunista.
Numa reportagem arrepiante – intitulada “Isso é o que realmente se parece com um Estado policial do século XXI” – Megha Rajagopalan, repórter do site BuzzFeed, detalha os meios excessivamente invasivos que autoridades chinesas utilizam em XINJIANG para vigiar a população muçulmana.
Usar barba para os homens é muito perigoso, podendo ser motivo de abordagem pela polícia.
Nas estradas entre cidades, há postos policiais onde todos são obrigados a parar e descer dos seus carros para mostrar as identidades e terem os celulares inspecionados – a fim de verificar se há nos aparelhos algum aplicativo proibido ou linguagem religiosa nas mensagens.
Postos de gasolina na região usam tecnologia de reconhecimento facial para controlar o acesso a combustíveis.
Funcionários do governo espionam as conversas telefônicas de todos na região, deixando a população com muito medo de falar com parentes que conseguem tirar passaportes e viajar para o exterior.
Há muitos relatos de visitas de policiais a casas de muçulmanos em XINJIANG que recebem ligações de parentes que estudam na TURQUIA. No dia seguinte ao telefonema, invariavelmente, a polícia bate à porta para perguntar por que estavam falando com pessoas “fora do país”. Parte destas famílias teve suas linhas fixas de telefone cortadas pelo Estado como punição.
Outros ativistas muçulmanos foram presos pelo governo e mandados para os infames campos de reeducação política, onde são forçados a estudar como o Partido Comunista é fabuloso.
É verdade que houve um motim em 2009 em XINJIANG que deixou quase 200 mortos, e uma série de ataques com bombas e facas em 2013 e 2014.
Mas o governo central em BEIJING tem permitido que uma onda de islamofobia tome conta do país. Especialmente on-line, sem controlar o fenômeno e nem se manifestar contra.
Se a CHINA quer se juntar ao mundo civilizado, vai ter que proteger suas minorias e parar de sufocar sua população com monitoramento tão agressivo.
Ninguém espera que o país se torne uma democracia da noite para o dia.
Mas uma dose de liberdade e segurança para os mais vulneráveis é necessária para uma sociedade florir e crescer.

OBSERVAÇÕES DESTE  BLOGUEIRO:

Primeiramente, partiremos do título do artigo do jornalista RASHEED ABOU-ALSAMH: “O LADO SOMBRIO DA   CHINA”.
Nada mais falso, e pautado pela procura policial, na CHINA, a acusados de serem terroristas islâmicos com o objetivo de promoverem a separação da Província de XINJIANG da CHINA.
A CHINA já está integrada ao mundo civilizado, ao contrário do que diz o jornalista. E para aprofundar esse processo de integração, ela não pode tolerar a ação de membros assassinos do terror islâmico que promovem a divisão do país.
Até quando se refere ao uso do carvão na CHINA a nota de  RASHEED ABOU-ALSAMH é tendenciosa.
A CHINA luta desesperadamente para minorar os efeitos da poluição causada pelo uso do carvão.
Áreas industriais inteiras de grandes cidades chinesas, em períodos de poluição mais intensa causados pelo uso do carvão, são impedidas de funcionar para baixar o nível da poluição do ar.
A CHINA atualmente é o país no mundo que mais investe e promove pesquisas no sentido de diminuir a poluição causada pelo uso do petróleo e carvão. A CHINA lidera o uso das energias limpas hídrica, solar e eólica, e estuda a aplicação de outras fontes de energia.
A Hidrelétrica de TRÊS GARGANTAS, na CHINA, é a maior do mundo.
No que tange à religião, a liberdade é ampla e, quando lá estive, constatei isso in loco.
A CHINA fez questão de dar apoio à nomeação de bispos católicos de origem chinesa e que tivessem bom relacionamento com o governo, em razão de críticas acirradas que vinha recebendo do VATICANO em razão de seu regime político.
Nos ESTADOS UNIDOS, casos de pedofilia abalaram a hierarquia religiosa católica e vários representantes eclesiásticos foram afastados.
Então, problemas com desvios de práticas religiosas não é um assunto circunscrito somente à CHINA.      
A CHINA não se opõe a que se venere o ISLÃ.
A luta da CHINA é contra o Terror Islâmico.
Assim, o título da nota, “O LADO SOMBRIO DA CHINA”, muito propriamente, deveria ser “O LADO CAUTELOSO DA CHINA”.
SOMBRIOS E SANGUINÁRIOS são os ataques de uma minoria de fanáticos do “Terror Islâmico”, que seguem interpretações deturpadas, violentas e radicais, que se desviam e agridem a natureza pacífica e a pureza espiritual do islamismo.
Essas são práticas criminosas, condenadas e abominadas pelos que professam o autêntico   ISLÃ, que é uma religião que prega a união, a paz e o amor entre os homens.
As maiores vítimas do Terror Islâmico são as desprotegidas populações civis dos países árabes.
O ISLÃ não pode ser estigmatizado, confundido e nem acusado  dos horrores e atrocidades de toda ordem cometidos por uma facção criminosa que afronta os princípios basilares do ISLÃ.
É importante frisar que o ISLÃ não é a única crença que, na história das religiões, teve desvios de seus preceitos e fundamentos.
O CATOLICISMO também teve a INQUISIÇÃO, que maculou seus princípios.
Entre os livros sagrados de minha biblioteca, tenho um exemplar do ALCORÃO, do autor Mansour Challita, que está junto à BÍBLIA SAGRADA dos católicos, em meio a volumes sagrados dos judeus e a obras sobre confuncionismo  e  protestantismo.
Ou seja, procuro extrair e apreender o melhor do sincretismo religioso.
Desde a infância tenho admiração pela cultura árabe.  
Também adoro a culinária árabe.
Comida sadia e que não engorda.
Antes de ter este blog, atuei na iniciativa privada alugando apartamentos por temporada.
Tinha dois sócios, um descendente de libaneses, e outro, um judeu brasileiro.
Rapazes inteligentíssimos e poliglotas. Íamos sempre almoçar em restaurantes árabes.
Nossas conversas se centravam em negócios, da mesma forma como na atual via de comércio para turistas, a VIA DOLOROSA, situada na Cidade Velha de JERUSALÉM, em ISRAEL, ou como no SAARA, no centro do RIO DE JANEIRO, onde árabes e judeus se mesclam, convivem de forma amigável, e tratam de ganhar dinheiro.
Oxalá o mundo fosse assim.
Considero a atual situação de convulsão e guerra no mundo árabe, principalmente depois do desencanto da Primavera Árabe, um retrocesso histórico de difícil solução.
A RÚSSIA, que procura se reafirmar no cenário internacional, se choca com forças de aliados dos ESTADOS UNIDOS que, por seu lado, tenta manter sua hegemonia para preservar seus interesses econômicos e suas bases militares no Oriente Médio.
Nesse meio, países árabes servem de bucha de canhão e são vítimas das disputas entre os dois contendores.
Desde há muito, o mundo árabe vive em turbulência devido a conflitos com forças externas.
Até a 1ª Guerra Mundial, o que hoje é conhecido como Oriente Médio, fazia parte do IMPÉRIO OTOMANO.
Após o conflito, os territórios que atualmente são a SÍRIA e o LÍBANO, passaram a ser controlados pela FRANÇA.  O REINO UNIDO passou a dominar as áreas que, na atualidade, são o IRAQUE, ISRAEL JORDÂNIA e TERRITÓRIOS PALESTINOS.
Esses acordos, que satisfizeram as duas potências, não respeitaram as fronteiras anteriores ao conflito, nem as divisões religiosas, e nem a outras características   dos povos da região.
A criação desses novos países com fronteiras artificiais, provocou o surgimento de minorias que vivem em conflitos armados constantes por autonomia dentro dessas nações, o que mantém a instabilidade local até hoje.
Com a autorização aprovada pela ONU, do Plano de Partilha da Palestina, para a criação do Estado de ISRAEL, que se efetivou em 14.05.1948, para abrigar os judeus espalhados pelo mundo, principalmente os sobreviventes do HOLOCAUSTO, os árabes declararam, no dia seguinte, a primeira guerra contra ISRAEL, chamada pelos israelenses de Guerra de Independência.
Esse é um conflito que persiste até hoje, e que foi muito bem definido pela ex-Secretária de Estado dos ESTADOS UNIDOS, CONDOLEEZZA RICE, como o problema político de mais difícil solução no Mundo Moderno, a partir da percepção de que os dois lados têm razão.
Outras guerras se sucederam e, em consequência, ISRAEL, em sua luta de sobrevivência, se tornou uma das mais modernas e poderosas potências militares do planeta, e é a maior força econômica no Oriente Médio. 
A partir dos territórios palestinos surgiram grupos terroristas que lançaram ataques suicidas com vistas à destruição do estado judeu, o que passou a ser chamado de Intifada Palestina.
O movimento palestino se dividiu, com um grupo na CISJORDÂNIA, liderado pela Autoridade Nacional Palestina, que optou pela via pacífica no seu objetivo de criação de um estado palestino independente, e outro, na FAIXA DE GAZA, que decidiu continuar na guerra com o objetivo de destruir ISRAEL.
Os movimentos terroristas islâmicos fugiram dos limites do Oriente Médio, e se espalharam por todo o planeta.
A ação do Terror islâmico, especialmente os atentados nas Olimpíadas de MUNIQUE, os ataques contra as Torres Gêmeas, em NEW YORK, em 11.09.2001, e outros atentados terroristas em capitais europeias, geraram a criação de serviços militares e policiais especializados no combate ao terror, interligados internacionalmente e equipados com o que existe de mais avançado na tecnologia de guerra, e de espionagem, inclusive utilizando robôs, drones e satélites de última geração.
Só os ESTADOS UNIDOS investem cerca de US$ 80 bilhões no combate ao terror ao redor do mundo.
A CHINA, que tem várias etnias que convivem pacificamente com o Governo Central, sofreu ataques sanguinários   por parte de grupos minoritários de terroristas islâmicos da etnia UIGUR, que reivindicam a autodeterminação e independência da Província de XINJIANG, no extremo oeste da CHINA.
A Cidade de URUMQI, nessa província, em 2009, foi alvo de atentados promovidos por terroristas islâmicos da etnia uigur, que resultaram em quase 200 mortos.
Outros ataques ocorreram, em que foram usadas seringas contaminadas com o vírus HIV. Os hospitais atenderam 531 vítimas atingidas por seringas.
O governo chinês agiu rápido.
Abriu inquéritos e condenou 17 à morte.
Adicionalmente, deslocou mais de 20.000 militares e paramilitares para policiar a Cidade de URUMQI.
O controle da área foi fortemente reforçado, como bem descreve o jornalista RASHEED ABOU-ALSAMH.
Os chineses, minuciosos como são, fiscalizam tudo, principalmente viagens ao exterior, notadamente à TURQUIA.  Eles sabem que muitos jovens que professam o deturpado islamismo radical, vão da TURQUIA para o EI-ESTADO ISLÂMICO para serem treinados para o terror.
Quando voltam do EI para seus países de origem, passam a atuar nas hostes do Terror Islâmico
Os chineses inspecionam em detalhes os celulares de suspeitos.
Examinam objetos pessoais, bolsas e veículos.
Os chineses se utilizam de equipamentos sofisticados   e de tecnologia avançada em seu trabalho.
Nada escapa do exame meticuloso das forças policiais chinesas.
Esse é o “LADO CAUTELOSO da CHINA”, que deveria ser copiado pelas autoridades policiais que lutam contra o terror ao redor do mundo.
E é esse elogiável e invejável LADO CAUTELOSO DA CHINA, que o jornalista RASHEED ABOU- ALSAMH, insiste em, tendenciosamente, chamar de LADO SOMBRIO DA CHINA.
Se esse controle eficiente e rígido, praticado na CHINA contra fanáticos islâmicos, existisse nos ESTADOS UNIDOS e na EUROPA, as Torres Gêmeas ainda estariam de pé e um número imenso de pessoas não teria sido morta nesses atentados terroristas.
É importante lembrar ao senhor RASHEED ABOU-ALSAMH que, dentre às vítimas dos ataques às Torres Gêmeas, estavam famílias que professavam o Islamismo.
Essas vítimas islâmicas, entraram nos ESTADOS UNIDOS como turistas, da mesma forma que, como turistas, também entraram os adeptos fanáticos do Terror islâmico, que as assassinaram.
A CHINA, com suas eficientes medidas de precaução, eliminou a ocorrência de novos ataques, mas o governo chinês se mantém atento para evitar o surgimento de outros casos da espécie.
Quando de uma visita que fiz àquele país há uns seis anos, vi um povo feliz, sadio, que vive em um país moderno e organizado, com educação de alto nível, com segurança, com um orgulho imenso de sua pátria e de seu progresso, e cada vez mais confiante em um futuro glorioso.
A CHINA já encontrou seu caminho de redenção.
Não é um país onde a “democracia” do terror islâmico, a miséria, a fome, a carência de educação de qualidade, a falta de assistência à saúde, a falta de moradias, a corrupção, e a criminalidade avassaladora, tenham espaço para prosperar.  
O senhor RASHEED ABOU-ALSAMH, com seu difamante e deturpado artigo, maculou de forma indelével a sua bem construída trajetória de jornalista internacional, principalmente junto aos sobreviventes do Terror Islâmico.

ADAÍ ROSEMBAK