segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A REVOLUÇÃO CONTINUA

Companheiros,

Constantemente somos confrontados com situações que nos desafiam, e que nos fazem questionar quais são os caminhos a seguir para que o Brasil consiga sair do atoleiro em que se encontra.
Há um ano, completamos um ciclo de governos do PT, que nos levou ao abismo econômico e financeiro do qual estamos começando a escapar.
Durante os períodos do PT, criou-se um governo orientado para a implantação de   um modelo marxista utópico de sociedade protecionista, com uma imensa  diversidade de programas sociais, abrangendo dezenas de milhões de pessoas, em escala crescente, sem qualquer controle e, principalmente, sem que houvesse a contrapartida de aportes financeiros para sustentar esse mastodôntico e pródigo estado assistencialista.
Em lugar de se criar um estado enxuto, ético, eficiente e dinâmico, deu-se andamento a um empreguismo desenfreado de apadrinhados políticos, que incharam a máquina pública, tornando-a um monstrengo pesado, oneroso e ineficiente, com o intuito de obter apoio parlamentar para uma miríade de programas governamentais desfocados da realidade econômica do país.
Paralelamente, criou-se   um colossal esquema de corrupção entre políticos e dirigentes governamentais juntos     com grandes conglomerados empresariais privados, para promover saques do Estado de toda ordem, como    isenção fiscal a segmentos privados, que chegou a quase R$ 450 bilhões. Montou-se uma cadeia de projetos megalomaníacos desvinculados da realidade, com o único objetivo de promover desvios de recursos estatais. Institucionalizou-se no meio político um viciado e gigantesco sistema de extorsão de propinas junto a empresas privadas e estatais, a título de apoio para campanhas políticas, em troca de favores de toda ordem.  
Arrasou-se a Petrobrás, a maior empresa do país e diversas outras estatais, através de um gigantesco e sofisticado sistema de corrupção sem paralelo no mundo.
Enfim, promoveu-se todo o corolário de irregularidades que quebrou o país, que continuam a ser descobertos,  e que a mídia nos mostra a todo momento.
Para cobrir esse esquema criminoso que esgotou os recursos do Estado, criou-se o esquema das “pedaladas fiscais”, que foi a razão básica para a deposição de Dilma Rousseff.
Para que se tenha um retrato real da dimensão desse saque,  que afundou a economia e as finanças do Brasil, recomendo a leitura do excelente livro “Anatomia de um Desastre”, de Cláudia Safatle, João Borges e Ribamar Oliveira, três dos mais destacados jornalistas da área econômica em nosso país.
Nessa obra se verá como Arno Augustin, um trotskista à frente do Tesouro, junto com Dilma Rousseff e Guido Mantega, criou a maquiavélica “contabilidade criativa”, que acabou por desestruturar as finanças do país para cumprir metas fictícias, e cobrir o rombo criado pelo desgoverno do PT.
O   último Governo de Dilma Rousseff, pode ser classificado como o ápice de arrasamento  econômico e financeiro do Brasil, em toda a sua história.
Esse ciclo infernal, que cessou com a deposição da presidente, foi o início da saída dessa hecatombe econômica e social.
Muito embora os recentes índices  econômicos apresentem uma pequena reversão do quadro trágico em que se encontra o Brasil, estamos apenas no início da revolução que almejamos para transformar nossa sociedade.
O governo de Michel Temer está envolvido numa trama de corrupção política que envergonha a imagem do Brasil.
A Operação Lava-Jato e o Poder Judiciário como um todo, vêm sendo atacados por todos os lados, tanto pela esquerda como pela direita, tanto por Lula como por Michel Temer.
Ou seja, como no conhecido bordão popular, as moscas mudam, mas o esterco é o mesmo.
A classe política, atacada e acuada como nunca em nossa história, tanto pela mídia, pelo Judiciário e por diversos órgãos da República, trata de se defender ferozmente ao tentar aprovar leis absurdas, imorais e discricionárias, a exemplo do chamado “abuso de autoridade”, para constranger e frear a atuação de juízes federais e outras autoridades  que atuam para punir a ação delituosa de membros da classe política.
Por outro lado, a PF-Polícia Federal, vê-se ameaçada pelo Poder Executivo, e aí leia-se Michel Temer, com a mudança de seu comando e com o corte de verbas, situações que podem inviabilizar a continuação de suas operações.
A imagem do Presidente Michel Temer, a despeito do relativo sucesso de sua viagem à China, vem sendo denegrida pela mídia internacional pelo seu envolvimento direto em esquemas de corrupção que estão sendo continuamente descobertos e denunciados pela PGR-Procuradoria Geral da República e repassados ao STF-Supremo Tribunal Federal.
A situação de Michel Temer tornou-se tão vexaminosa e constrangedora que dirigentes de diversos países e representantes de órgãos internacionais, quando visitam a América Latina, vão a vários países, mas não vêm ao Brasil, justamente o maior, mais populoso e mais rico país de nosso continente.
Para o bem do Brasil e para que o processo de depuração e mudança de nossa sociedade não pare, a mídia - o quarto poder - continua exercendo vigorosamente seu papel de informar à sociedade tudo que é apurado nessas investigações e suas consequências.
Apesar das ameaças de políticos e do Poder Executivo, os poderes da República prosseguem atuando com todo o empenho.  A Justiça Federal e a Lava Jato continuam trabalhando vigorosamente, novas operações da PF são efetuadas, e novos processos continuam a surgir.
O que nos assusta, é se o PT, tendo à frente o ex-Presidente Lula, for vencedor nas próximas eleições.
O anúncio de Lula de que uma de suas primeiras medidas, vai ser o controle da mídia, deixa a sociedade organizada aterrorizada.
Espera-se que Lula, que classificamos como uma raposa política, tenha feito essa declaração no calor de um comício para agradar a ala radical de sua militância política.
Esse seria o primeiro passo para frear o processo de purgação e renovação pelo qual passa o país.   
Se isso viesse a ocorrer, seria o primeiro ato de ruptura com o estado democrático de direito, e o início de um processo sanguinário e destruidor para implantar à força uma brutal ditadura ao estilo bolivariano, como ocorre na Venezuela.
Não somos contra os partidos de esquerda. Eles são o contraponto frente à opressão de medidas autoritárias por parte do Estado, e dos abusos e transgressões por parte do mundo empresarial. Existem medidas sociais por parte do Estado que têm de ser implementadas, preservadas e defendidas, e esse é um papel a ser exercido pelos partidos de esquerda.
Mas a esquerda precisa se reciclar.
Não tem mais cabimento, na atualidade, defender princípios políticos superados e fracassados baseados no marxismo-leninismo, tal como a ditadura do proletariado, que monopolizava a mídia, e que acabou por implodir a ex-URSS.
Foi isso o que fez a presidente do PT, a Senadora Gleisi Hoffmann, ao defender a sanguinária e brutal ditadura implantada na Venezuela e comandada por Nicolás Maduro.
Nada pior para a imagem do PT.
Aliás, ficamos espantados com o descolamento da realidade por parte de parlamentares radicais do PT.
Será que vivem em outro planeta?
Será que nunca vão entender que a massa da população brasileira não quer violência nem derramamento de sangue?
O brasileiro está realmente preocupado é em ter um teto e um emprego, levar uma vida tranquila, melhorar seu padrão de vida, dar boa educação, segurança e saúde para seus familiares, e desfrutar a vida da melhor forma possível, dentro de suas limitações financeiras.
O brasileiro, antes de tudo, é um bon-vivant, e tem inúmeras razões para ser feliz e desfrutar a vida com alegria e prazer.
As manchetes esportivas dos jornais e os estádios lotados retratam o entusiasmo e o encanto do povo com o   esporte da paixão – o futebol.
O prazer da dança e da música, a par com o Carnaval, são outros motivos de    satisfação e alegria do povo.
A beleza, a sexualidade, e o charme da mulata, criação autenticamente brasileira, são razões de encantamento, gozo e prazer.
Até as novelas são outro grande motivo de prazer para as famílias.  Aliás, lembro-me de uma passagem em que o cantor e ex-vereador Agnaldo Timóteo, perguntado por um parlamentar se o povão estava preocupado com as péssimas notícias políticas, ele respondeu que o povão estava preocupado mesmo era com o próximo capítulo da novela das 9h, da Globo. Poucas vezes ouvi uma declaração tão realista.
Então, por favor, Senadores Gleisi Hoffmann e Lindberg Farias, deixem de ser ridículos e parem com seus discursos inflamados, chatos e repetitivos para mobilizar o povo para a violência e para mudar tudo na marra.
Usando o direto linguajar popular: “Caiam na Real !!”
Esse tipo de discurso cansado e desfocado da realidade, pode até iludir grupos minoritários de agitadores, e estudantes imaturos, recém-entrados na puberdade, mas não um povão sábio como o nosso.
Sim, o povo é sábio. Sabe o que não quer, embora ainda não consiga atingir o que quer.
Governos se mudam em eleições ou em processos legais de impeachment.
E progresso do país e de seu povo se faz com muito trabalho, um sistema judiciário sério e atuante, e uma classe política digna e honesta   que trabalhe em prol dos interesses da sociedade.
A despeito das críticas ácidas a políticos radicais, sejam de que matizes forem, temos apreço e admiração por diversos líderes da esquerda.
Entre esses, citamos o admirável Senador Cristovam Buarque (PPS-DF).
Adiante reproduzimos sua nota “Comemoração incompleta”, que foi publicada no jornal O Globo, em 02.09.2017, à página 15.
Em relação à situação social, econômica e financeira do país, também transcrevemos o artigo “Falta mais do que dinheiro”, do jornalista Carlos Alberto Sardenberg, publicado no jornal “O Globo”, em 31.08.2017, à pag. 16.   
A nota de Carlos Alberto Sardenberg é uma apreciação realista não só da economia do Brasil, mas dos traços que permeiam nossas ações e nossa maneira de pensar.
A mudança desses comportamentos e dessa mentalidade são alguns dos maiores desafios para a transformação da sociedade e de nosso país.
Essa é uma situação da qual não temos como escapar, independentemente de quais sejam nossas opções ideológicas  e nossas filiações políticas.

À vossa apreciação.

ADAÍ ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB


Artigo “Falta mais do que dinheiro”, do jornalista CARLOS ALBERTO SARDENBERG:

“As leis, a mentalidade política e a cultura nacional querem do Estado muito mais do que ele pode fornecer.”

A história das contas do governo federal tem o seguinte enredo:

— Por norma constitucional, a despesa de um ano tem que ser igual à despesa do ano anterior mais a inflação;

— Na vida real, e por determinação também constitucional, as despesas com previdência, pessoal e benefícios crescem bem acima da inflação todos os anos;

— Logo, para que a despesa total permaneça estável, é preciso cortar os gastos com custeio e investimento;

— Logo, falta dinheiro para o governo tocar os serviços públicos de educação, saúde, segurança etc.

Claro que a primeira resposta para essa situação está na reforma previdenciária, de longe o maior gasto e o maior déficit, que cresce todos os anos.

Mas ainda que se faça essa reforma, o que é muito difícil, não vai sobrar dinheiro para o resto do Orçamento. Primeiro, porque o gasto previdenciário já atingiu um nível muito elevado — mais de 50% do total das despesas. Nenhuma reforma reduzirá esse gasto. Poderá apenas, sendo bem-sucedida, diminuir a velocidade de expansão do déficit.

Logo, continuará muito apertado o orçamento de todas as demais áreas do governo. O que nos leva à necessidade de outras duas reformas, uma para conter a folha de salários do funcionalismo, outra para reduzir o generoso pagamento de benefícios diretos.

Mas, de novo, esses gastos já atingiram níveis elevados. Também não podem ser reduzidos, mas apenas contida sua expansão.

E mesmo que se consiga isso — reparem, já são três reformas muito difíceis — não vai sobrar dinheiro para o setor público naquela que é sua função principal, a de prestar serviço aos cidadãos.

A razão é óbvia — ou deveria ser. E é a seguinte: as leis, a mentalidade política e a cultura nacional querem do Estado muito mais do que ele pode fornecer.

Como se financia o Estado? Com impostos e com a tomada de empréstimo. Já fizemos isso. A carga tributária é muito elevada, não cabe no bolso dos contribuintes. E a dívida pública cresce todos os anos, aproximando-se perigosamente do nível em que será insustentável. O governo tem ainda uma última arma — destruidora — que é emitir dinheiro. Resolve por um instante e gera uma baita inflação.

Tudo isso para tentar mostrar que é preciso reduzir o tamanho do Estado.

Está uma choradeira em tudo que é repartição pública. Compreensível. Está sempre faltando alguma coisa, de gasolina para a polícia a rancho para os soldados. Reação automática do pessoal: pedir mais dinheiro para Brasília.

Tem uma turma que vai ao limite do ridículo: é contra as reformas, contra mais impostos e a favor do aumento de gastos e investimentos. A dívida pública? Não tem problema, é só deixar de pagar aos especuladores, alegam.

Mas mesmo tirante essa turma, fica muita gente bem-intencionada que não percebeu a raiz do problema: o Estado terá que fazer mais com menos, prestar menos serviços para menos pessoas e, finalmente, buscar recursos no setor privado.

Vamos falar francamente: não faz sentido dar universidade de graça para quem pode pagar. Idem para o atendimento médico.

Diz a Constituição que todo brasileiro tem direito a ser atendido de graça e com o melhor tratamento disponível. Não tem dinheiro para isso. Logo, é preciso fazer uma fila e definir quem pode e quem não pode receber este ou aquele tratamento.

Dizem: isso é uma violação do princípio do atendimento universal. Mas esse princípio é violado todos os dias e da maneira mais selvagem: fila no pronto-socorro, gente morrendo no corredor do hospital ou aguardando meses para o tratamento de um câncer.

A lei não organiza a fila. Fica por conta do coitado do plantonista da emergência.

Não faz sentido que as universidades e os centros de pesquisa não vendam serviços para empresas e outras instituições privadas. As universidades aqui não conseguem nem receber doações. Já em países onde estão algumas das melhores escolas do mundo, as universidades vivem basicamente de doações e venda de serviços. Incluindo a cobrança de anuidades, combinando com o fornecimento de bolsas.

Desculpem se estamos piorando o cenário, mas é isso mesmo. Não bastarão as reformas da Previdência e do funcionalismo. Precisamos de uma mudança cultural: entender que o Estado brasileiro atual não cabe no país. Tem que ser menor e melhor.



Artigo “Comemoração incompleta”, do Senador CRISTOVAM BUARQUE (PPS-DF)

Daqui a cinco anos, o Brasil ingressará no terceiro centenário de sua história como país independente. Neste 7 de setembro, aos 195 anos de nossa independência, é possível comemorar o que nossos antepassados conseguiram.

Atravessamos quase 200 anos consolidando um imenso território soberano e unificado por redes de transporte, de comunicações, de distribuição de energia, a economia brasileira está entre as maiores do mundo no valor do produto, passamos de 200 milhões de habitantes. Não há dúvida de que temos que comemorar os primeiros dois séculos.

Mas se, no lugar de olharmos para a história, olharmos ao redor, a festa perde seu brilho. Comemoramos um elevado PIB, o oitavo do mundo, mas 84º por habitante, por causa de nossa baixa produtividade.

Igualmente grave, nossa economia se concentra em bens agrícolas e minerais ou indústrias tradicionais, porque somos um país de baixa capacidade de inovação.

Do ponto de vista social, carregamos a vergonha de sermos campeões em concentração de renda, temos formidáveis ilhas de riqueza e um trágico mar de pobreza.

Chegamos ao nosso terceiro século divididos tão brutalmente que podemos nos considerar um sistema de apartação, um país onde a população está dividida e separada por “mediterrâneos invisíveis” intransponíveis.

Somos um país integrado fisicamente e desintegrado socialmente. Por isso, somos hoje, em parte, campeões de violência urbana com mais de cem mil mortos por ano, 50 mil assassinatos e 45 mil vitimados por acidentes de trânsito.

Na política, apesar de comemorarmos o aniversário com um sistema democrático e instituições funcionando, em nenhum outro momento tivemos uma classe política tão desacreditada.

As promessas foram descumpridas, a corrupção se alastrou, os partidos se desfizeram, as finanças públicas foram quebradas, as estatais arrombadas, as corporações dividiram o país em republiquetas sem sentimento nacional.

A sensação é de que o país entra no seu terceiro século desagregando-se, sem coesão social, sem rumo histórico.

O mal-estar se explica por muitas causas, mas certamente a principal está no descaso com a educação de nossa população, desde a primeira infância. Chegamos ao nosso terceiro século com 13 milhões de compatriotas adultos incapazes de reconhecer a própria bandeira da República, por não saberem ler o lema “Ordem e Progresso”.

Além destes, segundo o IBGE, são quase 28 milhões de adultos analfabetos funcionais, apenas um pequeno número de jovens recebe formação necessária para construir a economia e a sociedade do conhecimento que vai caracterizar o século adiante.

Passados dois séculos, ainda somos um país com baixíssimo grau de instrução e com abismal desigualdade no acesso à educação conforme a renda da família.

E não seria difícil fazer com que, bem antes do quarto século, o Brasil conseguisse ser um país com educação de qualidade para todos: os filhos dos mais pobres em escolas com a mesma qualidade dos filhos dos mais ricos; uma sociedade que não dispensaria um único talento intelectual de sua população.
Sem isso, certamente não teremos o que comemorar quando o quarto centenário chegar.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

SUSTENTABILIDADE DA CASSI - NOVO ATAQUE - 29.08.2017

Caros Companheiros,

O BB, a PREVI e a CASSI, passam por momentos ameaçadores.
A mídia, constantemente, apresenta notas sobre a privatização do BB.
Não podemos nos angustiar com notícias alarmistas que, em grande parte das vezes, são boatos infundados de especuladores interessados em lucrar com as oscilações do mercado.
Mas, evidentemente, temos de estar de olhos abertos para os assuntos que afetam nossas vidas. 
A PREVI já foi saqueada em R$ 7,5 bilhões em seu superávit em razão da malfada e ilegal Resolução CGPC 26, de 29 de setembro de 2008.
Em relação à CASSI, depois de seguidas e renhidas discussões com o BB, foi firmado um acordo de sustentabilidade da CASSI em que o BB faria aportes mensais de 23 milhões de reais até dezembro de 2019 e, da parte dos associados, haveria um aporte adicional mensal de 1%, também até dezembro de 2019. Esse acordo não foi o ideal e nem resolveu o problema da sustentabilidade da CASSI, mas foi o que conseguimos obter a duras penas.
A CASSI terá de recorrer a consultorias especializadas para implantar novos projetos e programas, para que possamos cortar custos, aprimorar e agilizar o sistema, para manter o mesmo nível de assistência digna aos associados.
De repente, em meio a esses desafios, somos vítimas do imponderável.
Agora a CASSI é alvo de novo ataque a partir dos riscos de duas minutas de resoluções da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União – CGPAR.
Se tais resoluções forem implementadas da forma como foram originalmente formuladas, o Plano Associados da CASSI não sobreviverá da maneira como ele é constituído atualmente.
Esse golpe, que já está sendo cognominado de “Resolução 26 da Saúde”, está provocando uma grande mobilização das associações representativas dos funcionários da ativa e aposentados do BB, sindicatos, CONTRAF e CONTEC, em nova frente para a defesa da sustentabilidade da CASSI.
Em 17.08.2017, colocamos neste blog o artigo “AAFBB e CASSI em FOCO – 17.08.2017”, que foi o primeiro de uma série de notas que passaremos a publicar sobre o tema em foco.
Para diferenciarmos a sequência de artigos relativos ao primeiro ataque do qual a CASSI foi vítima com o Acordo de Sustentabilidade firmado entre a CASSI e o BB, passamos a denominar a nova série de artigos, relativa às ameaças das minutas de resoluções da CGPAR, de “SUSTENTABILIDADE DA CASSI – NOVO ATAQUE. ”
Adiante, também reproduzimos dois comentários bem esclarecedores sobre esse assunto, de autoria   da Presidente da FAABB, ISA MUSA DE NORONHA, e 


 uma nota do ex-Presidente da AAPBB-RJ e   Presidente do Conselho Deliberativo da UNAMIBB, Dr. RUY BRITO DE OLIVEIRA PEDROZA.
                                                                         
                                 
Em razão de sua importância, também transcrevemos o texto relativo à Reunião Anual dos Diretores Regionais da ANABB, de 23.08.2017, extraído do site daquela associação, em que o assunto em tela foi abordado com relevância.
Por fim, comunicamos aos interessados, que as minutas de resoluções da CGPAR, podem ser acessadas    na internet.
Atenciosamente

ADAÍ ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB


Comunicado de 15.08.2017, de ISA MUSA DE NORONHA, Presidente da FAABB.

Prezados,
A Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil – FAABB recebeu por cópia, duas minutas de Resoluções da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União – CGPAR, oriundas de uma Reunião em 11/07 último, da qual participaram representantes de Planos de Saúde de autogestão e autogestão por RH. Do que se pode depreender pelas minutas, essas objetivam estabelecer diretrizes e parâmetros para o custeio das empresas estatais federais sobre benefícios de assistência à saúde.
Sem prejuízo de outras avaliações que possam vir das demais entidades de autogestão, vamos nos deter nas condições peculiares da CASSI – Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a maior entidade de autogestão ligada a estatais, pois que atende mais de um milhão de vidas.
Desde sua criação, em 1944, a premissa básica da CASSI sempre foi a solidariedade entre a família dos funcionários do BANCO DO BRASIL, sendo que cabia ao funcionário associado na CASSI uma contribuição de 1% e o BANCO contribuía com outros 2% do salário do empregado, ou seja, as contribuições eram sempre duas do BANCO para uma do bancário.
Por efeito de sucessivas reformas estatutárias, hoje a contribuição do associado é 3% de seu salário e a do Banco do Brasil 4,5%.
Na concepção original a CASSI se revestia de um benefício ao bancário, inclusive para sua família, integrado diretamente ao contrato de trabalho, de sorte que a  CASSI - Plano Associados, ao lado da PREVI, integra o sistema de proteção social dos empregados do BANCO DO BRASIL.
PREVI e CASSI têm o BB como patrocinador, têm os mesmos associados e a mesma fonte de contribuição.
A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (CASSI) é uma empresa de autogestão em saúde fundada em 27 de janeiro de 1944 por um grupo de funcionários do BB.
O objetivo era ressarcir as despesas de saúde dessa população. Com 73 anos de existência, a CASSI é, hoje, uma das maiores instituições sem fins lucrativos administradoras de planos de saúde do País.
Atualmente, atende mais de 1.007.340 vidas em todo território nacional.
O que nos preocupa quanto ao contido nas minutas de Resolução é a possibilidade de rompimento desses compromissos históricos, contratuais, estatutariamente definidos, que traduzem a responsabilidade do patrocinador Banco do Brasil, não só para com a CASSI, mas principalmente pelos seus associados. Observamos que relação contratual é entre BB e CASSI, mas tem terceiros interessados: todas as 1.007.340 de pessoas atendidas pela CASSI.
Chama atenção nessas Resoluções da CGPAR, artigos que ferem direitos, pois é certo que, constituído o vínculo contratual, não poderá haver, para o contrato já celebrado, atingimento por modificações normativas, legais ou regulamentares; nem negociais, unilaterais, por uma das partes.
Nesse sentido, apontamos como dano ao Plano Associados da CASSI o contido no Art. 4° da minuta “Estabelecer que a adesão de novos empregados em planos de saúde, modalidade autogestão, será permitida desde que o plano de saúde atenda as seguintes condições: I – mensalidade por beneficiário, de acordo com faixas etária e salarial”.
E mais: no § 4° do Art. 5° “A contribuição da empresa estatal federal para o custeio do benefício de assistência à saúde não poderá exceder à dos empregados”.
Não cabe a afirmação de que tais medidas atingiriam somente os novos contratados, eis que a CASSI é regida pela solidariedade: cada um contribui na medida de sua capacidade e usa de acordo com sua necessidade. Assim, o ingresso de novos empregados, jovens, saudáveis, oxigena o plano, de modo que nas faixas etárias mais avançadas, quando o gasto é maior, compensa-se pelas contribuições dos que usam pouco o plano.
O que é previsível é que qualquer alteração nas relações entre BB, CASSI e associados ao Plano, ensejará propositura de medidas judiciais, em face da CASSI, como entidade de autogestão, administradora e executora do Plano de Associados, e em face do BANCO DO BRASIL, na condição de patrocinador da Entidade, do Plano e dos contratos individuais, ações essas que poderão ser movidas pelos 1.007.340 de assistidos pela CASSI.
Convém ressaltar que tais Resoluções podem encarecer os planos oferecidos pelas estatais, o que, fatalmente fará com que os trabalhadores deixem esses planos e, assim, passarão a onerar ainda mais o já combalido Sistema Único de Saúde (SUS). Cerca de 151 milhões de brasileiros dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). Outros cerca de 49 milhões possuem planos privados. O mercado de planos médico-hospitalares completou em dezembro de 2016 exatos dois anos – ou oito trimestres consecutivos – de queda do número de beneficiários. Ao todo, 2,5 milhões de pessoas perderam o acesso aos planos, totalizando queda de 4,9% no período.
Somente esses dados mostram a temeridade da CGPAR interferir nos planos de autogestão.
Trata-se de verdadeiro “tiro no pé” do Governo que, ao enfraquecer os planos de autogestão, promoverá migração dessa população assistida para o SUS. 
Neste momento estamos organizando um movimento tentando reunir todos os representantes de Planos de Saúde de autogestão e autogestão por RH, para esforço conjunto tentando interferir juntos aos órgãos reguladores de modo a demovê-los da edição dessas Resoluções.
ISA MUSA DE NORONHA


Comentários Complementares de 14.08.2017, de ISA MUSA DE NORONHA, Presidente da FAABB, sobre as minutas de Resoluções da CGPAR.

Prezados,

Conheço as propostas do Mestre Ruy Brito e as defendi desde a primeira hora.
Contudo, questões relacionadas à CASSI e à PREVI correm bem distante das alçadas do próprio BB e das organizações dos trabalhadores.
Estão na esfera do Governo e assim, nosso embate sempre será contra os interesses do Governo sobre nossas Caixas.
Da PREVI, o Governo quer se valer dos eventuais superávits. Até fez uma Resolução para lhe dar direito a isso. A Resolução CGPC 26.
No que se refere à CASSI o BB (leia-se Governo), quer mesmo é se ver livre dela. A começar por se livrar da responsabilidade pós- laboral.
Se todos se lembram, a primeira proposta do BB para a CASSI, em 2015, era repassar o passivo atuarial para a CASSI (R$ 6,8 bi) e deixar de contribuir para aposentados e pensionistas, e mais: fazer com que todo déficit fosse rateado somente entre nós, associados.
Ao final de inúmeras reuniões de negociação o que arrancamos foi aportes mensais de 23 milhões até dezembro de 2019 e, de nossa parte, contribuição adicional de 1% também até dezembro de 2019.
Vejam que saímos de uma prensa absurda: livrar-se de aposentados e pensionistas e rateio de déficit, para aporte mensal de 23 milhões.
É ruim? É pouco?
Mas foi a diferença entre ZERO e vinte e três milhões.
Ocorre que nem esses aportes mensais e nem nossas contribuições adicionais resolvem de plano a questão da sustentabilidade da CASSI. Será preciso que os programas, projetos, consultorias tragam resultados.
Ao que parece, o Governo "se cansou" de esperar e agora aparece com essas Resoluções da CGPAR que, se assinadas como estão, condenam ao fim o Plano Associado na CASSI. 
Nos Governos FHC não conseguimos êxito em nossas demandas. Nos Governos Lula idem.  No Governo Dilma também não.
Acham mesmo que conseguimos negociar com o Governo Temer que aprova todo saco de maldades que inventa?
ISA  MUSA DE NORONHA


Relato de 03.08.2017, do Dr. RUY BRITO DE OLIVEIRA PEDROZA, sobre o tema “CASSI:SOLUÇÃO PARA A CRISE DO PLANO ASSOCIADOS.

A CASSI – Plano Associados, ao lado da PREVI, integra o sistema de proteção social dos empregados do Banco do Brasil.
PREVI e CASSI têm o BB como patrocinador, têm os mesmos associados e a mesma fonte de contribuição; com a ressalva que a contribuição do Banco é repassada aos seus clientes nos preços cobrados pelos serviços bancários prestados. Por tais motivos (1) simples e claros, de fácil compreensão para quem quiser entender -, seus problemas não podem ser encarados separadamente.
Sim. Por isto mesmo, constitui erro crasso enfrentá-los sem vinculação com a política de capitalização do BB com dinheiro do Plano de Benefícios 01 da PREVI. O que não levará a lugar nenhum, a não ser a ameaças diversionistas, como a que “O BB pode sair da Cassi (leia-se do Plano Associados) no momento que quiser, porque a legislação assim o permite, mas não o faz”. (sic)
Essa política de separar a solução dos problemas que periodicamente assolam o Plano Associados só interessa aos dirigentes do BB, porque lhes possibilita “descartar qualquer aumento de contribuição patronal ou aportes eventuais à CASSI”, sob a alegação falaciosa de “ estar sujeito à Resolução CVM 695 que “obriga o registro em balanço do compromisso com as contribuições pós laborais, ou seja para os aposentados previstas no balanço do BB em R$ 6 bilhões.” (grifos não originais).
Tratando em separado o problema do “Plano Associados”, os dirigentes do BB sentem-se dispensados de esclarecer:
(a) que os R$ 6 bilhões PREVISTOS no balanço do Banco se referem aos aposentados DA PREVI E DA CASSI e não apenas aos da CASSI e
(b) e que esses R$ 6 bilhões, somados aos R$ 800 milhões anuais da contribuição anual do BB à PREVI , são inferiores em R$ 1,166 bilhões ao total de R$ 7,966 bilhões (sem expurgo) do superávit da PREVI ilegalmente apropriados pelo BB no balanço de 2013 no título Fundos de Destinação do Superávit PREVI, segundo levantamento efetuado em setembro 2014, pelo Vice-Presidente da AAPBB para Assuntos Previdenciários, Colega EBENEZER W. A. NASCIMENTO.

                                   


DOS ANTECEDENTES
A situação atual se caracteriza por um esgarçamento cada vez mais grave, quase ao ponto de ruptura, do relacionamento entre participantes de um lado; de outro lado, o patrocinador e seus prepostos, motivada por sucessivas supressões de direitos dos participantes, vis-à-vis a auto-concessão de privilégios inadmissíveis aos dirigentes do BB e a seus prepostos na PREVI e na CASSI. Na origem, a ideia de capitalizar o BB sem ônus para o Tesouro e os acionistas privados. Que foi consolidada com o advento do Plano Real de estabilidade da economia, quando o patrimônio líquido do BB ficou reduzido a R$ 5,5 bilhões e a empresa foi pressionada a pagar uma dívida de R$ 10,9 bilhões, inerente às Reservas Matemáticas das aposentadorias dos empregados admitidos no BB até 14.04.67.
DOS FATOS
A solução, negociada secretamente, consistiu na celebração de acordos na CASSI e na PREVI para liberar o BB dos encargos com o sistema de proteção social de seus empregados. Foi iniciada em 1996, com o acordo BB x CASSI com a reforma estatutária que:
  • Transformou a CASSI em empresa de Mercado patrocinada pelo BB, com o que o BB deixou de prestar assistência médico-hospitalar como empregador, exonerando-se da correspondente responsabilidade trabalhista;
·        Extinguiu o plano existente e desonerou-se de suas responsabilidades com os dependentes indiretos e criou o Plano Associados, para os empregados ativos e aposentados e pelo Plano CASSI Família para os dependentes indiretos, mediante contribuição;
·        Reduziu sua contribuição para a empresa CASSI;
·        Extinguiu o CEASP e o DEASP, demitiu parte dos funcionários que ali trabalhavam e transferiu os remanescentes para a CASSI;
·        Permitiu que os dirigentes da CASSI, eleitos e nomeados, passassem a receber remuneração desvinculada (e superior) à do cargo efetivo e transferiu para a CASSI a responsabilidade do pagamento dessa remuneração e respectivos encargos;
·        Substituiu a indenização da compra de medicamentos receitados, limitando-se a ressarcir parcialmente a compra de medicamentos genéricos para tratamento de doenças crônicas;
·        Passou a cobrar aluguel da empresa CASSI quando esta ocupa suas dependências;
(h) passou a cobrar comissão pelos serviços bancários prestados à empresa   CASSI.

Resultado: após três anos, os auditores independentes que examinaram as contas da CASSI expressaram “preocupações quanto à possibilidade de (a CASSI) continuar suas operações”.
Em 2007, impôs nova reforma estatutária para reduzir suas contribuições e suprimir o art. 9, em vigor antes da reforma de 1996 segundo o qual o BB era solidariamente responsável pela cobertura dos déficits da CASSI.
Com as Reformas estatutárias de 1996 e de 2007, para desmonte do sistema de proteção social dos empregados, comendo pelas beiradas seus direitos de assistência à saúde e liberando a empresa de suas responsabilidades trabalhistas com a criação da empresa CASSI de Mercado. Na sequência, com o abusivo acordo de 24.12.97, a Diretoria do Banco iniciou o processo de capitalização da empresa via expropriação do patrimônio do Plano de Benefícios encerrado na mesma data.
Segundo o Fato Relevante, de 13.06.97, “Na forma a ser contratualmente acordada, A DÍVIDA DO Banco seria transferida para a responsabilidade da PREVI sem a necessidade de empréstimo antes prometido porque o Banco iria utilizar a parcela a que teria direito no superávit da PREVI (sic).
A seguir, transcreve-se algumas cláusulas do acordo.
“1. O passivo previdenciário correspondente estava estimado em R$  11.900 milhões, subdividido em dois grupos:
14.  R$ 930 milhões (valor presente, descontado à taxa de 12% a. a.), relativos ao passivo previdenciário dos empregados aposentados até 14.04.67 e a outros benefícios de aposentadoria e pensão, cujo pagamento continuará sendo de responsabilidade exclusiva do Banco, não estando, portanto, contemplados no contrato a ser firmado com a PREVI;
15.  R$ 10.970 milhões, relativos ao passivo previdenciário dos empregados aposentados após 14.04.67, cujo pagamento passará a ser de responsabilidade da PREVI; (grifamos)
   “3   Na forma a ser contratualmente acordada com a PREVI:
10.   O montante de R$ 10.970 milhões ficará reduzido ao valor de R$ 5.870 milhões, sendo a diferença suportada por parte dos atuais ativos garantidores dos compromissos assumidos pela PREVI; : um abatimento inicial de R$ 5.870 bilhões expropriados ilegalmente do patrimônio do Plano 01.
11.  Esse valor remanescente (R$ 5.870 milhões) constituirá responsabilidade do banco junto a PREVI; (grifamos)
12.  c. a integralização deste valor, mediante contribuição mensal prevista de R$ 46 milhões, deverá ocorrer no prazo estimado de 32 anos ; (grifamos)
“4. Com base na performance patrimonial da PREVI dos últimos anos e no contido nas alíneas “3-d” o Banco estima que o valor previsto na alínea “3-B” estará amortizado em 4 (quatro) anos. (sic) Obs. Conforme o pactuado na cláusula sétima do acordo, ao Banco foi dado o direito de se apropriar de dois terços do superávit do plano de Benefícios 01, a título de amortização antecipada da dívida transferida para a PREVI. Sobre tal valor a PREVI creditou ao Banco juros e correção monetária. Um absurdo inacreditável.
            “11. Os empregados admitidos a partir da aprovação, pelo corpo social, do novo estatuto da PREVI estarão participando do plano de complemento de aposentadoria na modalidade Contribuição Definida e não na modalidade Benefício Definido do plano atual. …..na modalidade Benefício Definido o BANCO tem responsabilidade solidária por eventuais insuficiências financeiras apresentadas pela PREVI enquanto na modalidade Contribuição Definida, o benefício dependerá do desempenho do próprio plano, isentando o Banco, portanto, de qualquer contingência futura”. (Grifamos). Obs.: O interventor da SPC, atual PREVIC, modificou ilegalmente em 2002 o artigo do Estatuto da PREVI que atribuía ao Banco a responsabilidade por eventuais insuficiências financeiras do plano de Benefícios 01, equiparando-o ao Plano Brasil Futuro como responsável por tais insuficiências.
13.  “O Banco informa que está plenamente confortável com a implementação destas medidas, uma vez que amparadas legal e tecnicamente…”. (grifamos) .(sic)
Em suma, negociar em separado direitos constituídos na CASSI e na PREVI constitui uma prática que só interessa aos dirigentes do BB. Nossa proposta deve ser a de uma negociação simultânea dos direitos e obrigações no conjunto representado pela PREVI e pela CASSI. O ponto de partida, até para efeito comparativo, pode ser o Relatório apresentado pelo Colega FERNANDO ARTHUR TOLLENDAL PACHECO,

                                  


como representante dos empregados no Conselho Fiscal da CASSI. Deixamos para outra oportunidade, por falta de espaço, o comentário sobre os problemas de gestão, a exemplo da instituição de privilégios inadmissíveis para os dirigentes do BB, da PREVI e da CASSI, que transformaram essas instituições em sociedades orwellianas, nas quais todos são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros. Fica remos por aqui. Mas voltaremos ao assunto.
RUY BRITO DE OLIVEIRA PEDROZA



SITE da ANABB – artigo publicado em 25.08.2017, às 17.19h.

FORÇA-TAREFA  apresenta os riscos das minutas de resoluções CGPAR.

A apresentação foi realizada durante a reunião anual dos Diretores Regionais da ANABB 
                                 

                                     



                                     

A Força-tarefa apresentou na quarta-feira, 23.08.2017, para os diretores regionais da ANABB, presentes na reunião anual dos Diregs, em Brasília/DF, o conteúdo das minutas de resoluções que estão em debate na Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR).

A Força-tarefa auxilia a Diretoria Executiva da ANABB no enfrentamento dos riscos que se apresentam nas minutas de resolução.

A apresentação teve como propósito capacitar os diregs para que possam prestar esclarecimentos aos associados da ANABB em suas respectivas jurisdições, bem como organizar debates envolvendo os associados e filiados de outras entidades representativas do Banco do Brasil e demais estatais federais, nos seus estados.

Ressaltou que as minutas em debates discorrem sobre a possibilidade de se estabelecerem diretrizes
parâmetros de governança e de custeio, para as empresas estatais federais que prestam assistência à saúde de seus funcionários, por meio de autogestões.

Outro ponto importante esclarecido foi o conceito de autogestões, que são planos ou programas de assistência à saúde, próprios das empresas e administrados pelos trabalhadores, sem fins lucrativos.

Em relação às diretrizes de custeio para as empresas estatais federais, os textos das minutas orientam os dirigentes das estatais para que nas relações com seus empregados busquem: 
  • Extinguir as autogestões que tenham menos de 20.000 vidas;
  • Somente permitir a adesão de novos associados nos planos de saúde de autogestões, se as mensalidades forem cobradas por faixa etária e salarial, com estabelecimento de franquia e coparticipação;
  • Limitar a idade de dependentes a 21 anos, permitindo a exceção para 24 anos somente para os que estiverem cursando escola técnica ou 3º grau.
  • Limitar a contribuição do patrocinador ao mesmo valor de contribuição do funcionário, limitando esse valor, no caso do Banco do Brasil, a 4,95% da soma das folhas de pagamento de ativos e aposentados; e,
  • Retirar dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) qualquer detalhamento de como prestar a assistência à saúde. Para isso, limitando, nos ACT, o compromisso patronal a apenas “garantia do benefício de assistência à saúde”.
A Força-tarefa ressaltou que, caso aprovados os textos das resoluções, nos termos em que estão sendo propostas, existe um iminente risco de oneração excessiva para os trabalhadores, fazendo com que os mesmos sejam obrigados a abandonar os seus respectivos planos de saúde.

A ANABB, com a ajuda da Força-tarefa pretende realizar no mês de setembro de 2017, um Seminário Nacional, com a presença das entidades representativas de funcionários do BB, e das empresas estatais federais que possuem autogestões em saúde, para juntos possam trabalhar na defesa do acesso à saúde plena para os trabalhadores.
Fonte: Agência ANABB


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

ELEIÇÃO na AABB-RIO - 05.09.2017

Caros Amigos,

Dia 05 de setembro de 2017, de 08.00h às 21.00h, acontecerão as eleições para a nova administração da AABB-RIO.
                                      
                                  
Esse é um clube que frequento há uns 40 anos.
É um lugar em que fiz muitos amigos.
Entre eles, está ODALI DIAS CARDOSO, atual presidente da AABB-RIO.
Muitos sócios dizem que a AABB-RIO tem dois períodos bem definidos: A-Odali e D-Odali, ou seja, Antes de Odali e Depois de Odali, em razão da metamorfose que ele implantou na AABB-RIO.
Não faço comparações com administrações anteriores que  conheci superficialmente, mas tenho de concordar com os associados que admiram a bem sucedida trajetória de ODALI DIAS CARDOSO, que foi presidente da AABB-RIO pela primeira vez, no período de 1990 a 2011   e   de 2014 até a presente data,  em seu segundo termo.
Nesses períodos, a AABB-RIO entrou em um mutirão de obras e passou por profundas mudanças estruturais que transformaram completamente a associação.
ODALI DIAS CARDOSO, além de ser um homem dinâmico, perfeccionista e realizador, tem outras características pessoais que o qualificam como um líder bem-sucedido.
Ele sabe agradar as pessoas, sabe fazer amigos e influenciar pessoas, é mestre ao costurar acordos e encontrar as melhores alternativas para o bem-estar dos associados da AABB-RIO.
ODALI DIAS CARDOSO é assim. Ele nasceu assim. Não são comportamentos forçados ou ensaiados. Esses são dons naturais de sua personalidade.
É um homem que tem uma família bem estruturada, bem-sucedida e feliz. E ele próprio é uma pessoa de bem com a vida.
Afora tudo isso, também é um magistral político pela sua admirável capacidade de lidar com a diversidade humana.
Na AABB, ele transita entre as mesas dos associados, sempre atento a tudo e atencioso com todos, e vigilante com   os mínimos detalhes para o melhor atendimento aos frequentadores do clube.
Cumprimenta todas as pessoas, quer saber se está tudo bem, se todos estão sendo bem servidos, se precisam de alguma coisa, se têm alguma reclamação a fazer, se têm alguma sugestão a apresentar. Sabe o nome de todo mundo. Não precisa de celular para gravar nada.
O que importa é que, se o que foi sugerido tem viabilidade, ele executa no mais curto espaço de tempo.
É benquisto entre todos os serventuários da associação, mas também toma medidas duras para corrigir qualquer irregularidade que surja.
Tornou a AABB-RIO um dos polos mais importantes no cenário social e desportivo no Rio de Janeiro e no Brasil.
Afora isso, tornou a associação o mais importante centro de convenções no Rio de Janeiro para discussão dos problemas pertinentes à nossa categoria.
Faz tudo isso com entusiasmo, dedicação e amor.
Essas são as razões porque todos gostam dele.
Por tudo isso, recomendo, sem titubear, que votem na CHAPA 2, de   ODALI DIAS CARDOSO, na próxima eleição para a AABB-RIO, que se realizará em 05.09.2017, das 08.00h às 21.00h.
Para alicerçar a certeza de que a CHAPA-2, é a melhor escolha para a AABB-RIO, destaco  os dirigentes MÁRIO FERNANDO ENGELKE, atual presidente do Conselho Deliberativo da AABB-RIO e SÉRGIO RICARDO LOPES DE CARVALHO, que exerce a presidência do Conselho Fiscal da AABB-RIO, que fazem parte da CHAPA 2, ao lado de ODALI DIAS CARDOSO.
São companheiros que tiveram uma trajetória exitosa em altos cargos, dentro do BB, da CASSI e da PREVI e que, hoje, exercem com sucesso  papeis relevantes dentro  da AABB-RIO, vitais para o engrandecimento e dinamismo da associação.
Por tudo isso, reitero: VOTEM NA CHAPA-2 nas eleições da AABB-RIO!!!

Atenciosamente

ADAÍ ROSEMBAK