Já abordamos esse
assunto neste blog na nota “Porque optar pelo caminho da derrota? ”, de
04.10.2015.
Agora
transcrevemos a manifestação oficial da AAFBB na “Nota de repúdio à carta
dirigida aos associados da AAFBB”, publicada em seu site em 05.10.2015.
Decidimos publicar
o desagravo oficial da AAFBB por dois motivos.
Primeiro, porque
abrange aspectos não abordados na nota “Porque optar pelo caminho da derrota?
”, de 04.10.2015.
Segundo,
porque a carta caluniosa da associada dirigida aos associados da AAFBB
continua a circular e a ser abordada e reproduzida em grupos organizados na internet.
Esperamos que,
com a publicação neste blog da nota “Porque optar pelo caminho da derrota” em
04.10.2015 e com a “Nota de repúdio à carta dirigida aos associados da AAFBB”,
de 05.10.2015, reproduzida adiante, se ponha um cobro definitivo a esse
assunto tão deprimente, desagradável e prejudicial aos interesses dos funcionários
da ativa do BB e aos aposentados e pensionistas da PREVI.
Adaí Rosembak
Associado da
AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB
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A AAFBB
repudia veementemente o conteúdo da carta aberta enviada aos seus associados,
divulgadas nas redes sociais em 02/10/15, em que são feitas acusações
agressivas, infundadas e deselegantes a colegas que individualmente se
inscreveram para participar das eleições ANABB.
Dirigimo-nos
aos colegas da ativa, aposentados e pensionistas para afirmar que estamos
fazendo um debate sobre propostas concretas para o fortalecimento de nossas
entidades, com ÉTICA E TRANSPARÊNCIA, porém não poderíamos deixar de nos
manifestar sobre o referido documento, no qual se denota flagrante
oportunismo eleitoral.
A propósito do contido no referido texto temos a esclarecer:
- o processo eleitoral da AAFBB é regulado
pelo Estatuto Social e Regulamento especifico. A Eleição por aclamação ocorre
somente quando apenas uma das chapas preenche os requisitos indispensáveis a
sua homologação;
- As
inscrições para o processo eleitoral da ANABB são individuais, não havendo,
portanto, qualquer impedimento à participação de colegas dirigentes de
qualquer entidade representativa da ativa ou aposentados. O que certamente
motiva essas pessoas é poder contribuir com sua capacidade, experiência e
seriedade, no fortalecimento da ANABB;
- A participação dos colegas da AAFBB em outras entidades tem o escopo de propagar a cultura exitosa de Governança, tais como: vedação à contratação de funcionários, fornecedores e prestadores de serviço que tenham ligação de parentesco e/ou comercial com algum dirigente ou funcionário da ANABB, medida já vigente na AAFBB; - Quanto ao BET, supomos que a autora da carta desconhece a regulamentação sobre o tema quando responsabiliza diretamente algum dirigente da PREVI pelo término do benefício especial temporário;
- Causou-nos estranheza o comentário da autora sobre
a participação de dirigentes em outras entidades, considerando que a mesma
tem ocupado simultaneamente cargos em diversas instituições, tais como:
CASSI, ANABB, COOP-Anabb, ANABBPrev, além de empresas participadas da PREVI;
- Nossos Representantes são livres para apoiar
qualquer candidato merecedor de seu apoio. Portanto é absurda a acusação de
prática de assédio moral junto aos Representantes;
- O Estatuto
Social da AAFBB veda a destinação de recursos para participação em qualquer
processo eleitoral de entidades representativas, exceto CASSI e PREVI,
ficando por conta dos candidatos as despesas para o custeio do material de
divulgação;
- A AAFBB reitera que sua atuação é independente e sem vinculação político-partidária. Registramos que até o presente momento não recebemos formalização de pedido de desfiliação da autora da referida carta.
AAFBB -
Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil
Conselho Administrativo - Conselho Deliberativo - Conselho Fiscal |
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quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Manifestação de Repúdio da AAFBB
domingo, 4 de outubro de 2015
Porque Optar pelo Caminho da Derrota?
De 01.09.2015 a 30.11.2015 realizam-se as eleições na ANABB para a
escolha do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal, dos Diretores Regionais
e dos Representantes em dependências do Banco do Brasil. Após a posse dos
membros do Conselho Deliberativo, haverá uma eleição interna para a escolha do
presidente do Conselho e dos membros da Diretoria Executiva da ANABB de acordo
com o Regulamento de Eleições da ANABB.
Essa consagração de novos dirigentes ocorre a cada 4 anos na ANABB e é um momento de renovação de
valores e de promessas de novos projetos e ações para o engrandecimento da
instituição.
Esse deve ser um momento de união de todos os associados visando os
interesses dos funcionários da ativa no BB e dos aposentados e pensionistas da
PREVI.
Por essas razões não entendemos o motivo de algumas vozes dissonantes em
relação a outra associação em um momento tão importante para a ANABB, da qual
também tenho a honra de ser associado.
Tenho lido notas depreciativas em relação à AAFBB em blogs e em grupos
organizados de funcionários na internet bem como tenho recebido ataques àquela
associação por meio de mensagens anônimas a este blog.
Em uma nota depreciativa em relação à AAFBB, uma missivista, que já foi
figura proeminente na CASSI, além de desferir acusações infundadas, comunica
sua demissão do quadro de associados daquela entidade.
Ficamos chocados pela forma extremamente deselegante e extemporânea de
uma associada pedir sua exclusão do quadro social da associação. Nada valeu o
tempo em que esteve como associada? Não fez amigos por lá? Acha que essa imagem
que está deixando para os cerca de 30.000 associados da AAFBB vai lhe ajudar no
futuro?
E, para culminar, ainda coloca sua formação acadêmica para alicerçar seu
gesto.
Esse pedido de demissão, de forma pública e tão surpreendente, deve
estar causando insônia nos dirigentes da AAFBB.
Só apelando para a ironia para se referir a um gesto como esse.
No seu comunicado ela lança acusações contra quase todos os dirigentes
da AAFBB por disputarem cargos em outras entidades e os acusa de preferirem que
a AAFBB realize suas eleições por aclamação.
Essas alegações não procedem.
Inúmeros companheiros, não só da AAFBB, mas de diversas outras entidades,
fazem parte da direção de outras associações.
Eles emprestam sua colaboração e experiência para o engrandecimento de
todas as entidades em que são dirigentes.
Quanto à escolha dos atuais dirigentes da AAFBB, fui partícipe dessa escolha
por aclamação para a AAFBB em 12 e 13 de novembro de 2013, quando fui convidado
pelo saudoso amigo Aldo Alfano para participar de sua Chapa “Nova Aliança na
AAFBB”. Cheguei a escrever a nota “Razões de uma Opção” sobre as razões que me
levaram a aceitar o convite de Aldo Alfano.
Ocorreu que a Comissão Eleitoral da AAFBB considerou que somente a Chapa
“Independência e Solidariedade” cumpriu todos os trâmites estabelecidos pelo
Edital de Convocação, Regulamento Eleitoral e Estatuto Social.
Assim, em cumprimento ao que dispõe o Art. 22, do Regulamento Eleitoral,
a Comissão Eleitoral da AAFBB decidiu que a eleição se faria por aclamação, na
Assembleia Geral Ordinária, que foi realizada na Sede Social da AAFBB, nos dias
12 e 13 de novembro de 2013.
Por isso, a Chapa “Independência e Solidariedade” foi escolhida por
aclamação.
Então não é correto acusar a AAFBB de não realizar eleições e de os
atuais dirigentes da AAFBB preferirem ser escolhidos por aclamação.
Não foi por desejo da Chapa “Independência e Solidariedade” que não
houve eleições, mas sim porque a Comissão Eleitoral constatou que as demais
chapas não cumpriram todos os trâmites estabelecidos pelo Edital de Convocação,
Regulamento Eleitoral e Estatuto Social. Errado seria a Comissão
Eleitoral constatar irregularidades e realizar eleições contrariando os
normativos que regulamentam as eleições.
Quanto às mensagens anônimas ofensivas e com palavrões que são
encaminhadas a este blog eu as deleto de imediato.
Mas um bom, enriquecedor e respeitoso comentário de qualquer conotação
política ou de outra natureza, sempre terá boa acolhida neste blog. Eles nos trazem enriquecimento
espiritual.
O mais prejudicial para o movimento de defesa dos funcionários do BB e
dos aposentados e pensionistas da PREVI é que, em um momento tão vital em nosso
embate com o BB em relação à CASSI e a PREVI no que concerne à Resolução 26 e
outras questões, esses ataques extemporâneos e descabidos, nos levam a
sucumbir à estratégia militar clássica
do inimigo, desde Alexandre Magno e César, que é “dividir
para vencer”.
O que precisamos nesta hora é da união férrea de todas as associações e
grupos organizados na internet para conseguirmos vencer as forças bem estruturadas
e potentes do adversário que, com o apoio do governo de plantão, não terá a
mínima complacência nem piedade em nos esmagar na mesa de negociação. Ou, como
diz ironicamente Isa Musa de Noronha, deixar o BB fazer cuíca com o nosso
couro.
Adaí Rosembak
Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
MOMENTO DE ACORDAR
O neurologista e escritor inglês Oliver Sacks , ao saber que estava com
câncer em estado terminal, declarou que tinha de viver o restante de sua vida
da maneira mais rica, profunda e produtiva que conseguisse.
Sua declaração repercutiu pelo mundo e se tornou um exemplo de sabedoria,
altruísmo e de devoção e respeito aos seus semelhantes.
Em seu lugar, muitos teriam preferido gozar o resto de suas vidas de
forma devassa. Outros teriam mergulhado nas drogas, ou passariam a seguir rituais
fervorosos de religiosidade.
Essa manifestação de Oliver Sacks me levou a refletir por que a
proximidade tão iminente da morte despertou nele o desejo de manifestar ao
mundo esse seu traço de viver com tanto vigor e intensidade.
Sim, porque essa já era sua forma de viver. Pessoas como Oliver Sacks
sempre vivem suas vidas da forma mais rica, profunda e produtiva independentemente
de qualquer circunstância.
Mas porque estou divagando sobre esse assunto?
Não estou na iminência da morte como Oliver Sacks mas sua mensagem me
atingiu de forma tão impactante e intensa
que decidi repensar minha vida e
passar a viver o restante de minha existência da maneira mais rica, profunda e
produtiva que conseguir.
Essa é uma decisão que desejo dividir com meus amigos e companheiros.
Passarei a cuidar melhor de minha saúde, entrarei em uma dieta, farei
mais exercícios físicos e recomeçarei a praticar dança de salão, que foi um dos
grandes prazeres de minha vida e que abandonei há uns 20 anos.
Talvez não me dedique com tanto afinco ao blog. Ou, quem sabe se, pelo
contrário, essas atividades lúdicas não me darão mais disposição e inspiração
para me aprimorar como blogueiro?
A vida é um sopro e o nosso maior compromisso deve ser vive-la em
plenitude e felicidade.
Todos nós já ouvimos falar de pessoas que, após sobreviverem a situações
de extrema penúria e sofrimento, deram guinadas radicais em suas existências e conseguiram
se libertar de condições infelizes que atormentavam suas existências.
Muitas tomaram coragem para romper com relacionamentos pessoais fracassados,
outras fugiram do ambiente estressante, violento e de poluição sonora e
ambiental das grandes metrópoles e se mudaram para cidades pequenas, tranquilas,
prazerosas e saudáveis.
Alguns abandonaram empregos aos quais estavam presos apenas por uma
questão de sobrevivência, mas onde se sentiam infelizes, oprimidos e frustrados
e passaram a se dedicar a outras atividades que resgataram sua paz de espírito,
sua autoestima e sua realização pessoal.
Enfim, essas pessoas acordaram para o real sentido da vida.
Por isso intitulei esta nota como “Tempo de
Acordar”.
Este acordar implica em impedir que uma situação constrangedora,
opressora e castradora se apodere de nossas vidas e comprometa nossa felicidade.
É preciso reagir, é preciso encontrar uma saída, é preciso mudar essa realidade
deletéria.
Ninguém vai fazer isso por nós.
Não adianta se lamentar, se amargurar e nem culpar quem quer que seja, porque essas situações foram
consequências de nossas opções de vida, são problemas que nós próprios criamos
e dos quais cabe inteiramente a nós se libertar.
Muitos dos aposentados e pensionistas que se encontram em uma situação
financeira tormentosa, podem analisar seus gostos, suas habilidades, suas preferências
e suas características pessoais e aplicar esses traços em alguma atividade
produtiva que os auxiliem em sua reestruturação financeira.
Conheço pessoas que tem o pendor para a culinária e que, nestes momentos
de crise, passaram a fornecer refeições para fora ou montaram restaurantes
caseiros muito bem frequentados em suas próprias residências. Outros que
gostavam de fotografia tornaram-se fotógrafos profissionais. O mesmo ocorre com
várias pessoas que curtem marcenaria, costura, música, consertos de
equipamentos eletrônicos, etc. Muitos passaram a dar aulas de informática e outros
a dar aulas de línguas estrangeiras.
Existem muitas mulheres que trabalham em suas horas vagas como
manicures, cabeleireiras, cuidadoras de crianças ou de idosos. Outras costuram
e consertam roupas. Muitos são professores bem-sucedidos em várias
especialidades. Outros são advogados e corretores.
Com a morte do marido, uma vizinha minha que sempre gostou de cachorros,
montou um pequeno canil em casa. Conheço
muitos dançarinos que, nestes momentos bicudos, se tornaram dançarinos
profissionais (os chamados dançarinos de aluguel) e passaram a usufruir de um
bom rendimento extra.
Enfim, é um número imenso de atividades de toda ordem que podem
propiciar uma boa renda complementar até que as pessoas normalizem suas situações
financeiras.
Muitas dessas funções podem ser exercidas em horas vagas e em suas
próprias residências.
Também existem muitas maneiras de fazer economia.
Logo após a guerra, os franceses passaram a cortar os cabelos de seus
membros familiares em casa, que é um hábito que muitas famílias francesas
mantêm até hoje. Comer fora? Nem pensar. É um prazer que só voltou a imperar na
França quando do retorno ao tempo das vacas gordas no pós-guerra. O uso de bicicleta na Europa é muito difundido
o que faz com que muitas pessoas se desfaçam de seus carros em momentos de
crise. Os europeus, de forma geral, costuram e consertam suas roupas,
poupando-as até o ponto de terem de comprar roupas novas.
Tive uma amiga francesa que me disse que os brasileiros não economizam
porque nunca passaram por guerras. Respondi
que fazíamos economia sim, mas não ao ponto de sermos sovinas como os franceses.
E que, ao contrário dos franceses, teríamos vergonha e não orgulho de ter
passado por guerras.
Ironicamente, acho que uma das poucas atividades que dá muito trabalho,
traz despesas e, às vezes, ainda causa problemas, é a de blogueiro.
Como blogueiro, eventualmente arrumo desafetos por divergências de
pontos de vista, mas, por outro lado, faço muitos amigos e luto por causas
nobres que podem reverter em benefício de toda a categoria de aposentados.
Já me chamaram de puxa-saco, lambe botas, baba ovo e cronista social; já
alcunharam este blog de ‘’blog de m...”, ”blog inútil’’ , etc.
Fico até satisfeito com esses “elogios”. É sinal que estou colocando o
dedo na ferida.
Acho que qualquer pessoa precisa de elogios, incentivos e ajuda em suas
atividades.
Por isso considero que o mínimo que posso fazer é usar este blog de
forma positiva, apoiar as associações e elogiar companheiros que atuam em diversas
frentes para defender de forma incansável, destemida e determinada nossos
interesses e nossas causas.
Sobre esse aspecto, transcrevo adiante dois artigos aparentemente
contraditórios do filósofo e educador Mário Sérgio Cortella, “Adulação” e “Reconhecimento”,
nos quais ele aborda com perspicácia aspectos controvertidos da “arte” de apoiar
e elogiar pessoas:
Adulação
Quando
colocamos um livro no mercado, quando fazemos um projeto e deixamos que ele
seja desenvolvido pelas pessoas, quando estamos em alguma atividade de gestão
pública ou privada, quando formamos filhos e filhas, enfrentamos um grande
perigo, que é a adulação. E é um perigo para o adulado. Porque a pessoa que
adula, a que faz um elogio exagerado, me impede de ter uma visão crítica sobre
o que estou pensando. Ela faz com que haja uma redução da capacidade de
correção de rota.
Como ninguém
é capaz de fazer tudo certo, o tempo todo, de todos os modos, o adulador é um
inimigo muito poderoso.
O pensador
Tácito dizia que os aduladores são o pior tipo de inimigo. Porque eles reduzem
a capacidade de rever, de reinventar, de refazer.
O adulador,
ao dizer que aquilo que eu fiz, escrevi, cantei, mostrei é o melhor, aquele que
fica o tempo todo me bajulando, prejudica a minha capacidade de reinterpretar,
de melhorar, de me elevar a um patamar superior.
Ainda que
todo afago no ego seja gostoso e todo elogio quando merecido nos faça bem, é
preciso distinguir o que é elogio do que é adulação, aquilo que nos deixa de
olhos vendados.
Reconhecimento
Quem não
gosta, como estudante, como profissional, como irmão, como filho, da ideia de
reconhecimento? Quem não gosta de ser lembrado, elogiado e afagado naquilo que
faz? O reconhecimento é uma das formas de incentivo e quem lida com pessoas
sabe o quanto isso é importante. A própria palavra “reconhecimento” significa
conhecer de novo. Eu sou aquilo que
faço. E quando alguém acha positivo aquilo que faço, isso me anima, me dá vitalidade,
me faz crescer.
Há pessoas,
porém, que acham que, se ficarem elogiando, vão enfraquecer a outra pessoa.
Isto é uma tolice. O reconhecimento faz com que a pessoa se sinta bem e ganhe
força. No entanto, Aristóteles, grande pensador grego do século IV a.C., tem
uma frase clássica: “O reconhecimento envelhece depressa”. Porque a nossa
necessidade de animação, de nos conhecermos como pessoas que têm importância,
que têm valor também para outras pessoas, é frequente no dia a dia.
Não se pode
reconhecer de maneira falsa. Não se pode apenas fingir um elogio para que a
outra pessoa se sinta bem, porque isso é cinismo. Mas é preciso reconhecer de
maneira contínua para que a pessoa saiba a importância que tem e, sobretudo,
para que siga melhorando.
Os artigos de Mário Sérgio Cortella nos colocam em uma encruzilhada. É muito tênue a linha que separa a adulação
do reconhecimento. Muitas vezes já me perguntei se fui adulador quando me referi
elogiosamente a uma pessoa. E outras
tantas vezes já me arrependi de não ter elogiado alguém sobre seu valor pessoal
ou sobre algum feito de relevância de sua autoria.
O jeito é publicar o que nossa consciência aponta, mesmo que sejamos mal
interpretados.
Como norma geral procuro ser pródigo em meus elogios e extremamente
limitado em minhas críticas.
Porque poupar elogios bem colocados a pessoas que lutam de forma
bem-sucedida pelos nossos interesses?
E porque massacrar ainda mais alguém que cometeu um erro do qual se arrependeu
e que está de consciência pesada?
Voltando ao título desta nota “Momento de Acordar”, temos de sempre e
reiteradamente, lembrar aos aposentados e pensionistas do BB que, apesar de
todas as limitações e problemas impostos pela idade, a defesa de nossos
interesses é um problema vital de sobrevivência nosso, de nossos familiares e
de todos os companheiros aposentados.
Se não nos juntarmos às associações e aos grupos organizados na rede e apoiarmos
seus dirigentes, com quem contaremos para combater tantas ameaças que pairam
sobre nossas cabeças?
Com mais ninguém !!!
As associações têm sites, tem jornais, tem boletins informativos, tem
revistas. Se não pudermos sair de casa
por motivos vários, podemos fazer consultas, esclarecer dúvidas e mandar nossas
sugestões, críticas, avaliações e reclamações para as associações por meio de
telefonemas, cartas (podem ser escritas a mão ou em máquina de escrever) e
mensagens por e-mail. Todo esse material
é meticulosamente analisado pelos diversos departamentos técnicos dessas
entidades que avaliarão a viabilidade de
implementação dessas colaborações.
Como aposentado, também com limitações, lembro a todos os companheiros
que a história é repleta de exemplos de atrocidades humanas de toda ordem em
que os que não tiveram forças para acompanhar o passo de seus grupos foram os
primeiros a serem dizimados.
Estamos longe dessa situação, portanto vamos acordar e partir para a
luta.
O que não podemos, sob nenhuma hipótese, é nos mantermos alienados ao
que ocorre à nossa volta.
Depois não adianta se lamentar porque será tarde.
É importante que os companheiros mais idosos participem dos almoços
promovidos pela AAFBB no centro da cidade. São oportunidades ímpares para
reencontrarem antigos companheiros e se inteirarem das novidades sobre assuntos
vitais de nosso interesse.
Quando necessitarmos de informações também podemos acessar diversos espaços
dos sites das associações.
O site da AAFBB conta, entre outras, com as colunas “Antenado” e “Notícias”
que são excelentes fontes de referência. O site da ANABB tem as colunas “CASSI
em debate” e “Notícias”. A ANABB também conta com o espaço “Vídeos ANABB” em
que são colecionados vídeos muito esclarecedores sobre os assuntos de interesse
dos aposentados e pensionistas da PREVI.
Também podemos acessar os sites de diversas outras associações de
funcionários que nos prestam informações relevantes.
Esta conclamação aos funcionários aposentados e pensionistas para que
sejam mais participativos em relação aos seus próprios interesses é um recado que
já transmitimos várias vezes neste veículo e que sempre tornaremos a reprisar
até que ele penetre na consciência de cada aposentado como se fosse por um
processo de osmose.
Esperamos que essa mensagem frutifique para a mobilização dos
funcionários aposentados e das pensionistas para a
defesa de seus interesses e para a felicidade, saúde e bem-estar de seus
familiares.
Adaí Rosembak - Associado da
AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
AAFBB em FOCO - 11.09.2015
Cada associação de funcionários e aposentados do BB tem suas próprias
características.
Assim não considero recomendáveis e nem éticas comparações de atuações entre
associações que frequentemente aparecem em grupos de funcionários na internet.
Por isso, como rebate a uma dessas críticas, enalteço o sofisticado trabalho
atual da AAFBB na modernização de seus recursos de mídia e comunicação com os
associados.
O exemplo mais flagrante desse profícuo esforço de atualização é a nova
formatação do Jornal da AAFBB que passou a se denominar “CONEXÃO AAFBB”. Esse novo
informativo que, oficialmente, foi lançado pela Presidente da AAFBB Célia Maria
Xavier Laríchia em 13.07.2015, quando da visita à AAFBB do Presidente da PREVI,
Gueitiro Matsuo Genso, introduziu novidades que permitem que as informações
cheguem aos associados em um formato mais moderno, completo, com diagramação mais
refinada, novas seções e com um maior número de páginas. Todas essas mudanças
permitem uma maior interação entre a direção da AAFBB e os seus associados.
E as inovações não vão parar por aí.
Está sendo cuidadosamente elaborada uma atualização do site da AAFBB com
os mais avançados recursos de TI (Tecnologia de Informação) para propiciar aos
associados um acesso mais rápido e objetivo aos assuntos que são de
interesse dos associados. É importante que essas mudanças no site da associação
se foquem principalmente em uma maior interação entre a direção da AAFBB e os seus associados, principalmente o
segmento dos aposentados.
Em relação a esse aspecto, em conversa informal com José Odilon Gama da
Silva, Vice-Presidente do VIPAR, na Sede Campestre da AAFBB em Xerém, ele me
falou das dificuldades que a AAFBB encontra para a comunicação com os aposentados,
que são as mesmas que as demais associações enfrentam.
Para começar, só poucos aposentados acorrem às associações.
O esforço maior tem sido o de as associações procurarem os aposentados.
Assim mesmo, conforme confirmou José Odilon Gama da Silva, as iniciativas
da AAFBB, tem tido um retorno muito limitado.
As razões são várias: muitos aposentados têm problemas de locomoção e de
visão, outros têm necessidades especiais, existe o medo de deslocamentos pela
violência nas ruas, assistência contínua a outros familiares, etc.
Enquanto José Odilon falava, lembrei-me de um colega muito idoso que
morava em minha rua e a quem ocasionalmente eu fazia companhia. Qual foi minha
surpresa quando, ao lhe fazer uma visita, ele estava redigindo uma carta em –
imaginem - uma “máquina de escrever”.
Fiquei tão surpreso que lhe perguntei se ainda encontrava no mercado fitas
tintadas, se ainda existia algum técnico que fizesse consertos na máquina, etc. Primeiramente, ele escrevia o texto em
rascunhos a mão que ficavam quase ininteligíveis com tantas anotações,
retificações, correções e acréscimos e, só depois, datilografava cuidadosamente
o texto final. Parecia que eu tinha voltado à idade da pedra.
Dali em diante, o convidei a ir à minha casa e passei a redigir seus
textos no “moderno invento”, “o computador”. Ele ficou maravilhado pois eu fazia as
correções no próprio computador sem necessidade de rascunho. Depois, ficou
ainda mais surpreso, quando encaminhei tudo pela outra maravilha da tecnologia
da informação, “a internet”. No final me perguntou se a mensagem
ia chegar ao destino. E eu respondi: “Já chegou !!”
Sugeri ao José Odilon que a AAFBB adotasse para o contato com os aposentados,
o uso do TELEMARKETING ATIVO, um recurso muito utilizado por grandes grupos com
os seus clientes.
O TELEMARKETING ATIVO tem evoluído muito ultimamente visando justamente atingir
públicos específicos ou que se localizam em áreas distantes.
Essa comunicação direta entre centros de TI e telefones é processada por
meio de gravações com textos muito objetivos, interessantes e de fácil compreensão,
e que conta com comunicadores com voz pausada, agradável, quase que melodiosa e
muito envolvente. Não há como fugir à irresistível atração desses cantos de Ulisses.
Um ponto importante a se observar quanto à aproximação com os
aposentados é também procurar o contato com seus parentes mais próximos que, comumente,
são quem os ajudam na assistência na área de TI, para detalhar os assuntos
pertinentes à PREVI e à CASSI e ressaltar a necessidade da participação dos
aposentados.
Pela fisionomia do José Odilon penso que a sugestão foi bem avaliada e acolhida e acho que a semente vai germinar.
Outro aspecto positivo sobre a atuação da AAFBB, que abordei em minha
nota “AAFBB em FOCO, de 24.08.2015”, é a Sede Campestre em Xerém.
Ali já foram sediados inúmeros encontros para discutir assuntos de
interesse de funcionários da ativa e de aposentados do BB que contaram com a
participação de dirigentes de associações de todo o Brasil.
Esses simpósios com certeza seriam inviabilizados se os dirigentes das
entidades não encontrassem um espaço tão agradável e de custo tão baixo para se
hospedar quando dos deslocamentos de seus estados para participar desses
encontros no Rio de Janeiro.
Cada associação luta a seu modo. A ANABB tem se destacado em seu site com
os excelentes vídeos apresentados pelo seu Presidente Sérgio Riede e por seu
Vice-Presidente de Relações Institucionais Fernando Amaral, em que são
discutidos os problemas de sustentabilidade da CASSI. Outro exemplo bem sucedido
é o movimento “NÃO
PASSARÃO”, promovido
pela AFABB-RS, presidida pelo companheiro José Bernardo de Medeiros Neto.
Apesar do imenso esforço e de diversas ações desenvolvidas pela direção das
associações para conscientizar os associados sobre as medidas implementadas em
benefício das causas e dos interesses dos próprios associados, nota-se um
desconhecimento generalizado de muitas dessas iniciativas entre seus filiados.
Tive a oportunidade de me encontrar na Sala dos Aposentados, no 11º
andar da Sede da AAFBB, com companheiros que, apesar de serem associados da
AAFBB há anos, estavam comparecendo à sede da associação pela primeira vez.
Um deles me confessou que estava na cidade para conversar com um
advogado sobre um problema de locação de um imóvel. Perguntei se, antes de ir
ao advogado, ele tinha ido obter informações sobre o assunto no departamento
jurídico da associação. Surpreendentemente, o companheiro me perguntou se a
AAFBB tinha um departamento jurídico para atender aos associados.
Em outra oportunidade foi um outro aposentado que estava com dúvidas
sobre uma causa de interesse dos aposentados.
Dessa vez, dei uma informação mais precisa. Além de informar que a AAFBB
também dispunha de uma área legal específica para esses casos, citei o Waldyr
Argento, que foi um ex-colega na CACEX e hoje é o chefe do setor jurídico da
AAFBB. Doravante, quando encontrar outro companheiro com esse tipo de problema,
além do Waldyr Argento, também citarei o Eraldo Campos, que é assistente
jurídico do contencioso e que, além de “saber tudo” sobre os processos relativos aos
aposentados, é uma pessoa extremamente simpática.
Volto a frisar que, dentro de minha visão, com a adoção de um sistema sofisticado
de TELEMARKETING ATIVO, essas limitações para um mais amplo e melhor
relacionamento da direção da AAFBB com seus associados serão muito reduzidas ou
poderão ser completamente eliminadas.
ADAÍ ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB
Marcadores:
Coluna da Célia Larichia,
Coluna do Adaí Rosembak
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
ANABB e FAABB em FOCO - 10.09.2015
Transcrevemos adiante importantíssima mensagem de 08.09.2015, de Isa
Musa de Noronha, Presidente da FAABB, em que ela tece considerações abrangentes
sobre a atual situação de sustentabilidade da CASSI.
Em sua nota, Isa Musa de Noronha recomenda que se assista aos vídeos produzidos
e apresentados por Fernando Amaral Baptista Filho,
Vice-Presidente de Relações Institucionais da ANABB.
Essa iniciativa de Fernando Amaral Baptista Filho se enquadra no mesmo
molde dos vídeos produzidos por Antônio Sérgio Riede, Presidente da ANABB e que
abordamos nas notas “ANABB em FOCO”, de 13.06.2015 e 21.06.2015.
Fernando Amaral Baptista Filho já se provou um excelente orador em
inúmeras outras oportunidades e, neste trabalho, se supera pela amplitude e
detalhamento dos tópicos abordados.
É importante ressaltar que essa matéria é apresentada de forma objetiva
e é facilmente assimilável por qualquer associado da CASSI mesmo aqueles que
não tenham aprofundamento em relação ao assunto.
Esperamos que o trabalho seja reproduzido dentro da possível brevidade
no site da ANABB, no espaço “Vídeos ANABB”.
No momento os vídeos podem ser acessados neste blog, pelo blog “Olharcoruja.blogspot.com.br”,
no Google, ou diretamente no Youtube pelo link
Adaí Rosembak
Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB
Às
Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do
Brasil
Sr. Presidente,
Consideramos de máxima importância que cada Associação
mantenha seus associados bem informados a respeito da CRISE CASSI.
Não está descartada a hipótese da FAABB recorrer à
justiça para fazer valer nossos direitos e a manutenção da
responsabilidade do Banco do Brasil sobre nossa saúde. O BB criou página
específica onde divulga vídeos com suas teses e tem jogado pesado em marketing
para influenciar e intimidar os associados querendo forçar a sua chantagem de
que só negocia se ficar livre da responsabilidade pó laboral definida pela
Deliberação CVM 695/2012.
Temos entendimento diverso, mais claro e mais justo,
pois nos apoiamos em cláusulas pétreas consubstanciadas na Constituição no
Artigo 5° - “XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico
perfeito e a coisa julgada”. Para todos aqueles que tomaram posse no BB antes
de 1996, a responsabilidade do BB quanto a assistência à saúde é cláusula
contratual, portanto, ato jurídico perfeito. Como defendemos a isonomia,
estendemos essa sua responsabilidade sobre todos os associados CASSI.
Vários colegas têm manifestado seu entendimento sobre
a questão e temos divulgado para que todos firmem seus conceitos.
Somente com nossa posição firme e serena poderemos
fazer frente ao poder opressor do Banco do Brasil.
CASSI – A CRISE E OS DEBATES
Fernando Amaral, atual vice-presidente da ANABB, apresenta suas reflexões sobre
a crise CASSI.
São vídeos curtos, onde Amaral interage com diversos companheiros e
didaticamente expõe seu entendimento sobre o déficit e possíveis soluções.
Os interessados podem assistir na íntegra ou em capítulos. Para acessar todo o
conteúdo, acesse esse primeiro link:
O ANDAMENTO DAS NEGOCIAÇÕES
COM O BANCO DO BRASIL
NEGOCIAÇÃO DA CASSI
Em negociação com o Banco do Brasil no dia 04 de
setembro, as Entidades de Representação dos funcionários da ativa e aposentados
voltaram a discutir propostas de caráter emergencial com impacto no fechamento
das contas da Cassi em 2015.
O BB apresentou dados sobre recursos que poderiam ser
repassados à Cassi, provenientes de acertos do PAS - Programa de Assistência
Social, que seriam devidos pelo banco à Cassi. A diretoria da Cassi havia
montado um grupo de trabalho para apurar os dados e levantar documentos com
esse objetivo.
Também foi informado de recursos que entrariam na
Cassi provenientes de recolhimento de contribuições sobre benefícios do INSS
que não estavam no convênio e outros recursos que estão sendo apurados dentro
da Cassi.
Segundo o banco, estas medidas, juntamente com outras
que já estão sendo discutidas na Cassi reforçarão o caixa daquela entidade de
forma a não consumir a totalidade das reservas livres nos próximos quatro meses.
NEGATIVAS
O banco apresentou negativa quanto à proposta de
contribuição sobre valor a ser distribuído da PLR, antes do repasse aos
funcionários. Foi alegado que poderia fazer somente depois de individualizada a
distribuição. Diante disso, os representantes dos funcionários solicitaram que
houvesse também a contribuição patronal.
O banco afirmou que não fará neste momento nenhuma
antecipação de contribuição, como foi sugerido na negociação, da parte patronal
sobre o 13º salário de novembro de 2015.
As propostas de contribuições para a Cassi sobre
acordos judiciais, acordos de CCP e CCV, inclusive a parte patronal, foi negada
veementemente pelo banco, alegando risco jurídico e impactos em futuras
discussões sobre a integralização de benefícios de aposentadoria.
Os representantes dos funcionários questionaram as
justificativas do banco, uma vez que não tem acontecido decisões judiciais
neste sentido. Seria tão somente a negativa do BB em não querer contribuir a
parte patronal sobre os acordos.
NOVAS PROPOSTAS
Considerando as dificuldades colocadas pelo banco na
proposta de contribuição sobre a PLR, foi proposto que houvesse então uma
contribuição sobre o lucro líquido do BB, conforme consta na minuta de
reivindicações dos funcionários. O banco falou que a proposta é inviável por
ter impacto muito alto na contabilização do valor no balanço do BB, devido à
resolução da CVM. Os funcionários questionam as justificativas do banco, uma
vez que se trata de contribuição que não impacta nas contribuições futuras do
BB à Cassi.
As entidades cobraram que o banco faça a antecipação
das futuras contribuições sobre o saldo do BET para reforçar um pouco mais o
caixa da Cassi até o final do ano, de forma a evitar situações que envolvam
falta de atendimento em alguns locais.
Esta antecipação de contribuição sobre o saldo do BET
não onera em nada os funcionários, uma vez que os valores já seriam descontados
quando os funcionários se aposentarem.
Os representantes dos funcionários apresentaram uma
lista de remunerações pagas pelo banco que não tem nenhuma contribuição para a
Cassi, como os bônus dos executivos, o PDG e as indenizações do PAET. O Banco
afirma que tem dificuldade na proposta, que valores seriam muito pequenos, mas
que vai fazer a análise.
PROPOSTA APRESENTADA
Os representantes dos funcionários reafirmam a
proposta apresentada ao Banco do Brasil pelos representantes dos eleitos pelos
Corpo Social na Cassi, referendada pela comissão negociadora das entidades e
pelos trabalhadores no 26º Congresso Nacional dos Funcionários do BB:
- dois Aportes, de 300 milhões de reais, sendo um em
2015 e outro em 2016, para cobertura dos déficits até início do projeto piloto
de ampliação da Estratégia Saúde da Família e implantação das medidas
estruturantes;
- Aporte extraordinário de 150 milhões para
implantação do projeto piloto.
Para Wagner Nascimento, coordenador da mesa de
negociações, foi importante termos achado algumas soluções emergenciais, mas o
número de negativas do BB ainda é muito grande. O banco teima em querer usar a
resolução da CVM para justificar tudo. Percebemos que temos disposição de
apresentar e debater propostas, mas o banco não quer pôr a mão no bolso, nem
para questões emergenciais. (Fonte: CONTRAF CUT)
POSIÇÃO DA FAABB
O sentimento é de que o Banco do Brasil, vendo
rechaçada sua intenção de repassar para a CASSI os riscos atuariais expressos
pelos 5,830 bilhões que é forçado provisionar em Balanço, estressa a
negociação colocando toda sorte de óbice às medidas emergenciais sugeridas,
coerentes, legítimas e em última instância nada mais são do que a obrigação do
BB com a assistência à saúde de ativos, aposentados e pensionistas.
Notem que o BB confessa dever à CASSI valores
provenientes de acertos do PAS - Programa de Assistência Social. Isso traduz
sua mais cruel face de gestor irresponsável, pois participando da gestão, falha
com seus compromissos legais.
A Deliberação CVM 695 transformou-se em principal
desculpa do Banco do Brasil para evitar discutir qualquer alternativa de
desembolso e assim, continua a ameaçar com o rompimento de suas
responsabilidades quanto a saúde de ativos, aposentados e pensionistas. Ora, a
CVM não trata de saúde. A CVM regula o que cada empresa tem a obrigação legal
de consignar em balanço referente a seus compromissos assumidos e inalienáveis.
A CASSI e nós, associados, não temos nada com isso. A CASSI tem a função de
atuar preventiva e efetivamente na promoção e manutenção de nossa saúde, pois
trata-se de compromisso do BB firmado em contrato de trabalho dos pré-1996, e
principal atrativo para angariar interessados ao ingresso no BB.
A FAABB entende que o Banco do Brasil quer levar a
situação CASSI a impasses que não interessam ao funcionalismo e desmerecem sua
história de banco público. Trata-se de atitude irresponsável de seus atuais
gestores. Gestores chegam e vão, mas o BB fica! Assim devemos nos manter
firmes, para que eventuais posições dos atuais gestores não tragam prejuízos
irreparáveis a todos os associados CASSI. A FAABB reafirma sua posição de que
há princípios inegociáveis, que são:
1.
PREMISSAS:
a.
Manutenção do Princípio da Solidariedade.
b.
Manutenção da responsabilidade atuarial do BB.
c.
Manutenção do Programa de Assistência aos Crônicos
d.
Manutenção do Programa de Medicamentos
Da
Premissa Manutenção da Solidariedade
Nós, trabalhadores, criamos a Cassi para que todos
contribuíssem conforme suas possibilidades e usassem na medida de suas
necessidades. Faz parte de nosso espírito associativista/mutualista, interagir
com ações que garantam a todos que o benefício existirá quando cada um
precisar. De sorte que esse é um príncípio inatacável que devemos preservar.
Da
Premissa Manutenção da responsabilidade atuarial do Banco do Brasil.
A mesma Deliberação CVM que o Patrocinador BB usa como
argumento para querer repassar à CASSI, os 5,830 bilhões que é obrigado a
provisionar como compromisso pós-laboral, define muito bem em seus artigos 26 e
30:
“Art. 26. Benefícios pós-emprego incluem itens
como, por exemplo, os seguintes:
(a) benefícios de aposentadoria (por exemplo, pensões
e pagamentos únicos por ocasião da aposentadoria); e
(b) outros benefícios pós-emprego, tais como seguro de
vida e assistência médica pós-emprego. ”
O Patrocinador BB não contribui para os aposentados
junto ao Plano de Saúde CASSI por liberalidade. Ele continua contribuindo,
porque assim está obrigado. A mesma Deliberação CVM assim disciplina em seu
art. 30 letra “a: é obrigação de a entidade patrocinadora oferecer os
benefícios pactuados aos atuais e aos ex-empregados.”
Aceitar os 5,830 bilhões de reais proposto pelo
Patrocinador, além de doar direitos dos aposentados - a CASSI passará a assumir
o risco atuarial que hoje é ônus do Banco do Brasil.
2. Reafirmamos que a cobertura do déficit 2014 e 2015
é de responsabilidade do BB.
A responsabilidade do Patrocinador BB no atual déficit
é aferida pela sua política salarial de arrocho no passado e pelas constantes
alterações nos Planos de Cargos e Salários de seu pessoal da ativa. Aposentados
e pensionistas estão atrelados ao reajuste do Benefício PREVI/INSS que nos
últimos anos ficou em torno de 6,0%, sendo que, no ano de 2013 o reajuste da
PREVI foi de apenas 3,87%. O funcionalismo da ativa, ultimamente, tem recebido
cerca de 2 pontos percentuais acima da inflação, mas, no passado o Banco
praticou um arrocho salarial, e as sequelas ficaram. De sorte que concluímos
que a defasagem nos benefícios e salários do pessoal da ativa são os principais
fatores que vêm inviabilizando o custeio do Plano CASSI ASSOCIADOS. Haja vista
que, a contribuição de 3% dos associados, acrescida da do patrocinador de 4,5%,
ao longo dos anos, tem demonstrado que, nesse nível, elas já não são
insuficientes para tornar o Plano equilibrado.
3.
CUSTEIO SUBSEQUENTE:
a.
Manutenção da contribuição atual:
i.
3% dos associados
ii.
4,5% do Banco;
b.
Estabelecimento de piso de contribuição com base no parâmetro de 7,5% calculado
sobre o salário médio pago pelo Banco, consideradas todas as verbas de natureza
remuneratória. A diferença positiva entre esse piso e 7,5% da remuneração de
cada associado deverá ser coberta pelo Banco;
Exemplificando: Supondo-se que o salário médio
(consideradas todas as verbas) pago pelo Banco seja de R$ 6.000,00, temos que a
contribuição para a CASSI, de 7,5%, é de R$ 450,00. Se a remuneração do
associado nº 1 for de R$ 4.000,00, a receita da CASSI será de R$ 300,00, caso
em que o Banco cobrirá a diferença positiva de R$ 150,00 (450 – 300). Se a
remuneração do associado nº 2 for de R$ 8.000,00, a receita será de R$ 600,00.
A diferença será negativa de R$ 150,00 e portanto não haverá cobertura do
Banco, mas também ele não poderá reduzir a contribuição dele em R$ 150,00.
O estabelecimento de piso para as contribuições do
Banco se justifica pelo fato de que ele rebaixou o salário de ingresso ao nível
mais baixo do mercado, porém oferece como salário indireto o plano de saúde da
CASSI a um custo extremamente baixo, de modo que a receita por ela auferida, de
7,5%, é absolutamente insuficiente em face da assistência a que ela está
obrigada a prestar. Em qualquer parte do mundo salário indireto é custeado
exclusivamente pelo empregador.
c. Os
eventuais déficits apurados ao final de cada ano, serão cobertos no exercício
seguinte, em 13 parcelas compartilhadamente, como segue:
i.
Pelo Banco – 60%
ii.
Pelos associados – 40%
Se mesmo aplicando as medidas saneadoras, como redução
de despesas administrativas e adoção do modelo de atendimento denominado
“Modelo Integral de Atenção à Saúde”, a ser implementado através da “Estratégia
de Saúde da Família”, mantendo-se os Programas PAC e PAF, ainda assim em função
dos custos saúde historicamente crescentes a CASSI Plano Associados vir a
apresentar déficits futuros, somente então se aplica a fórmula de cobertura na
mesma proporção das contribuições: 60% e 40%, em parcelas.
4.
GESTÃO - Medidas a adotar como condição prévia para qualquer alteração
estatutária:
Tomadas as medidas sugeridas e superado o déficit
atual, nenhuma reforma estatutária será submetida ao Corpo Social sem que antes
se faça auditorias independentes na área Administrativa e na área Operacional
(Processos).
a.
Auditorias independentes:
i.
Na área Administrativa
ii. Na
área Operacional (Processos)
5.
MEDIDAS DE LONGO PRAZO:
a.
Aperfeiçoamento do sistema administrativo.
b.
Adoção do modelo de atendimento denominado “Modelo Integral de Atenção à
Saúde”, a ser implementado através da “Estratégia de Saúde da Família”.
c. Não
extinção do PAC e do PAF
Atenciosamente
Isa Musa
de Noronha
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