domingo, 3 de novembro de 2019

CASSI - RESPOSTA À NOTA DE NORTON SENG


Caros Companheiros,

A CASSI tem um prazo de 30 dias a partir de 22.11.2019, para apresentar um Programa de Saneamento à ANS-Agência Nacional de Saúde.

O tempo é escasso e não enxergamos qualquer saída criativa e salvadora que resolva de forma definitiva e ideal a situação em que nossa Caixa de Assistência está mergulhada.

Grupos de debates e apresentações na internet, a mídia de forma geral, associações de funcionários do BB, outras entidades ligadas aos nossos interesses, inúmeros sites, blogs e a própria Mesa de Negociações que vem tratando desse assunto em diversas rodadas  vêm, há tempos,  discutindo intensamente esse assunto.

Face à diversidade de opiniões, sempre procuro selecionar e me debruçar mais atentamente em manifestações de colegas,  que apresentam aspectos mais consistentes sobre a objetividade da  matéria.

Um desses companheiros por quem tenho grande admiração, apesar de nossas divergências sobre o tema - ele defende o NÃO e eu sou partidário do SIM – é o NORTON SENG, que      não conheço pessoalmente, mas  que um dia terei o prazer de o encontrar em um dos seminários de nossa categoria.  
                                   
                                      
Adiante apresento seu artigo “A CASSI, o Benefício Definido, a Contribuição Definida e o seu Futuro”, de 03.11.2019 e, logo após,  exponho minhas  considerações, desta data, em que rebato alguns aspectos de  sua exposição.

Boa Leitura!!

ADAÍ ROSEMBAK

Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB



Artigo de NORTON SENG

Em 03/11/2019 00:04, NORTON SENG escreveu:

“A CASSI, o Benefício Definido, a Contribuição Definida e o seu Futuro.”


Se a CASSI lhe diz respeito e se você deseja votar lastreado na verdade e na razão, e sem a influência de terceiros, leia, com atenção, o que segue e - ainda com maior cuidado - o texto, a seguir, da autoria da colega ANA VIRGÍNIA, onde ela, de forma direta e didática, expõe fatos que o farão constatar a realidade e, assim,  ter a convicção da importância de dar um voto consciente e sem a influência de terceiros ou de grupos.

Para começar, observe que o patrocinador afirma no seu balanço que a CASSI é um plano de BD - Benefício Definido e não faz nenhum sentido os associados abrirem mão desse direito e aceitar, entre outras imposições, o congelamento da participação do BB em 4,5 %.

E observe que, com a manutenção do instituto do BD o banco jamais poderá se negar a contribuir com a parte dele para solucionar o déficit financeiro da CASSI, contudo com o CD – Contribuição Definida, o problema passaria a ser só dos associados.

Observe, também, que o banco tem responsabilidade por esta crise da CASSI, entre outros fatores, em decorrência da compressão de salários, descomissionamentos, retirada de direitos, reestruturações, contenção dos concursos, e todos esses planos recentes de incentivo às aposentadorias.

Além do mais, o banco deseja aumentar seu poder na direção da CASSI, enquanto, curiosamente, quer congelar (diminuir) sua parcela no custeio do nosso plano.

Também está claro que os associados não se recusam a pagar mais, desde que a proporção contributiva (60/40) seja mantida e não haja alterações no estatuto que atingirão os associados.

E a divisão do déficit da CASSI deverá ser, também, na proporção 60/40, entre o banco e os associados, o que propiciará o equilíbrio financeiro sem a quebra da solidariedade, mantendo a CASSI como sempre foi, como um plano de Benefício Definido.

Mas pelas proposições feitas parece que o patrocinador busca reduzir suas provisões financeiras e, para tanto, precisará reduzir sua participação no custeio do nosso plano de saúde.

O que deixa entrever que esse seria um forte atrativo no caso de um futuro processo de privatização da empresa.

E o banco sabe que o voto NÃO, antes e acima de tudo, tem o condão de inviabilizar a privatização da empresa.

E mostra-se óbvio que nenhum de nós, associados, deseja que seja declarada a insolvência (incapacidade de honrar os compromissos assumidos) da CASSI o que significará a sua liquidação.

Portanto, não se trata de má vontade, ou de voto SIM ou de voto NÃO mas, unicamente, de não se negociar o inegociável ou, seja, não permitirmos que ocorra alteração do estatuto o que, se por acaso acontecer, significará a extinção sumária do nosso plano de saúde.

O que nenhum de nós deseja.

Agora, LEIA e, se julgar procedente, repasse o esclarecimento da colega ANA VIRGÍNIA.

As partes realçadas no texto dela são de minha autoria.
__________________________________

Pessoa, conforme eu prometi, darei algumas explicações sobre Benefício Definido - BD, Contribuição Definida - CD e Cálculo Atuarial.

Primeiro vamos considerar que os planos de previdência complementar e planos de saúde fechados são mantidos financeiramente por um (ou mais) patrocinador e pelos participantes, que podem ser chamados de associados.

Para facilitar, toda vez que eu me referir a CONJUNTO estou falando de patrocinador + participantes.

Nos planos de Benefício Definido, como é o Plano 1 da PREVI e como é a CASSI, o compromisso assumido é com um objetivo definido em Estatuto + Regulamento. 

Quem assume esse compromisso, objetivamente?

O CONJUNTO.

Por que o CONJUNTO?

Porque, embora quem vá adotar os procedimentos necessários para que o objetivo seja alcançado é a entidade (PREVI ou CASSI), quem se responsabiliza pelos meios (financeiros) necessários para o atingimento do objetivo é o CONJUNTO.

Como exemplo, no Plano 1 está definido que cada participante se aposenta com um valor (tem 3 formas de cálculo, mas vamos pegar a mais comum para facilitar): 90% da média dos salários dos últimos 36 meses (isso em resumo, pois há mais detalhes).

Então qual é o objetivo da entidade?... permitir que cada um se aposente com esse valor.

E o que acontece se o valor dos ativos da entidade não for suficiente para fazer com que todos os participantes se aposentem com esse valor?

O CONJUNTO é chamado para fazer o aporte de um valor que cubra o montante necessário para conseguir que todos se aposentem.
Intuitivamente, todos sabemos disso.

Por isso o Plano 1 da PREVI é chamado de "Plano de Benefício Definido".

Porque o benefício (aposentadoria com 90% da média dos 36 últimos salários) tem que ser concedido pela entidade, ela não pode simplesmente chegar e dizer "não vou pagar 90% da média porque não tenho dinheiro, vou pagar só 60%, porque é o que dá para pagar". 

A PREVI não pode fazer isso justamente porque o Plano é Benefício Definido. 

Para diminuir nosso benefício ela tem que nos convencer, via mudança do estatuto.

Se o dinheiro não der, a PREVI aciona o CONJUNTO  para aportes (extraordinários) e o Banco não pode se negar a contribuir com a parte dele, que, no momento, é igual à do participante (1 x 1).

Essa parte do Banco já foi o dobro da do funcionário (2 x 1), mas na alteração do estatuto de 1997, por votação, aceitamos que o Banco reduzisse a contribuição dele.

Por isso, é preciso tomar muito cuidado com votações de estatutos.

Aí vem a diferença do Plano Futuro, que também é da PREVI, mas é de Contribuição Definida.

Todo mundo que entrou no BB a partir de 1998 só pode ter acesso a esse plano.
Como ele funciona?

Patrocinador se compromete a contribuir mensalmente com um determinado valor, e o funcionário também se compromete a contribuir mensalmente com um determinado valor.

O valor da aposentadoria do funcionário não terá qualquer ligação com o salário que o funcionário estiver recebendo na ocasião da aposentadoria, mas será o rendimento mensal proporcionado pela soma das contribuições do Banco + Funci, aplicado no mercado financeiro (simplificando).

É uma espécie de Brasilprev em que o BB contribui com uma parte.

E na CASSI?

O objetivo da CASSI é a prestação de assistência em saúde a funcionários, aposentados e seus familiares elegíveis.

Esse objetivo está no Estatuto e ele é o BENEFÍCIO DEFINIDO que a CASSI tem que entregar a seus associados.

Aí alguns vão dizer: mas isso é só uma frase, isso não tem valor monetário, não tem como quantificar, transformar isso em dinheiro.

Mas tem como quantificar, transformar isso em valor monetário, por meio de uma metodologia chamada Cálculo Atuarial.

O cálculo atuarial é complexo, mas, simplificando, ele traz a valor presente (como se estivesse sendo gasto hoje) todas as perspectivas de gasto com cuidados médicos e assistenciais que a CASSI terá com seus associados até que pereça o direito do último associado vivo.

É um cálculo estatístico, ou seja, ele faz projeções para uma população maior baseado nos dados que ele tem de uma amostra significativa.

Por exemplo: 10% dos participantes terão doença cardíaca e vão gastar $$ em tratamento; 5% terão câncer e vão gastar $$ em tratamento; a média de ultrassonografias é de 1,5 por participante por ano; 20% dos associados são obesos e terão pressão alta, e por aí vai.

Aí, eles calculam o custo financeiro do global dos participantes da CASSI em termos de cuidados médicos.

É claro que isso que eu descrevi é uma simplificação extrema, mas é somente para que todos possam entender.

Esse Cálculo Atuarial representa um valor que é da responsabilidade do CONJUNTO (ou seja, do Patrocinador BB + Nós, associados).

Se o valor das contribuições mensais não for suficiente para cobrir esses gastos com saúde, o Patrocinador e os Associados terão que fazer aportes (contribuições) extraordinárias, até reunir o montante suficiente para cobrir esses gastos.

Hoje, o BB teria que contribuir com uma vez e meia o valor que o Associado teria que contribuir.

Então, pelo Estatuto atual da CASSI, a responsabilidade do Banco é cobrir qualquer rombo na CASSI fazendo um aporte extraordinário de 1,5 vezes o de todos os associados juntos.

Supondo que o déficit seja, então, esse Cálculo Atuarial, ele representa o valor presente (como se tivesse que ser gasto hoje) com todos os cuidados médicos que a CASSI ainda vai proporcionar a seus associados.

O Banco tem que registrar esse valor nos seus balanços, por imposição do BACEN e da CVM.

Aí é que está o X da questão.

Como o valor é alto (na casa dos bilhões), isso torna o Banco menos atrativo para o mercado (diga-se Bolsa de Valores).

Isso é o que se chama de Passivo Atuarial.

Passivo é uma obrigação registrada contabilmente.

Significa que o Banco terá que pagar algo a alguém (no caso, à CASSI).

Atuarial, porque é quantificado por meio de um Cálculo Atuarial, conforme explicado acima.

O Banco quer se livrar de ter que apontar esse Passivo Atuarial nos seus balanços, porque isso diminui seu Patrimônio Líquido e consequentemente sua Alavancagem (capacidade de emprestar dinheiro, simplificando).

Ou seja, ele fica em condições mais desvantajosas que outros bancos, para operar.

Complementando: a responsabilidade do Banco, pelo estatuto atual, não é só com a contribuição de 4,5% sobre o valor da Fopag mais benefícios dos aposentados.

Nem com qualquer outro percentual sobre essa Fopag mais benefícios.

A responsabilidade do BB (assim como a nossa) é contribuir com o valor necessário e suficiente para que todos os associados da CASSI tenham assistência médica nos moldes já existentes (cobertura ambulatorial e hospitalar, remédios, etc).

Assim, se para isso ele tiver que contribuir com 15% da fopag e nós com 10%, é assim que será, porque é isso que o Estatuto diz, em síntese (mas não com essas palavras).

Se o BB conseguir transformar o Plano CASSI Associados em Contribuição Definida, a coisa muda de figura.

O BB passa a se responsabilizar somente pelo valor de contribuição mensal que estiver escrito no estatuto, e das duas uma: ou a CASSI passa a reduzir os parâmetros do nosso atendimento em saúde, para se adequar ao dinheiro que ela tem, ou ela mantém esses parâmetros mas pede para nós, associados, contribuirmos com muito mais que hoje (e o BB estará isento dessa contribuição adicional).

Ou então uma mescla das duas, ou então, e pode acontecer, a CASSI declara sua insolvência (incapacidade de honrar os compromissos assumidos) e será liquidada.

Na minha opinião, não adiantará nada a gente concordar nesse momento com um ajuste no estatuto para aceitar a contribuição definida, achando que com isso a gente salva a CASSI e tem ela por um período mais longo de tempo.

Não adiantará nada porque os gastos com saúde continuarão subindo muito mais que a inflação e que o aumento dos salários, porque é assim que funciona a inflação médica, por uma série de fatores que já elenquei no grupo hoje de manhã.

Então, vai chegar uma hora que a CASSI vai abrir as pernas novamente, mesmo que se faça um aporte grande hoje.

E aí a parte mais poderosa economicamente, que é o Banco, já não será responsável por nenhum aporte extraordinário (lembre-se que tínhamos aceitado a Contribuição Definida) e tudo cairá nas nossas costas, e, adivinhem, nós não teremos condição financeira de salvar a CASSI.

Por tudo isso, temos que ser espertos nos momentos em que nos for sugerida uma alteração estatutária, seja na CASSI, seja na PREVI.

Não é simplesmente um ajuste de texto.

Nenhuma empresa inteligente movimenta mídia, funcionários e custos para "fazer um ajuste no texto".

O interesse sempre será econômico (redução de custos e riscos).”
___________________________

Decida não por ouvir dizer, mas com a sua consciência e ciente dos fatos tão bem relatados pela colega ANA VIRGÍNIA.

Afinal, o que que está em jogo é a preservação da sua saúde e dos seus familiares.

NORTON SENG
(02.11.2019)


Resposta de ADAÍ ROSEMBAK

Caro NORTON SENG,

Não pense que votarei SIM porque sou teimoso ou não compreendo a atual situação.

Os dados que a nossa colega ANA VIRGÍNIA expôs estão corretíssimos.

Adiante repito uma precisa colocação de nossa companheira ANA VIRGÍNIA:

"Não adiantará nada porque os gastos com saúde continuarão subindo muito mais que a inflação e que o aumento dos salários, porque é assim que funciona a inflação médica, por uma série de fatores que já elenquei no grupo hoje de manhã.
Então, vai chegar uma hora que a CASSI vai abrir as pernas novamente, mesmo que se faça um aporte grande hoje.
E aí a parte mais poderosa economicamente, que é o Banco, já não será responsável por nenhum aporte extraordinário (lembre-se que tínhamos aceitado a Contribuição Definida) e tudo cairá nas nossas costas, e, adivinhem, nós não teremos condição financeira de salvar a CASSI."

Para corroborar o que ANA VIRGÍNIA disse, coloco os dados de 2018 (que citei em artigos neste blog), em que os gastos com a saúde subiram 19% e nossos aumentos foram 5% para o pessoal da ativa e 2,06728% para os beneficiários da PREVI.

Por isso, não acho correto que chamem os que optam pelo SIM de desinformados ou de massa útil de manobra do patrocinador BB.

Recorrer à Justiça?

Temos aí o já velho exemplo da Resolução MPS/CGPC 26, de 29.09.2008, em que os beneficiários da PREVI foram garfados em R$ 7,5bi.

A última investida para reverter esse processo, que foi feita pela admirável associação AAPBB, até agora deu em nada.

Estamos encurralados. Não temos para onde correr.

Se votarmos NÃO mudaremos nossa situação em relação à CASSI e PREVI?

Não creio.

Observe que, propositalmente, também citei a PREVI.

Pense sobre esse aspecto específico.

Prefiro não me estender e nem me deprimir em relação à PREVI até porque, neste espaço,  estamos falando da CASSI.

Não enxergo o SIM  como uma solução definitiva pois, como ANA VIRGÍNIA expôs em sua excelente análise (e eu próprio também expus em meus artigos), essa  disparidade absurda entre irrisórios percentuais de aumento   que tivemos em 2018 e os absurdos  reajustes de aumentos de custo da saúde, que superaram aqueles em várias vezes, continuará a existir nos anos vindouros, e não vejo qualquer discussão séria e honesta para reverter esse processo.

E esse problema não ocorre só no Brasil. 

Acabei de ler um artigo sobre a manutenção de custos médicos nos Estados Unidos.
O ObamaCare foi para o brejo.

O implacável seguro saúde continua a prevalecer em todo o território americano.


Enquanto TRUMP propõe inflar o já astronômico orçamento do Pentágono para mais de US$ 800 bi,  o número de miseráveis e "homeless tents" aumenta cada vez mais nas cidades americanas.

Voltando ao Brasil e à CASSI, e falando não só honesta, mas realista e amargamente, senão houver mudanças estruturais no atual status quo, não vejo como desatar esse nó górdio.

Do jeito como a questão se apresenta, penso que o SIM retardará o fim da CASSI, da forma como ela existe atualmente.

Como consolo, ganharemos mais tempo e pode ser que, com a mudança das condições políticas e com o avanço das negociações, surjam condições mais favoráveis para discutir nossas questões.

A outra alternativa, que é o NÃO, acelerará ainda mais esse processo, pois   dará motivos para a ANS intervir de imediato na CASSI, gerando decisões duras, irreversíveis e sem mais delongas.

Perdoe-me por meu realismo, mas é como enxergo a atual situação de nossa Caixa de Assistência.

Atenciosamente

O amigo e admirador

ADAÍ ROSEMBAK

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

EM DEFESA DA CASSI - ISA MUSA DE NORONHA


Caros Companheiros,

Em meio ao disperso e farto material na mídia e na rede, sobre o processo de reestruturação pelo qual passa a CASSI, ao ler o Blog da ROSALINA DE SOUZA e o site WWW.AFAGO.COM.BR, também resolvi reproduzir a oportuna manifestação da Companheira ISA MUSA DE NORONHA    em relação ao  artigo  “CASSI, do Banco do Brasil, precisa de R$ 1,4 bi para não quebrar”, publicado no Blog do VICENTE, em 22.10.2019, no jornal Correio Braziliense.

Como sempre, ISA MUSA DE NORONHA, foi brilhante, focada e precisa em suas colocações, que sempre vão de encontro à justa defesa dos interesses de nossa categoria.
                               
Adiante, dou início a esta nota com as admiráveis colocações de ISA MUSA DE NORONHA e, ao final, reproduzo o artigo de VICENTE NUNES em seu blog.
Boa Leitura !!

ADAÍ ROSEMBAK

Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB


CASSI

ISA MUSA DE NORONHA, Presidente da Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil.
                                      
A propósito da reportagem “CASSI, do Banco do Brasil, precisa de R$ 1,4 bi para não quebrar”, divulgada no Blog do Vicente, do Correio (22/10), permito-me contestar a veracidade das informações publicadas com tendenciosa dramaticidade.

É verdade que a CASSI enfrenta sérias dificuldades , contudo, trata-se da maior autogestão do país, atende a mais de 700 mil vidas, perdura há 75 anos e é referenciada pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como experiência exitosa no Laboratório de Inovação em Atenção Primária na Saúde Suplementar Brasileira e vem honrando todos os seus compromissos com a rede credenciada/referenciada, médicos, hospitais e clínicas.

NÃO É VERDADE que os associados da CASSI, funcionários do BB da ativa e seus aposentados e pensionistas, resistem em aumentar suas contribuições.

Ao contrário, desde 2015, as entidades representativas do funcionalismo enviam propostas de sustentabilidade, todas rejeitadas peremptoriamente pelo patrocinador Banco do Brasil, que age consoante com as determinações do governo.
A CASSI existe para proporcionar a seus associados a atenção à saúde, que deveria ser responsabilidade do Estado.

No entanto, o Estado sempre se mostrou ineficiente em cumprir a Constituição quanto ao direito à saúde de toda a população consoante o disposto no Artigo 196:

A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.”

Na falta de ações efetivas do Estado, em 1944, os funcionários do Banco do Brasil criaram a CASSI, que se mostrou fundamental para a interiorização do banco quando foi necessária a presença do BB para incentivar a produção de gêneros alimentícios em uma época de guerra e alimentos escassos.

Hoje, o modelo de atenção à saúde no Brasil, a CASSI é associação de ajuda mútua, baseada no princípio de solidariedade, segundo o qual cada participante contribui com base em sua remuneração e utiliza os serviços na medida de suas necessidades, proporcionando a todos tranquilidade no que se refere à saúde.

ISA MUSA DE NORONHA – Presidente da Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil


Blog do VICENTE – Correio /braziliense

CASSI, do Banco do Brasil, precisa de R$ 1,4 bi para não quebrar.
Publicado em 22.10.2019 – 18.09h- VICENTE NUNES – Economia


A CASSI, Caixa de Assistência que administra os planos de saúde dos funcionários do Banco do Brasil, precisa de R$ 1,4 bilhão até o início de 2020 para formar a reserva de segurança exigida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Desse montante, a CASSI dispõe de aproximadamente R$ 500 milhões.
Mas enfrenta dificuldades para convencer sua patrocinadora, o Banco do Brasil, e seus associados a dividirem a fatura para não quebrar.
A CASSI já está sob direção fiscal da ANS, devido à sua delicada situação financeira.
Sem as reservas exigidas pela ANS, a decisão do órgão regulador pode ser dramática.
O problema é que nem o Banco do Brasil nem os associados ao plano querem abrir o bolso para compor as reservas de R$ 1,4 bilhão.
Para aumentar as contribuições dos associados a fim de reforçar as reservas da CASSI, dois terços dos associados têm que votarem a favor da medida.
O BB, por sua vez, sofre com as limitações impostas pelo governo para contribuir com os planos de saúde de seus empregados.

FLEXIBILIZAÇÃO
Quem acompanha de perto a situação da CASSI garante que ainda há solução.
A operadora atente mais de 670 mil pessoas.
Em 2018, registrou rombo de R$ 377,7 milhões, depois de um déficit de R$ 206 milhões em 2017.
Nos primeiros seis meses deste ano, o resultado foi positivo em cerca de R$ 80 milhões.
Na avaliação de ANDERSON MENDES, Presidente da UNIDAS, associação que reúne as operadoras de autogestão, como a CASSI, a exigência de reservas tão altas por parte da ANS não condiz com a atual realidade do mercado.
Não por acaso, as operadoras recorreram ao Congresso na tentativa de flexibilizar as regras dos planos de saúde.
Mendes acredita que as regras que regem o mercado precisam passar por uma atualização, de forma a incluir mais gente no mercado e não afastar aqueles que desejam ter planos de saúde.
Desde 2014, as operadoras perderam 3 milhões de associados, a maior parte, no sistema de autogestão.

Brasília, 18h09min

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

AAFBB em FOCO - 17.10.2019


Caros Companheiros,

Ontem, 16.10.2019, tive o imenso prazer de comparecer ao almoço mensal na AAFBB.
O salão lotou.
Como de praxe, o saboroso cardápio do dia foi apresentado pela simpática, bonita e charmosa nutricionista FABIANA, que foi acompanhada no  salão pelo pomposo ISAIAS (o MANCHA). 
Óbvio que a galera de coroas babões ficou enciumada.
Na ausência da Presidente do CADMI, LORENI de SENGER
                                      

, que participava de um evento sobre a CASSI em São Paulo, e da Presidente do CODEL, CÉLIA LARÍCHIA
                                       

, que estava em outro encontro, o Vice Presidente de Finanças (VIFIN) , ARI SARMENTO DO VALLE BARBOSA
                                      

, abriu a apresentação dos temas a serem abordados, entre esses o atual estágio de  discussões  sobre a sustentabilidade da CASSI dentro de novos parâmetros, em que uma das entidades   da Mesa de Negociações se auto excluiu dos entendimentos em razão de não concordar com o posicionamento dos demais participantes.
Em relação a eventos na Sede Campestre em XERÉM, ARI SARMENTO chamou a colega NANCY LORETTI ROSSI, da ASCOM (Assessoria de Comunicação e Marketing) para falar do assunto.
NANCY LORETTI ROSSI discorreu sobre o entusiasmo e o esforço coletivo desenvolvido para dinamizar as atividades em Xerém; logo após,  foi direto ao ponto e disse que as reservas para o almoço de 26.10.2019, pela comemoração dos 68 anos de aniversário da AAFBB, poderiam ser feitas naquele exato momento, com a companheira VERÔNICA que, da porta do saguão, acenava risonha para todos.
Parabéns    ao  pessoal  da   ASCOM pela agilidade de atuação.
Outro ponto importante abordado pelo ARI SARMENTO foi a criação da recente campanha voltada para captação de novos associados, com prioridade para funcionários do Banco do Brasil em atividade.
O resultado desse criativo e objetivo esquema, que lançou a figura do “sócio multiplicador”, certamente aumentará em muito o quadro de associados da AAFBB.
Para falar da iniciativa, ARI SARMENTO passou a palavra ao LUIS EDUARDO MACIEL
                                        

, recém nomeado representante do Rio de Janeiro.
LUIS EDUARDO MACIEL detalhou o moto dessa campanha que propiciará um polpudo retorno (R$ 150,50), equivalente a três mensalidades e meia, ao sócio multiplicador que captar outro sócio que esteja na ativa.
Aproveito a oportunidade desse inovador avanço para sugerir a ampliação de nossos horizontes para a AAFBB também acolher membros de outras categorias profissionais como associados, tais como militares, funcionários públicos, e até integrantes de empresas privadas.
O importante é aumentar o quadro de associados e trazer recursos para a AAFBB.
Temos de estar conscientes de que não seremos perdoados por levar a AAFBB à derrocada em razão de preconceitos descabidos contra a admissão de novos associados pertencentes a outras categorias de trabalhadores.
LUIS EDUARDO MACIEL aproveitou sua exposição e falou da modernização do salão de sinuca que, sem qualquer exagero, promete ser o mais moderno centro da prática desse esporte no Rio de Janeiro.  
LUIS EDUARDO MACIEL já está pensando em um campeonato de âmbito nacional para celebrar a inauguração desse sofisticado e moderno centro de jogos de sinuca.
Aproveito para recomendar que um espaço extra seja reservado para a exibição em telão desse campeonato. 
A afluência de público, com certeza, será grande.
Se a iniciativa for bem-sucedida, sugiro estudar a possibilidade de reservar permanentemente um espaço para a exibição em telão de campeonatos internacionais de sinuca pelo YOU TUBE, no estilo dos “American Bars” onde os associados poderão assistir às disputas bebericando  chopes, degustando vinhos  e outros drinks, ao tempo em que  saboreiam petiscos. 
O  YOU TUBE apresenta disputas de sinuca sensacionais e imperdíveis   de campeões internacionais, entre os quais destacam-se os ingleses e chineses.
Também podem ser assistidas pelo YOU TUBE campeonatos de outros esportes, como boxe, basquete, futebol, e espetáculos de música.
Certamente essa iniciativa aumentará o faturamento e o número de associados.
Em relação a XERÉM, dado o espírito inovador e arrojado de LUÍS EDUARDO MACIEL, este articulista já sugeriu que sejam promovidas em XERÉM olimpíadas de robótica, matemática, TI (tecnologia da informação), artes gráficas, etc.
As guerras de robôs, criados por adolescentes, é algo de eletrizante.
Esse universo diversificado da tecnologia atrai multidões de jovens.
Nas fantasias de agora eles criam a realidade do mundo do futuro.
XERÉM é um espaço amplo que oferece acomodações simples, apropriadas e a preços acessíveis a  esse tipo de público.
E o retorno financeiro, com certeza, seria profícuo.
Permiti-me divagar alto em ideias diversificadas, e que exigem um esforço de organização muito grande.
Certamente muitos desses sonhos serão descartados.
Mas o pouco que for aproveitado ou modificado será altamente recompensador.
A AAFBB conta com um quadro administrativo atuante e de alto nível que têm um respeitável histórico de sucesso dentro do Banco do Brasil.
Em suas áreas de atuação no BB, eles foram os melhores.
Tenho um imenso respeito e apreço por todas essas pessoas e pela AAFBB que, desde sua fundação, teve administrações admiráveis e exitosas, compostas por egressos do BB.
Friso que, para superar as dificuldades momentâneas e para preservar essa rica herança administrativa, temos de nos manter unidos, lutando, tentando e pensando em novos projetos e ações.
E é isso que está sendo feito.
Em conversa com o companheiro NOÉ FERNANDES MARQUES NETO
                                

  
, Membro do Conselho Fiscal da AAFBB, ele que,  em conjunto com GILBERTO SANTIAGO
                                      

, Presidente do CONFI, e ADOLPHO GONÇALVES NOGUEIRA
                                        

, Membro do CONFI, comandam a análise das contas da associação, me disse que as medidas de cortes de despesas, inclusive com redução do quadro de pessoal, em breve vão levar a Sede Campestre de XERÉM ao equilíbrio financeiro.
Só dessa forma superaremos nossas limitações e nossos obstáculos atuais, e tornaremos a AAFBB a organização de nossos sonhos, cada vez mais forte e atuante na defesa de nossos interesses, de nossos familiares e da sociedade em que estamos inseridos.
Conversei com diversos outros associados e dirigentes sobre assuntos de comum interesse e vejo que todos estão engajados em sanar da melhor e mais rápida forma possível, os problemas pelos quais estamos passando na presente quadra.
Já passamos por dificuldades da mesma natureza no passado e todas elas foram superadas.
Não será desta vez que fraquejaremos e seremos derrotados.
O almoço de ontem foi um dos mais profícuos e prazerosos momentos ao qual tive a oportunidade de participar na AAFBB.
É pelo prazer de desfrutar do convívio de amigos tão queridos, tão dedicados e valorosos, e de momentos tão gratificantes, alegres e felizes como esse, que podemos afirmar que a vida é uma aventura que merece ser vivida de forma plena e feliz.

Abraços em todos.

ADAÍ ROSEMBAK

Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

ANABB em FOCO - 02.10.2019


Caros Companheiros,

As votações para o quadro administrativo da ANABB se iniciaram ontem, dia 01.10.2019 e se estenderão até o dia 04.11.2019.

Gostaria de dar uma projeção maior a esse importantíssimo assunto, visto a ANABB ser uma das mais importantes associações em nossa área, e que luta de forma arrojada, dura e sem tréguas na defesa de nossos interesses.

Mas estou em viagem tratando de assuntos pessoais.

De qualquer forma, apontarei alguns companheiros da AAFBB, AAPBB e PREVI, com os quais tenho contato pessoal mais estreito e que qualifico como candidatos de alto nível para os cargos a que se propõem a ocupar na ANABB.  

Apresento minhas escusas a tantos outros colegas de outras associações e grupos, todos bem preparados, conhecidos e respeitados em nosso meio, mas que, por limitação de número de candidatos, deixamos de apontar nesta oportunidade.

Fazemos votos para que a ANABB saia enriquecida e renovada com sua   nova administração a ser escolhida no presente pleito.

Seguem os candidatos:

CONSELHO DELIBERATIVO:

119 – Carlos Fernando S. Oliveira (CAFÉ)

123 – Cecília Mendes Garcez Siqueira (Cecília Garcez)

124 – Célia Maria Xavier Laríchia (Célia Laríchia)

138 – Fábio Azevedo Portugal (Fábio Portugal)

143 – Fernando Amaral Baptista Filho (Fernando Amaral)

158 – Isa Musa de Noronha (Isa Musa)

178 – Maria das Graças Conceição Machado Costa (Graça Machado)

186 – Paula Regina Goto (Paula Goto)

192 – Reinaldo Fujimoto (Fuji)

189 – Pedro Paulo Portela Paim (Paim)

211 – Williams Francisco da Silva (Williams Silva)


CONSELHO FISCAL

300 – Adriano Fonseca Seabra (Adriano)


DIREG – RJ

584 – Regina Marcal de Carvalho Seixas (regina Marçal) – DIREG-RJ 39


Desejo vitória a todos os candidatos e que exerçam com pleno sucesso as posições para as quais forem eleitos.

Saúde e felicidade para todos.

ADAÍ ROSEMBAK

Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB