quarta-feira, 16 de setembro de 2020

ANABB em FOCO - 16.09.2020

Caros Companheiros,

 

Troquei algumas ideias pela internet com o colega NORTON SENG, que considero um dos companheiros mais atuantes e brilhantes  na defesa de nossos interesses, sobre a campanha contra a privatização do BB e sobre a estranha operação entre o BB e o BTG Pactual, no valor de R$ 2,9 bilhões e negociada por R$ 371 milhões e que, conforme nota no site da ANABB e informação da Revista FÓRUM, pode render a abusiva fortuna de mais de R$ 1,6 bilhão ao BTG Pactual.

No meio de tanta miséria, tantas dificuldades,  e tantas carências pelas quais atravessa a maioria da população e, com a  COVID-19, que mata tantos brasileiros , chega a ser chocante e revoltante como,  por meio de um mero despacho de   um   diretor do BB, se oficialize  um ato que causa tanta repulsa, tanto impacto e  estranheza ao corpo de servidores do Banco do Brasil,  e que compromete a seriedade, a segurança e a rentabilidade dos negócios do Banco do Brasil S.A., uma instituição com mais de 200 anos e  cuja trajetória tem papel relevante na  história do Brasil.

À medida que  as investigações avançam para se deslindar esse negócio  estranho, com suspeitas   de dolo e  oportunismo, pela pressa e carência de embasamento legal e técnico, novos elementos vão sendo  descobertos e  analisados para compor  um quadro cheio de   irregularidades e questionamentos  que segue, cada vez mais,  se avolumando e repercutindo na mídia.

Adiante, reproduzo novo artigo publicado no site da ANABB, de 14.09.2020, intitulado “Analista de mercado diz que BTG Pactual pode lucrar mais de R$ 1,6 bi na operação com BB.”

Mais uma vez  enaltecemos o espírito aguerrido da ANABB, liderada por seu presidente, REINALDO FUJIMOTO,

                                      


que tem tomado a frente para colocar às claras essa mal explicada operação, atender aos pedidos  de esclarecimentos da mídia, auxiliar   nas denúncias de membros do Poder Legislativo, e solicitar  explicações e medidas saneadoras das autoridades competentes, principalmente do Poder Judiciário, Banco Central, CVM-Comissão de Valores Mobiliários, MPF-Ministério Público Federal e TCU-Tribunal de Contas da União, entre outros.

Caro NORTON SENG, 

                                     


esse é o caminho.

Lamentos não levam a lugar algum. 

Temos de ser atuantes nas denúncias e nos alertas para colocar ordem nas coisas, preservar não só o Banco do Brasil, mas também o seu povo e o país como um todo.

 

Boa Leitura!

 

Grande abraço

 

ADAÍ ROSEMBAK

Associado da AAFBB e ANABB



ANABB

Analista de mercado diz que BTG Pactual pode lucrar mais de R$ 1,6 bi na operação com BB.

Informação foi publicada em reportagem da Revista Fórum, que cita também o trabalho da ANABB para tornar a negociação mais transparente.


Em 14.09.2020 às 09:41Compartilhe: 

A venda de uma carteira de crédito em dívidas do Banco do Brasil ao BTG Pactual, avaliada em R$ 2,9 bilhões e negociada por R$ 371 milhões, segue repercutindo na imprensa.

A Revista Fórum publicou reportagem em que cita a avaliação de um analista do mercado financeiro de que a carteira tem potencial de recuperação de 70% do seu valor total.

A venda ao BTG alcançou menos de 13% desse valor.

Conforme o analista de mercado ouvido pela revista, a maior parte da carteira de crédito se refere a dívidas oriundas de financiamentos imobiliários obtidos por ex-funcionários do próprio Banco do Brasil, que deixaram a instituição em Programas de Demissão Voluntária (PDVs) nos anos 1990 e início dos anos 2000.

Este tipo de dívida permite que, em caso de inadimplência, os imóveis sejam retomados pelo agente financeiro para quitação dos empréstimos.

A ANABB vem acompanhando com muita atenção a negociação entre BB e BTG Pactual e tem adotado ações para dar transparência à operação, de modo a avaliar sua legalidade e evitar prejuízos à instituição e aos acionistas. 

Essas ações têm recebido destaque na imprensa, inclusive na reportagem da Fórum.

São os casos, por exemplo, do pedido de esclarecimentos ao BB e das solicitações feitas ao Tribunal de Contas da União (TCU), à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e ao Banco Central (BC), para que examine se houve ampla concorrência na operação e se os valores estão de acordo com os praticados no mercado.

A Associação recebeu recentemente uma informação confidencial de um fundo que atua no segmento de cessão de carteiras de crédito, o qual questiona a gestão do Banco do Brasil por ter apresentado o negócio a apenas quatro empresas especializadas, entre as quais teria sido escolhida a melhor proposta de pagamento.

Conforme o fundo que realizou a denúncia, é praxe no mercado a negociação de carteiras significativas como a adquirida pelo BTG por meio de leilão.

Além disso, haveria mais de 20 empresas atuantes nesse segmento de mercado, incluindo fundos internacionais, e não apenas quatro.

A fonte ouvida pela Revista Fórum em sua reportagem garantiu ter avaliado a carteira negociada entre BB e BTG Pactual nos últimos anos.

Caso sua análise esteja correta, o banco BTG poderia obter cerca de R$ 2 bilhões com os negócios existentes na carteira – um lucro de mais de R$ 1,6 bilhão, tendo como referência o valor pago.

O mesmo analista citado pela revista disse que o BTG tem interesse em outras duas carteiras de crédito do Banco do Brasil, avaliadas em cerca de R$ 1,6 bilhão cada, e que atualmente estão entre os ativos da Previ.

A operação do BB com o BTG foi a primeira de uma carteira de crédito para uma empresa que não integra o conglomerado Banco do Brasil.

A ANABB seguirá acompanhando o assunto e informando seus associados sempre que houver novos fatos. 

Leia a íntegra da reportagem da Revista Fórum.

#nãomexenoBB. É do Brasil. É dos Brasileiros.

 

SAIBA MAIS

Fundo denuncia falta de transparência na venda de carteira de crédito do BB ao BTG Pactual.

Imprensa destaca atuação da ANABB para esclarecer operação entre BB e BTG Pactual.

Renúncia de Rubem Novaes e venda de carteira ao BTG Pactual seguem repercutindo na mídia.

Em resposta à ANABB, BB informa sobre a carteira negociada com BTG Pactual.

ANABB faz nova ofensiva em defesa do BB como empresa pública

 

Fonte: Agência ANABB

 

9 comentários:

  1. Adaí
    O seu blog é muito importante, porque você é um construtor de pontes humanas. Você é o grude, a cola da aglutinação. Você valoriza o Outro, a Diferença e sabe escolher as pontes que conduzem ao bem coletivo, ao BEM DE TODOs, ao bem que é o ambiente onde germina o bem estar individual, que permite que cada um construa o seu bem próprio, que somente cada um conhece e pode construir, o bem que se constroi com o dom da liberdade sob a luz da razão e as necessidades da sensação e dos sentimentos. Você e seu blog são especiais. Deixe-me expressar uma suspeita: acho que nem você mesmo sabe quem você é e vale. Continue na sua batalha. A valorização do bem comum é o caminho para a consecução do bem individual.
    Edgardo Amorim Rego

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    1. Caro Edgardo Amorim Rego,

      Sinto-me muito feliz e envaidecido com suas palavras.
      Mas realmente me curvo à atuação dos colegas da ANABB, principalmente o Reinaldo Fujimoto, que é extremamente atuante, destemido e corajoso. Imagino as pressões pelas quais ele passa, muito embora tenha o corpo de associados da ANABB e um corpo de diretores também muito atuantes para o apoiar.
      às vezes sentimo-nos frustrados por calúnias, difamações e ataques covardes por quem não tem qualquer comprometimento com nossa causa.
      Mas isso faz parte do jogo.
      Por outro lado, temos pessoas valorosas como você.
      A vida é curta e não pára então temos de dar um sentido a ela.
      Um dia vamos nos encontrar pessoalmente.
      Você frequenta alguma associação no Rio?

      Grande abração deste colega e amigo

      Adaí Rosembak

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    2. Adaí
      Tenho 94 anos. Já mal me equilibro ao caminhar. Tenho que tomar remédios e alimentar-me com frequência e minhas refeições são especiais. Não tenho como frequentar mais a AAFBB.
      Um abraço amigo do
      Edgardo

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  2. Adaí,

    Se mais alguns colegas se juntassem a essa campanha para defender o Banco do Brasil já teríamos revertido essa situação.
    Mas parece que tem gente que torce para fazer um gol contra.
    Ou seja, lutam contra eles mesmos.
    Não dá para entender a cabeça dessa gente.

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    1. Caro Anônimo,

      Você está coberto de razão.
      Temos colegas que defendem nossas causas e nossos interesses com muito trabalho, dedicação e amor.
      Perdem tempo, gastam dinheiro e deixam de cuidar de seus assuntos pessoais para abraçar nossas lutas com fé.
      Mas tem outros que não fazem nada, nem sabem que algumas associações muito atuantes existem, que muitos colegas que trabalham arduamente sem ganhar nada.
      Esses que são os verdadeiros parasitas, só sabem levantar acusações infundadas, infâmias e acusações levianas, críticas sem sentido, e se sentem satisfeitos com isso.
      Além de nos acusarem com calúnias , difamam os colegas das associações.
      Isso é lamentável e asqueroso.
      Mas o que fazer? Isso faz parte da vida.
      No final, quando obtemos sucesso em demandas promovidas pelas associações, eles também vão ser beneficiários dos sucessos. Aí sim vão realmente se comportar como parasitas.
      É a vida!!

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  3. Bom dia, prezado Norton!
    Você tem toda razão de estar desiludido para alavancar esse assunto.
    Todavia, lembra-se daquela história do passarinho tentando com o bico corrigir um problema mundial de poluição, quando, instado a desistir, pois o que fazia era NADA em relação a tudo o que devia ser feito, ele responde: "Pelo menos, estou fazendo a minha parte!!!".
    O mínimo a que a PREVI, para bem cumprir a sua finalidade, não pode se eximir, é lutar contra essa malandragem.
    Os colegas de lá precisam ficar cientes de que nós estamos acompanhando e pedindo solução justa, sem favorecimentos reprováveis.
    Sendo você amigo do Adaí, e ele também muito considerado na PREVI, seria ótimo solicitar-lhe que faça esse enorme encaminhamento (as notícias e comentários da mídia, as mensagens de três associados, nós), embasando o pleito que ele sabe muito bem argumentar.
    Assim todos fazemos "a nossa parte".
    Fraternos abraços!!!
    João Octaviano.

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    1. Caro João Otaviano,

      Moro no Rio, sou associado e frequento a AAFBB.
      Quando estava na ativa, fui a Brasília poucas vezes, fiz um estágio na COGER/DIMCO e não tive oportunidade de conhecer a ANABB.
      Penso que a ANABB, da mesma forma que a AAFBB poderia ter representações nas capitais mais importantes, como São Paulo e Rio de Janeiro e nas maiores cidades - nada de suntuoso. Basta uma sala modestamente decorada com algumas poltronas, uma TV, mesa e cadeiras.
      Com certeza isso aumentaria o quadro da ANABB e promoveria a união de colegas para a discussão de nossos interesses.
      Conheço um número imenso de colegas de alto nível, muito aculturados e interessados nos nossos assuntos, por blogs, sites de associações, e pela proximidade da PREVI, que fica no Rio e promove simpósios na AABB. A ANABB seria mais um lugar de encontro e confraternização.
      Tenho sempre um imenso prazer em reencontrar esses amigos e companheiros.
      Pena que o corona vírus nos impôs uma quarentena.
      O Norton Seng é um desses colegas. Ele já morou por 13 anos na China, que é um país pelo que já visitei e pelo qual tenho grande admiração e interesse.
      O Norton Seng morou 13 anos na China, fala chinês, inglês, português e espanhol.
      Ou seja, ele não precisaria ficar perdendo seu precioso tempo defendendo nossas causas, lutando pelos nossos interesses e , muitas vezes, se aborrecendo com colegas desinteressados e ignorantes sobre nossos assuntos.
      Poderia assumir um alto cargo em uma multinacional e ganhar um salário bem polpudo.
      É por isso que o admiro.
      É um devotado aos nossos interesses.
      Na AAFBB, no Rio, também convivo com um número imenso de pessoas de alto nível, todos colegas aposentados, que são companheiros maravilhosos, aculturados, cultos e amigos. Adoro o ambiente social e acolhedor da AAFBB.
      Grande abraço

      Adaí Rosembak

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  4. José Carlos Moreira Brandão Neto18 de setembro de 2020 21:44

    Em 15/09/2020 16:53, 'José Carlos Moreira Brandão Neto' via REDE-SOS-II-CASSI-PREVI escreveu:
    > Evidentemente não desejo a privatização do BB. Tomei posse em 1953 e ele esteve sempre presente em minha vida. Fala-se na privatização e eu creio que há colegas que a desejam. Não param de falar no assunto, enxergam ataques em tudo que acontece. Tudo é um prenúncio da privatização. Não deixam o assunto esfriar, estão sempre remexendo com notícias assustadoras e são sempre os mesmos. Evidentemente não sou ingenuo e sei que isso pode acontecer. Campanhas bombásticas tipo ¨não mexe no meu BB¨ são inócuas e só servem para promover os que as lançam. Vamos nos defender procurando quem, na hora certa, nos pode ajudar Coragem colegas. JC Brandão
    > --

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    1. José Carlos Moreira Brandão Neto,

      Entrei no BB em 1962.

      Respeito a opinião alheia.

      Pensar de forma diversa e poder expressar livremente a forma como se pensa é o princípio da democracia, embora possamos ficar desencantados e embasbacados pela forma como alguns pensam.

      Tem gente que não acredita que o homem foi à Lua. Ou que Hitler não foi morto. E coisas do gênero.

      Considero o seu caso um desses.

      O BB não vai ser privatizado. Ele já está sendo privatizado.

      E você sabe disso quando critica a campanha da ANABB "NÃO MEXE NO MEU BB".

      Ou quando analisa esse negócio de R$ 2,9bilhões entre o BB e o BTG Pactual.

      Faço parte da luta da ANABB para deter esse processo maligno.

      Tenho despesas pessoais, tenho aborrecimentos e perco muito tempo nessa luta.

      Prejudico até minha saúde.

      Não viso qualquer promoção pessoal.

      Quero o melhor para uma instituição na qual acredito e onde trabalhei em toda minha vida e cujo sentido sempre foi apoiar o Brasil.

      Embora respeite sua opinião pessoal, para mim ela é uma facada nas costas como Brutus apunhalou César.

      Seja feliz.


      Adaí Rosembak


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