terça-feira, 22 de março de 2016

CASSI em FOCO - 21.03.2016

Colegas,

Tenho o prazer de apresentar adiante vídeo do companheiro FERNANDO AMARAL BAPTISTA FILHO, candidato ao cargo de Diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com o Cliente, da “Chapa 1 – CASSI SEMPRE”, em que ele faz a apresentação dos demais componentes da chapa:

Nominata da Chapa 1 - Cassi Sempre – YouTube

Adiante, repassamos o histórico de cada candidato com suas fotos.
Logo adiante, relacionamos os compromissos da Chapa 1 – CASSI SEMPRE por uma gestão transparente, atuante e comprometida com a sustentabilidade da CASSI.
Primeiramente, apresentamos os Compromissos de FERNANDO AMARAL BAPTISTA FILHO, candidato a Diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes da Chapa 1 – CASSI SEMPRE.
Em seguida, detalhamos os compromissos dos candidatos ao Conselho Deliberativo.
E, logo após, especificamos os Compromissos dos candidatos ao Conselho Fiscal.
Por fim, apresentamos os Princípios de ação da Chapa 1 – CASSI SEMPRE.
As eleições para a CASSI se realizarão de 11 a 22 de abril.
Pelo histórico e representatividade pessoal de cada componente da chapa, por suas conquistas para o bem da categoria e pela seriedade e confiança dos nomes incluídos na Chapa 1 – CASSI SEMPRE, estamos desenvolvendo esta campanha, ao tempo em que conclamamos todos os companheiros a se unirem a nós pela vitória da Chapa 1 – CASSI SEMPRE.
Tenham certeza de que essa é a melhor escolha.
Esse é o caminho certo.
Juntos pela vitória da “Chapa 1 – CASSI SEMPRE”.
Adaí Rosembak
Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB

Componentes da CHAPA 1 – CASSI SEMPRE, UMA CHAPA QUE REÚNE CONHECIMENTO E REPRESENTATIVIDADE.
DIRETOR DE PLANOS DE SAÚDE E RELACIONAMENTO COM O CLIENTE

FERNANDO AMARAL BAPTISTA FILHO: Formado em Administração, Direito e Relações Internacionais. Representou o País em negociações internacionais e coordenou as negociações com o BB, de 87 a 90. Presidiu o Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e foi Conselheiro de Administração do BB representando os funcionários (GAREF). TRABALHOU NA Diretoria de Saúde da CASSI e foi diretor interino. Foi diretor de seguridade da PREVI e vice-presidente de Relações Institucionais da ANABB (2012/16).

CONSELHO DELIBERATIVO – TITULARES


RICARDO AKIYOSHI MAEDA Aposentou-se em 2004 como gerente geral de agência. Desde 2009 é o coordenador do Conselho de Usuários do Rio Grande do Sul, estando à frente dos projetos “Agente Facilitador”, “Visitadores Voluntários” e “Interiorização do Conselho de Usuários”. Economista graduado na PUC e pós-graduado na UFRS. É vice-presidente do Conselho Deliberativo da AFABB-RS.


SYBELLE NATALLE BRAGA CHAGASTomou posse no Banco em 2004. É Gerente Geral na agência São Lourenço da Mata (PE). Foi diretora do Sindicato dos Bancários de Pernambuco e representante dos funcionários pós-1997 no grupo de assessoramento temático da ANABB. É formada em Direito, pela Universidade Federal de Pernambuco e pós-graduada em Direito do Trabalho.

CONSELHO DELIBERATIVO – SUPLENTES


SEBASTIÃO RODRIGO SOUZA DE ARAUJO Funcionário do BB desde 2000. É presidente do Sindicato dos Bancários de Chapecó, Xanxerê e Região e integra a Comissão de Empresa do BB. Coordenou a luta pela melhoria do atendimento da CASSI no Oeste de Santa Catarina após o fechamento do núcleo CASSI de Chapecó. É formado em Direito e pós-graduado em Direito Constitucional.


JOSÉ ODILON GAMA DA SILVAÉ membro do Conselho de Usuários da CASSI no Rio de Janeiro e vice-presidente de Assistência ao Associado da AAFBB. Aposentado desde 2010, representou o BB-BI, como gestor, conselheiro de administração e conselheiro fiscal em empresas participadas. Graduado em Economia, com MBA em Finanças (IBMEC-RJ) e Altos Executivos (FGV).

CONSELHO FISCAL – TITULARES


ISA MUSA DE NORONHA Aposentada desde 1995, professora e psicóloga. Foi conselheira fiscal da CASSI em 1999, quando recomendou a adoção de medidas saneadoras, a contratação de auditoria externa e a rejeição daquelas contas. É vice-presidente da UNAMIBB, presidente da FAABB, conselheira da ANABB e participa da Comissão Nacional de Negociação sobre o restabelecimento da sustentabilidade da CASSI.


ARI SARMENTO DO VALLE BARBOSAAposentado desde 2007, é vice-presidente de finanças da AAFBB. Foi titular em Conselhos de Administração e Fiscal da Invepar, Neoenergia, Celpe, Cosern e Cobra. Graduado em Engenharia e pós-graduado em Finanças/Administração (FGV), é Especialista em Controladoria (FGV) e em Governança Corporativa.

CONSELHO FISCAL – SUPLENTES


MARCO ANTÔNIO LEITE DOS SANTOS Aposentou-se como Gerente Executivo na CASSI (2007), após implantar a “Gerência de Relacionamento com Clientes”, que cuidava da Central de Atendimentos. Foi Diretor administrativo e presidente da BBCOOP-SP e conselheiro fiscal da ANABB (2012/2015). Administrador graduado e pós-graduado pela FGV. É conselheiro fiscal do Satélite F.C.


VERA MELO Contadora, especialista em controladoria e finanças pela UnB. É Conselheira Fiscal da ANABB. Tomou posse em João Pinheiro (MG). Trabalhou na Diretoria de Controles Internos do BB. Foi cedida à área de Controles Internos do Ministério da Fazenda e atua na área de Controles Internos do Ministério do Planejamento.

Compromissos por uma gestão transparente, atuante e comprometida com a sustentabilidade da CASSI

Apresentamos uma síntese das propostas elaboradas pela pela Chapa 1 – CASSI SEMPRE.  Ouvimos os colegas da ativa, aposentados, gestores e técnicos da CASSI. Dirigentes de entidades do funcionalismo também participaram dessa formulação coletiva. Dividimos o Programa de acordo com as funções institucionais dos candidatos: Diretor, Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal. Nosso compromisso maior é com a sustentabilidade e perenidade da CASSI, lutando para que o Banco assuma também sua responsabilidade como patrocinador da Caixa de Assistência.
Compromissos do candidato a Diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes
1.            Aprimorar a prestação de serviço da rede credenciada reavaliando: o dimensionamento e a qualificação da rede, o relacionamento e o modelo de negociação com vistas a garantir a qualidade na atenção à saúde dos associados e usuários da CASSI.
2.            Contribuir para o aperfeiçoamento e a integração da gestão, para que a CASSI tenha processos mais eficazes e uma utilização de recursos cada vez mais racional.
3.            Integrar os processos de negociação e regulação de forma a tornar mais transparentes as regras de auditoria e fiscalização da regulação da CASSI para todos os prestadores de serviços de saúde.
4.            Promover parcerias da CASSI com os setores públicos e privados da área de saúde, para permitir que as normas e regras da CASSI estejam sempre atualizadas com as melhores práticas na área prestação de serviços de saúde e de gestão.
5.            Aumentar a interação da Diretoria de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes com os Conselhos de Usuários da CASSI.
6.            Garantir aos associados e usuários acesso aos dados referentes à saúde coletiva para que todos possam se envolver, de forma consciente, nos programas de preservação da saúde.
7.            Aprimorar a interação com os gestores das Unidades CASSI, com vistas a garantir a manutenção da rede de prestadores credenciada, evitando situações de paralisações de atendimento e descredenciamentos.
8.            Identificar parceiros públicos e privados capazes de auxiliar no aprimoramento dos programas de saúde da CASSI (de terceira idade, tabagismo, obesidade, risco cardiovascular, atenção domiciliar, vítimas de assalto e sequestro e deficientes físicos), principalmente onde a CASSI não tem serviços próprios.
9.            Identificar parceiros públicos e privados para aprimorar o Programa de Saúde da Mulher, principalmente onde a CASSI não tem serviços próprios.
10.    Identificar parceiros públicos e privados para o aprimoramento do Programa de Saúde Mental, principalmente onde a CASSI não tem serviços próprios.
11.    Atuar em parceria com a Diretoria de Saúde para aprimorar o Programa de Atenção Domiciliar, reavaliando, por critérios técnicos, a qualidade da assistência prestada, a qualidade dos contratos com os prestadores e os resultados em saúde e qualidade de vida.
12.    Aperfeiçoar as alçadas e competências dos Gerentes de Unidades da CASSI nos estados, de forma que tenham autonomia para solução de problemas em cada região, com vistas a garantir a manutenção da rede de prestadores credenciada, evitando situações de paralisações de atendimento e descredenciamento.
13.    Ampliar a atuação da Central de Atendimento no que concerne à orientação aos participantes e aprimorar os processos de autorização de procedimentos, tratamentos e materiais de implante.
14.    Redefinir a Política de Regulação Técnica da CASSI, tendo como objetivo o aprimoramento da sua atuação nas dimensões: definições normativas, pesquisa de evidências, avaliação de tecnologias em saúde e auditoria de qualidade.
15.    Oferecer assistência odontológica para o Plano de Associados e para os Planos CASSI Família.
16.    Atuar em conjunto com todas as áreas da CASSI na execução de ações estratégicas, táticas e operacionais que visem à redução do processo de judicialização da saúde (segunda opinião, junta médica, aperfeiçoamento de estudos de evidências, prestação de esclarecimentos sobre saúde ao poder judiciário).

Compromissos dos candidatos ao Conselho Deliberativo
1.            Disponibilizar a Estratégia Saúde da Família para todos os associados e usuários, mesmo para aqueles que residem em cidades cuja densidade demográfica que não recomende a instalação de serviços próprios (CliniCassi).
2.            Pedir reavaliação dos processos e da estrutura das Centrais de Pagamento e Reembolso (CEPAGs), de forma a tornar as CEPAGs exemplo de bom relacionamento com os nossos prestadores e associados.
3.            Aprimorar a Política de Assistência Farmacêutica (PAF) incluindo ações de avaliação, monitoramento, fármaco-vigilância, com vistas à melhoria da qualidade da assistência à saúde dos associados e usuários da CASSI.
4.            Investir na capacitação do corpo técnico da CASSI, oferecendo programas e cursos de gestão em saúde, para aprimoramento de suas atuações.
5.            Trabalhar em conjunto com as demais autogestões em saúde, para afirmar as especificidades do setor e evitar que os normativos legais nos sejam prejudiciais.
6.            Aprimorar a comunicação com os associados e usuários da CASSI e desenvolver um plano estratégico de comunicação institucional.
7.            Buscar parcerias com os principais Centros de Referências do país.
8.            Pesquisar os impactos dos processos produtivos do Banco do Brasil na saúde do trabalhador.

Compromissos dos candidatos ao Conselho Fiscal

1.            Investigar a eficácia dos controles internos da CASSI.
2.            Analisar os sistemas de informática e sua eficiência no fornecimento de informações gerenciais e estratégicas relevantes.
3.            Avaliar o sistema contábil e verificar a consistência das informações gerenciais e estratégicas relevantes.
4.            Mensurar a eficácia e a eficiência do trabalho de acompanhamento das conformidades administrativas da CASSI.
5.            Avaliar a eficiência das atividades que objetivam a redução dos processos judiciais contra a CASSI.

Princípios de Ação da Chapa 1 – CASSI SEMPRE

1.           Restabelecimento da Sustentabilidade do Plano de Associados.
2.           Garantia da permanente cobertura para ativos, aposentados e pensionistas.
3.           Manutenção da responsabilidade do Banco do Brasil como Patrocinador do Plano de Associados.
4.           Manutenção do Plano de Associados para todos os funcionários (ativos e aposentados) e pensionistas.
5.           Reafirmação do Modelo de Atenção Integral à Saúde (MAIS) com a Estratégia de Saúde da Família (ESF), como o modelo de atenção à saúde da CASSI para todos os seus planos.
6.           Humanização do tratamento aos associados e usuários.
7.           Manutenção da Solidariedade como o regime custeio do Plano de Associados da CASSI.
8.           Garantia de Transparência dos atos e decisões da Diretoria da CASSI.
9.           Participação como valor de relacionamento com funcionários, entidades e Conselhos de Usuários.
10.  Gerir a CASSI a favor dos interesses dos associados e usuários com autonomia e independência em relação a governos, partidos e patrões.

domingo, 20 de março de 2016

primeira postagem do blog "MUNDOEMMUTACAO.BLOGSPOT.COM.

Caros Companheiros,

Tenho o prazer de lhes comunicar que, nesta data, o blog MUNDOEMMUTACAO.BLOGSPOT.COM recebeu sua primeira postagem de nome bem provocativo:
"A NAÇÃO TEM NOVO PRESIDENTE"
O artigo é de fato provocativo e se atém à situação política que estamos atravessando.
O blog está aberto para comentários elogiosos ou críticos.
Como vivemos em um país democrático, todos os comentários serão respondidos.
Somente os comentários que não se enquadrem nas regras do blog serão excluídos.
Tenham boa ou raivosa leitura.

Atenciosamente

Adaí  Rosembak
Administrador do blog

sábado, 19 de março de 2016

MUNDO EM MUTAÇÃO

Administrar um blog dá uma imensa trabalheira.
Temos de estar – ou pelo menos procuramos estar – atualizados ao máximo com o que é noticiado na mídia.  
Também somos obrigados a ler, analisar e interpretar os textos legais e os comunicados que nos chegam a todo momento, pela internet ou por comunicados de associações e outras entidades, sobre os assuntos inerentes à nossa categoria.
No meu caso específico, tenho paixão por política e economia internacionais – assuntos que atingem diretamente os interesses de nosso país e de nosso povo.
Essa é a razão por que escrevo textos sobre essas matérias, que alguns companheiros criticam por não se referirem diretamente a assuntos ligados à nossa classe.
Mas nem sempre podemos atender à visão específica de cada pessoa.
Tanto que, se recebo críticas sobre algumas notas, também recebo muitos elogios sobre os mesmos escritos.
Temos de responder a diversos comentários de toda ordem que nos sãos remetidos sobre as postagens que colocamos. Infelizmente, no que tange a esse aspecto, somos obrigados a excluir muitos comentários que não obedecem às regras do blog.
Em nossos textos, procuramos selecionar notícias e matérias de outras fontes que tenham veracidade e não sejam propagandas enganosas ou agressões gratuitas que venham a causar danos e a macular a honra de quem quer que seja.
Damos uma atenção especial a esse aspecto, pois o intuito deste blog não é criar uma rede de intrigas e nem fazer inimigos.
A última coisa que queremos é sermos acionados na justiça por qualquer calúnia, mesmo que sejamos os repassadores de notícias de terceiros.
O objetivo precípuo deste veículo é procurar atender aos interesses de nossa área, especialmente os objetivos dos aposentados e pensionistas, apoiar as associações e órgãos que lutam pelas nossas causas e enaltecer as pessoas que estão nesse processo de consolidação e defesa dos interesses de nossa categoria.  
Não seguimos nenhuma linha de partidarismo político, de religião, de cor, de gênero, de classe ou de qualquer outra tendência.
Não fazemos restrição de opção política a quem quer que seja para publicação de comentários; a única coisa que observamos é se essas notas defendem nossas causas.
Nosso único compromisso é com a verdade dos fatos e, repito, com os interesses de nossa categoria.
Isso tudo somado se traduz em uma trabalheira imensa.
Às vezes me vejo pendurado no computador até altas horas da madrugada. Já redigi artigos mais rebuscados e que exigem minuciosas pesquisas na internet, que me tomaram quase um dia inteiro.
Esta atividade vai se apossando de nós e acaba se tornando em uma paixão. Atuamos nessa área com tanta energia, dedicação e empolgação que, comentando esse fato com um jornalista renomado em um lançamento de livro, esse escritor me disse, às gargalhadas, que, comparado ao prazer de escrever, só mesmo o sexo quando somos adolescentes.
Estou escrevendo tudo isso para comunicar que, da mesma forma que o companheiro Ari Zanella administra dois blogs, estou lançando um novo blog.
Foi a melhor alternativa que encontrei pois, por vezes, são tantos os assuntos a abordar em diferentes áreas, que temos de escrever sobre acontecimentos importantes em detrimento de matérias também vitais para o conhecimento geral dos internautas.
O novo blog até já tem nome:  “Mundo em Mutação”.
Mas é uma criança que, embora já tenha nome, ainda não nasceu. Podemos dizer que a bolsa aminiótica ainda não foi rompida – não tem uma única postagem e nenhum comentário.
Mas o mesmo aconteceu quando lancei este blog.
Tinha somente 20 acessos (meus próprios para a criação do blog) mas tive o incentivo fundamental da blogueira e querida amiga Cecília Garcez que me mandou uma mensagem me parabenizando e incentivando no lançamento deste veículo de informação.
Querida amiga Cecília Garcez, vou lhe confessar uma coisa. Naquele momento, eu estava extremamente inseguro e, por que não dizer, amedrontado frente àquela responsabilidade.
Sua mensagem foi uma injeção de otimismo e confiança fundamental para o sucesso de minha iniciativa.
Este amigo nunca esquecerá daquele seu maravilhoso gesto de profunda sensibilidade.
Espero, de todo o coração, que o blog “Mundo em Mutação” venha contribuir para a consecução de nossos objetivos, que venha a ser mais um obstáculo contra aqueles que tripudiam e venham a se atrever a tripudiar sobre nossos direitos e que, acima de tudo, contribua para a união e felicidade de todos nós.
Adaí Rosembak
Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB

quinta-feira, 17 de março de 2016

AAFBB, ANABB e CASSI em FOCO - 15.03.2016

Estamos em um momento delicado da situação política no Brasil.  A atenção de todos está voltada para as investigações promovidas pela Lava-Jato e seus desdobramentos nos cenários econômico e político brasileiros.
Mas temos de manter a cabeça fria e também pensar nos interesses de nossa categoria.

Foi com esse espírito que compareci à AAFBB, em 15.03.2016, para assistir a uma palestra proferida por componentes da Chapa 1 – CASSI SEMPRE, que concorre às eleições para a CASSI que ocorrerão de 11 a 22 de abril de 2016.
A abertura do evento que se iniciou às 15.00h, foi feita por Célia Laríchia, Presidente da AAFBB e Conselheira Deliberativa da ANABB, que apresentou os demais componentes da mesa expositora, que foram Fernando Amaral Baptista Filho, José Odilon Gama da Silva e Ari Sarmento do Valle Barbosa.
Célia Laríchia esclareceu que o apoio à Chapa 1 – CASSI SEMPRE foi resultado de uma aliança que englobou a FAABB, AAFBB, outras associações, CONTEC, Sindicatos e diversas entidades.
Portanto, não foi um ato ditatorial por parte de Célia Laríchia, presidente da AAFBB, como se insinua caluniosamente em um blog. Foi resultado de um acordo entre diversos órgãos.
Em seguida, Célia Laríchia passou a palavra para Fernando Amaral Baptista Filho, candidato a Diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com o Cliente.
Fernando Amaral, como é sabido, tem o dom da palavra, tem experiência, entusiasmo e amplo conhecimento do tema que aborda e é um comunicador nato.
Logo na entrada do auditório, José Odilon Gama da Silva, candidato a suplente do Conselho Deliberativo da Chapa 1 – CASSI SEMPRE, a título de ironia, já havia me alertado de que se eu gostasse de discurso e oratória, eu esperasse pela apresentação do Fernando Amaral. Mas não foi ironia, foi pura verdade.
Fernando Amaral empolgou todos os presentes com sua energia inesgotável, oratória empolgante e domínio completo do tópico CASSI, que foi o assunto que abordou.
Falou durante quatro horas.  Isso mesmo – quatro horas.
Vários dos presentes se sucederam em apartes que se relacionavam a novos questionamentos e também a esclarecimentos de detalhes sobre assuntos já de conhecimento dos associados da CASSI. A todos, Fernando Amaral atendeu de forma cordial e satisfatória.
Destacamos apenas alguns dos aparteantes: Gilberto Santiago (presidente do CODEL-AAFBB), Guilherme (AABB de Niterói RJ), Regina Marçal, Vânia Romeo Tomaz, Mário Magalhães (AAPBB) e Lygia Bastos.
Vânia Romeo Tomaz fez um aparte tão interessante, detalhado e longo que eu me perguntei se não seria melhor se ela tivesse feito uma gravação.
Mas, por incrível que pareça, Fernando Amaral provou ter uma memória notável. Respondeu a todas as questões da aparteante, na mesma ordem em que foram apresentadas e com amplo esclarecimento de todos os quesitos.
Quando Fernando Amaral encerrou sua exposição, continuava com o mesmo vigor do início da palestra e ostentando seu sorriso, simpatia e otimismo, que lhe são peculiares, como se estivesse preparado para outra rodada de debates de mais quatro horas.
Dentre os apartes, ressaltamos o de Gilberto Santiago que, entre diversos temas, falou sobre o desagradável aspecto de aleivosias   difamantes em um conhecido blog, contra Fernando Amaral, com alegações de que aquele palestrante seria inadimplente com a CASSI.  Gilberto Santiago expressou seu ponto de vista de que seria recomendável reagir a essa agressão seguindo o popular adágio de que “quem não reage a calúnias assume a culpa”.
Fernando Amaral explicou que o real motivo do problema aventado deveu-se a uma falha de interpretação do INSS em relação à sua aposentadoria, assunto que ele já havia esclarecido junto àquele órgão.
Fernando Amaral declarou que, independentemente de qualquer medida que venha a tomar no futuro em relação a esse assunto, ele decidiu que não baixará o alto nível da campanha e que, muito ao contrário, intensificará a promoção pela eleição da Chapa 1 – CASSI SEMPRE.
Consideramos correta a posição de Fernando Amaral que alimentar esse assunto só viria dar espaço e valorizar esse comportamento mentiroso, covarde e de falta de escrúpulos e de respeito, o que só viria prejudicar a entusiástica campanha da Chapa 1-CASSI SEMPRE rumo à vitória. Seria, como disse Jesus Cristo, “jogar pérolas aos porcos”.
Realmente, é melhor seguir o outro ditado árabe que diz que “enquanto os cães ladram a caravana passa”.
De qualquer forma, registramos a constatação pessoal deste blogueiro de que tais acusações não passam de mentiras, calúnias, baixarias e difamações e que, como tais, devem ser repudiadas pelo corpo de associados da CASSI.
O que de fato importa e que voltamos a reafirmar é que a apresentação de Fernando Amaral encantou e empolgou a todos e que foi merecedora de uma empolgada salva de palmas de todos os participantes ao evento.
Não vamos aqui relacionar os assuntos discutidos sobre os interesses do pessoal da ativa, aposentados, pensionistas e dependentes, na ampla e minuciosa exposição de Fernando Amaral, senão este não seria um artigo, mas sim um livro bem volumoso.
Ao final desta nota, relacionarei todos os componentes da Chapa 1 – CASSI SEMPRE, e seus respectivos históricos. Também exporei a plataforma que a Chapa 1 – CASSI SEMPRE vai implementar em relação à CASSI quando for eleita.
Convidado por Célia Laríchia, José Odilon Gama da Silva que é membro do Conselho de Usuários da CASSI no Rio de Janeiro e vice-presidente de Assistência ao Associado da AAFBB, fez uma exposição em que ressaltou o papel fundamental da comunicação entre as entidades e os associados, principalmente os aposentados e pensionistas. Falou sobre a dificuldade que as entidades enfrentam para mobilizar os aposentados na defesa das causas de seus próprios interesses. Como exemplo, falou sobre a judicialização de ações contra a CASSI por parte de associados, assunto esse que poderia ser resolvido de forma rápida, adequada e menos dispendiosa se os associados entrassem em contato direto com a CASSI. Declarou que esse é um problema a que pretende dar prioridade como conselheiro suplente na CASSI na Chapa 1 – CASSI SEMPRE.
Célia Laríchia discorreu amplamente sobre as diversas ameaças e limitações que se abatem sobre a CASSI no presente momento.
Estendeu-se sobre o atual estágio das rodadas de discussões, das quais tem participado, das associações com o BB para a sustentabilidade da CASSI.
Falou do empenho da AAFBB na defesa dos interesses dos associados e das razões porque aquela associação optou pela escolha da Chapa 1 – CASSI SEMPRE para as próximas eleições.
Em seguida, Célia Laríchia passou a palavra ao companheiro Ari Sarmento do Valle Barbosa, que exerce o cargo de vice-presidente de finanças da AAFBB.
Ari Sarmento, candidato titular ao Conselho fiscal da Chapa 1 – CASSI SEMPRE, ao lado de Isa Musa de Noronha, falou que a sua área, a financeira, pode ser considerada a mais importante dentro da atual problemática da CASSI.
Fez uma comparação com as dificuldades enfrentadas pela PREVI e a CASSI.
Na PREVI, a situação nos remete para a alta ou baixa do mercado acionário, sobre o rendimento de outras aplicações e investimentos, mas que, na CASSI, o problema é muito mais sério, pois é uma área que não tem o patrimônio e nem aplicações de vulto como a PREVI.
A CASSI sobrevive das limitadas contribuições do patrocinador e dos associados e tem uma brutal carga de gastos e se depara com o sempre crescente aumento de custos na área médica. Frisou que, em função disso, as perspectivas de sobrevivência da instituição são muito mais sérias. É a nossa saúde e de nossos familiares que está em jogo.
Face ao avançado da hora, Ari Sarmento, apoiado por Célia Laríchia, encerrou o evento.
Registramos que o encontro foi de extrema valia para todos os presentes e esperamos que a AAFBB promova outros simpósios da espécie.
E, por último, conclamamos todos os associados para que votem na Chapa 1 – CASSI SEMPRE.
RUMO À VITÓRIA !!!!
ADAÍ ROSEMBAK – Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB

Componentes da CHAPA 1 – CASSI SEMPRE, UMA CHAPA QUE REÚNE CONHECIMENTO E REPRESENTATIVIDADE.

DIRETOR DE PLANOS DE SAÚDE E RELACIONAMENTO COM O CLIENTE
FERNANDO AMARAL BAPTISTA FILHO: Formado em Administração, Direito e Relações Internacionais. Representou o País em negociações internacionais e coordenou as negociações com o BB, de 87 a 90. Presidiu o Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e foi Conselheiro de Administração do BB representando os funcionários (GAREF). TRABALHOU NA Diretoria de Saúde da CASSI e foi diretor interino. Foi diretor de seguridade da PREVI e vice-presidente de Relações Institucionais da ANABB (2012/16).

CONSELHO DELIBERATIVO – TITULARES
RICARDO AKIYOSHI MAEDA – Aposentou-se em 2004 como gerente geral de agência. Desde 2009 é o coordenador do Conselho de Usuários do Rio Grande do Sul, estando à frente dos projetos “Agente Facilitador”, “Visitadores Voluntários” e “Interiorização do Conselho de Usuários”. Economista graduado na PUC e pós-graduado na UFRS. É vice-presidente do Conselho Deliberativo da AFABB-RS.
SYBELLE NATALLE BRAGA CHAGAS – Tomou posse no Banco em 2004. É Gerente Geral na agência São Lourenço da Mata (PE). Foi diretora do Sindicato dos Bancários de Pernambuco e representante dos funcionários pós-1997 no grupo de assessoramento temático da ANABB. É formada em Direito, pela Universidade Federal de Pernambuco e pós-graduada em Direito do Trabalho.

CONSELHO DELIBERATIVO – SUPLENTES
SEBASTIÃO RODRIGO SOUZA DE ARAUJO – Funcionário do BB desde 2000. É presidente do Sindicato dos Bancários de Chapecó, Xanxerê e Região e integra a Comissão de Empresa do BB. Coordenou a luta pela melhoria do atendimento da CASSI no Oeste de Santa Catarina após o fechamento do núcleo CASSI de Chapecó. É formado em Direito e pós-graduado em Direito Constitucional.
JOSÉ ODILON GAMA DA SILVA – É membro do Conselho de Usuários da CASSI no Rio de Janeiro e vice-presidente de Assistência ao Associado da AAFBB. Aposentado desde 2010, representou o BB-BI, como gestor, conselheiro de administração e conselheiro fiscal em empresas participadas. Graduado em Economia, com MBA em Finanças (IBMEC-RJ) e Altos Executivos (FGV).

CONSELHO FISCAL – TITULARES
ISA MUSA DE NORONHA – Aposentada desde 1995, professora e psicóloga. Foi conselheira fiscal da CASSI em 1999, quando recomendou a adoção de medidas saneadoras, a contratação de auditoria externa e a rejeição daquelas contas. É vice-presidente da UNAMIBB, presidente da FAABB, conselheira da ANABB e participa da Comissão Nacional de Negociação sobre o restabelecimento da sustentabilidade da CASSI.
ARI SARMENTO DO VALLE BARBOSA – Aposentado desde 2007, é vice-presidente de finanças da AAFBB. Foi titular em Conselhos de Administração e Fiscal da Invepar, Neoenergia, Celpe, Cosern e Cobra. Graduado em Engenharia e pós-graduado em Finanças/Administração (FGV), é Especialista em Controladoria (FGV) e em Governança Corporativa.

CONSELHO FISCAL – SUPLENTES
MARCO ANTÔNIO LEITE DOS SANTOS – Aposentou-se como Gerente Executivo na CASSI (2007), após implantar a “Gerência de Relacionamento com Clientes”, que cuidava da Central de Atendimentos. Foi Diretor administrativo e presidente da BBCOOP-SP e conselheiro fiscal da ANABB (2012/2015). Administrador graduado e pós-graduado pela FGV. É conselheiro fiscal do Satélite F.C.
VERA MELO – Contadora, especialista em controladoria e finanças pela UnB. É Conselheira Fiscal da ANABB. Tomou posse em João Pinheiro (MG). Trabalhou na Diretoria de Controles Internos do BB. Foi cedida à área de Controles Internos do Ministério da Fazenda e atua na área de Controles Internos do Ministério do Planejamento.

Mensagem de FERNANDO AMARAL - DIRETOR DE PLANOS DE SAÚDE E RELACIONAMENTO COM O CLIENTE
OS DESAFIOS DE UM PLANO DE SAÚDE DE AUTOGESTÃO
O mercado de saúde, no mundo inteiro, atravessa uma enorme crise de sustentabilidade. Todos os governos buscam alternativas para financiar a saúde de suas populações. A CASSI é o maior plano de saúde de uma única empresa dentre os planos de saúde de autogestão. Administra um Plano de Associados, dois Planos CASSI-Família, e mais convênios de reciprocidade, gerindo e cuidando da saúde de mais de um milhão de pessoas.
Diferentemente da atuação de planos e seguradoras de saúde do mercado, que trabalham com foco no lucro e tratamento de doenças, a CASSI busca atuar com foco na preservação da saúde e na prevenção contra doenças, e sem fins lucrativos.
SUSTENTABILIDADE E COBERTURA PARA TODOS
Após 20 anos com o mesmo patamar de arrecadação (7,5% da folha de pagamentos), com oito anos de reajuste zero, o plano de associados enfrenta agora o desafio de redefinir a sua sustentabilidade para poder arcar com todas as despesas e formar reservas. Além disso, precisa garantir uma forma de rateio do custeio que, além de manter a responsabilidade do BB como patrocinador, permita a todos ter capacidade de contribuição.
A ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA
Em que pese os esforços das diretorias da CASSI desde 1996, só estão registrados na Estratégia saúde da Família (ESF), pouco mais de 40%   dos usuários.
Isto se deve a duas razões: a primeira é a não disponibilização da estratégia em todos os municípios do país; e a segunda, tem a ver com a não adesão de associados onde existe a ESF, por preferirem buscar, por si próprios, especialistas que julgam ser capazes de resolver seus problemas de saúde, sem a ajuda da equipe da CASSI.
GESTÃO DO BB E A SAÚDE DO TRABALHADOR
Segundo dados de pesquisa demandada pela ANABB às Universidades de Brasília (UnB) e Federal de Santa Catarina (UFSC), a forma de gestão no BB tem provocado o adoecimento dos funcionários.
Desse modo, a nova gestão da CASSI deve subsidiar com os dados epidemiológicos e de saúde apurados, o movimento sindical, entidades do funcionalismo e o BB de forma que se viabilizem acordos que garantam a saúde física e mental do funcionalismo.

sexta-feira, 11 de março de 2016

UMA CONCLAMAÇÃO E UM DESABAFO


Reproduzo abaixo, pela urgência e importância do evento, o artigo “VOCÊ VAI OU NÃO VAI? ”, de 10.03.2016, publicado no Blog do Medeiros, de autoria do amigo e companheiro Doutor José Bernardo de Medeiros Neto, Presidente da AFABB-RS.
Com o entusiasmo e a energia que lhe são peculiares, o colega Medeiros conclama todos os funcionários da ativa do BB, aposentados e pensionistas, para participarem do protesto cívico a se realizar no dia 13.03.2014, em todo o Brasil.
O companheiro Medeiros, com indignação, audácia, destemor e explicitação, não esconde nomes, fatos e não se amedronta em revelar detalhes escabrosos dos subterrâneos da administração pública e dos conchavos políticos que possibilitaram a roubalheira, a degradação e o empobrecimento que atingem nosso povo e que envergonha e denegri a imagem de nosso país.
Consideramos extremamente importante e oportuno este chamamento à participação no movimento de 13.03.2016, para que firmemos uma posição junto às autoridades constituídas deste país, à mídia e à opinião pública como um todo, para cessar esta situação de caos administrativo, corrupção generalizada, e de desorganização econômica, financeira e política em que o país se encontra e que atinge a todos nós.
Parabéns ao Dr. Medeiros por sua iniciativa.
Adaí  Rosembak
Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB

VOCÊ VAI OU NÃO VAI?
E então? Você vai ou não vai no protesto de domingo? Vai continuar inerte sentado na poltrona? Vai continuar assistindo este país ir pro brejo? Vai compactuar com a roubalheira institucionalizada e com o aparelhamento do Estado? Vai deixar eles se apoderarem do dinheiro que você economizou durante toda a vida para garantir uma aposentadoria tranquila? Vai pagar o prejuízo e o déficit das contas do seu próprio bolso? Vai tirar de onde? Vai cortar na carne enquanto eles desfrutam de privilégios, bônus e penduricalhos? Enquanto eles compram pedalinhos, sítios e tríplex?
E então? Você vai ou não vai? Você sabe que essa história da BANCOOP é verdadeira, que o Vaccari está metido nela até o pescoço, que esse escândalo foi anterior ao mensalão, que sete mil famílias foram prejudicadas, que os recursos foram desviados criminosamente, que tinha e tem gente poderosa metida no esquema, que a denúncia do Ministério Público de São Paulo, embora possa parecer inoportuna face à Lava Jato, é consistente e vem resgatar uma dívida com os bancários, afinal a BANCOOP era vinculada ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, se não me engano.
E então? Você vai ou não vai? Você sabe que a PREVI fez operação com a BANCOOP? Sabe, sim, isso já foi noticiado mais de uma vez. A PREVI investiu na BANCOOP. Quem foi que intermediou a negociação com a diretoria da PREVI, então presidida por Sérgio Rosa? Será que foi o Vaccari? Por acaso o Berzoini? Essa operação foi questionada por mim e pelo meu suplente Luiz Carlos Teixeira no Conselho Fiscal. Fizemos um auê enorme. Manifestamos nossa inconformidade e indignação. Consideramos que era atípica, havia risco demasiado e que havia conflito de interesses. Lembra Teixeira? Depois que veio a público a PREVI deu explicações. Houve dificuldade para recuperar o dinheiro do investimento. Parece que no final se conseguiu cobrar tudo. Graças à pressão das associações. Mas esse episódio tem um significado maior. É um sinal evidente de que nosso fundo de pensão esteve envolvido com uma empresa suspeita de negócios duvidosos, uma empresa do esquema da OAS, do esquema das propinas. Não sei como isso não foi lembrado na CPI.
E então? Você   vai ou não vai? Você se lembra do Henrique Pizzolato? Diretor da PREVI, Diretor de Marketing do BB, Presidente do Conselho Deliberativo da PREVI? O Pizzolato que fugiu para a Itália, comprou imóveis na Espanha, e agora está preso num recinto confortável, exigência dele, e aguarda o indulto de Natal? Se lembra de que ele desviou setenta milhões da VISANET? Se lembra que ele foi denunciado por usar indevidamente o cartão corporativo da PREVI?
E então? Me dirijo a você colega, a você aposentado ou pensionista, a você que sabe tudo o que está acontecendo debaixo do teu nariz, que pode pagar caro por isso. Você, Colega, vai ou não vai?  Você sabe que se você não for, ELA fica? Você quer isso? Quer que continue esse Governo de 40 Ministros? ELA e os quarenta? Para o desemprego piorar, a insegurança aumentar, a inflação ficar insuportável, a saúde descambar, as aposentadorias e as pensões sumirem do mapa? Uma presidenta que tem apenas oito por cento de satisfação popular, que está refém e isolada no palácio, que, assim como seu antecessor, não sabe de nada que se passa de errado ao seu redor, que tem uma cegueira deliberada. Vai continuar sentado na cadeira, lendo jornal, passivamente. Ou vai ser protagonista dessa mudança?
Então, você vai ou não vai? Se fosse no ano passado talvez tudo já estivesse solucionado e nos trilhos de um outro caminho. Está com medo da chuva, de ser chamado de coxinha, de ser hostilizado pela outra manifestação da CUT marcada para o mesmo dia, com medo do confronto e de represália? Ou não vai só por comodismo? Por achar que não é com você?
Tenha uma única certeza. Se você não for, ELA ficará.
OU VOCÊ VAI OU ELA FICA !!
Eu vou !!
José Bernardo de Medeiros Neto
Presidente da AFABB-RS

quarta-feira, 9 de março de 2016

CASSI, AAFBB e ANABB em FOCO - 09.03.2016

“Momentos de Confraternização entre opostos”

Ontem, dia 08.03.2016, tentei me comunicar com o meu ex-chefe na CACEX e atual amigo, Mário de Oliveira Bastos, no CODEL na AAFBB, onde ele exerce a função de 2º Secretário.
Iria conversar sobre as eleições na CASSI e sobre uma denúncia junto à PF-Polícia Federal e MPF-Ministério Público Federal, sobre assunto de extrema importância para todos os aposentados. Lamentamos, por ora, não poder revelar o teor da matéria porque, antes, é necessária a manifestação daqueles órgãos para a adoção das medidas   cabíveis em relação ao assunto.
Como o Mário estava resolvendo um assunto em outra área, quem me atendeu foi o meu caríssimo amigo Nelson Fragoso Leal, que é o 1º Secretário no CODEL.


Adoro conversar com o Nelson Leal. É uma pessoa de uma clarividência extraordinária, culto, dotado de uma fina ironia e sempre está com um sorriso contagiante.
No passado fomos lacerdistas doentes. O Nelson Leal, inclusive, fazia parte de um grupo formado para discutir teses levantadas pelo saudoso político Carlos Lacerda.  A geração mais nova não teve o privilégio de conhecer Carlos Lacerda que, até hoje, considero o político brasileiro de oratória mais inteligente e inflamada. O homem mobilizava multidões. Embora eu discorde, muitos defendem a tese de que, se não fosse pelos artigos incendiários de Carlos Lacerda na “Última Hora”, Getúlio Vargas não teria se suicidado.
Mas tudo isso é passado. O mundo mudou.  O Brasil mudou.
Hoje, Nelson Leal deixou de ser lacerdista e passou a ser um esquerdista convicto. Defende o PT, o MST e os chamados “movimentos sociais”.
Na juventude também fui um radical de esquerda. Cheguei a estudar dois anos de russo (perdi meu tempo) para ir estudar na Universidade Patrice Lumumba, em Moscou.  Veio a Redentora e acabei ficando por aqui mesmo.
Atualmente, não tenho predileções por partidos políticos. Sou a favor da faxina moralizadora promovida pela Operação Lava-Jato que combate a corrupção no Brasil sem respeitar partidos políticos, grupos corporativos ou empresariais.
Considero que o PT já cumpriu seu ciclo e tem de haver uma renovação política.
Estamos em um beco sem saída. Ou se fazem reformas que estão sendo adiadas “ad infinitum” ou o Brasil quebra, seja qual for o partido político que esteja no governo.
Não se pode lutar contra a lógica da economia.
É só observarmos o caos econômico na Venezuela e o caminho em que a Rússia está entrando.
Mas, apesar das diferenças inconciliáveis, gosto de conversar com o Nelson Leal.
Adoraria ficar horas discutindo política com o Nelson Leal, em um bistrô (se possível em Paris – Imaginem!!), degustando um Romanée-Conti, safra 1997 (o vinho mais caro do mundo e o preferido pelo Lula) e saboreando quitutes bem cremosos, amanteigados e com trufas  (para aumentar a já volumosa barriga). Nunca chegaríamos a um acordo, mas eu ficaria feliz, sairia do bistrô trocando as pernas e teria o sono dos justos.
O Nelson Leal é o sósia de um gerentão no antigo prédio da Ag. Centro-Rio, na Rua 1º de Março, onde hoje é o CCBB. Vale a pena ouvir essa estória.
Era o período em que as mulheres começaram a trabalhar no BB.
Esse gerente, que era uma “figura”, trabalhava no 5º andar, onde ficavam diversos gabinetes. O ambiente era suntuoso e os corredores tinham grandes janelas que eram acobertadas com grossas cortinas de veludo que desciam do teto até o chão.
Conta-se que um dia, um contínuo carola contou a esse gerente que vira um funcionário fornicando com uma funcionária novata escondido atrás de uma das cortinas. De imediato, o gerente mandou o contínuo chamar o funcionário ao seu gabinete.
Diz-se que o rapaz entrou no gabinete tremendo dos pés à cabeça.
Com semblante sério, o gerente mandou o funcionário sentar, expulsou  o contínuo  do gabinete e, depois, com um sorriso entre os lábios e olhos brilhantes, perguntou em voz baixa para o rapaz:
- Cá entre nós. Foi bom? Conta tudo.
Pano rápido. Voltemos a falar de política.
Tenho amigos maravilhosos no PT. Adoro conversar com eles. Como gostaria que nosso ambiente político fosse dessa mesma forma. Como os papos civilizados e evoluídos com o Nelson Leal.
Tenho medo do que pode ocorrer dia 13 em razão de provocações e choques de grupos radicais.
É preciso que cada um respeite o direito de seu semelhante pensar de maneira diversa.
Se as passeatas do dia 13 já foram marcadas por grupos anti-Dilma, que os petistas, lulistas e dilmistas, marquem as suas manifestações para outras datas. O que não pode ocorrer são confrontos violentos entre irmãos.
Felizmente, em um gesto de prevenção e sensatez, a polícia está sendo mobilizada para inibir esse tipo de enfrentamento.

“Eleições na CASSI”

Hoje, 09.03.2016, conversei com o Mário de Oliveira Bastos.
Ele concordou comigo que o assunto relativo à denúncia junto à PF-Polícia Federal e MPF-Ministério Público Federal, só deve ser divulgado quando houverem condições adequadas para tanto. Confio nas dicas do Mário. Ele é um hábil advogado e é uma pessoa muito equilibrada e sensata. Lembro-me de sua atuação brilhante na CACEX onde, dia após dia, tinha de resolver “pepinos” de toda ordem. Tudo com muito equilíbrio e sensatez, pois ali se resolviam assuntos de grande complexidade e importância.

O Mário é uma pessoa confiável e é um amigão incomparável. Tem a virtude ímpar de conviver com maestria com a complexidade dos seres humanos. Sempre soube apreciar e extrair o melhor resultado das virtudes de cada indivíduo e relevar e conviver com sabedoria com seus defeitos e limitações.
Só ele tem a paciência de Jó em me aguentar quando lhe dou longos telefonemas.
Perguntei ao Mário em qual chapa ele votaria para a CASSI.
Ele me disse que votaria na Chapa 1 e que, inclusive, prometeu ao Fernando Amaral Baptista Filho, que encabeça a chapa, que o ajudaria na campanha a favor da Chapa 1.
Falei com o Mário que estava dividido entre a Chapa 1 – CASSI SEMPRE e a Chapa 2 – JUNTOS PELA CASSI, pois tinha amigos em ambas as chapas.
Contei-lhe que no meu artigo de 03.03.2016, “Fase de Choque”, abordei esse assunto. Escrevi nessa nota que o exercício de minha opção seria o mesmo suplício que o retratado no filme “A Escolha de Sofia”.
Mas refleti melhor sobre o assunto e, até porque administro este blog que tem um vital papel de veículo de propaganda, decidi que o melhor a fazer é confessar e promover a chapa de minha preferência e me desculpar aos demais amigos da outra chapa.
Então – Ufa !!! – Vamos lá !!
A Chapa 1 foi a minha escolhida !!


Os companheiros que conheço pessoalmente nessa chapa dispensam comentários. São lutadores conhecidos, calejados por duras refregas em favor de nossa categoria e que, incontestavelmente, em seu conjunto, constituem um grupo valoroso, preparado e predestinado ao sucesso.
Aí vão eles: Fernando Amaral Baptista Filho, Isa Musa de Noronha, José Odilon Gama da Silva e Ari Sarmento do Valle Barbosa.  Os demais membros da Chapa 1 que não citei porque não os conheço pessoalmente, eu os parabenizo pela glória de serem componentes de um grupo que, em seu conjunto, tem tudo para vencer essa eleição na CASSI.
Aos amigos Miriam Cleusa Focchi e Mário Fernando Engelke que conheço, respeito e admiro, e que estão na Chapa 2- JUNTOS PELA CASSI, rogo que lutem com fibra e fervor pela vitória e que me perdoem por minha opção. Infelizmente, na vida, temos de fazer opções que nem sempre correspondem aos nossos sonhos de perfeccionismo.  O time dos sonhos quase sempre é uma utopia irrealizável. À ambos, Miriam Cleusa Focchi e Mário Fernando Engelke, sei que, independentemente de virem a ser ou não vencedores, sempre continuarão a lutar   pelo fortalecimento e engrandecimento da CASSI. Essa dedicação, força e fé são características que compõem a gênese de vocês.
Este blog estará sempre aberto para a publicação de suas valiosas e indispensáveis opiniões e colaborações.
Adaí  Rosembak
Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB

domingo, 6 de março de 2016

SUSTENTABILIDADE DA CASSI - Informe 12

Em acompanhamento às discussões sobre a sustentabilidade da CASSI mantidas entre o Banco do Brasil e as entidades representativas dos funcionários da ativa do BB e os aposentados e pensionistas, informamos adiante o teor das discussões mantidas em 02.03.2016, em Brasília DF.
Adaí  Rosembak
Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB




Cassi em Debate: projetos estruturantes e ações emergenciais avançam
Mais uma rodada de negociação sobre a Cassi entre o Banco do Brasil e as entidades de representação dos funcionários e aposentados aconteceu no dia 2/3, em Brasília.
As entidades cobraram informações quanto ao andamento dos projetos de ações estruturantes e também das propostas que, na reunião de janeiro, o BB declarou que apresentaria no âmbito da Cassi para solucionar temporariamente os problemas de caixa e fluxo financeiro, enquanto a negociação prossegue com o objetivo de se formatar uma solução global a ser discutida pelas entidades antes de ser levada à consulta do Corpo Social.
O Banco informou que houve avanço no andamento dos projetos estruturantes, com prospecção e apresentação de projetos às empresas e que já estaria em fase de pré-licitação para a contratação.
Tais projetos fazem parte do Programa de Excelência no Relacionamento, desenvolvido pela diretoria da Cassi e que objetivam o aperfeiçoamento dos mecanismos de regulação, gestão da rede de prestadores, acesso qualificado através do sistema integrado de saúde, gestão integrada de informações de estudos estatísticos e atuariais, aperfeiçoamento dos processos orientados ao sistema de saúde Cassi e novos planos.
Quanto às propostas emergenciais para reforço de caixa, o Banco informou que elaborou estudos técnicos e está avaliando a possibilidade de fazer a antecipação da parte patronal do 13º salário de novembro. De acordo com os normativos, é necessário a tramitação nas instâncias de governança do BB e da Cassi.
O Banco também informou que outras propostas continuam sendo debatidas no âmbito da Cassi e que, assim que aprovadas, serão divulgadas às entidades e aos associados.
Os representantes dos funcionários e aposentados na mesa cobraram do Banco que nenhuma proposta contenha corte de benefícios ou direitos e, também, que não haja falta de dinheiro para pagamento aos prestadores e fornecedores. O Banco afirmou que não fará proposta com corte de benefícios e, mais uma vez, garantiu que não terá falta de caixa na Cassi.
Foi agendada para a segunda quinzena de março, em dia a ser definido, uma nova reunião da mesa de negociação, para que sejam apresentadas detalhadamente as medidas emergenciais implantadas e os avanços nas medidas estruturantes.

quinta-feira, 3 de março de 2016

FASE DE CHOQUE

Ao acompanhar o noticiário político, perguntei-me até onde irá essa purgação pela qual estamos passando.
Hoje mesmo, Eduardo Cunha que seria a manchete do dia passou o bastão para Delcídio do Amaral. As TVs não param de comentar o assunto. Que coisa massacrante !!
Não conseguimos sair desse círculo vicioso, não conseguimos sair dessa mediocridade !!
Parece que nunca chegamos ao fundo do poço.
A situação na área política está tão tumultuada que decidi somente abordar a área econômico-financeira transcrevendo ao final desta nota o excelente artigo “Difícil Missão”, da jornalista Miriam Leitão, publicada no O Globo, de 03.03.2016, à página 22 ,   onde ela aborda com realismo a conjuntura em que estamos mergulhados.  Esse artigo vem a calhar justamente hoje em que o IBGE apurou que a queda do PIB do Brasil em 2015, foi de 3,8%, a maior em 25 anos.
Como rir é o melhor remédio, ao nos defrontarmos com tudo isso, lembramo-nos do conhecido adágio popular: “A situação está ruim.  Mas vai piorar. ”
Ou da piada (dizem que de origem italiana) do forasteiro que chegou a uma cidade e perguntou a um cidadão muito risonho e otimista como estava a situação. De pronto, o cidadão respondeu: “A situação está uma merda.”  Chocado, o forasteiro comentou com seus botões:  “Se o otimista diz isso, que dirá o pessimista? ”  Logo adiante ele se se defronta com uma pessoa que, pela expressão se revelava ser pessimista. O forasteiro não se contém e repete a mesma pergunta sobre como estava a situação na cidade. Resposta:   “A situação está uma merda. E o pior é que a merda não vai dar para todo mundo. ”  
É isso: a situação sempre pode piorar. Ou, a m... pode não dar para todo mundo.
Então, mesmo que a atual situação política seja o assunto do momento e o prato predileto dos comentaristas e blogueiros, decidi mudar para temas ligados aos nossos interesses.
Tomei conhecimento dos nomes dos componentes das 3 chapas que concorrerão à CASSI.
Fiquei dividido e conflitado. O ideal seria fisgar as pessoas que conheçemos pessoalmente e que são respeitadas em nossa área e formar o time dos sonhos.
Da Chapa “CASSI SEMPRE”, escolheria pela ordem: Fernando Amaral Baptista Filho (está sempre risonho - acho que é “o otimista” da piada acima - e é bom de discurso), José Odilon Gama da Silva (amigão da AAFBB), Isa Musa de Noronha (minha musa suprema) e o outro amigão da AAFBB, Ari Sarmento do Valle Barbosa.
Da Chapa “JUNTOS PELA CASSI”, selecionaria: Mirian Cleusa Focchi (de quem sou fã desde criancinha), Mário Fernando Engelke (um tanto sisudo, com sobrenome de pronúncia complicada, mas com histórico brilhante na CASSI).
Como não dá para juntar as duas chapas e escalar o time dos sonhos terei de fazer a “Escolha de Sofia”. Essa escolha eu não revelo para ninguém porque vai ser um sofrimento para mim.
A situação lembra-me uma máxima de Manuel Bandeira: “A vida não é completamente boa nem má. É entremeada de momentos bons e momentos maus. ”
Assim também é com as escolhas que temos de fazer.
Um outro assunto que tenho me preservado de abordar é o processo movido contra o amigo e blogueiro Ari Zanella.  Mas como a blogueira e querida amiga Rosalina de Souza já abordou o assunto em seu blog na nota “O que você pode fazer”, de 20.02.2016, sinto-me liberado para também falar sobre o assunto.
Começo por enaltecer o companheiro Odali Dias Cardoso, que  conheço desde quando assumiu a presidência da AABB em 1990. Considero, como tantos outros associados da AABB, que Odali Dias Cardoso foi o presidente que teve a atuação mais exitosa e realizadora à frente daquela associação. É dito por muitos que a AABB-Lagoa é marcada por dois períodos  : A.OC (antes de Odali Cardoso) e D.OC (depois de Odali Cardoso). Além de ser um gestor bem sucedido, é uma pessoa querida, respeitada e amiga de todos os associados e servidores da AABB.
Assim, sinto-me a cavaleiro para solicitar a Odali  Dias Cardoso e à sua suplente Diusa Alves de Almeida,   que revejam a continuação desse processo contra Ari Zanella.   Até porque Ari Zanella já fez uma “Retratação Pública” em seu blog, em 04.08.2015, reconhecendo o seu erro na edição da nota “Van da Alegria na PREVI? ”, de 02.06.2015.
Em sua retratação ele declara que foi induzido a erro por comentários de terceiros e pede desculpas públicas por sua falha.
Quantas vezes eu próprio já cometi erros baseado em informações equivocadas e falei demais em meus comentários.
Isso me serviu de lição e, hoje, não me atrevo a falar sobre assuntos sobre os quais não tenho amplo domínio. E, mesmo assim, vira e mexe, estou cometendo erros.
Estamos em uma fase da vida, caro amigo Odali Dias Cardoso, em que a saúde não é mais a mesma, os sentidos não são mais os mesmos, a memória falha frequentemente deixando-nos em situação vergonhosa, nos cansamos facilmente, os membros tremem e a força é escassa. O coração fraqueja, respiramos com dificuldade, temos insônia, caímos e tropeçamos facilmente. Temos dores aqui e dores acolá. Nada é como antes e tende a piorar.
Mas é justamente nesse período avançado de nossa existência   que ficamos mais sábios, mais sensíveis, mais humanos e, apesar das falhas eventuais de nossa memória, temos “insights” mais profundos sobre nós mesmos, sobre os que nos cercam e sobre toda a humanidade. Isso só é possível nesse período da vida.
É nessa etapa que Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach, atinge o seu clímax e alça os seus voos mais arrojados, longínquos, seguros e belos.
É nesse ponto de nossa existência que nossa mente se torna mais audaciosa, desbravadora, maravilhosa, criativa e sensível.
Em razão disso tudo, caro companheiro Odali Dias Cardoso, permita-se tomar a iniciativa de renunciar a essa ação.
Esse gesto de grandeza se somará à sua já brilhante biografia. O contrário disso será um gesto de apequenamento que só lhe trará vergonha, remorsos, amargura e infelicidade.
Mudando de tema, caros companheiros, apelo para que tenham uma consideração mais humanizada e objetiva sobre o papel de nossas associações.
Por inúmeras vezes, ouvimos protestos contra um alegado imobilismo e acomodação dessas associações em relação aos problemas pelos quais passamos.
Essa é uma visão errônea. Tudo que está ocorrendo ou não está ocorrendo nas associações é resultado da situação geral do país. As associações são provocadas e reagem às mudanças que ocorrem na sociedade.
E tudo que está ocorrendo é resultado das escolhas que fizemos e do que deixamos de fazer para cessar os erros que estavam à vista de todos nós.
E, o processo não cessa pois, o que aconteceu de errado no passado vai continuar acontecendo no futuro em razão da visão equivocada que ainda temos e ainda teremos da realidade que está à nossa frente.
Portanto, não se lamentem, não reclamem e não culpem outrem pelo que ocorre.
Olhem-se no espelho e verão os culpados.
Aos novos que estão entrando na arena, repasso as palavras de uma raposa vivida e respeitada na área:
“Enquanto berram, formam grupos e atacam companheiros e associações, o governo vai passar o rodo em todo mundo”.
É o que vai irremediavelmente continuar acontecendo se não tivermos a maturidade de enxergar a realidade dos fatos e de não lutarmos da forma adequada e correta a ser lutada.
Adaí  Rosembak
Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB

Difícil  Missão
O que pode fazer a política monetária de um país que está com inflação elevada, recessão forte, queda de arrecadação, dívida bruta em alta e déficit público? Pouca coisa. Usar mais palavras do que os juros, e por isso ontem a Selic foi mantida. A primeira coisa para agir em situação tão hostil é saber qual é o mandato que recebeu. O BC brasileiro tem como missão combater a inflação e neste ponto é que tem que focar.
É por isso que, mesmo diante do aprofundamento da recessão e dos sinais de alguma queda da inflação nos próximos meses, o presidente do Banco Central avisou que os juros não poderiam cair. O problema é que para combater a inflação seria necessário outro aperto da política monetária, o que não pode acontecer pelos outros sintomas da doença econômica brasileira: a recessão se aprofundando e os dados fiscais cada vez piores.
Enfrentar uma recessão com inflação alta e com o país em meio à crise fiscal é um dos piores cenários que podem acontecer. O ideal, tendo em vista o quadro de encolhimento do produto, seria o Banco Central reduzir o aperto monetário e usar estímulos para reativar a economia: ampliar crédito, diminuir juros, liberar recolhimento compulsório dos bancos ao BC. Nada disso pode ser usado. O PT tem proposto algumas dessas medidas. O problema é que no passado o governo foi leniente com a inflação, e quem sugeriu maior aperto para evitar a alta dos preços foi desqualificado. Hoje, o governo que semeou ventos colhe esta tempestade. Tempestade perfeita, na verdade. Aquela sobre a qual alguns economistas falaram que podia se abater sobre o Brasil. Tudo o que podia dar errado deu. Para completar o desastre econômico, o país vive uma das piores crises políticas de sua história e isso impede que sejam encaminhados ao Congresso projetos para a solução da crise. Isso se a atual equipe econômica tivesse capacidade de formular alguma solução consistente.
Quando se diz que tudo deu errado não se pense que foi má sorte. Foi fruto de decisões tomadas pelo governo, ou por omissões na hora certa para agir. O mundo inteiro está com inflação baixa. Alta de preços aflige apenas uma meia dúzia de países que a fabricaram em casa. O contexto internacional é deflacionário. Ontem, a OCDE divulgou um relatório dizendo que a inflação anual entre os países do grupo subiu para 1,2% em 12 meses. Em dezembro, havia ficado em 0,9%. Isso porque a deflação de energia perdeu um pouco da força. Na zona do euro, a inflação anual foi para 0,3%.
Eles estão tentando se livrar do risco da deflação.
O que acontece no Brasil na inflação é totalmente na contramão do mundo, mas quem acompanha a cena brasileira não se surpreendeu quando a taxa chegou perto de 11%. Em 2010, a inflação começou a subir, o Banco Central alertou para esse risco, e a resposta do Ministério da Fazenda, vocalizada na época pelo atual ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, foi dizer que o BC estava fazendo terrorismo. “E com terroristas não se negocia”, disse Barbosa, na ocasião. Hoje, ele tem que negociar com a realidade e na condição de principal condutor da economia.  As projeções são de que a inflação, mesmo caindo a golpes de recessão, chegará ao fim do ano acima do teto da meta novamente.
O governo foi também imprudente diante do crescimento da dívida e da piora dos indicadores fiscais. Quando o superávit começou a cair, o governo Dilma pedalou. Quando a dívida começou a subir, o governo negou que isso estivesse acontecendo, exibindo a dívida líquida. O conceito já é uma jaboticaba, porque o índice que o mundo inteiro compara é o da dívida bruta. Mas os “empréstimos” de meio trilhão de reais ao BNDES, que passaram a ser contados como ativos, apesar da pouca probabilidade de esse dinheiro voltar aos cofres do Tesouro, tornaram o indicador da dívida líquida no Brasil ainda menos significativo do que realmente acontece com as contas públicas.
Foi o governo que inflacionou o país, provocou o déficit público e levou o PIB à recessão. Agora, é difícil atuar sobre esse conjunto de problemas. Cabe ao Banco Central tentar influenciar as expectativas, mesmo diante da dificuldade de usar a taxa de juros para disciplinar os preços. O que o BC podia fazer foi feito ontem: manter a Selic.
Miriam Leitão – Jornalista do O Globo