Caros Companheiros,
Em meio ao disperso e farto material na mídia e na rede,
sobre o processo de reestruturação pelo qual passa a CASSI, ao ler o Blog da ROSALINA
DE SOUZA e o site WWW.AFAGO.COM.BR, também resolvi reproduzir a oportuna manifestação
da Companheira ISA MUSA DE NORONHA em relação ao artigo “CASSI,
do Banco do Brasil, precisa de R$ 1,4 bi para não quebrar”, publicado no Blog
do VICENTE, em 22.10.2019, no jornal Correio Braziliense.
Como sempre, ISA MUSA DE NORONHA, foi brilhante, focada e precisa
em suas colocações, que sempre vão de encontro à justa defesa dos interesses de
nossa categoria.
Adiante, dou início a esta nota com as admiráveis colocações
de ISA MUSA DE NORONHA e, ao final, reproduzo o artigo de VICENTE NUNES em seu
blog.
Boa Leitura !!
ADAÍ ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB
CASSI
ISA MUSA DE NORONHA, Presidente da Federação das Associações
de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil.
A propósito da reportagem “CASSI, do Banco do Brasil, precisa
de R$ 1,4 bi para não quebrar”, divulgada no Blog do Vicente, do Correio
(22/10), permito-me contestar a veracidade das informações publicadas com
tendenciosa dramaticidade.
É verdade que a CASSI enfrenta sérias dificuldades , contudo,
trata-se da maior autogestão do país, atende a mais de 700 mil vidas, perdura
há 75 anos e é referenciada pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e
pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como experiência exitosa no
Laboratório de Inovação em Atenção Primária na Saúde Suplementar Brasileira e
vem honrando todos os seus compromissos com a rede credenciada/referenciada,
médicos, hospitais e clínicas.
NÃO É VERDADE que os associados da CASSI, funcionários do BB da ativa e
seus aposentados e pensionistas, resistem em aumentar suas contribuições.
Ao contrário, desde 2015, as entidades representativas do
funcionalismo enviam propostas de sustentabilidade, todas rejeitadas peremptoriamente
pelo patrocinador Banco do Brasil, que age consoante com as determinações do
governo.
A CASSI existe para proporcionar a seus associados a atenção à
saúde, que deveria ser responsabilidade do Estado.
No entanto, o Estado sempre se mostrou ineficiente em cumprir
a Constituição quanto ao direito à saúde de toda a população consoante o
disposto no Artigo 196:
“A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas
sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos
e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção
e recuperação.”
Na falta de ações efetivas do Estado, em 1944, os
funcionários do Banco do Brasil criaram a CASSI, que se mostrou fundamental
para a interiorização do banco quando foi necessária a presença do BB para
incentivar a produção de gêneros alimentícios em uma época de guerra e alimentos
escassos.
Hoje, o modelo de atenção à saúde no Brasil, a CASSI é associação
de ajuda mútua, baseada no princípio de solidariedade, segundo o qual cada
participante contribui com base em sua remuneração e utiliza os serviços na
medida de suas necessidades, proporcionando a todos tranquilidade no que se
refere à saúde.
ISA MUSA DE NORONHA – Presidente da Federação das
Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil
Blog do VICENTE – Correio /braziliense
CASSI, do Banco do Brasil, precisa de R$ 1,4 bi para não
quebrar.
Publicado em 22.10.2019 – 18.09h- VICENTE NUNES – Economia
A CASSI, Caixa de Assistência que administra os planos de saúde
dos funcionários do Banco do Brasil, precisa de R$ 1,4 bilhão até o início de
2020 para formar a reserva de segurança exigida pela Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS).
Desse montante, a CASSI dispõe de aproximadamente R$ 500
milhões.
Mas enfrenta dificuldades para convencer sua patrocinadora, o
Banco do Brasil, e seus associados a dividirem a fatura para não quebrar.
A CASSI já está sob direção fiscal da ANS, devido à sua
delicada situação financeira.
Sem as reservas exigidas pela ANS, a decisão do órgão regulador
pode ser dramática.
O problema é que nem o Banco do Brasil nem os associados ao
plano querem abrir o bolso para compor as reservas de R$ 1,4 bilhão.
Para aumentar as contribuições dos associados a fim de
reforçar as reservas da CASSI, dois terços dos associados têm que votarem a
favor da medida.
O BB, por sua vez, sofre com as limitações impostas pelo
governo para contribuir com os planos de saúde de seus empregados.
FLEXIBILIZAÇÃO
Quem acompanha de perto a situação da CASSI garante que ainda
há solução.
A operadora atente mais de 670 mil pessoas.
Em 2018, registrou rombo de R$ 377,7 milhões, depois de um déficit
de R$ 206 milhões em 2017.
Nos primeiros seis meses deste ano, o resultado foi positivo
em cerca de R$ 80 milhões.
Na avaliação de ANDERSON MENDES, Presidente da UNIDAS, associação
que reúne as operadoras de autogestão, como a CASSI, a exigência de reservas tão
altas por parte da ANS não condiz com a atual realidade do mercado.
Não por acaso, as operadoras recorreram ao Congresso na
tentativa de flexibilizar as regras dos planos de saúde.
Mendes acredita que as regras que regem o mercado precisam
passar por uma atualização, de forma a incluir mais gente no mercado e não
afastar aqueles que desejam ter planos de saúde.
Desde 2014, as operadoras perderam 3 milhões de associados, a
maior parte, no sistema de autogestão.
Brasília, 18h09min













