terça-feira, 26 de abril de 2016

Simpósio AAPBB parte III

PALESTRAS  DE  ANTÔNIO JOSÉ DE CARVALHO (PREVI)   e   RONALDO TEDESCO VILARDO (PETROS)

Após a exposição do Dr. Rui Brito de Oliveira Pedrosa, houve um espaço para debates e, logo após, um intervalo para café.
De 10.40h até 12.00h, no Painel 1 – PREVI, falaram Antônio José de Carvalho – membro do Conselho Deliberativo da PREVI e Ronaldo Tedesco Vilardo – Presidente do Conselho Fiscal da PETROS.
1 - Curriculum de ANTÔNIO JOSÉ DE CARVALHO (PREVI).
Antônio José de Carvalho, mais conhecido como Carvalho, é Conselheiro Deliberativo Titular da PREVI. Foi Gerente Geral de agências e Superintendente Estadual Adjunto e Regional. É Conselheiro Deliberativo da ANABB. Natural de Sergipe, Administrador, com MBA para Altos Executivos e especialização em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria. Pós-Graduado em Docência para o Ensino Superior. Tem especialização em Contabilidade Gerencial e Governança Corporativa. Tem certificações pelo ICSS e IBGC para atuar como Conselheiro Deliberativo e Fiscal.
Palestra do CARVALHO.
Carvalho falou sobre diversas medidas práticas adotadas para reduzir despesas e modernizar a tecnologia da PREVI. Ressaltou o acompanhamento que faz da política de investimentos, não permitindo interferências externas.
Frisou que lutou e aprovou em maio de 2015 a desvinculação dos salários dos diretores da PREVI dos salários dos diretores do BB, criando regras para eventual pagamento de remuneração variável. Disse que a regra foi alterada com o voto contrário dele. O Conselho aprovou o adiamento da implantação da regra para 2016 e autorizou o pagamento de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de 6 salários aos diretores da PREVI, com o voto contrário do Carvalho. Disse que se a regra tivesse sido aprovada há 10 anos não teria havido pagamentos de PLR e Bônus.
Apresentou histórico sobre o TETO DE BENEFÍCIOS e disse claramente, na presença do Diretor Superintendente da PREVIC, que o Conselho não mudou, não cancelou e não anuiu o cancelamento do TAC (Tempo de Ajustamento de Conduta) e do teto. Conclamou para que a PREVIC faça cumprir sua decisão de 05.06.2013 que determinou a implantação do TETO.
Informou que irá protocolar uma carta na PREVIC, pedindo providências.
Disse ainda que é contra a Lei aprovada no Senado e enviada à Câmara no que se refere ao sistema de escolha de conselheiros e diretores nos fundos de pensão, excluindo a participação dos associados. Neste sentido disse que irá atuar no sentido de convergir esta nova lei com o projeto que será emanado na Câmara, decorrente da CPI, capturando tudo o que existe de bom nos dois projetos de Lei.
Carvalho tem um estilo firme, preciso e enfático em suas exposições, o que são qualidades vitais para um bom comunicador.
Carvalho também tem o “BLOG DO CARVALHO”. Consideramos esse blog o mais técnico, atualizado e preciso nos assuntos relativos à PREVI. É uma fonte sempre atualizada de informações e é um veículo imprescindível para os participantes da PREVI se manterem atualizados sobre tudo que ocorre na instituição. O Carvalho disse que vai colocar em seu blog um relato mais completo sobre sua participação neste simpósio. 
2 -  Curriculum de RONALDO TEDESCO VILARDO (PETROS).
Ronaldo Tedesco Vilardo, 51 anos, é casado e tem uma filha. Possui formação como eletrotécnico (CEFET-RJ), jornalista (UERJ). É formado com MBA em Engenharia do Planejamento, com ênfase em Previdência Complementar pelo IDEAS/COPPE/UFRJ. É certificado pelo ICSS-Instituto de Certificação dos Profissionais de Seguridade. Trabalha na REDUC como Técnico de Operações Sênior. É co-autor com Sílvio Sinedino do livro “GOVERNANÇA CORPORATIVA EM PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR – Faz diferença? ”.  É diretor de Comunicação da AEPET – Associação dos Engenheiros da Petrobrás. Exerce hoje o cargo de Presidente do Conselho Fiscal da PETROS.
Palestra de RONALDO TEDESCO
A palestra de Ronaldo Tedesco foi uma das mais importantes a que assistimos. Ele tem uma habilidade nata para expor com sucesso qualquer assunto por mais complicado que seja. Aborda qualquer tema de forma evolutiva, através da simulação de situações hipotéticas, mostradas em slides bem elucidativos.
Ronaldo Tedesco tem uma comunicação perfeita, interage com o público e tem uma sintonia fina com as pessoas às quais se dirige, o que permite a compreensão plena dos assuntos discutidos e não deixa espaço para a perda de atenção por mais complexos que sejam os assuntos expostos.
A simulação por slides, usando o exemplo de um farol, em que ele mostrou a necessidade de percepção de perigo a longa distância, e as medidas que devem ser tomadas com antecipação para evitar problemas, foi magnífica.
A análise da maturidade dos fundos de pensão foi outra abordagem muito objetiva. Ele fez a comparação entre vários fundos e mostrou a fragilidade de muitos e a situação confortável de outros.
Dentre as fragilidades, ressaltou a exposição dos investimentos em ativos de renda variável, principalmente em bolsas de valores em fundos maduros. E também a excessiva permissividade da legislação, que expõe os planos de previdência e não defende os interesses dos donos dos fundos de pensão: seus participantes e assistidos. Como Presidente do Conselho Fiscal da PETROS, entende que as cautelas que apontou a serem adotadas, são válidas para todos os fundos de pensão, inclusive a PREVI.
Após a exposição de Ronaldo Tedesco, ocorreram vários apartes e, logo após, houve um intervalo para almoço.

Simpósio AAPBB parte V

PALESTRA DE LUIZ ALBERTO MENEZES BARRETO (POSTALIS)

De 15.00h às 15.20h houve um intervalo para café.
De 15.20h até 16.20h, na continuação do Painel 2, ocorreu a exposição sobre o POSTALIS por Luiz Alberto Menezes Barreto – Presidente da ADCAP – Associação dos Profissionais dos Correios; em seguida vieram os debates.

3 – Curriculum de LUIZ ALBERTO MENEZES BARRETO (POSTALIS)

Luiz Alberto Menezes Barreto é formado em Ciências Contábeis com especialização em Administração Financeira. Estudou Economia, Filosofia e Jornalismo. É também poeta e compositor. Trabalhou na assessoria técnica e de planejamento do SESI-PI e da FIEPI-PI, Atuou em empresas de TV e jornal impresso.  Ingressou nos Correios em 2000. Foi chefe de seção administrativa, coordenador de atendimento, gerente de turno do CTE-BH, gerente de grandes clientes do CTC-BH, coordenador de maiores agências em Uberaba, gerente da REVEN e do CTCE de Uberlândia e da REVEN de Belo Horizonte. Como atual Presidente da ADCAP Nacional, tem coordenado o desenvolvimento de intenso trabalho em defesa dos associados e, especificamente, dos participantes e assistidos do POSTALIS.  Como resultado direto de sua atuação à frente da ADCAP, temos a criação da CPI dos Fundos de Pensão, a grande exposição na mídia sobre o rombo do POSTALIS, o impedimento pela Justiça, da cobrança do equacionamento, o TAC – Termo de Ajuste de Conduta, o envolvimento direto da presidência da ECT, da PREVIC e dos Ministérios das Comunicações na busca de soluções e também diversas ações judiciais e extrajudiciais para identificação e a responsabilização dos responsáveis pelo rombo.

OBSERVAÇÕES deste blogueiro:

A exposição de Luiz Alberto Menezes Barreto foi um dos momentos mais impactantes desse simpósio. 
Luiz Alberto Menezes Barreto não abordou teorias de planejamento, projeções de rentabilidade futura de investimentos, não foram expostos slides nem gráficos para a análise de problemas que poderiam advir de falhas na gestão de fundos de pensão, e não se discutiram situações hipotéticas que poderiam gerar crises em fundos de pensão.
Luiz Alberto Menezes Barreto falou de problemas reais que ESTÃO OCORRENDO AGORA e que afetam o POSTALIS, com reflexos diretos na vida de milhares de participantes desse fundo de pensão, que vão ter de pagar um   adicional de 17,92% sobre o valor de seus benefícios, durante 23,3 anos, para cobrir o rombo do POSTALIS. Acresça-se que os aposentados do fundo BD já pagam 9% de contribuição.
Face a essa situação dramática, reiteramos o alerta para que os participantes de outros fundos de pensão abram os olhos para o que está ocorrendo em seus respectivos fundos, para que não venham a sofrer as mesmas consequências do que está acontecendo no POSTALIS, e do que aconteceu, em passado recente, com o AERUS, e tenham mais zelo e atenção sobre suas próprias vidas e de seus familiares.
Os principais vigilantes e responsáveis pela administração dos fundos de pensão são seus próprios participantes.
Depois da porta arrombada não existe solução mágica e muito menos rápida para resolver os problemas criados. A única solução é abrir os bolsos para cobrir os rombos.
Depois do leite derramado, não vai adiantar apelar para a PREVIC (que é uma autarquia do Ministério do Trabalho e Previdência Social), para o Poder Executivo, para o Poder Legislativo e nem para o Poder Judiciário.
Como exemplo real, que atinge de forma direta a saúde financeira e econômica dos fundos de pensão, temos a Resolução CGPC 26, de 29.09.2008, que é um instrumento ilegal que afronta os Poderes Legislativo e Judiciário, por passar por cima do que dispõem as Leis Complementares 108 e 109, de 29.05.2001. 
Conclamamos todos os participantes de fundos de pensão que se guiem pela máxima judaica, que diz: 
“Quem por ti, senão Tu? ”

Palestra de LUIZ ALBERTO MENEZES BARRETO

A capacidade de comunicação, o entusiasmo  e a ênfase com que o palestrante exibiu os problemas do POSTALIS, foram qualidades pessoais muito importantes para o sucesso de sua exposição.
Luiz Alberto Menezes Barreto foi sincero, corajoso e objetivo ao tratar a situação atual do POSTALIS.
Não deixou pedra sobre pedra na análise dos problemas, desvios, e irregularidades que se abateram sobre o POSTALIS. 
Todos os participantes do POSTALIS devem ficar gratos ao palestrante, pela projeção junto à opinião pública, dos problemas do POSTALIS.
Parabenizamos Luiz Alberto Menezes Barreto pela sua luta sem tréguas em prol dos assistidos do POSTALIS, e pela moralidade e fortalecimento dos fundos de pensão no Brasil.
Dada a extensão de sua exposição, ao grande número de slides e aos dados apresentados, nos limitaremos a abordar, adiante, os pontos principais das matérias expostas, com suas subdivisões:

POSTALIS
  • Dois fundos:
    •  BD saldado (benefício definido) – saldado em 2008.
    •  Postal PREV (contribuição definida).
  • Participantes:
    • BD: 76.176 (ativos) + 16.983 (aposentados) + 6.561 (pensionistas)
    • PostalPrev: 110.793 (ativos) + 1.874 (aposentados) + 947 (pensionistas)
  • Patrimônio em torno de R$ 8,6 bilhões:
    • BD Saldado – R$ 5,1 bilhões
    • Postal PREV – R$ 3,5 bilhões


POSTALIS – DÉFICIT DO FUNDO BD

Composição:
  •  Ônus do Saldamento: R$ 1,1 bi
  •  Financeiro: R$ 3,4 bi
  •  Atuarial: R$ 1,1 bi

POSTALIS – DÉFICIT DO FUNDO BD – 2

Composição do déficit:
  •  Ônus do Saldamento: R$ 1,1 – Responsabilidade assumida pela Patrocinadora no saldamento.
  •  Financeiro: R$ 3,4 bi – Decorrente de gestão temerária advinda de aparelhamento político
  • Atuarial: R$ 1,1 bi

POSTALIS – ATORES (VISÃO DA ADCAP)

 UNIÃO (Tesouro e DEST)
  • Desautorizam o pagamento do ônus do saldamento, transferindo para os participantes metade do valor assumido há 7 anos pela patrocinadora (base do saldamento).


CORREIOS
  • Indica Diretores politicamente
  • Não fiscaliza
  • Suspende o pagamento do ônus do saldamento
  • Coopta conselheiros


POSTALIS

  • Tem condução política e induzida pela patrocinadora
  • Aplica em negócios inexplicáveis
  • Não busca a responsabilização de ex-dirigentes


PARTICIPANTES
  • Não participam efetivamente da gestão do POSTALIS
  • Não compreendem as razões dos investimentos que dão prejuízos
  • São convidados apenas a pagar os déficits


DÉFICIT FUNDO BD SALDADO 2016

Grave efeito do equacionamento para os trabalhadores:
  • 17,92% sobre os benefícios
  • Aposentados já pagam 9 %


PRAZO DO EQUACIONAMENTO: 23,3 anos

PLANO BD SALDADO

Déficit: R$ 5,7 bi
Ativos Líquidos: R$ 5,1 bi

CONSEQUÊNCIAS

  • Judicialização
  • Termo de Ajuste de Conduta 


TÍTULOS DA VENEZUELA E DA ARGENTINA

  • Por que o POSTALIS investiria num fundo da dívida pública brasileira, pagando comissões significativas (excessivas, segundo a SEC) aos intermediários, se podia simplesmente, com toda a segurança, adquirir títulos diretamente do Tesouro Nacional, como, inclusive, tem feito muito nos últimos meses?
  • Por que o montante desse investimento, devidamente corrigido, ainda não foi devolvido ao POSTALIS, já que restou claro que a gestão terceirizada do do fundo, supervisionada pelo BNY Mellon, não cumpriu suas obrigações?
  • Por que o POSTALIS concentrou tanto seus investimentos sob a supervisão do BNY Mellon, os quais correspondem à maior parte do déficit financeiro do instituto? 


CONTRATO ENTRE O POSTALIS E O BNY 

“Cabem ao administrador todas as responsabilidades, especificamente as de ordem criminal, administrativa e civil, decorrentes dos serviços que prestar ao fundo, bem como daqueles que vier a subcontratar a terceiros.”

BANCO BVA

  • Por que o POSTALIS resolveu fazer dois investimentos de monta no BVA exatamente às vésperas da intervenção do Banco Central naquele banco?
  • Quanto do valor investido o POSTALIS conseguirá reaver?
  • Que outros negócios possuem ou possuíram com o POSTALIS os controladores do BVA, incluindo o Sr. José Augusto Ferreira dos Santos, também mencionado em matérias da imprensa como controlador de empresas envolvidas na “máfia do lixo” em Santo André?
  • Esses negócios, entre o quais citamos a MULTINER, que tem investimentos de outros fundos além do POSTALIS, também deram prejuízos ao instituto?
  • ATG, GALILEO, RISK OFFICE
  • Por que o POSTALIS teve tanta preferência pelos negócios empreendidos pelo Sr. Arthur Mário Pinheiro Machado, a ponto de arriscar neles os elevados montantes que arriscou?
  • Por que o POSTALIS aceitou garantias que não se mostram consistentes, impedindo a recuperação dos investimentos no Grupo Galileo? (As garantias eram mesmo as mensalidades do curso de medicina da própria universidade?)
  • Quando será lançada a nova bolsa de valores brasileira, para concorrer com a BOVESPA?
  • Além da ATG, do Grupo Galileo e da Risk Office, a empresa que calcula os riscos do POSTALIS, em que outros investimentos também está presente o Sr. Arthur Mário Pinheiro Machado?
  • NEGÓCIOS COM PARTES RELACIONADAS
  • Por que o POSTALIS não evitou este tipo de negócio?
  • Por que as fiscalizações feitas pela PREVIC no POSTALIS não exigiram tempestivamente a correção desses problemas?
  • Por que a patrocinadora (os Correios), que exerce o poder de fato e de direito no POSTALIS, responsável pela indicação de toda a diretoria do Instituto e detentora do controle do Conselho Deliberativo por intermédio do voto de qualidade, não atuou e não fiscalizou, como determina a lei que rege a previdência privada no país, deixando que seus indicados praticassem os atos que redundaram nesse prejuízo bilionário aos seus empregados?
  • Que medidas estão sendo tomadas pelo POSTALIS para responsabilizar os dirigentes e ex-dirigentes que não observaram a vedação de negócios com partes relacionadas?

POSTALIS – CONCLUSÕES

  • A baixa governança corporativa do Postalis favorece o aprisionamento do instituto por grupos de interesse.
  • Os participantes e a patrocinadora têm peso completamente diferente na condução do instituto.
  • Mesmo   quando discordam e se manifestam, os participantes não são ouvidos.

É necessário que a patrocinadora assuma suas responsabilidades frente aos desmandos, fraudes e perdas do fundo.

  • A atuação da PREVIC é lenta, fraca e ineficaz.
  • A legislação específica traz penalidades para dirigentes de fundos de pensão que são irrisórias diante dos recursos geridos.
  • É necessário investigar os responsáveis e adotar as providências pertinentes para puni-los.

Os participantes – o elo mais fraco nesse contexto – necessitam da proteção da legislação e das autoridades. 

POSTALIS – CONCLUSÕES – 2
  • Gestão totalmente controlada pela patrocinadora, com notório aparelhamento político da Diretoria Executiva e da Presidência do Conselho Deliberativo.
  • Investimentos desastrosos em série.
  • Investimentos em negócios com altíssimo risco para um fundo de pensão e mais ainda para um fundo saldado (BD).
  • Concentração de negócios com um único banco (BNY Mellon) e manutenção desses negócios mesmo após a constatação de graves problemas com a supervisão desse banco.
  • Inúmeros negócios sem garantias adequadas e com partes relacionadas.
  • Falta de tempestiva e eficaz ação da PREVIC, entidades pediram intervenção em agosto/2014 e, antes disso, enviaram diversas comunicações.
  • Déficit acumulado superior aos ativos líquidos do fundo BD.


FUTURO

  • Relatório da CPI dos Fundos de Pensão.
  • Revisão da legislação alusiva aos fundos de pensão.
  • Ações administrativas para cobrar conclusão das negociações com o BNY Mellon e retorno do pagamento da RTSA.
  • Ações judiciais com foco no pagamento da RTSA e no plano de equacionamento – responsabilidades da patrocinadora.
  • Participação em processos eleitorais do POSTALIS (Diretoria e Conselhos).
  • Focos: Mídia, Justiça, Política e Administrativa.


Simpósio AAPBB parte VI

PALESTRAS DE ISA MUSA DE NORONHA (Presidente da FAABB) e do Dr. RUI BRITO DE OLIVEIRA PEDROSA (Presidente da AAPBB)

Dia 13.04.2016

Painel 3 – Exposição de ISA MUSA DE NORONHA, Presidente da FAABB e Dr. RUI BRITO DE OLIVEIRA PEDROSA, Presidente da AAPBB.

Em conjunto, Isa Musa de Noronha e Rui Brito de Oliveira Pedrosa, abriram os trabalhos no segundo dia do simpósio, fazendo  uma apresentação em conjunto sobre a CASSI, que seria para durar de 09.00h às 09.50h, com um espaço de debates de 9.50h até 10.20h.
Como já poderíamos supor, o tempo reservado para essa palestra de Isa Musa de Noronha e Rui Brito de Oliveira Pedrosa, para satisfação de todos, ultrapassou o tempo fixado e entrou no tempo destinado para os debates.
Mais uma vez, confesso, fiquei admirado pela carga de informações transmitidas pela memória prodigiosa do Dr. Rui Brito de Oliveira Pedrosa e pela precisão e organização das matérias transmitidas por Isa Musa de Noronha. 
Toda a massa de informações jorrava, ininterruptamente, das mentes brilhantes desses dois mestres. E, volto a repetir, sem o recurso a slides, anotações ou roteiros.
Foram verdadeiras aulas magnas. 
Toda a história da criação da CASSI e da assistência à saúde dos funcionários do BB, desde antes da fundação da CASSI, em 1944, até os dias de hoje, foi retratada pelos expositores.
A assistência do Banco do Brasil à CASSI tem sido alvo de várias rodadas de negociação, pois o BB, embora tornasse obrigatória a adesão de novos funcionários ao plano de saúde da CASSI, quando da admissão dos mesmos na instituição, agora quer abdicar de sua responsabilidade em relação à sua participação de contribuição ao plano. Novamente, declaro-me impossibilitado de transcrever neste artigo a integralidade da exposição de ambos os palestrantes, sem que viesse a ferir a fidelidade à massa de conhecimentos que nos foi transmitida, o que seria uma falta de respeito indesculpável para com os oradores.
Assim, solicito encarecidamente à administração da AAPBB, o inestimável obséquio de me encaminharem por e-mail, a integralidade do texto, para que eu possa reproduzir, em artigo em separado, toda a importantíssima matéria que nos foi relatada sobre a história da CASSI.
Fico antecipadamente grato à AAPBB. 

Simpósio AAPBB parte VII

PALESTRA DE WILLIAMS FRANCISCO DA SILVA  (Titular do Conselho Fiscal da PREVI) 

Após a apresentação de Isa Musa de Noronha e Rui Brito de Oliveira Feitosa, houve um intervalo para café e, logo após, no Painel 4, houve a apresentação de Williams Francisco da Silva – Titular do Conselho Fiscal da PREVI.

1 – Curriculum de WILLIAMS FRANCISCO DA SILVA (PREVI)

Mineiro, Williams Francisco da Silva tomou posse no BB como menor Aprendiz e se aposentou como Gerente Geral no Exterior.  Atualmente é Conselheiro Fiscal Titular da PREVI (2014/2018) e Presidente do Conselho Fiscal da ANABB 2016/2020).
Trabalhou em MG, BA, AM e DF. Atuou nos Centros de Formação em BA, CE, DF, MS, PA, PE, RJ e SP.   Fora do país atuou no Paraguai, Argentina, Panamá, Peru, Bolívia, Portugal, Espanha, Itália e Japão. Foi Gerente Geral de agências no Brasil e no exterior, além de Auditor Internacional, da DIRGE e Agências. Atualmente é Presidente da APVARP – Associação de Produtores do Vale do Rio Pomba e da Academia de Ciências e Artes da mesma cidade. Foi Presidente da AMOBB – Associação Pró-Moradia dos Funcionários do BB, no DF.  É instrutor do Programa Miniempresa, na Junior Achievement de MG. 
Foi educador corporativo de Negociação, Comércio Exterior, Formação de Auditores, Coaching e Redação de Documentos de Auditoria. Atua e crê no associativismo como mola propulsora das melhorias sociais. Espiritualista, crê no valor humano.
Contador, com MBA em Técnicas Avançadas de Auditoria (USP) e Especialização em Finanças Internacionais (IBMEC).

Palestra de WILLIAMS FRANCISCO DA SILVA

Registramos que, antes do palestrante começar a falar, o companheiro Odali Dias Cardoso, atual Presidente do Conselho Fiscal da PREVI, pediu a palavra para fazer a apresentação pessoal do palestrante Williams Francisco da Silva, e fazer comentários sobre sua atuação no Conselho Fiscal - COFIS da PREVI. Odali elogiou o trabalho   abrangente e minucioso do palestrante em todas as áreas do Conselho Fiscal, cujos efeitos se fazem sentir em todos os demais Conselhos e na PREVI como um todo.
De fato, Williams Francisco da Silva é uma pessoa que transborda uma carga impressionante de energia e otimismo. Faz tudo com entusiasmo, perfeccionismo, detalhamento, espírito ético e não se detém frente a qualquer barreira para a consecução dos objetivos pelos quais luta, em prol do aprimoramento e engrandecimento da PREVI.
Williams inicialmente aclarou que suas palavras eram proferidas como palestrante e associado, e não como representante da PREVI, pois, este papel cabe ao Presidente da Entidade.
Agradeceu e ressaltou o trabalho de outros companheiros dentro da PREVI, entre eles Odali – atual Presidente do COFIS e Antônio Carvalho – Conselheiro Deliberativo.  Destacou o esforço de modernização da PREVI na área de TI – Tecnologia de Informação, que vem sendo implementado pela Diretora   de Administração - Cecília Garcez. Disse que essa modernização, junto com outros projetos para alcançar maior eficiência operacional, pode contribuir para a racionalização de procedimentos e inclusive para redução de dispêndios administrativos, mas que isso se fará sem estresses, pois haverá um ciclo de aposentadorias que pode permitir ajustes sem traumas ou conflitos internos. A modernização tecnológica é vital para que a PREVI siga avançando em termos de otimização de estruturas e processos.
Williams destacou também os avanços que vêm sendo obtidos na gestão de investimentos, através de aperfeiçoamentos na Política própria e na implementação de modernas e robustas ferramentas de ALM – Gestão de Ativos e Passivos. 
Frisou que a Diretoria de Planejamento, que tem à frente o Diretor Décio Bottechia, tem evoluído muitíssimo e isto se refletirá cada vez mais na melhor gestão do nosso patrimônio coletivo.
Williams comentou sobre o momento adverso que a PREVI atravessa, e que tem sido explicitado nas demonstrações contábeis e financeiras, além de apresentações institucionais, e reconheceu que a Entidade passa por uma conjuntura negativa momentânea, devido principalmente aos investimentos em renda variável, pois o mercado bursátil tem passado por várias dificuldades. Apontou que o cenário econômico brasileiro, e a crise política nacional, junto com externalidades negativas advindas do exterior, entre outros, traz desafios vigorosos e exige extremo profissionalismo no trato dos nossos bens e direitos, assim como das obrigações assumidas. Nesse sentido, Williams frisou a Missão, a Visão e os Valores da PREVI como a bússola para a gestão e o norte para os associados exigirem, de forma qualificada, atitudes e práticas de parte dos dirigentes e conselheiros. Também destacou que o Controle Social é mais que um direito, é um dever de sua majestade o Corpo Social, que é a razão de existir da PREVI.
Williams apontou que, sim existem riscos e cenários negativos no horizonte, mas também existem oportunidades de melhorias, as quais a crise pode fazer acelerar. É preciso que sejam implementadas urgentes medidas para reverter os déficits consecutivos (que só em 2014/2015 consumiram R$ 40 bilhões).
Corpo técnico qualificado a PREVI tem, afirmou o palestrante. Portanto, há que se adotar medidas firmes e aproveitar as competências do quadro de profissionais, para se fazer do limão uma limonada.
Williams mencionou que a CPI dos Fundos de Pensão foi concluída, e que a PREVI no geral se saiu bem.
No relatório da CPI, aprovado em 14.04.2016, não houve imputação aos gestores da PREVI, entre as mais de 140 pessoas apontadas naquela Comissão. 
Williams ressaltou que a PREVI sempre serviu de referência para o segmento de fundos de pensão, ao longo dos 112 anos de história, e que a CPI, dentro do período de abrangência de suas análises, terminou por confirmar o bom nível de governança e a qualidade do corpo técnico da Entidade, se bem tenham existido recomendações pontuais que merecerão o devido exame e monitoramento pelo palestrante, em suas funções de Conselheiro Fiscal.
Disse também que no COFIS o trabalho é vigilante e sumamente técnico, e que tanto eleitos quanto indicados trabalham diligentemente, sempre em busca de proteger a Entidade e seu Corpo Social. Assegurou que, dentro do que o palestrante pode examinar desde que foi empossado como Conselheiro Fiscal, observou zelo profissional e boa técnica. Porém, ressaltou que grande parte dos investimentos e participações que a PREVI possui são oriundos de décadas atrás e que, por isso, pretende ampliar seus estudos e avaliações sobre os casos mais expressivos. Williams disse que é legítimo o anseio do Corpo Social por mais e melhores informações, e que o processo de comunicação e prestação de contas tem que permanentemente ser aperfeiçoado.  Lembrou que isso é um direito de cada uma das pessoas que fazem a PREVI e um dos pilares da boa governança corporativa. O palestrante recomendou que todos e todas estejam atentos aos demonstrativos e relatórios da PREVI, incluindo a mensagem e o parecer do Conselho Fiscal, que apontam pendências relevantes (Teto de Benefícios, Remuneração Variável e Demandas Trabalhistas originadas no Patrocinador), e cujo acesso a seu inteiro teor está franqueado,  inclusive via sítio web da Entidade.
Williams disse crer na capacidade do Brasil e da PREVI de se recuperarem. E finalizou com reflexões importantes sobre a necessidade de coesão de objetivos entre associados, participantes, assistidos e pensionistas. Chamou a atenção para o fato de ocorrerem eleições durante este ano, e que esta é uma oportunidade sem igual para reequilibrar forças na gestão da PREVI, por meio de dirigentes e conselheiros eleitos efetivamente independentes, e coerentes com as demandas do Corpo Social.
O palestrante sugeriu também que as diversas associações representativas do corpo funcional do BB deveriam buscar compor uma agenda comum, para auxiliar nos rumos da PREVI, assim como exigir a responsabilização de administradores e conselheiros que, comprovadamente, falhem no cumprimento de seus deveres profissionais, sempre na forma da lei, normas e regulamentos.
A apresentação de Williams Francisco da Silva transmitiu confiança e realismo em relação ao futuro da PREVI, para todos que assistiram à sua exposição.
Ao final de sua palestra, Williams Francisco da Silva foi agraciado com uma salva de palmas por todos os presentes. 

Simpósio AAPBB parte VIII

PALESTRA DE MÁRIO SIMÕES TAVARES (PREVI)


Na continuação do Painel 4, houve a Palestra de MÁRIO SIMÕES TAVARES sobre a PREVI
2 – Curriculum de MÁRIO SIMÕES TAVARES 

Mário Simões Tavares trabalhou no Banco do Brasil de 1974 até 2007, quando se aposentou.
Depois trabalhou como Gerente de Pagamentos na CASSI de 2007 a 2009.
É associado da AAPBB.
É natural de Birigui (SP).
É formado em Administração de Empresas.

Cursos de Pós-Graduação:

  • Análise de Sistemas – CICC – Tóquio, Japão;
  • Auditoria de Sistemas Tecnológicos – Universidade de Brasília; 
  • MBA Auditoria – USP/FIPECAFI

Atuação no Banco do Brasil:

Principais cargos: Analista de Sistemas, Auditor, com atuação também no exterior, Gerente-Adjunto de Auditoria no Exterior, Gerente de Auditoria.

Palestra de MÁRIO SIMÕES TAVARES

Mário Simões Tavares é chamado de o homem dos números.
Suas análises são eminentemente técnicas e muito bem abalizadas em dados que são constantemente atualizados.
É respeitado por todo o corpo de associados da PREVI como um dos mais capacitados técnicos que analisam os dados relativos a esse fundo de pensão e dos caminhos a tomar para corrigir e aprimorar os investimentos da PREVI a fim de evitar problemas que venham a atingir os participantes e assistidos da PREVI.
Como sua palestra foi apoiada em um grande número de slides e dados estatísticos, publicaremos abaixo duas sinopses de sua palestra, que retratam com fidelidade toda a matéria que Mário Simões Tavares apresentou.

“Situação Atual da PREVI”

A apresentação de Mário Simões Tavares destacou principalmente os riscos que as atuais e futuras aposentadorias da PREVI estão correndo e a necessidade das nossas diversas associações e os próprios associados acompanharem o desempenho e os resultados obtidos pela PREVI.
Em função de diversos fatores, mas notadamente devido à concentração dos investimentos em ativos de Renda Variável, que representam cerca de 60% dos valores investidos pela PREVI, houve uma redução de R$ 27,7 bilhões, observada no período de 01.01.2013 a 30.09.2015, no valor dos recursos garantidores dos pagamentos das aposentadorias atuais e futuras.
Também foi bastante destacada a baixa rentabilidade observada nos últimos seis anos nos recursos aplicados dos participantes incluídos nos perfis de investimento moderado, agressivo e PREVI do Plano Previ Futuro, devida também à participação expressiva da parcela de renda variável na composição dos ativos desses perfis de investimento.
Também foi apresentado de forma bastante detalhada a composição dos investimentos da PREVI, aonde foram identificados alguns riscos como a quantidade de empresas que administram recursos da PREVI de forma terceirizada, concentração de investimentos em renda variável nos Planos de Benefícios 1, Previ Futuro e Programa de Gestão Administrativa e aplicações financeiras em instituições de segunda linha ou de risco elevado.
Finalizando, foi também destacado a falta de manifestação dos diversos níveis de governança da PREVI no Relatório Anual de 2014 sobre o déficit técnico de R$ 12,2 bilhões observado no exercício de 2014.
Todos os fatores abordados contribuem muito para a observância de resultados bastantes insatisfatórios nos últimos três anos e assunção de riscos acima do esperado para um plano de aposentadorias em extinção, reforçando a necessidade das nossas associações e os próprios associados acompanharem de perto o desempenho financeiro e resultados obtidos pela PREVI, instituição de nosso maior orgulho e que já conta com mais de 110 anos de existência.

“PREVI – RESULTADOS   2015”

A PREVI divulgou na última sexta-feira o déficit técnico do exercício de 2015 que atingiu o montante de R$ 28,6 bilhões. Assim, o superávit acumulado que existia no final de 2014 no montante de R$ 12,5 bilhões se transformou em um déficit acumulado de R$ 16,1 bilhões em 2015.
Destaque-se que o Plano de Benefícios nº 1, já vinha apresentando déficit técnico anualizado desde 2013, sendo que o déficit desse ano foi de R$ 2,5 bilhões, o de 2014 foi de 12,2 bilhões e agora o de 2015 atingiu R$ 28,6 bilhões. Assim, o déficit técnico anualizado desses três períodos atingiu o impressionante montante de R$ 43,3 bilhões, recursos esses que faziam parte das reservas destinadas à cobertura das atuais e futuras aposentadorias desse Plano de Benefícios.
De acordo com os normativos existentes, a recomposição de R$ 2,9 bilhões desse déficit acumulado poderá vir a ser rateada já no ano de 2017, sendo que 50% desse valor será de responsabilidade do Patrocinador e os outros 50% será cobrado dos associados do Plano 1. Caso o desempenho financeiro da PREVI em 2016 seja favorável e consiga reverter o déficit de pelo menos esses R$ 2,9 bilhões, esse valor não deverá ser cobrado em 2017.
A PREVI justificou nas apresentações realizadas na última sexta-feira que esse déficit técnico de R$ 28,6 bilhões, recorde anual negativo da indústria financeira nacional, foi principalmente decorrente do péssimo desempenho dos investimentos em renda variável (ações) e do aumento da inflação que corrige anualmente os cálculos atuariais.
Essas justificativas não se sustentam, visto que não há nenhuma garantia de que esses investimentos em renda variável não venham a apresentar desempenho também insatisfatório nos próximos anos, como também ocorrido em 2014, e que algum índice similar à inflação sempre irá corrigir anualmente os cálculos atuariais.
Na verdade, esse péssimo desempenho foi decorrente principalmente da manutenção nos últimos anos de uma altíssima concentração de investimentos em renda variável, mantendo-se na média de cerca de 60% dos investimentos, e da rentabilidade inadequada em investimentos realizados nos últimos anos, evidenciando que o perfil de investimentos da PREVI é muito agressivo e incompatível com o esperado do perfil de um plano de aposentadorias maduro e em processo de extinção, como é o caso do Plano 1.
Além disso, apesar do déficit técnico gigantesco de 2015, a PREVI não apresentou nenhuma medida de forma clara e concreta que poderia vir a minimizar o impacto do déficit ora apresentado e até como forma de tranquilizar os associados que, queiram ou não, irão ficar preocupados com resultado tão negativo.
Assim sendo, tomamos a liberdade de listar uma série de medidas que a PREVI já deveria ter anunciado, sendo que algumas delas já até foram veiculadas nos canais de comunicação por diversos grupos de associados ou individualmente, a saber: 

GESTÃO DO PASSIVO ATUARIAL


  1. Implantação do teto de contribuições e de benefícios, medida que não admite mais protelações;
  2. Revisão das aposentadorias eternas de jovens viúvos e viúvas, medida que o próprio INSS já equacionou e outros fundos de pensão também já o fizeram, mesmo que o impacto atuarial seja residual;
  3. Elevação da média de apenas três anos para o cálculo das aposentadorias no Plano 1. Essa medida vai corrigir uma série de distorções que se observam atualmente, sendo muito salutar para a solvência do Plano 1.


GESTÃO DOS INVESTIMENTOS


  1. Reduzir gradativamente a concentração de        investimentos em renda variável, aproveitando-se as situações favoráveis de mercado, inclusive em função de momentos de crise como estamos atravessando hoje;
  2. Reduzir os investimentos em renda variável em empresas deficitárias ou que tenham um histórico de não apresentar a rentabilidade esperada;
  3. Proibir/reduzir drasticamente os investimentos estruturados (FIPs), como o Fundo de Pensão PETROS já divulgou;
  4. Reduzir drasticamente a quantidade de empresas e os investimentos realizados através de empresas terceirizadas, com exceção das ligadas ao Grupo BB;
  5. Reduzir drasticamente os investimentos cuja rentabilidade esperada não se concretizou no curto/médio prazo, tais como os investimentos em empresas emergentes, small caps, fundos imobiliários, etc;
  6. Reduzir as aplicações em bancos de segunda linha;
  7. Proibir as aplicações em bancos de risco elevado;
  8. Reduzir os investimentos em renda variável em empresas que não possuam cotações das suas ações em bolsas de valores;


GESTÃO DAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS:


  1. Proibir o pagamento de bônus ou qualquer tipo de remuneração variável enquanto houver déficit acumulado ou quando a PREVI apresentar déficit técnico anual, medida que também não admite mais protelações;
  2. Contingenciar em pelo menos 10% as despesas administrativas orçadas para o ano de 2016.

Com certeza, essas medidas contribuirão para minimizar os impactos de resultados tão insatisfatórios e ajustar o perfil de investimentos, tornando-o mais adequado a um plano de aposentadorias maduro e em processo de extinção como o Plano 1, sendo que não conseguimos entender quais são os motivos da PREVI ainda não ter divulgado e já implantado medidas como estas ou outras similares, considerando o momento de crise de resultados tão agudo como este que a PREVI está atravessando.

Simpósio AAPBB parte IX

PALESTRA DO DESEMBARGADOR FEDERAL SÉRGIO D'ANDRÉA FERREIRA

No final do Painel 4, foi apresentada de 11.40h até 13.00h, a palestra do Desembargador Federal SÉRGIO D’ANDRÉA FERREIRA com debates.
Faremos um relato do extenso curriculum e da trajetória profissional do Desembargador SÉRGIO D’ANDRÉA FERREIRA e, logo, após farei uma justificativa sobre a não apresentação de qualquer comentário sobre à verdadeira aula magna sobre fundos de pensão de autoria do ilustríssimo Desembargador SÉRGIO D’ANDRÉA FERREIRA.

Curriculum e trajetória profissional do Desembargador SÉRGIO D’ANDRÉA FERREIRA.

Sérgio D’Andréa Ferreira, filho de Lauro Barbosa Ferreira e de Haydée de Andrea Ferreira, nasceu no Rio de Janeiro.
Sua formação escolar deu-se nos Colégios Anglo Americano e Mello e Souza, tendo-se bacharelado pela Faculdade de Direito da então Universidade do Estado da Guanabara (atualmente Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ), na qual obteve prêmio por ter sido o 1º colocado em todas as séries do curso, com a maior média final já alcançada naquela academia, assim como os títulos em Direito e de livre-docente.
Lecionou Direito Administrativo na UERJ, Universidade Santa Úrsula e Fundação Getúlio Vargas, sendo professor titular.
Advogado militante até sua posse no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, em vaga destinada à classe; membro do Instituto dos Advogados Brasileiros – IAB e de outras associações culturais; foi integrante do corpo jurídico da Light Serviços de Eletricidade S.A., e parecerista.
No Ministério Público Estadual, em que ingressou por concurso público de provas e títulos (1º colocado), exerceu os cargos de defensor público, promotor, curador, subprocurador geral e procurador geral de justiça.
É autor, dentre outros, dos livros “Comentários à Constituição Federal de 1988”, “As Fundações de Direito Privado Instituídas pelo Estado”, “Direito Administrativo Didático”, “O Direito de Propriedade e as Limitações e Ingerências Administrativas”, “A Técnica da Aplicação da Pena como Instrumento de sua Individualização”, “Princípios Institucionais do Ministério Público” e “Lições de Direito Administrativo”, bem como de cerca de 90 artigos e pareceres publicados em diferentes revistas jurídicas , entre as quais a Revista Forense, de Direito Administrativo e de Direito Público.
Participante de cursos, congressos, seminários, encontros e bancas de concurso (inclusive para o cargo de juiz federal), proferiu palestras e conferências, no Brasil e no exterior.
Sérgio D’Andréa aposentou-se em 01.08.1994.

NOTA deste blogueiro: 

Confesso que fiquei maravilhado com a palestra do Desembargador Federal Sérgio D’Andréa Ferreira. Foi uma longa exposição dentro do Direito no que tange ao surgimento dos Fundos de Previdência Complementar Fechada até às mudanças e desafios que se apresentam no futuro. Assim, também podemos classificar sua palestra não só como uma aula de direito, mas também como um mergulho na história dos fundos de previdência complementar fechada no Brasil.
Como nas apresentações anteriores do Dr. Rui Brito de Oliveira Pedrosa e de Isa Musa de Noronha, o tempo da exposição voou e adentrou o espaço para os debates.
E, se não fosse a intervenção providencial de Marcos Coimbra, a falação do palestrante entraria pelo período reservado para o almoço.
 Ao final da palestra, os presentes estavam embevecidos e radiantes com o riquíssimo saber jurídico que foi transmitido a todos.
Ao redigir este artigo, cheguei a um ponto estanque em que não consegui avançar ao tentar elaborar um relato fidedigno sobre a palestra do Desembargador Sérgio D’Andréa Ferreira. Rebusquei na internet, pelo Google, por sites diversos, por livros e outras fontes, o máximo possível de informações que me possibilitassem concluir meu trabalho. 
Após dois dias, acumulei uma massa imensa de informações, mas, assim mesmo, não consegui atingir meu objetivo. 
Senti um grande cansaço, mal-estar e frustração pela impossibilidade de concluir minha tarefa. Nunca antes havia me defrontado com um desafio como esse na elaboração de meus artigos. 
O descanso em uma   situação como essa é fundamental. 
Fui dormir e, no meio da noite, acordei e cheguei à mesma conclusão que um escritor já havia descrito com fidelidade: “uma situação sem solução já está resolvida. ”
Senti um grande alívio e, a partir desse ponto, comecei a redigir este relato sobre a exposição do Desembargador Sérgio D’Andréa Ferreira.
Ninguém, a não ser o próprio Desembargador Sérgio D’Andréa Ferreira, está apto a fazer uma síntese sobre sua própria palestra. 
Qualquer iniciativa nesse sentido, seja por quem for que se atrevesse a tanto, além de ser um desrespeito ao ilustríssimo jurista, seria um arremedo incompleto, infiel e apequenado em relação ao que o ilustríssimo Desembargador Sérgio D’Andréa Ferreira expôs aos presentes naquele simpósio.
Assim, não me resta outra alternativa que não seja transferir ao próprio Desembargador Sérgio D’Andréa Ferreira, a elaboração de um relato sobre essa obra ímpar e preciosa de sua autoria.
Só ele está apto para tanto.
Será uma honra transcrever neste espaço essa admirável peça de inestimável valor jurídico.

Simpósio AAPBB parte X

PALESTRAS DA DRA. TANIA KADIMA e ANDRÉ MASCARENHAS

Após o almoço, de 14.00h até 15.20h, teve início a apresentação do Painel 5 – CASSI, com as palestras da Dra. Tania Kadima e André Mascarenhas. De 15.20h até 16.20h, aconteceram os debates.

Curriculum de ANDRÉ MASCARENHAS

Funcionário Aposentado do Banco do Brasil. Integrante do quadro da primeira turma de “novos gestores” (FEA/USP). Formação de altos executivos (UFBA). Administrador de Agências nível 1 e classe especial, período de 1997 a 2012. 
Formação: Administrador de Empresas (UCSal), especialista em administração financeira (CENID), Lato Sensu em marketing (PUC-RJ), Mestre Gestão de Organizações (UNEB),  CRA-BA9475.
Palestra de ANDRÉ MASCARENHAS
André Mascarenhas fez um longo relato técnico, citando números, fez comparações estatísticas, amparado em uma série de planilhas sobre dados contábeis e balanços, em que tentou mostrar a fragilidade atual da CASSI, situação que já era do conhecimento da maioria dos presentes ao debate em referência.
Em nenhum momento, abordou nenhuma das causas que   levaram a CASSI à condição em que se encontra atualmente. E, como não podia deixar de ser, em razão de não falar sobre esses aspectos em sua limitada exposição, não citou nenhuma medida que pudesse ser adotada para reverter essa situação.
Essa abordagem levou frustação à maioria dos presentes que esperavam que André Mascarenhas fizesse uma palestra focada em apontar soluções e não somente críticas para reestruturar a CASSI.
A certa altura de sua exposição, André Mascarenhas foi aparteado pelo companheiro Adolpho Gonçalves Nogueira, que é contador e professor universitário com apresentação de cursos, palestras e afins, bem como instrutor do DESED. Adolpho Nogueira também apresentou cursos voltados especificamente a conselheiros indicados pela PREVI, bem como a colaboradores desse fundo de pensão. 
Adolpho Gonçalves Nogueira fez seu aparte, em virtude de André Mascarenhas ter feito afirmação   capciosa, dizendo que a PREVI tem investidos 65% de seus recursos em ativos de renda variável. Na verdade, os números atuais são: 47% no Plano 1 e 25% no Plano 2 (Previ Futuro). Talvez por despreparo ou má intenção, deixou de levar em conta, em primeiro lugar, que há um limite para tal aplicação, o qual, se ultrapassado, obrigará a PREVI a desfazer-se de papéis. Na oportunidade, Adolpho Nogueira disse aos presentes que, apesar do “equívoco” do Sr. Mascarenhas, todos estavam torcendo para que o percentual das aplicações se elevasse, pois, denotaria valorização do patrimônio da Entidade em virtude da valorização dos seus papéis na Bolsa. 
Dentro de minha apreciação pessoal, a palestra do Sr. André Mascarenhas foi falha, incompleta, maçante e fugiu inteiramente ao enfoque do que esperavam os presentes naquele simpósio, que era a apresentação de soluções para o equacionamento dos problemas pelos quais   passa a CASSI. 
Curriculum de TANIA KADIMA
Tania Kadima é médica aposentada do Banco do Brasil, tendo atuado no CEASP/RJ; CASSI/RJ e CliniCassi-Copacabana.
Há 10 anos é Diretora Executiva da autogestão Mútua dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro, com 5 (cinco) Programas de Prevenção aprovados pela ANS, e responsável pela gestão assistencial e da Operadora, que foi avaliada com nota máxima pela ANS em todas as dimensões e classificada em BAIXO RISCO assistencial (10º lugar entre 632 operadoras).
Formação: Médica com especialização em Pediatria, Médica do Trabalho e Nutrologia.
Especialização em Gestão por resultados, produtividade e inovação (Universidade Federal de Santa Catarina).
Concluinte de MBA em Gestão Estratégica em Marketing e MBA em saúde, ambos pela USP/SP.
Concluinte do Mestrado Internacional pela Universidade de Rotterdan (Holanda) em Empreendedorismo e Consultoria, convênio com a USP.
Advogada, tendo cursado Escola Superior do Ministério Público e Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro.

Palestra de TANIA KADIMA 

A palestrante Tania Kadima apresentou uma formação acadêmica sólida e uma atuação profissional que, à primeira vista, causa a melhor impressão.
Em relação à sua atuação na Mútua, restou-nos uma dúvida pois, ao analisar o site da Mútua, foi verificado que a gestão do órgão em sua totalidade é feita por desembargadores e juízes, bem diferente da informação prestada pela palestrante. A sua função naquele órgão é tão somente de Diretora Executiva de Programas.
No decorrer de sua exposição, no entanto, toda a impressão positiva em relação ao seu diversificado curriculum, caiu por terra.
Começou por se ressaltar a sua atuação no CEASP/RJ há 20 anos atrás, quando a realidade da CASSI era completamente diferente da situação atual.
Mudou tudo e mudou para pior. 
Hoje, o nível salarial do funcionalismo do BB desabou com a adoção de um novo PCS – Plano de Cargos e Salários e com reajustes salariais que não acompanharam a escalada inflacionária. Em consequência disso, a categoria empobreceu.
Por outro lado, os custos médicos dispararam. Surgiram novas técnicas médicas, novos exames mais sofisticados e mais caros, remédios e tratamentos mais dispendiosos.
Houve um descasamento entre as contribuições patronais e funcionais, cujos valores despencaram, e os custos médicos que subiram a níveis estratosféricos.
Agora, para piorar a situação, o patrocinador, o BB, quer abdicar dos compromissos que assumiu com seu quadro funcional no passado, que era um dos atrativos para atrair os melhores quadros para o banco e formar um corpo funcional do mais alto nível. O BB está desenvolvendo uma política tacanha, sem visão e opressiva em relação ao seu funcionalismo, ao tentar retirar sua contribuição patronal à CASSI, que abrange a massa dos funcionários da ativa e os aposentados do BB. Dessa forma, propositalmente, está jogando o funcionalismo e a CASSI em uma situação aflitiva, ao ameaçar não pagar a parcela patronal como foi acordado no passado, quando o funcionário, ao entrar no BB, era obrigado também, por imposição do BB, a entrar na CASSI. Era firmado um contrato entre os funcionários e o BB nesse sentido. Era um ato jurídico perfeito.
Com tudo isso junto, qual é o mérito da Dra. Tania Kadima ao enaltecer sua atuação de 20 anos atrás no antigo CEASP, quando a realidade da CASSI era outra completamente diversa das condições atuais?
A CASSI está passando por momentos difíceis em que se sucedem rodadas contínuas de negociações com o patrocinador – o BB, para reverter essa situação desesperadora.
A CASSI está adotando políticas criativas para minorar esse quadro. Está se tentando ampliar o plano de Estratégia Saúde da Família (ESF), que é um plano muito criativo de caráter preventivo para os associados da CASSI e que está tendo absoluto sucesso onde foi implantado, mas que, por enquanto, só atinge 40% dos usuários.  
A Dra. Tania Kadima criticou até a forma como a CASSI administra a Estratégia Saúde da Família (ESF), mas não detalhou as razões de suas críticas.    Sequer apresentou qualquer sugestão a respeito do assunto. Criticar sem resolver nada e sem apresentar nenhuma alternativa de melhora, é muito fácil, mas não resolve qualquer problema em relação aos assuntos abordados. 
Aliás, todas as pretensas soluções da Dra. Tania Kadima para resolver qualquer problema que a CASSI atravessa no momento, repousaram única e exclusivamente, na afirmativa de que é preciso fazer auditorias e mudanças na administração da CASSI, para aperfeiçoar o sistema e evitar desperdícios em todas as áreas.  
Esse discurso repetitivo da Dra. Tania Kadima, tornou-se um verdadeiro mantra em todas as suas falas.
Este próprio articulista, em um aparte, perguntou quais eram as sugestões que a Dra. Tania Kadima apresentaria para resolver a carência de recursos financeiros   pela qual a CASSI passa, e que é resultante das razões que apresentei acima. 
A resposta da Dra. Tania Kadima?  O mesmo mantra.
“Era preciso fazer auditoria e mudanças administrativas   na CASSI para aperfeiçoar o sistema e evitar desperdícios em todas as áreas. Aí sobrariam recursos. ”
Ou seja, fiquei sem resposta para o meu aparte, pois a Dra. Tania Kadima apelou para o mesmo padrão de resposta. Bem que poderia ter sido mais criativa. Certamente eu continuaria insatisfeito, mas não ficaria tão revoltado.
Outro questionamento à Dra. Tania Kadima, que transcrevo na íntegra, foi feito pela associada da CASSI, Sra. Vania Romeo Tomaz, representante dos Usuários no Conselho de Usuários da CASSI (RJ):
“A Resolução CFM 1980/2011, determina que as operadoras de saúde devem registrar-se nos conselhos regionais da jurisdição em que atuam, nos termos das leis 6839/80 e 9656/98.
O registro deve ser requerido pelo responsável técnico, em requerimento próprio, dirigido ao CRM da jurisdição. Os dados exigidos são: nome e número do CRM do médico responsável técnico ou do diretor clínico, CASO HAJA.
À luz do que determina o normativo, a CASSI possui e tem registrado um responsável técnico que é o Dr. Luiz Renato Navega Cruz, que ocupa o cargo de Gerente Executivo Técnico de Saúde.
Com que objetivo e baseada em que normativos, a senhora, em reiteradas vezes, como hoje, afirma que a CASSI não conta com um médico responsável e que descumpre a lei por não dispor na sua estrutura de um cargo de Diretor Médico?”
A resposta da Dra. Tania Kadima, desta vez, fugiu ao mantra mas continuou surpreendendo a todos:  ... a Vânia é uma defensora da CASSI !!
A resposta originou uma reação da participante que registrou que não defendia a CASSI e sim a verdade e a transparência. 
A palestrante seguiu relatando episódio de divergência entre as duas nas redes sociais (facebook), e a participante exigiu que ela se restringisse a responder ao que lhe fora perguntado.
A reação de ambas tomou proporção que mereceu intervenção da mesa. 
Quando retomou a palavra, a palestrante argumentou que só naquele momento tomava conhecimento do nome e da existência do responsável técnico, e que ela continuava questionando a sua omissão frente aos casos de demora de autorização de atendimento, relatados por ela. ”
Cabe acrescentar que, na CASSI, além do médico responsável junto à ANS, existem outros profissionais médicos.
A Dra. Tania Kadima citou, por várias vezes, que a CASSI tem recebido péssimas avaliações por parte da ANS. Mas não mencionou as razões que já explicitei   e que estão gerando crise na CASSI e, por consequência, avaliações negativas por parte da ANS. 
Naquele ponto da exposição da Dra. Tania Kadima, depois de constatar as diversas incoerências e a alienação (ou falsa alienação) da palestrante, em relação aos problemas que atingem a CASSI na presente quadra, nada mais me espantaria.
A CASSI encontra-se em situação de verdadeiro desespero. As reservas financeiras estão chegando ao fim e não estamos enxergando qualquer luz no fim do túnel, enquanto as rodadas de negociações com o patrocinador, o BB, não chegarem a um término.
Assim mesmo, apesar de médicos mais antigos, acostumados a consultas mais dispendiosas, estarem pedindo descredenciamento, outros médicos mais novos, mas também bem preparados, estão sendo admitidos. O mesmo ocorre em relação a hospitais com custos elevados que estão se descredenciando; nesse caso, outros centros hospitalares com custo mais reduzido e bem eficientes, estão sendo admitidos.
Apesar de tudo estar sendo revisto a fim de cortar custos em todas as áreas e manter o mesmo padrão de atendimento, as reservas financeiras estão escassas e, no contexto atual, em curto prazo, as contribuições funcionais e patronais, não vão conseguir cobrir as despesas da CASSI de forma adequada.
São por razões como essas que a mídia noticiou que, nos últimos meses, mais de 500.000 pessoas pediram o cancelamento de assistência em planos privados de assistência de saúde. E esse número tende a aumentar cada vez mais. Será que a Dra. Tania Kadima também vai acusar esses planos com as mesmas razões pelas quais acusa a CASSI?
Outra incoerência da Dra. Tania Kadima, é querer comparar o Plano Mútua dos Magistrados do Rio de Janeiro, que tem 5.000 associados, com a CASSI, de âmbito nacional, que atende cerca de 750.000 pessoas.
Dizer que o Mútua é um plano bem-sucedido e tem excelente avaliação pela ANS não representa qualquer mérito.
O Mútua é o que podemos chamar de “crème de la crème”, em termos de plano de saúde.
Administrar um plano de saúde como o Mútua é uma dádiva, um verdadeiro privilégio. 
Não existe a mínima condição de comparar a situação confortável do Mútua com a CASSI, que passa por uma verdadeira guerra para sua sobrevivência. 
São realidades completamente distintas.
Não é possível comparar a disponibilidade de recursos financeiros e a prestação de sofisticadíssimos serviços médicos prestados pelo Mútua com a atual carência financeira e a dificuldade pela qual a CASSI atravessa para prestar assistência médica de bom nível a seus associados. 
Aliás, no que tange a esse aspecto, ficamos com uma dúvida. Em nenhum momento, foi abordado pela Dra. Tania Kadima, qual é a origem das receitas do Mútua e qual a forma de contribuição ao plano.
Esse é um ponto importantíssimo a ser esclarecido no momento em que se fazem comparações.
A carência de recursos financeiros na CASSI reflete seus efeitos deletérios em todas as áreas.
A melhor definição para definir a situação pela qual passa a CASSI, está no ditado português que diz: “Em casa que não tem pão, todos gritam e ninguém tem razão. ”
Por isso, as colocações da Dra. Tania Kadima causam revolta naqueles que conhecem e acompanham de perto a luta da CASSI pela sua sustentabilidade.
Por mais que os dirigentes administrativos, os funcionários e os profissionais de saúde, que prestam seus serviços na CASSI, sejam abnegados, dedicados e se esforcem ao máximo, todo esse esforço não vai dar conta de atender, de forma adequada, à demanda pelos associados da CASSI, de serviços de saúde de bom nível.   
Atualmente, gerir um plano como a CASSI é como enxugar gelo.
As eleições para a CASSI se encerraram e a Chapa 3 venceu a disputa. 
Auguramos que os vencedores tenham equilíbrio, determinação, muita fé e capacidade de luta no enfrentamento de situação tão adversa.
Por tudo que foi acima exposto, declaro-me extremamente triste e desapontado com a palestra da Dra. Tania Kadima. Não era isso o que eu esperava quando do início de sua exposição.
Se soubesse com antecedência que me defrontaria com uma situação como essa, teria me retirado antes do início de sua palestra.
Não sei quais são os projetos pessoais da Dra. Tania Kadima e do Sr. André Mascarenhas em relação à CASSI, mas declaro textualmente, que não é dessa forma e por esse nível de alienação, no que diz respeito ao que acontece na CASSI, que se chegará a bom termo em relação a qualquer projeto relativo a essa entidade.
Peço desculpas à AAPBB em relação à forma direta e franca  com que retratei as palestras da Dra. Tania Kadima e do Sr. André Mascarenhas, mas acompanho o sentimento da companheira Vania Romeo Tomaz: 
“Meu compromisso maior não é com a AAPBB nem com a CASSI. É com a VERDADE !!”

NOTA deste blogueiro

Reiteramos que este relato retrata a visão pessoal do administrador deste blog. Colocamos ao fim deste artigo, um espaço para comentários, críticas, elogios e contestações, à disposição de qualquer internauta, sejam associados da CASSI, participantes do evento, dirigentes de associações de funcionários e outras entidades, ou a qualquer interessado sobre a matéria em foco que queira externar sua opinião pessoal. 
Lembramos que os comentários devem respeitar estritamente às regras do blog, sem o que não serão publicadas. As respostas serão dadas dentro da possível brevidade.

Simpósio AAPBB parte IV

PALESTRAS DE JOSÉ ROBERTO FERREIRA (SUPERINTENDÊNCIA DA PREVIC) e ANTÔNIO AUGUSTO DE MIRANDA E SOUZA (FUNCEF)

De 14.00h até às 15.00h, no Painel 2 – falaram os expositores Sr. José Roberto Ferreira – Diretor Superintendente da PREVIC e Sr. Antônio Augusto de Miranda e Souza – Diretor de Administração da FUNCEF.

1 – Curriculum de JOSÉ ROBERTO FERREIRA (PREVIC).

José Roberto Ferreira é formado em Ciências Econômicas pela Universidade Católica de Brasília, com MBA Finanças Corporativas pela PUC – Rio, MBA Controles Internos pela FIPECAFI-USP- São Paulo, MBA Gestão Avançada de Negócios pelo INEPAD, FGV e UFMT, Master em Dirección y Gestión de Planes y Fondos de Pensiones pela Organização Internacional de Seguridade Social e Universidade de Alcalá – Madri (Espanha).
Mineiro, trabalhou desde 1983 no Banco do Brasil, onde passou por várias áreas sendo sua última função a de Gerente Executivo na Unidade de Gestão Previdenciária. Atuou, desde 1997, na BB Previdência – Fundo de Pensão Banco do Brasil, onde sua última função foi a de Diretor de Investimentos. Na PREVIC esteve à frente da Coordenação-Geral de Patrimônio e Logística, da Chefia de Gabinete e da Diretoria de Análise Técnica.
Palestra de JOSÉ ROBERTO FERREIRA
A palestra de José Roberto Ferreira abordou quatro pontos: o Sistema Fechado de Previdência Complementar; os resultados preliminares de 2015; um diagnóstico da situação atual; e as medidas em curso com vistas ao aperfeiçoamento do Sistema.
Sobre o Sistema Fechado, foram apresentados os números e a sua organização, com foco na Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC, enquanto órgão responsável pela supervisão, fiscalização e execução das políticas de previdência complementar.
Quanto aos resultados preliminares de 2015, destacou-se que o resultado consolidado deficitário de R$ 72,8 bilhões exigirá atenção e serenidade de cada fundo de pensão na compreensão das causas e consequentes medidas corretivas junto a cada plano de previdência que administra.
O diagnóstico da situação atual evidencia que o sistema se encontra maduro e seu crescimento tem apresentado comportamento tímido frente às necessidades da sociedade.
Das medidas em curso que objetivam aperfeiçoar o Sistema, foram apresentadas medidas legislativas, inclusive no âmbito da CPI dos Fundos de Pensão. Além disso, discorreu-se sobre as iniciativas adotadas pelos diversos atores do setor, com destaque para o processo de aperfeiçoamento do modelo de supervisão baseada em riscos adotado pela PREVIC, bem como para a instrução que aquela Superintendência publicará acerca dos Planos Setoriais, o que poderá contribuir para o fomento do Sistema.
Após a palestra, houve espaço para perguntas diversas, com destaque para as questões envolvendo a PREVI, incluindo os motivos do arquivamento do Termo de Ajustamento de Conduta – TAC e as perspectivas de implantação de teto de benefícios no Plano 1.

2 – Curriculum de ANTÔNIO AUGUSTO DE MIRANDA E SOUZA (FUNCEF).

Antônio Augusto de Miranda e Souza foi admitido na Caixa em 1989 e assumiu como Auditor Interno (DF) em 1999. É formado em Administração pela Universidade de Brasília (UnB). C-fundador e ex-Presidente da Associação dos Auditores Internos da CAIXA (AUDICAIXA). Conselheiro da Transparência Brasil e ex-coordenador da campanha Ficha Limpa.
Palestra de ANTÔNIO AUGUSTO DE MIRANDA E SOUZA.
Antônio Augusto de Miranda e Souza tem um estilo pausado e expôs suas opiniões de forma bem objetiva e explícita, de maneira a que as pessoas às quais se dirigia, entendessem e captassem toda a essência do farto e interessante material exposto em vários slides.
Antônio Augusto de Miranda e Souza citou várias situações muito interessantes com as quais teve de se defrontar em sua trajetória profissional. As soluções adotadas para resolver esses casos foram muito criativas e conseguiram evitar problemas sérios nas áreas em que atuou na administração de seu fundo de pensão. Com certeza também serão ensinamentos muito úteis para os executivos presentes àquele encontro.
Também apontou com muita precisão os pontos que devem ser cuidados com mais firmeza e previsibilidade, para que sejam detectadas situações que possam colocar em risco aplicações e investimentos dos fundos de pensão.
Ressaltou, como outros expositores, a exposição excessiva dos fundos de pensão em investimentos de ativos em renda variável, principalmente na Bolsa de Valores que, no Brasil, pela sua peculiaridade, tem causado muitos prejuízos no mercado.
Falou da legislação que rege os fundos de pensão que ainda deixam muitas falhas para irregularidades.
Em sua análise, enfatizou que há problemas de governança, regulação e de exposição excessiva aos chamados “investimentos de risco”, para os quais propõe um conjunto de medidas corretivas, que envolvem desde a redução dos percentuais autorizados dos investimentos de maior risco, regulamentação da transparência mínima obrigatória, do fundo de solvência (garantidor), da criminalização da gestão temerária/fraudulenta em fundos de pensão, da abolição do voto de qualidade e da  obrigatoriedade da gestão paritária também no âmbito das Diretorias, com eleição para diretores.
Antônio Augusto de Miranda e Souza entende que esse conjunto de medidas reequilibrarão a gestão dos fundos de pensão a favor dos participantes, que hoje, entende, serem as patrocinadoras as detentoras de poder excessivo e predominante.

domingo, 24 de abril de 2016

AAFBB em FOCO - 25.04.2016

                                  Para nossa agradável surpresa, recebemos do Companheiro e Amigo MÁRIO DE OLIVEIRA BASTOS, que é membro do CODEL – Conselho Deliberativo da AAFBB, o texto abaixo, em que ele retrata, de maneira extremamente apurada e elegante, o 37º Aniversário da Sede Campestre da AAFBB. Parabéns ao MÁRIO BASTOS pelo rebuscado e elegante texto. Em razão de sua iniciativa, o MÁRIO DE OLIVEIRA BASTOS, para os amigos “Grande MÁRIO”, foi nomeado para a relevante posição de “cronista social” deste blog. Não é todo dia que somos alvos de tal honraria. Tirante a gozação, desejamos paz, sucesso e felicidade para o amigão “Grande MÁRIO”.   E que volte novamente a nos brindar com textos tão belos e bem elaborados como este.
ADAÍ  ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB 

37º Aniversário da Sede Campestre  -  Xerém

                                                                         
       
Em chegando à Sede Campestre no dia 22/04/2016, sexta-feira, impressionou-me a limpeza e o cuidado com as árvores e jardins. A piscina estava bem frequentada e garotada se divertia a valer.              
                                  O bar funcionou com tranquilidade com o uso da moeda fantasia, manuseada por todos, na compra de itens constantes do cardápio.
                                 A  moeda fantasia é uma forma prática,  criativa e  segura que a Administração da Sede Campestre da AAFBB adotou, e que agilizou e facilitou as transações dos  associados com os funcionários do bar.
                                  O restaurante funcionou muito bem, servindo café da manhã, almoço e jantar, oferecendo uma variada opção de pratos. No dia seguinte, sábado, não houve oferecimento de jantar em virtude da programada festa de aniversário. 
                             Sábado, dia 23/04/2016, Aniversário da Sede Campestre, foi realizada a esperada festa no Salão de Baile, ornamentado com muito bom gosto e cuidado. A apurada organização do baile   foi muito elogiada por todos.
                                   Logo na entrada do salão, as simpáticas recepcionistas, discretas e atenciosas, conduziam os convivas que chegavam para as mesas que lhes foram reservadas.
                                   A orquestra executou uma sequência maravilhosa de músicas para dançar, e os convidados, de imediato, lotaram a pista de dança.
                                   Os bailarinos profissionais foram atenciosos e gentis com as senhoras, que se divertiram     e rodopiaram alegres pelo salão, com alegria,  ritmo e elegância. Espetáculo marcado pelo bom gosto e organização extrema nos mínimos detalhes.
                                    O acontecimento esbanjou fartura com a distribuição de refrigerantes, cerveja, whisky e vinho. Os salgadinhos servidos, foram da melhor qualidade e de visual muito bonito.
                                          O bufê, pela diversidade e     qualidade apresentada foi, com muita justiça, elogiado pelos participantes da festa.
                                   Todos os Conselhos da AAFBB (CADMI, CODEL E COFIN) estavam representados e as fotos, que serão divulgadas, comprovarão a satisfação de todos os convidados e dirigentes.
                                   É de justiça elogiar os que trabalharam diretamente para o brilhantismo do evento a fim de que não houvesse qualquer falha para motivo de insatisfação.
                                   A Sede Campestre está bem administrada e deve ser preservada para deleite dos seus frequentadores.
                                   Parabéns aos responsáveis pela organização e detalhamento esmerado de todos os aspectos da maravilhosa festa, que celebrou os 37 aninhos da bela e graciosa Sede Campestre da AAFBB.
                                  São momentos agradáveis, reconfortantes e alegres como os que desfrutamos naquela sede campestre, que nos relaxam, renovam nossas energias e nos passam confiança, paz e prazer de amar e viver a vida em sua plenitude.
Mário de Oliveira Bastos                        

terça-feira, 19 de abril de 2016

CASSI em FOCO - 20.04.2016

Participei de um Simpósio Sobre Fundos de Previdência Complementar Fechada e Planos de Saúde, promovido pela AAPBB – Associação de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil, e realizado de 12 a 13 da corrente.
Sem falsos elogios, foi o mais bem organizado e melhor simpósio do gênero do qual já participei até hoje, em razão da relevância dos palestrantes e da perfeita organização do evento.
Estou ultimando um artigo sobre esse encontro, o qual espero publicar neste blog dentro de uns quatro dias.
Declaro que, para minha própria surpresa, nos intervalos do encontro, constatei que a maioria dos participantes da PREVI e associados da CASSI, iria votar na Chapa 1 nas eleições para a CASSI.
A propósito dessas eleições, um dos participantes do simpósio, que lê este blog, elogiou minhas notas em defesa da Chapa 1 e comentou o alto nível e a elegância dos artigos, em que não ataco outras chapas e nem nenhum membro das mesmas. Aliás, muito pelo contrário. Cheguei a fazer, em uma nota de 09.03.2016, elogios a colegas de outra chapa que, lamento, não fazem parte da Chapa 1.
Essa atitude amistosa nessa disputa por parte dos simpatizantes e integrantes da CHAPA 1 – CASSI SEMPRE!! não é só minha.
Adiante, reproduzo nota de chamamento ao respeito e à razão, de Isa Musa de Noronha, que é candidata ao cargo de titular do Conselho Fiscal da CASSI na Chapa 1:

                                       


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Dom, 10 de Abr de 2016 4:41 pm . Enviado por:
A partir de amanha, dia 11 o associado CASSI irá escolher novo dirigente e novos conselheiros para a nossa Caixa. Sou candidata ao Conselho Fiscal pela CHAPA 1 - CASSI SEMPRE. Peço a todos que procurem votar. O aposentado vota nos terminais de saque do BB. Leiam o jornal CASSI ESPECIAL ELEIÇÕES e escolham a chapa que mereça a sua confiança. A CHAPA 1 - CASSI SEMPRE, procurou fazer uma campanha limpa, propositiva, sem ataques, sem agressões às demais chapas concorrentes, pois respeitamos a todos os colegas que aceitam esse imenso desafio de concorrer a gerir uma Caixa que atravessa sucessivos déficits e uma crise de gestão sem precedentes em sua longa história.
http://www.cassi.com.br/images/hotsites/eleicoes2016/style/pdf/jornal-eleicoes-2016.pdf http://www.cassi.com.br/images/hotsites/eleicoes2016/style/pdf/jornal-eleicoes-2016.pdf

Esse deve ser o comportamento civilizado que deve reinar entre companheiros que estão disputando eleições para a CASSI.
Respeito é fundamental.
Acredito mesmo, que disparar falsas acusações, calúnias, difamações, agressões e mentiras contra outros candidatos, nunca acrescentaram nada de positivo ao sucesso nas eleições para quem age dessa forma.
Então companheiros, adotando essa atitude positivista, convido-os a votarem na Chapa 1 – CASSI SEMPRE para o bem dos associados e seus familiares, nas eleições para a CASSI, que estão ocorrendo desde o dia 11 e terminarão no dia 22 de abril de 2016.
VOTE NA CHAPA 1 – CASSI SEMPRE!!!

                               

                              
Adaí Rosembak
Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB