sexta-feira, 9 de novembro de 2018

QUAL O DESTINO DO BB?


Caros Amigos,

Enquanto não se resolve esse angu de caroço, que é a eterna discussão sobre a sustentabilidade da CASSI, somos surpreendidos com pequenas notas  em fundo de páginas de jornais, em que são mostradas discussões, indecisões, afirmativas e desmentidos, entre membros do  alto escalão do Governo,  que vão mexer com o futuro de todos os componentes de nossa categoria, aí incluídos funcionários da ativa do BB, beneficiários  da PREVI, associados da CASSI, familiares e dependentes.
Adiante, segue a nota “Futuro ministro quer BB em mãos privadas”, de autoria da jornalista Vanessa Adachi, no jornal Valor Econômico, de 08.11.2018, ao fim da página A9.
Confesso que senti um certo mal-estar, não só pela insegurança em relação ao futuro que nos aguarda, como pela falta de realismo, e diria até desinteresse, em nosso meio, em relação a assunto tão vital para nossa classe.
É como se caminhássemos para o cadafalso com a mesma tranquilidade com que iríamos para um piquenique no campo.
Lamento ser tão realista, mas essa e a visão que tenho quando vejo associados da CASSI criarem tantos questionamentos em relação a filigranas sobre detalhes de menor importância  da CASSI, enquanto problemas de muito maior envergadura   e gravidade nos ameaçam, e nem os notamos.
À vossa reflexão.

ADAÍ  ROSEMBAK

Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

FUTURO MINISTRO QUER BB EM MÃOS PRIVADAS.
Vanessa Adachi.

O futuro superministro da Economia, PAULO GUEDES,
                                  

 deixou transparecer ontem seu viés privatizante para o Banco do Brasil, embora o presidente eleito JAIR BOLSONARO
                                   

 já tenha colocado o banco federal na lista de estatais que não tem intenção de privatizar.
No início da tarde de ontem, o site “Poder 360” informou que uma das ideias de GUEDES seria propor uma associação do BB com o maior banco americano, o Bank of America.
A informação foi replicada mais tarde por outro site, “O Antagonista”. 
Em uma nota, o segundo site informou que GUEDES entrara em contato para esclarecer que uma eventual fusão do BB com o BofA era uma “ideia para o futuro” e que não há “nada na mesa”.
Segundo GUEDES o comentário havia sido feito em caráter pessoal com ALEXANDRE BETTAMIO, de quem é amigo. 
O brasileiro BETTAMIO é o chefe do BofA para a América Latina e mora em Nova York.
Segundo o VALOR apurou, a conversa entre os dois versou sobre temas variados, como a reforma da Previdência e, no meio dela, GUEDES teria comentado de forma genérica que seria muito bom se, no futuro, um banco estrangeiro como o BofA pudesse vir para o Brasil para se juntar ao BB. 
A troca de ideias sobre o assunto não teria ido além desse comentário. 
Na sede do Bank of America, as notícias sobre uma eventual fusão com o Banco do Brasil causaram enorme surpresa.
Há uma avaliação na instituição americana de que uma fusão com um banco público como o BB seria inviável, dadas as diferenças culturais e operacionais.
Quanto a aquisições de controle, bancos americanos têm sido muito restritivos, por causa das grandes exigências de capital impostas pela regulação bancária.
Além disso, o banco americano acredita que o varejo bancário do futuro é digital, o que tornaria mínimas as chances de haver interesse em empenhar capital para compra do BB.
Independentemente da viabilidade de uma transação com o BofA, o episódio deixa claro que o futuro ministro gostaria de ver o BB em mãos estrangeiras, para, entre outras coisas, aumentar a competição no concentrado mercado bancário brasileiro.
GUEDES aproximou-se de ALEXANDRE BETTAMIO por ter sido seu cliente por muitos anos. 
O executivo do BofA tem colaborado com ideias para o programa de governo de Bolsonaro e chegou a ser convidado por GUEDES para presidir o BB, mas declinou, alegando razões pessoais.
Hoje o BofA já tem uma operação relevante de banco de atacado no país, mas não atua no varejo, o forte do BB.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

O QUE ROLA NAS UNIVERSIDADES



Companheiros,

O Colega NORTON SENG publicou em 04.11.2018, o impactante artigo “O QUE ROLA NAS UNIVERSIDADES”, que retrata o depoimento do estudante NAPOLEÃO FREITAS, acompanhado de vídeo.  
Senti-me tão chocado ao ver e ouvir o que acontece intramuros dentro de universidades federais e estaduais, que resolvi reproduzir abaixo o vídeo  em foco:
                                                                    
Evidentemente que essas ocorrências não ocorrem em todos os setores das universidades, mas somente em alguns, principalmente das chamadas áreas de “humanas”.
Mas é intolerável  que exista dentro de uma universidade  uma inversão de valores em que grupos de jovens desestruturados com o apoio ou o beneplácito  de professores, degradem o campus e exerçam uma implacável perseguição  e ditadura de opinião, contra colegas que discordam de suas teses anarquistas dentro do ambiente universitário e que, paradoxalmente, se camuflem sob o manto da chamada “autonomia universitária” e “liberdade de pensamento”.
Os reitores e demais dirigentes universitários são os responsáveis   pela graduação superior da juventude de nosso país e, em razão dessa responsabilidade,  deveriam zelar pela reputação, integridade  e valorização de nossas universidades e de seu corpo docente e discente.
Não é admissível que, em universidades federais e estaduais, sustentadas com recursos públicos oriundos de impostos pagos pela população, ocorram desvios da gravidade como os apontados na presente denúncia.
Ademais, é importante acrescentar que os jovens que frequentam essas universidades gratuitas são os mais abastados e oriundos das classes média e alta, enquanto os mais pobres trabalham de dia e frequentam universidades particulares pagas à noite.
Muitos podem perguntar se o que ocorre nas universidades têm a ver com nossos interesses.
Têm sim.
Muitos de nossos filhos podem estar fazendo cursos avançados nessas instituições, sendo dirigentes ou dando aulas nas mesmas. Enquanto que, nossos netos, podem estar se preparando para fazer cursos superiores nessas instituições.
Ademais, volto a frisar que essas universidades se sustentam com o dinheiro de nossos impostos.
Então temos uma ligação pessoal muito estreita com essas instituições e, até pelo exercício do patriotismo e de cidadania, temos a obrigação de zelar pelo bom funcionamento, preservação do bom nome e grandeza dessas entidades.

À Vossa Apreciação.  

ADAÍ  ROSEMBAK

Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

sábado, 3 de novembro de 2018

UM AGRADÁVEL ENCONTRO


AMIGOS, 

Fui convidado pelo colega JOSÉ MARIA TOLEDO para almoçar com os colegas do Grupo APOSENTADOS DA CACEX, em 01.11.2018, na Churrascaria Carretão em Ipanema.
Primeiramente, não poderia deixar de elogiar o local.
A Churrascaria Carretão é um lugar aconchegante, bem frequentado, agradável, com preços honestos, e bem localizado – à Rua Visconde de Pirajá, 112, Ipanema, na Praça General Osório.
Quem vier visitar o Rio e for a Ipanema, pode ir a essa casa com tranquilidade, pois estará fazendo uma excelente escolha.
Logo à entrada, a recepcionista chamou o maitre e solicitou que ele me encaminhasse à mesa do CASANOVAS, sobrenome do colega ANTÔNIO CARLOS CASANOVAS VALENTE, que é quem coordena o Grupo APOSENTADOS DA CACEX.
Como cheguei cedo, o primeiro que encontrei à mesa foi o MAURÍCIO DE BARROS MELLO.
Eu me apresentei e ele, extremamente educado e solícito, me deu as boas-vindas e pediu que eu me assentasse.
Para começar “os trabalhos” em alto estilo, pediu uma garrafa do vinho chileno Concha Y Toro, bolinhos de bacalhau e pastéis variados.
Aos poucos, foram chegando os demais companheiros ANTÔNIO CARLOS CASANOVAS VALENTE, MIGUEL TAVARES, CARLOS EDDY VIEIRA DA SILVA, LUIZ PAULO PRETTI MIRANDA, e meu amigo JOSÉ MARIA TOLEDO.
                                  

Pensei, com meus botões, porque já não tinha conhecido anteriormente aquele agradável grupo de colegas.
Que ambiente salutar, descontraído e divertido!
Tudo regado a bom vinho, chope bem tirado, e água mineral, acompanhados de excelente comida, destacando-se a variedade de saborosas carnes.
Nada de discussões políticas e nem de lamentações sobre a vida ou reclamações sobre nossas instituições.
Ali era um momento de gozar a vida no melhor estilo carioca.
Bom papo, muito riso, piadas, boas recordações e excelentes estórias eram a essência daquela confraternização.
Esquecemo-nos do furor das recentes eleições, as quais só lembrávamos quando era parar contar causos pitorescos e ocorrências risíveis.
A essência da falação girava sobre assuntos agradáveis, como mulheres, música, cinema, praia, carnaval, futebol, etc.
O Toledo me olhava com certo espanto e admiração.
Não era para menos.
Desde os mais de 40 anos que nos conhecemos, do tempo da antiga CACEX-RIO, nunca ele tinha me visto tão descontraído e alegre.
Durante esse tempo, nosso corpo, evidentemente, sofreu as mudanças do tempo, mas nossa mente se expandiu e tornamo-nos mais realistas e objetivos em nossa existência.
Aprendemos que temos de seguir mais a razão e menos as emoções, e não temos mais o direito de errar, impunemente.
Tive a oportunidade de falar sobre a AAFBB, que é a associação à qual sou mais ligado.
Fiz o convite para que comparecessem ao almoço mensal da AAFBB, o qual é muito alegre e concorrido.
Lá sempre encontramos outros aposentados da CACEX, como GILBERTO SANTIAGO, JOSÉ MAURO MARTINS CORDEIRO, MÁRIO DE OLIVEIRA BASTOS, WALDYR ARGENTO e JÚLIO ALT, entre outros.
Pedi a um rapaz que estava com um grupo de adolescentes, ao lado de nossa mesa, para que tirasse uma foto de nosso grupo, a qual coloco adiante. 
Falei para o rapaz que nós, os coroas, eram eles, amanhã. 
E eles, os garotos, eram nós, ontem.
Abracei o rapaz e desejei saúde, sucesso e felicidade para todos.
Fui ovacionado com uma salva de palmas pela garotada.
Que dia maravilhoso!!
Estou ansioso para comparecer àquele encontro novamente.
Felicidades a Todos!!

ADAÍ ROSEMBAK

Associado da ANABB, AAFBB e ANAPLAB

domingo, 28 de outubro de 2018

REFLEXÕES SOBRE O FUTURO


Caros Amigos,

A eleição foi decidida.
JAIR MESSIAS BOLSONARO vai ser nosso próximo presidente.
Hoje pela manhã fui votar na Fundação Getúlio Vargas.
Tudo muito rápido ao contrário do 1º turno.
Na saída da FGV, observei um casal jovem indo votar, com um filho, eufóricos e trajando camisetas vermelhas com o nº 13 e, entusiasmados, carregando uma bandeira do PT também com o nº 13.
Simpatizei com o casal, mas não me atrevi de os avisar que eles até poderiam ser presos pelas camisas e pela bandeira, pois estavam desrespeitando normas eleitorais.
Mas como conheço o radicalismo dos petistas, preferi me preservar e não os alertar.
À tarde fui convidado para um churrasco para acompanhar o resultado das eleições.
Foi nesse evento que tive uma ideia da dimensão do antipetismo, e da divisão no país que essa eleição provocou.
Aliás, o grande mérito de JAIR MESSIAS BOLSONÁRIO não foi denegrir a pessoa de FERNANDO HADDAD,   mas atacar de forma frontal toda a pregação eleitoral do petismo.
Será que nenhum dirigente petista conseguiu enxergar a tempo que o discurso do PT afrontava valores estruturais da população brasileira? 
Quando conversei sobre  isso com um amigo, a título de galhofa, ele disse uma verdade: "Eles não mudam é porque são burros! Burro só desempaca quando a gente enfia pimenta no rabo deles!"
Está aí a pimenta que o PT levou no r...!
Quando o resultado da vitória de JAIR MESSIAS BOLSONÁRIO foi confirmado, entre fogos de comemoração e hino nacional, vi pessoas chorando, gritando, se abraçando, e abrindo garrafas de champanhe.
Nem em Copa do Mundo vi tanta alegria e emoção.
Meus pensamentos se voltaram para aquele casal com o filho que foram votar pela manhã. 
Que ressaca   estariam passando! Deveriam estar amargurados e em prantos.
Lembrei-me da votação das “Diretas Já” em que o projeto foi derrotado. 
Fiquei  arrasado.
Hoje me pergunto: Será que não foi melhor daquela forma?  Será que eu não estava errado naquele momento?
A primeira e grande prova pela qual JAIR BOLSONARO passará, será unir o povo e implantar a paz no Brasil.
E a oposição, que tem de existir pois  é fundamental em uma democracia, depois dessa derrota amarga e sofrida, e quando a poeira assentar, terá de revolver suas raízes, levantar os olhos para o que acontece no Mundo, alargar seus horizontes sobre a situação do Brasil e seu povo, e repensar um novo e glorioso renascimento.
Até porque não lhe resta outra opção.

Atenciosamente

ADAÍ  ROSEMBAK

Associado da ANABB, AAFBB e ANAPLAB

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

UM DEPOIMENTO SENSATO


Caros Amigos,

Faltam dois dias para o segundo turno das eleições para presidente do Brasil.
As emoções afloram à flor da pele.
Tenho procurado me afastar de discussões acaloradas sobre política, tenho limitado a leitura de  artigos políticos autênticos ou não (fake news)  no what’s up, nos jornais e nas redes sociais, e tento não  assistir a noticiários políticos  na TV.
É um objetivo quase impossível.
A fixação nesse assunto é geral.
Em todos os ambientes que frequentamos e com todas as pessoas com quem conversamos, esse é o mote do momento.
Esse ambiente aguerrido, destemperado e que, não raro, resvala para o baixo nível e a agressividade, chega a causar estremecimentos em nossos círculos familiares e de amigos.
Isso nos aborrece e deprime.
A inflexibilidade e o fanatismo político bloqueiam nosso bom senso e nosso equilíbrio.
Esquecemos de respeitar a opinião alheia.
E a nossa opinião também não é respeitada por outros que pensam de forma diferente de nós.
O aspecto positivo é que isso é a prova de que vivemos em uma democracia plena.
Unanimidade de opinião é própria de ditaduras radicais e sanguinárias, como nos tempos de Hitler e Stálin. Quem ousasse pensar de forma diferente do mandante supremo era sumariamente eliminado.
Ademais, por que essa guerra sem quartel se, faltando dois dias para as eleições, todos já tem suas escolhas definidas?
Para fugir desse intoxicante clima de intolerância, desrespeito e de acirramento de ânimos, tenho procurado centrar meu tempo em resolver assuntos pessoais diversos: colocar em  ordem a massa de informações de meu computador, descartar livros que não vou ler mais, jogar fora cacarecos sem utilidade, separar roupas que não uso mais para doar para instituições de caridade, etc.  
Também tenho acessado sites gratuitos e muito bons para aperfeiçoar meu inglês, assistido campeonatos mundiais de sinuca, ouvido muita música e apreciado excelentes shows de dança no Youtube. 
Tudo com o intuito de me desviar do constante e nocivo bombardeio político.  
Mas, ao folhear a revista “Época”, nº 1060, de 22.10.2018, não pude deixar de ler uma entrevista muito esclarecedora, à página 42, com o respeitado escritor e jurista IVES GANDRA MARTINS.
Sua nota é tão equilibrada, objetiva e equidistante de preferências políticas   que, se ele não confessasse que votaria no candidato do PFL, pareceria um cientista político de alto nível que analisa as alternativas que se apresentam para o Brasil no próximo período presidencial.
Transcrevo abaixo o excelente depoimento do intelectual IVES GANDRA MARTINS, que merece ser degustado por todos que se interessem pelo futuro e destino de nosso país.
Boa Leitura!!

ADAÍ  ROSEMBAK

Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

15  PERGUNTAS PARA  GANDRA.

O Jurista IVES GANDRA MARTINS, aos 83 anos, juntou-se às fileiras de apoiadores de JAIR BOLSONARO. Não vê qualquer risco de golpe e desrespeito à Constituição num eventual governo do candidato do PSL.
“Os militares são hoje escravos da Constituição”, afirma IVES GANDRA MARTINS.
Por Silvia Amorim


1.         Como o senhor se posicionará neste segundo turno entre JAIR BOLSONARO e FERNANDO HADDAD?
GANDRA: Eu tenho muito amigos no PT, mas votei em BOLSONARO e votarei de novo.
Num primeiro momento, ele não era meu candidato.
Eu ia votar no ALCKMIN (candidato do PSDB), achava o mais preparado, mas no momento em que vi que as candidaturas se diluíram e a eleição se encaminhava para um debate entre valores morais e o não reconhecimento da corrupção pelo PT, decidi votar no BOLSONARO.

2.         Seu voto em BOLSONARO é por convicção às propostas dele ou um voto apenas anti-PT?
GANDRA: É preciso entender que todos nós brasileiros fomos postos diante de uma eleição de exclusão neste ano.
Eu voto, sim, por convicção no BOLSONARO.
Nem o conheço, trocamos apenas e-mails quando ele era deputado.

3.         Como constitucionalista, concorda com a proposta de uma nova Constituição feita por notáveis?
GANDRA: Não há a menor possibilidade no Brasil de fazer uma Constituição exclusiva, por uma razão muito simples.
É preciso que 60% dos deputados e senadores autorizem isso. Você acha que eles, eleitos pelo povo, vão abrir mão do direito de decidir para criar uma comissão de notáveis?
O que se pode fazer são reformas, e muitas delas são fundamentais, como a tributária, a previdenciária e a política.
Mas a espinha dorsal da Constituição tal qual temos hoje, de equilíbrio dos Poderes e garantias individuais, é muito boa e não pode ser mudada.

4.         Adversários dizem que um governo BOLSONÁRIO poderia levar a um golpe militar.
GANDRA: De jeito nenhum.
Os militares de hoje não têm nada a ver com os militares de 1964. Posso dizer isso porque sou professor emérito há 29 anos da Escola de Comando do Estado-Maior do Exército.
Eu conheço a mentalidade deles. Eles são escravos da Constituição. Quando se fala com eles, dizem que respeitarão o Artigo 142 da Constituição, que dita as três funções das Forças Armadas.

5.         A presença de militares num eventual governo de BOLSONÁRIO não o preocupa?
GANDRA: Não tenho o menor receio.
Pelo contrário.
Tenho impressão de que haverá mais disciplina, a corrupção vai ser combatida e respeitarão profundamente a Constituição.
Eu estive com o General VILLAS BÔAS (comandante do Exército) há cerca de um mês e ele me disse que os militares sabem que são uma instituição do Estado, não são instituição de um governo e que a função deles é garantir os Poderes constituídos.
Foi o que sempre lecionei a eles.

6.         Ficou surpreso com o resultado das urnas no primeiro turno?
GANDRA:  Não. O que tivemos foi uma reação muito forte da sociedade contra o fato de o PT não reconhecer os erros que cometeu, a corrupção que praticou e o ataque às instituições.
HADDAD acabou herdeiro e prisioneiro da imagem do LULA.
Se por um lado herdou parte do eleitorado do LULA, por outro não consegue conquistar novos espaços.
Se o PT tivesse feito um mea-culpa no momento da condenação do LULA em segunda instância, talvez pudesse agregar outras forças nesta eleição.
Esse discurso de atacar as instituições, dizendo que julgamentos são políticos e que houve golpe, foi bom para unir a militância do PT, mas politicamente desagregador. Depois do segundo turno, vão dizer o quê? Que houve um golpe do eleitor?

7.         E a “onda conservadora” que varreu o país nas eleições para os legislativos, governos estaduais e a Presidência da República?
GANDRA: Faço uma distinção sobre esse assunto.
Sempre disse a meus alunos que não há mais esta história de esquerda e direita, e sim de governos eficientes e ineficientes. Muita gente não percebeu nesta eleição a importância da questão da moral para o debate político.
Ela veio na esteira do repúdio à corrupção, mas foi além.
O povo tomou consciência do que estava acontecendo nos porões do poder.
Sem nenhum preconceito contra homossexuais – eu tenho amigos homossexuais - , mas o debate sobre ideologia de gênero, pregando educação sexual para crianças e banheiros unissex, gerou uma onda de valores moralistas na família brasileira.
Mas também vejo essa onda como resultado de erros de outras candidaturas.
O PT errou ao não reconhecer seus erros, o ALCKMIN atacou o inimigo errado, o CIRO pulou de um galho para outro – primeiro tentando ser herdeiro do PT, depois indo para cima dos petistas -, e sobre a MARINA nem tenho o que falar.
Ela teve menos votos do que a deputada estadual mais votada de São Paulo, a JANAÍNA PASCHOAL.

8.         Como o senhor vislumbra um eventual governo BOLSONARO?
GANDRA: Ao contrário dos outros, eu estou mais otimista.
Aos 83 anos, muito me veem como um dinossauro, mas tenho certeza de que ele vai delegar muita coisa. Vai ter uma base razoável no Parlamento, porque a renovação política fez PT, PSDB e MDB perderem força.
Ele vai ter a seu lado a bancada agropecuária, a dos evangélicos, a do PSL com 52 deputados.
Ele vai ter mais facilidade para negociar.
Por outro lado, terá de fazer as reformas tributária, administrativa, previdenciária e política.

9.         E como enxerga um eventual governo de HADDAD?
GANDRA: Eu me dou muito bem com HADDAD, gosto dele.
Mas acho isso muito difícil.
Esta não foi uma eleição de projetos e convicções.
Ficou uma campanha dos que querem a volta do PT e dos que não querem.
Não acredito numa virada eleitoral.

10.Esta é uma eleição marcada por uma polarização pautada pelo ódio. O país aguenta mais quatro anos dividido?
GANDRA: Eu gostaria de ver uma pacificação nacional depois das urnas, mas não acredito nisso. Ainda vamos ter um período de muita tensão pós-eleição.
O tamanho disso vai depender muito do estilo que o presidente eleito vai adotar e da capacidade dele de estabelecer diálogo.
Considero esse um dos maiores desafios do próximo presidente. Acho também que, se os projetos começarem a dar certo, principalmente na economia, com geração de empregos e investimentos, a tensão política tende a arrefecer.
Só espero que o Brasil dê certo.

11. O segundo turno está se encaminhando para uma ausência de debates diretos na TV entre HADDAD e BOLSONARO. Isso é bom para a democracia?
GANDRA: O LULA, quando liderava as pesquisas, não foi a debates. FERNANDO HENRIQUE fez o mesmo.
Não vejo o BOLSONARO obrigado por duas razões.
Primeiro, ele está fisicamente debilitado. Qualquer pessoa que vai para um debate desse tipo sabe que é extenuante, isso sem contar a preparação.
Segundo, ele está com uma vantagem confortável.
No debate, HADDAD tem tudo a ganhar, e BOLSONARO tem tudo a perder.
Acho que, a esta altura, é capaz que ele dê uma de LULA e FERNANDO HENRIQUE.

12. Não é uma postura distanciada do interesse público e de prejuízo ao processo eleitoral?
GANDRA: A esta altura, o que está em jogo é conquistar o poder.
Não vejo problema nesta eleição porque estamos com duas candidaturas bem definidas.
O eleitor sabe quem é um e outro e em quem vai votar.
Quando a diferença entre os candidatos é pequena, o debate é fundamental.
Mas agora a diferença é de 8 milhões de votos, é muito grande.

13 – Uma das propostas defendidas nesta campanha por BOLSONARO é o aumento do número de ministros do Supremo Tribunal Federal. O senhor concorda com ela?
GANDRA: Acho que ele está dizendo isso sem conhecer a realidade do Poder Judiciário. Qualquer alteração desse tipo tem de ser de iniciativa do Poder Judiciário.
Tenho a impressão de que o problema do Supremo não é esse. O que teria de haver é uma mudança nas competências do Supremo.
O acúmulo de processos existente é uma barbaridade.
Defendo que seja apenas uma Corte Constitucional, e não de matéria penal.

14 - BOLSONARO não se compromete com a lista tríplice para a escolha do procurador-geral da República. Como vê essa postura?
GANDRA: Acho que algumas dessas afirmações, no momento em que o ministro da justiça for escolhido, serão reavaliadas.
Isso está na Constituição e dificilmente será modificado. Algumas afirmações são feitas em campanha e, quando dizem respeito ao processo constitucional, têm de se adaptar depois das urnas.
Repito que qualquer alteração na Constituição precisa de 60% da Câmara dos Deputados e do Senado em duas votações.
É impossível.

15 – Como tributarista, o senhor concorda com a proposta do economista PAULO GUEDES de recriar um imposto sobre movimentação financeira?
GANDRA: Vamos ser claros. Nenhum ministro da Fazenda faz o que quer sem antes negociar com o Congresso.
Todo o projeto de um presidente da República diante de um Congresso novo vai ter de ser negociado.
Sou favorável a uma redução do tamanho do Estado, do corporativismo e da carga tributária.
Será uma batalha com o Congresso, afinal estamos numa democracia.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

JULGAMENTO DE AÇÃO DA ABRAPP



PREZADOS COMPANHEIROS,

O COLEGA E AMIGO JOSÉ MARIA TOLEDO, COM QUEM  TRABALHEI NA ANTIGA CACEX, MANDOU-ME A MATÉRIA ABAIXO, EXTRAÍDA DO “BLOG MARCEL BARROS.”
DADA A IMPORTÂNCIA DO ASSUNTO, QUE NOS ATINGE DIRETAMENTE, JULGUEI CONVENIENTE A PUBLICAR PARA CONHECIMENTO E REFLEXÃO DE TODOS.

BOA LEITURA !!

ADAÍ  ROSEMBAK

Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB


ESSE ASSUNTO INTERESSA A TODOS NÓS

JULGAMENTO DE UMA AÇÃO DA ABRAPP (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR)PODE RENDER À PREVI CERCA DE 6 BILHÕES.

Processo:  REsp 1541310 / RJ        2015/0158748-4 – STJ –

Será julgado a qualquer momento pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) um antigo e complicado caso envolvendo correções nas aplicações pelos fundos de pensão das já extintas Obrigações do Fundo Nacional de Desenvolvimento (OFNDs), que podem engrossar os ativos do Plano 1 da Previ em cerca de R$ 6 bilhões.
Esse é o valor atualizado de uma pendência que tem origem em ação movida em 1991 pela ABRAPP (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar) contra a União, o BNDES e o Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND).
Criado em 1986, o FND foi autorizado a emitir papéis para captar recursos denominados Obrigações do Fundo Nacional de Desenvolvimento (OFNDs), com aquisição compulsória pelos fundos de pensão patrocinados por empresas do setor público, mediante utilização de 30% de suas reservas técnicas.
Essa compulsoriedade foi determinada pelo então Presidente Sarney e seus ministros Funaro e Sayad, numa clara interferência do governo na gestão do fundo. Isso não ocorreria nos dias atuais, dado ao modelo de governança que os associados implantaram na PREVI a partir de 1998.
Em 1990, o BNDES mudou o critério de correção das OFNDs (de IPC para BTN).
Os fundos de pensão discordaram e a ABRAPP entrou com ação judicial pleiteando a diferença da correção monetária em razão dessa alteração no período de abril de 1990 a fevereiro de 1991.
Entre derrotas e vitórias de inúmeros recursos apresentados pelos dois lados, a ação judicial foi subindo de instância, num percurso cujos penúltimos lances foram decisão favorável à ABRAPP em segunda instância e um acordo com o BNDES em 2010. Mas a União entrou em 2012 com ação rescisória no Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, que no ano seguinte julgou a pretensão improcedente.
A União interpôs recurso especial e extraordinário no STJ, cujo relator, ministro Gurgel de Faria, no dia 6 de novembro último sentenciou que não cabe à União questionar via rescisória a sentença do TRF 2.
Ou seja, a execução da sentença prossegue e a bola agora está com o pleno do tribunal.
Esses recursos pertencem aos associados dos fundos de pensão e a eles devem retornar.
No caso da PREVI, os R$ 6 bilhões fortaleceriam o equilíbrio do Plano 1 e dariam mais tranquilidade para os seus 120 mil associados.


domingo, 21 de outubro de 2018

MOMENTOS DE RELAXAMENTO


Caros Companheiros,

Estas eleições estão mexendo com nossas emoções.
Tenho lido  sobre desavenças familiares, desentendimentos entre amigos, enfim, desrespeito  e discordâncias  em razão da escolha do candidato a presidente da República no dia 28 do corrente, que nos governará por 4 anos.
Penso que temos de partir da premissa que estamos vivendo em uma democracia, com plena liberdade de expressão individual e da mídia.
Não corremos o mínimo risco de cair em um regime ditatorial, até porque vivemos em um regime democrático consolidado, a Guerra Fria acabou, as condições econômicas, políticas e sociais do país são completamente diversas das do século passado, e a última coisa que as forças armadas querem é entrar em outra aventura temerária como foi a Revolução de 1964.
Os três poderes da República – Executivo, Legislativo e Judiciário – estão atuando em harmonia,  plenitude e  independência.
Por isso, qualquer dos candidatos que vencer, forçosamente terá de agir dentro dos limites estabelecidos pela Constituição.
O presidente eleito terá de agir em sintonia com o Poder Legislativo e terá suas ações limitadas e supervisionadas pelo Poder Judiciário.
Assim, a democracia brasileira não correrá nenhum risco seja qual for o candidato eleito.
Para fugir dessa tensão política, que nos tira a paz e que se torna um vício para quem atua na mídia, tirei quatro dias para relaxar e resolvi visitar a Cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais, que conheci quando criança.
Tomei um susto com a avançada estrutura de turismo que foi implementada em Passa Quatro.
Fiquei hospedado no Hotel MIRA&SERRA PARQUE HOTEL, que pertence ao mesmo grupo que também tem na cidade o Hotel RECANTO DAS HORTÊNSIAS.
Sem qualquer exagero, são hotéis de altíssimo padrão que contam com quartos amplos, forrados com lâmina de madeira, avarandados, com banheiros moderníssimos, que superam em conforto e amplitude de instalações dos melhores hotéis da categoria.
Logo na entrada do hotel somos recepcionados por um animado grupo de funcionários da área de recreação e apoio, que nos oferecem um prospecto com toda a ampla programação e diversidade de opções oferecidas durante a estadia no hotel.
Em especial, agradeço pessoalmente à Gerente Geral do hotel, Senhora ROSÂNGELA MARCONDES, pela especial atenção em me atender pessoalmente em relação a sugestão que fiz para o aperfeiçoamento do atendimento do hotel.
As instalações   gerais do MIRA&SERRA PARQUE HOTEL atendem a todo tipo de desejos e peculiaridade  de seus hóspedes tanto no que se refere a atividades de lazer, desportivas, culturais e recreativas.
O restaurante é imenso e a culinária, que não se restringe somente à saborosa comida mineira, atende a qualquer diversidade de paladar.
Os garçons e demais profissionais do restaurante são atenciosos, educados e esmeram-se em prestar um requintado, cortês e profissional atendimento aos hóspedes.
O hotel conta com um serviço sofisticado de bar com piano e grande número de mesas e poltronas que oferece um ambiente tranquilo, aconchegante e intimista.
Existe uma área de ginástica que conta com uma ampla   diversidade de modernos aparelhos de exercícios aeróbicos e anaeróbicos.
Os hóspedes dispõem de sala com mesas de jogos de cartas e de sinuca. 
O hotel também conta com amplo salão de TV com grande número de confortáveis poltronas e sofás.
Uma das melhores opções é o salão de dança e espetáculos, que promove bailes diários com excelentes orquestras e com exímios dançarinos que fazem parte do corpo recreativo do hotel.
Tive oportunidade de dançar e recordar dos tempos em que era “rato” de academia de dança. A orquestra, uma das melhores da Cidade de São Paulo, deu um show com seu repertório diversificado.
O ponto alto no salão de espetáculos, foi o “Encontro Feliz Idade”, com o famoso cantor DANIEL e seu grupo artístico.
Para que se tenha uma ideia da grandeza do evento, o salão foi adaptado para acomodar mais de 1000 hóspedes dos hotéis MIRA&SERRA PARQUE HOTEL e HOTEL RECANTO DAS HORTÊNSIAS.
Sem exagero, foi um dos mais animados espetáculos   a que tive o prazer de comparecer.
Tudo perfeitamente organizado e com um serviço de bar excelente.
O cantor DANIEL se superou na atenção à animada plateia.
Por sua iniciativa, o show que deveria durar 1 hora e 30 minutos se estendeu por 2 horas e 30 minutos.
Para complementar as atividades desportivas o hotel conta com várias piscinas externas com bar e muita arborização.
Dentro do hotel, os hóspedes dispõem de um conjunto de piscinas térmicas, saunas seca e a vapor e duchas de pressão.
As sessões de hidroginástica são diárias.
Afora isso, existem as caminhadas matinais e os animados passeios de trenzinho a localidades próximas e passeios mais longos de trem a São Lourenço e a outras localidades que nos levam a rememorar passagens históricas.
Não vou me estender sobre a diversidade de opções oferecidas aos hóspedes senão o texto ficaria muito grande e maçante.
O que de fato importa é que voltei de alma leve, descansado e com o corpo rejuvenescido.
Em nenhum momento de meu passeio, escrevi, falei, ou li sobre política. Milagre!!
Vivi e saboreei a vida da melhor forma possível.
Então caros companheiros, vamos votar tranquilos e sem desavenças.
E depois, vamos no abraçar e tomar um gostosíssimo chopp para comemorar a eleição de um novo presidente, seja ele quem for.

Abraços em Todos.

ADAÍ ROSEMBAK

Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB