terça-feira, 27 de outubro de 2015

Esclarecimentos Oportunos

Quando elaboro qualquer nota neste blog, expresso meu ponto de vista. Portanto, estou sujeito a receber críticas, contestações e correções de toda ordem. 
Respondo a todos os comentários com imensa satisfação, pois é sinal de que o blog está sendo acessado, bem como são oportunidades para que eu possa corrigir algum erro porventura cometido.
Opiniões que sejam caluniosas, agressivas ou que contenham palavras de baixo calão são eliminadas de pronto.
Mas, por vezes, ficamos tão desapontados em relação a determinadas críticas bem elaboradas e partidas de comentaristas conhecidos e respeitados, mas que são infundadas e contém insinuações maldosas    com o único objetivo de desmoralizar e levantar injúrias sobre este articulista, bem como sobre a fonte informante e o assunto abordado, que não nos resta outra alternativa que não seja também eliminar tais comentários.
O fato desse baixo nível de críticas partir de pessoas bem articuladas e respeitadas nos deixa profundamente aborrecidos e desconcertados.
Parece até que essas pessoas estão momentaneamente fora de si quando se expressam de forma tão degradante.
O impacto desses episódios tão desencantadores e tristes, inicialmente, nos deixa apáticos e sem capacidade de reação.
Deparei-me com esse problema em relação a comentários recebidos sobre o artigo “Comemoração dos 64 anos da AAFBB”, de 25.10.2015.
Passado o susto, esclareço a essas pessoas alguns aspectos importantes a respeito de um blog.
Este é um meio de comunicação de integral responsabilidade de seu titular.  E, dessa forma, seu administrador responde até judicialmente pelo que nele for publicado.
Assim, este desapontamento em relação a comentaristas que tinha em alta conta, está sendo uma lição valiosíssima.
Doravante, comentários partam de quem for, mas que não obedeçam a rígidos princípios de linguajar, boa educação e respeito, serão sumariamente eliminados e terão o destino que lhes cabe: a lata de lixo.
Comunico aos amigos e internautas que lamento ter chegado a esta decisão, que contrariou o meu objetivo inicial quando criei este blog, que era o de dar ampla recepção a qualquer tipo de comentário, desde que não se expressasse em linguajar de baixo nível.
Aproveito o ensejo para reiterar minha admiração pela beleza, elegância, animação   e impecável organização, que foi o magistral baile pela comemoração dos 64 anos da AAFBB, no salão de baile da AABB na Lagoa, Rio de Janeiro RJ.
Esperamos ansiosamente pela celebração de outros eventos comemorativos a serem promovidos pela AAFBB.
Em tempo, em nome da AAFBB, este associado estende à AABB os agradecimentos pela colaboração para o fulgurante brilho e sucesso do evento.
Adaí Rosembak

Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB

domingo, 25 de outubro de 2015

Comemoração dos 64 anos da AAFBB

Registramos a passagem de aniversário dos 64 anos da AAFBB, que foi celebrado em 23.10.2015, no Salão de Bailes da AABB, na Lagoa, Rio de Janeiro RJ.
Célia Laríchia, presidente da AAFBB, elegantíssima em seu longo verde, recebia a todos de forma feliz, calorosa, simpática e com um constante sorriso nos lábios.
Um grupo ativo e prestimoso de moças auxiliava Célia Laríchia na organização do evento, acompanhando os convidados para suas mesas e tomando outras providências.
De imediato, baterias de garçons começaram a servir deliciosos acepipes e bebidas aos comensais.
A Orquestra Tupy, uma das mais famosas orquestras do país, encarregou-se de lotar o salão com exímios dançarinos que rodopiavam pela pista de dança, inebriados pelo som maravilhoso   da magnífica seleção musical.
Há muito tempo não nos deparávamos com uma festa tão requintada e organizada em seus mínimos detalhes.
A certo ponto do baile, a orquestra deu um intervalo e o mestre de cerimônias tomou a palavra e convidou Célia Laríchia para falar sobre a importância daquela data para a AAFBB.
Célia Laríchia fez uma exposição muito emotiva e tocante dirigida a todos os presentes, quando se referiu à trajetória da AAFBB, desde a sua fundação até os dias atuais.
Discorreu sobre a AAFBB, a associação de funcionários do BB mais antiga do país, às suas conquistas para a categoria dos aposentados, pensionistas e para os atuais funcionários da ativa do BB.
Falou da sede social e da rede de ajuda e serviços prestados aos associados, desde à ligação visceral com a CASSI e a PREVI, aos eventos recreativos, à programação cultural e ao serviço de assistência jurídica.
Lembrou o papel fundamental da Sede Campestre da AAFBB em Xerém, onde são promovidos encontros com representantes da categoria de todo o país, que foram e continuarão a ser fator fundamental para muitas conquistas importantes para a categoria dos funcionários da ativa do BB e dos aposentados e pensionistas da PREVI e assistidos da CASSI.
Só uma sede campestre tão ampla e aprazível, de baixo custo e tão bem organizada como a de Xerém, possibilita o êxito de tais encontros.
Célia Laríchia estendeu seus agradecimentos a todo o corpo social que é a base de sustentação e a razão da existência da entidade.
Agradeceu a presença dos convivas, oportunidade em que foi efusivamente aplaudida.
Em seguida, convidou todos os dirigentes da AAFBB presentes ao evento que se juntassem a ela, para que fizessem um voto de congraçamento pela associação.
Logo após, a Orquestra Tupy voltou a lotar a pista de dança com a interpretação magistral de sua seleção maravilhosa de sucessos musicais.
Apesar da grandeza do evento e do grande número de convidados, registramos a presença de Odali Dias Cardoso, Nelson Leal, Ari Sarmento, Waldyr Argento, Adolpho Gonçalves Nogueira, Marcel Barros, José Odilon Gama da Silva, Carlos Fernando dos Santos Oliveira (CaFé), Júlio César Alt, José Mauro Martins Cordeiro e Ernesto Pamplona, com suas esposas.
Waldenor Moreira Borges Filho, de São Paulo, representava as associações fora do Rio de Janeiro.
Também estavam presentes Maria Tereza de Souza Silva com Mário Fernando Engelke, Mário Bastos e esposa Dalva, Loreni de Senger e Betto Dias.
Ainda contamos com a presença de Fernando Amaral Baptista Filho, Gilberto Santiago e seu primo Evanildo Cavalcante Bechara, membro da Academia Brasileira de Letras.
Desculpamo-nos se deixamos de fazer o registro de um ou outro convidado, mas o salão era grande, estava lotado, e foi absolutamente impossível estar totalmente atento à cobertura de todos os detalhes da   festiva solenidade no meio de um ambiente tão alegre e descontraído.
Os deliciosos quitutes e bebidas variadas continuavam a ser constantemente servidos e a sumirem como por mágica das bandejas dos garçons quando passavam pelas mesas dos comensais.
A orquestra Tupy não dava trégua. Os dançarinos estavam infatigáveis e envolvidos pela magia da trilha sonora que só a Orquestra Tupy sabe interpretar.
Assim é que deve ser uma boa festividade.
Boa comida, bebida gelada, muito riso, piadas, amigos, abraços, mulheres alegres, bonitas e felizes, ambiente elegante, orquestra de primeira e dançarinos magistrais.
Palmas aos organizadores de festa tão animada e esplendorosa.
E parabéns pela comemoração dos 64 aninhos dessa criança tão acolhedora, calorosa, humana e alegre chamada AAFBB.
Que tenha vida longa !!!
Adaí Rosembak
Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Como Aumentar o Benefício do INSS pela Desaposentação

Por considerarmos muito oportuna a abordagem do tema desaposentação, transcrevemos neste blog o artigo “Como aumentar meu benefício no INSS pela Desaposentação”, elaborado pelo Advogado Hugo Jerke, e publicado em 15.10.2015, na Coluna Antenado do site da AAFBB.
Esse é um assunto sobre o qual existe um certo estigma e muito desconhecimento, mesmo entre pessoas que, depois de aposentadas, voltam ao mercado de trabalho.  Alega-se que as dificuldades burocráticas e a demora colocadas pela burocracia estatal para a concessão desse direito não compensam qualquer benefício que se venha a conquistar.
Por isso, os providenciais esclarecimentos prestados pelo Causídico Hugo Jerke, assessor jurídico da AAFBB e Coordenador do Serviço de Orientação Jurídica, foram muito bem-vindos a muitos companheiros que, premidos por dificuldades financeiras, são obrigados a retornar ao mercado de trabalho.
Adaí Rosembak
Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB

Como aumentar meu benefício no INSS pela Desaposentação – (Hugo Jerke) 

A desaposentação é a possibilidade jurídica de o aposentado rever seu benefício previdenciário oficial (INSS) para que sejam consideradas as novas contribuições previdenciárias realizadas após sua aposentadoria.
Na verdade, a desaposentação nada mais é do que a correção de uma grave injustiça praticada contra o aposentado que, após a concessão do benefício pelo INSS, continuava exercendo sua atividade profissional e, portanto, contribuindo para a previdência oficial sem qualquer vantagem.
No direito previdenciário não se admite duas aposentadorias oficiais. Por isso, até 1994, os trabalhadores já aposentados, que seguiam em atividade, recebiam suas contribuições de volta quando retornavam à inatividade, com juros e correção monetária e com o nome de pecúlio. Não tinham direito a novo benefício, mas recebiam de volta suas contribuições como se fossem uma poupança. Com a extinção desse direito, instalou-se uma inconstitucionalidade, com a obrigação sem qualquer contraprestação por parte da autarquia federal (INSS).
Assim, a desaposentação é a renúncia ao benefício que está recebendo para poder garantir o de maior valor em razão da continuidade de contribuições.
Essa matéria já foi apreciada de forma definitiva pelo Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do Recurso Especial  nº 1.334.488/SC, no qual restou sedimentado o entendimento da possibilidade da desaposentação.
Quem pode pedir a desaposentação
A desaposentação é aconselhada para aqueles que não recebem benefício previdenciário oficial no teto, atualmente R$ 4.663,75, e que, após sua aposentadoria, continuaram ou continuam recolhendo contribuições previdenciárias. É importante ressaltar que até os sócios de empresas, que recebem pró-labore, recolhem contribuições previdenciárias e, com isso, podem pedir a desaposentação.
Destaca-se a nova regra de aposentadoria, o famoso 85/95, criada por medida provisória. Essa nova regra da previdência irá estimular a desaposentação, pois em muitos casos o aposentado, que sofreu os efeitos do fator previdenciário em seu benefício de aposentadoria oficial, poderá postular a aposentadoria mais vantajosa.
Cada caso deverá ser analisado por advogado especialista em matéria previdenciária para que sejam avaliados os benefícios de uma eventual ação judicial.
Hugo Jerke é assessor jurídico da AAFBB e coordenador do serviço de Orientação Jurídica. Advogado pós-graduado em Direito Privado pela Universidade Federal Fluminense e em Direito do Consumidor pela Universidade Estácio de Sá, é mestre em Direito pela Universidade Cândido Mendes. Também é vice-presidente da Comissão de Direito Sanitário e Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e membro titular da Comissão de Previdência Complementar da OAB.

Matéria publicada na Revista Conexão AAFBB –Nº 101- Jul/Ago/Set 2015.   

sábado, 17 de outubro de 2015

Uma Vitória Ilusória

Muitos companheiros estão momentaneamente aliviados com as recentes medidas tomadas em relação ao ES, resultantes de discussões bem-sucedidas com a PREVI.
Estão parabenizadas a própria PREVI, as associações de funcionários, os grupos organizados nas redes sociais e, em especial, os blogs que tiveram um papel importantíssimo ao acompanharem e transmitirem aos funcionários da ativa e aos aposentados e pensionistas, o passo a passo das discussões entabuladas com a PREVI.
Entre os blogs, homenageamos especialmente os de Cecília Garcez, Medeiros, Ari Zanella e Carvalho, que denominamos de Quarteto de Ouro, cujos titulares exercem cargos de destaque na PREVI.
Diariamente, muitos companheiros começavam suas “varreduras” na internet acessando sofregamente os blogs desses colegas da PREVI à procura de    novidades sobre o ES e outros assuntos pertinentes aos nossos interesses. 
Parabenizamos esses valorosos blogueiros pelos seus desgastantes papéis de defensores dos cordeiros dentro da toca dos lobos.
Lembro o desencanto e a amargura que esses companheiros deixavam transparecer nos seus blogs quando de seus embates com os demais componentes da diretoria da PREVI, em que sempre eram os derrotados por não contarem com o voto de minerva.
Mas, como diz o ditado “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, o esforço constante e em conjunto de todos os partícipes do assunto conseguiu sensibilizar a cúpula dirigente da PREVI para chegarmos a essas decisões mais humanizadas.
Mas não podemos relaxar, nos iludir e nem qualificar as novidades em relação ao ES como vitórias.
As dívidas persistem e continuarão a atormentar e desesperar as pessoas a um tal ponto que chegam a desestruturar famílias.
O que se ganhou com as novas medidas para o ES nada mais foi do que um curto intervalo para a quitação das dívidas, mas com a dilação do prazo final de quitação da dívida. Ou um alívio no valor das parcelas vincendas, mas também com uma dilação do prazo de quitação da dívida. Também se introduziu uma nova modalidade de empréstimo com base no 13º salário.
O ideal mesmo seria que os devedores conseguissem adotar um regime severo na contenção dos gastos pessoais para eliminar de vez esse terror chamado dívida. Mas cada um sabe de sua própria vida e existem situações tão dramáticas em que não existe outra alternativa que não seja apelar para empréstimos.
Uma boa fonte de consulta sobre o tema é o site da AAFBB, no título “PREVI, Previdência e Fundos de Pensão”, sub-título “Empréstimo Simples: novas opções em favor dos mutuários”
Agora precisamos canalizar nossas energias para outro campo de batalha que é resolver urgentemente a situação da CASSI.
Novas rodadas de discussões com o BB estão sendo programadas, mas ainda não foram vislumbradas medidas viáveis que compatibilizem os compromissos assumidos pelo BB com os interesses dos funcionários da ativa, dos aposentados e das pensionistas.
O BB tem apresentado uma postura absolutamente inflexível em relação a qualquer sugestão que atenda adequadamente a esses compromissos.
Essa atitude rígida do BB está levando a CASSI a uma condição de esgotamento de seus recursos, chegando em 2014 a um déficit de 177 milhões. Se continuarmos dessa forma, corremos o risco de sofrer uma intervenção por parte da ANS.
A CASSI está tomando medidas emergenciais em relação ao assunto e está debatendo a adoção de um projeto de longo prazo que é a ampliação do modelo assistencial na Estratégia de Saúde da Família (ESF) para assistir a 400.000 associados, que é o total de assistidos pelo Plano CASSI Associados. O modelo de Estratégia de Saúde da Família tem a vantagem de agir muito mais na prevenção do que na cura, o que barateia significativamente os custos de manutenção do Plano CASSI Associados.
Para um melhor esclarecimento e aprofundamento desse assunto, recomendamos que os associados da CASSI acessem o site da AAFBB e leiam o artigo “CASSI: Novas Rodadas de Negociação”, no título “Notícias”, sub-título “CASSI, Saúde e Qualidade de Vida”.
Esperamos que nas próximas rodadas de negociação, o BB seja mais sensível em relação à legítima demanda de seu funcionalismo, dos aposentados e das pensionistas, o que reverterá para a manutenção do atendimento da saúde de seu quadro funcional, que é um dos pontos fundamentais para a atração de novos valores para o BB.
Adaí Rosembak

Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

SUSTENTABILIDADE DA CASSI - Informe 6

Em razão da importância da matéria   que, no presente momento, vem sendo abordada em segundo plano pelas associações e nas redes sociais em razão das eleições na ANABB, transcrevemos adiante uma exposição objetiva, concisa, atualizada e assimilável por qualquer associado da CASSI, mesmo os que não estão atualizados com as atuais discussões sobre o assunto, de autoria da Presidente da AAFBB, Célia Laríchia, sobre o andamento dos debates e a atual situação da Sustentabilidade da CASSI. O artigo de 15.10.2015, está no site da AAFBB, no título “Notícias”, sub-título “Cassi, Saúde e   Qualidade de Vida”.

Adaí Rosembak
Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB

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CASSI: NOVAS RODADAS DE NEGOCIAÇÃO

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Há alguns anos, a Cassi luta para reaver sua sustentabilidade, afetada, em grande parte, pelos custos crescentes como inflação da saúde, novos procedimentos e tecnologias, surgimento de novas doenças, elevação de expectativa de vida etc. Em 2014, com a falta de receitas extras, a crise se agravou e o déficit aumentou, alcançando no ano R$ 177 milhões. Para tentar buscar uma solução para o problema e garantir os direitos dos associados, foi formada, em maio, uma mesa de negociações composta pelo Banco do Brasil e por entidades representativas do funcionalismo da ativa, aposentados e pensionistas (AAFBB, Anabb, Faabb, Contraf e Contec). O objetivo dessas negociações é discutir medidas emergenciais de curto prazo e ações estruturantes de longo prazo que possam recuperar o equilíbrio econômico e financeiro da Caixa de Assistência.

Para Célia Larichia, presidente da AAFBB, alguns pontos em discussão são considerados fundamentais e inegociáveis para a instituição. O primeiro deles é a solidariedade. "Desde a sua concepção, a base do nosso plano de saúde é a solidariedade, ou seja, você paga na proporção de sua remuneração e usa conforme sua necessidade. Essa é uma característica muito importante para o nosso grupo de funcionários e aposentados e não aceitamos que ela seja quebrada", afirma Celia, que acrescenta: "Outra premissa inegociável é que todos os funcionários da ativa, aposentados e pensionistas continuem tendo direito à assistência à saúde pela Cassi. Não vamos permitir que qualquer segmento fique excluído ou perca os direitos adquiridos. O BB não pode se eximir de suas responsabilidades com os associados", defende Célia.

DEBATE NA MESA

De início, a discussão de todas as medidas (emergenciais e estruturantes) acontecia ao mesmo tempo, o que gerou um impasse muito grande. "Um dos temas mais polêmicos, proposto pelo Banco, é o que pretende transferir o valor de R$ 5,8 bilhões para a Caixa de Assistência. Isso representaria sua contribuição até o último associado aposentado da Cassi estar vivo. Mas nós, da AAFBB, não aceitamos esse fundo porque entendemos que o Banco está se eximindo de sua responsabilidade futura. Essa medida não é benéfica para os aposentados, pois pode significar que eles não teriam mais o plano de saúde, apesar de o Banco afirmar o contrário", explica Célia.

Outra questão que levantou um grande debate foi a proposta do Banco de, no caso de futuros déficits, a reposição do valor ficar a cargo somente dos associados. "Os integrantes da mesa também não concordam com essa premissa. A Cassi tem uma gestão paritária, em que eleitos e indicados dividem a responsabilidade dos resultados, sejam eles superavitários ou deficitários. Por isso, não achamos justo que, ao dividir o déficit, os associados paguem sozinhos", pondera Celia.

PROPOSTAS DE CURTO E LONGO PRAZOS

Com as reservas da Cassi se extinguindo, Célia acredita que é preciso adotar uma ação enérgica para reverter o resultado. "As reservas da Caixa de Assistência estão se exaurindo com muita rapidez, em razão de descasamento entre receitas e despesas, e a expectativa é de que cheguem apenas até o final do ano. Isso é muito complicado, pois se continuar assim corremos o risco de uma intervenção da ANS. Por isso, neste momento, passamos a discutir propostas de cunho emergencial fazendo todo o esforço possível para resolver o problema até dezembro", destaca Célia Laríchia.

Paralelamente às medidas emergenciais, um importante projeto de longo prazo já está sendo debatido. Trata-se da ampliação do modelo assistencial na Estratégia de Saúde da Família, que vai agir muito mais na prevenção do que somente na cura.

Hoje, o programa já existe e atende a cerca de 160 mil pessoas, mas a intenção é aumentar esse número para 400 mil atendidos, público total do Plano Cassi Associados. "Sabemos que é um projeto longo, que deve demorar de dois a três anos para ser completamente implantado, mas queremos começar conscientizando as pessoas sobre sua importância. Afinal, é melhor investir na prevenção, garantindo mais saúde e qualidade de vida aos associados, com um custo menor para a Caixa de Assistência, o que promove a sustentabilidade da Cassi e a assistência a todos os associados", conclui Célia.

As reuniões da mesa de negociações em defesa dos associados da ativa, aposentados e pensionistas continuam em foco pela AAFBB, que vem desempenhando um papel relevante nas negociações com o Banco. Representada pela presidente Célia Larichia e pela vice-presidente do Conselho Deliberativo e Conselheira da Cassi, Loreni de Senger, a associação luta sempre por decisões que favoreçam a todos os associados.

Após várias rodadas de negociações (veja matérias no site da AAFBB) entre maio e setembro, em que foram aprofundadas as discussões entre as entidades representativas e o BB sobre as propostas apresentadas, até o momento não há consenso e conclusão nos debates.



Por isso é importante registrar que a unidade entre as entidades representativas e dirigentes eleitos e a mobilização de todos os associados são fundamentais para o sucesso das negociações pela busca do equilíbrio da Caixa de Assistência.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Manifestação de Repúdio da AAFBB


Já abordamos esse assunto neste blog na nota “Porque optar pelo caminho da derrota? ”, de 04.10.2015.
Agora transcrevemos a manifestação oficial da AAFBB na “Nota de repúdio à carta dirigida aos associados da AAFBB”, publicada em seu site em 05.10.2015.
Decidimos publicar o desagravo oficial da AAFBB por dois motivos.  
Primeiro, porque abrange aspectos não abordados na nota “Porque optar pelo caminho da derrota? ”, de 04.10.2015.
Segundo, porque a carta caluniosa da associada dirigida aos associados da AAFBB continua a circular e a ser abordada e reproduzida em grupos organizados na internet.
Esperamos que, com a publicação neste blog da nota “Porque optar pelo caminho da derrota” em 04.10.2015 e com a “Nota de repúdio à carta dirigida aos associados da AAFBB”, de 05.10.2015, reproduzida adiante, se ponha um cobro definitivo a esse assunto tão deprimente, desagradável e prejudicial aos interesses dos funcionários da ativa do BB e aos aposentados e pensionistas da PREVI.
Adaí  Rosembak
Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB
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http://www.aafbb.org.br/img/px.gifNota de repúdio à carta dirigida aos associados da AAFBB
A AAFBB repudia veementemente o conteúdo da carta aberta enviada aos seus associados, divulgadas nas redes sociais em 02/10/15, em que são feitas acusações agressivas, infundadas e deselegantes a colegas que individualmente se inscreveram para participar das eleições ANABB.
Dirigimo-nos aos colegas da ativa, aposentados e pensionistas para afirmar que estamos fazendo um debate sobre propostas concretas para o fortalecimento de nossas entidades, com ÉTICA E TRANSPARÊNCIA, porém não poderíamos deixar de nos manifestar sobre o referido documento, no qual se denota flagrante oportunismo eleitoral.

A propósito do contido no referido texto temos a esclarecer:
 - o processo eleitoral da AAFBB é regulado pelo Estatuto Social e Regulamento especifico. A Eleição por aclamação ocorre somente quando apenas uma das chapas preenche os requisitos indispensáveis a sua homologação;
- As inscrições para o processo eleitoral da ANABB são individuais, não havendo, portanto, qualquer impedimento à participação de colegas dirigentes de qualquer entidade representativa da ativa ou aposentados. O que certamente motiva essas pessoas é poder contribuir com sua capacidade, experiência e seriedade, no fortalecimento da ANABB;

- A participação dos colegas da AAFBB em outras entidades tem o escopo de propagar a cultura exitosa de Governança, tais como: vedação à contratação de funcionários, fornecedores e prestadores de serviço que tenham ligação de parentesco e/ou comercial com algum dirigente ou funcionário da ANABB, medida já vigente na AAFBB;

- Quanto ao BET, supomos que a autora da carta desconhece a regulamentação sobre o tema quando responsabiliza diretamente algum dirigente da PREVI pelo término do benefício especial temporário;

- Causou-nos estranheza o comentário da autora sobre a participação de dirigentes em outras entidades, considerando que a mesma tem ocupado simultaneamente cargos em diversas instituições, tais como: CASSI, ANABB, COOP-Anabb, ANABBPrev, além de empresas participadas da PREVI;
- Nossos Representantes são livres para apoiar qualquer candidato merecedor de seu apoio. Portanto é absurda a acusação de prática de assédio moral junto aos Representantes;
 - O Estatuto Social da AAFBB veda a destinação de recursos para participação em qualquer processo eleitoral de entidades representativas, exceto CASSI e PREVI, ficando por conta dos candidatos as despesas para o custeio do material de divulgação;

- A AAFBB reitera que sua atuação é independente e sem vinculação político-partidária. Registramos que até o presente momento não recebemos formalização de pedido de desfiliação da autora da referida carta.
AAFBB - Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil
Conselho Administrativo - Conselho Deliberativo - Conselho Fiscal
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domingo, 4 de outubro de 2015

Porque Optar pelo Caminho da Derrota?

De 01.09.2015 a 30.11.2015 realizam-se as eleições na ANABB para a escolha do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal, dos Diretores Regionais e dos Representantes em dependências do Banco do Brasil. Após a posse dos membros do Conselho Deliberativo, haverá uma eleição interna para a escolha do presidente do Conselho e dos membros da Diretoria Executiva da ANABB de acordo com o Regulamento de Eleições da ANABB.
Essa consagração de novos dirigentes ocorre a cada 4 anos   na ANABB e é um momento de renovação de valores e de promessas de novos projetos e ações para o engrandecimento da instituição.
Esse deve ser um momento de união de todos os associados visando os interesses dos funcionários da ativa no BB e dos aposentados e pensionistas da PREVI.
Por essas razões não entendemos o motivo de algumas vozes dissonantes em relação a outra associação em um momento tão importante para a ANABB, da qual também tenho a honra de ser associado.
Tenho lido notas depreciativas em relação à AAFBB em blogs e em grupos organizados de funcionários na internet bem como tenho recebido ataques àquela associação por meio de mensagens anônimas a este blog.
Em uma nota depreciativa em relação à AAFBB, uma missivista, que já foi figura proeminente na CASSI, além de desferir acusações infundadas, comunica sua demissão do quadro de associados daquela entidade.
Ficamos chocados pela forma extremamente deselegante e extemporânea de uma associada pedir sua exclusão do quadro social da associação. Nada valeu o tempo em que esteve como associada? Não fez amigos por lá? Acha que essa imagem que está deixando para os cerca de 30.000 associados da AAFBB vai lhe ajudar no futuro?
E, para culminar, ainda coloca sua formação acadêmica para alicerçar seu gesto.
Esse pedido de demissão, de forma pública e tão surpreendente, deve estar causando insônia nos dirigentes da AAFBB.  Só apelando para a ironia para se referir a um gesto como esse.
No seu comunicado ela lança acusações contra quase todos os dirigentes da AAFBB por disputarem cargos em outras entidades e os acusa de preferirem que a AAFBB realize suas eleições por aclamação.
Essas alegações não procedem.
Inúmeros companheiros, não só da AAFBB, mas de diversas outras entidades, fazem parte da direção de outras associações.
Eles emprestam sua colaboração e experiência para o engrandecimento de todas as entidades em que são dirigentes.
Quanto à escolha dos atuais dirigentes da AAFBB, fui partícipe dessa escolha por aclamação para a AAFBB em 12 e 13 de novembro de 2013, quando fui convidado pelo saudoso amigo Aldo Alfano para participar de sua Chapa “Nova Aliança na AAFBB”. Cheguei a escrever a nota “Razões de uma Opção” sobre as razões que me levaram a aceitar o convite de Aldo Alfano.
Ocorreu que a Comissão Eleitoral da AAFBB considerou que somente a Chapa “Independência e Solidariedade” cumpriu todos os trâmites estabelecidos pelo Edital de Convocação, Regulamento Eleitoral e Estatuto Social.
Assim, em cumprimento ao que dispõe o Art. 22, do Regulamento Eleitoral, a Comissão Eleitoral da AAFBB decidiu que a eleição se faria por aclamação, na Assembleia Geral Ordinária, que foi realizada na Sede Social da AAFBB, nos dias 12 e 13 de novembro de 2013.
Por isso, a Chapa “Independência e Solidariedade” foi escolhida por aclamação.
Então não é correto acusar a AAFBB de não realizar eleições e de os atuais dirigentes da AAFBB preferirem ser escolhidos por aclamação.
Não foi por desejo da Chapa “Independência e Solidariedade” que não houve eleições, mas sim porque a Comissão Eleitoral constatou que as demais chapas não cumpriram todos os trâmites estabelecidos pelo Edital de Convocação, Regulamento Eleitoral e Estatuto Social.  Errado  seria a Comissão Eleitoral constatar irregularidades e realizar eleições contrariando os normativos que regulamentam as eleições.
Quanto às mensagens anônimas ofensivas e com palavrões que são encaminhadas a este blog eu as deleto de imediato.
Mas um bom, enriquecedor e respeitoso comentário de qualquer conotação política ou de outra natureza, sempre terá boa acolhida neste blog.   Eles nos trazem enriquecimento espiritual. 
O mais prejudicial para o movimento de defesa dos funcionários do BB e dos aposentados e pensionistas da PREVI é que, em um momento tão vital em nosso embate com o BB em relação à CASSI e a PREVI no que concerne à Resolução 26 e outras questões,  esses ataques extemporâneos e descabidos, nos levam a sucumbir à estratégia militar clássica   do inimigo, desde Alexandre Magno e César, que é “dividir para vencer”.
O que precisamos nesta hora é da união férrea de todas as associações e grupos organizados na internet para conseguirmos vencer as forças bem estruturadas e potentes do adversário que, com o apoio do governo de plantão, não terá a mínima complacência nem piedade em nos esmagar na mesa de negociação. Ou, como diz ironicamente Isa Musa de Noronha, deixar o BB fazer cuíca com o nosso couro.
Adaí Rosembak
Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB 

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

MOMENTO DE ACORDAR

O neurologista e escritor inglês Oliver Sacks , ao saber que estava com câncer em estado terminal, declarou que tinha de viver o restante de sua vida da maneira mais rica, profunda e produtiva que conseguisse.
Sua declaração repercutiu pelo mundo e se tornou um exemplo de sabedoria, altruísmo e de devoção e respeito aos seus semelhantes.
Em seu lugar, muitos teriam preferido gozar o resto de suas vidas de forma devassa. Outros teriam mergulhado nas drogas, ou passariam a seguir   rituais fervorosos de religiosidade.
Essa manifestação de Oliver Sacks me levou a refletir por que a proximidade tão iminente da morte despertou nele o desejo de manifestar ao mundo esse seu traço de viver com tanto vigor e intensidade.
Sim, porque essa já era sua forma de viver. Pessoas como Oliver Sacks sempre vivem suas vidas da forma mais rica, profunda e produtiva independentemente de qualquer circunstância.
Mas porque estou divagando sobre esse assunto?
Não estou na iminência da morte como Oliver Sacks mas sua mensagem me atingiu de forma tão impactante e intensa   que decidi repensar minha vida e passar a viver o restante de minha existência da maneira mais rica, profunda e produtiva que conseguir.
Essa é uma decisão que desejo dividir com meus amigos e companheiros.
Passarei a cuidar melhor de minha saúde, entrarei em uma dieta, farei mais exercícios físicos e recomeçarei a praticar dança de salão, que foi um dos grandes prazeres de minha vida e que abandonei há uns 20 anos.
Talvez não me dedique com tanto afinco ao blog. Ou, quem sabe se, pelo contrário, essas atividades lúdicas não me darão mais disposição e inspiração para me aprimorar como blogueiro?
A vida é um sopro e o nosso maior compromisso deve ser vive-la em plenitude e felicidade.
Todos nós já ouvimos falar de pessoas que, após sobreviverem a situações de extrema penúria e sofrimento, deram guinadas radicais em suas existências e conseguiram se libertar de condições infelizes que atormentavam suas existências. 
Muitas tomaram coragem para romper com relacionamentos pessoais fracassados, outras fugiram do ambiente estressante, violento e de poluição sonora e ambiental das grandes metrópoles e se mudaram para cidades pequenas, tranquilas, prazerosas e saudáveis.
Alguns abandonaram empregos aos quais estavam presos apenas por uma questão de sobrevivência, mas onde se sentiam infelizes, oprimidos e frustrados e passaram a se dedicar a outras atividades que resgataram sua paz de espírito, sua   autoestima e sua realização pessoal.
Enfim, essas pessoas acordaram para o real sentido da vida.
Por isso intitulei esta nota como “Tempo de Acordar”.
Este acordar implica em impedir que uma situação constrangedora, opressora e castradora se apodere de nossas vidas e comprometa nossa felicidade. É preciso reagir, é preciso encontrar uma saída, é preciso mudar essa realidade deletéria.
Ninguém vai fazer isso por nós.
Não adianta se lamentar, se amargurar e nem culpar  quem quer que seja, porque essas situações foram consequências de nossas opções de vida, são problemas que nós próprios criamos e dos quais cabe inteiramente a  nós se  libertar.
Muitos dos aposentados e pensionistas que se encontram em uma situação financeira tormentosa, podem analisar seus gostos, suas habilidades, suas preferências e suas características pessoais e aplicar esses traços em alguma atividade produtiva que os auxiliem em sua reestruturação financeira. 
Conheço pessoas que tem o pendor para a culinária e que, nestes momentos de crise, passaram a fornecer refeições para fora ou montaram restaurantes caseiros muito bem frequentados em suas próprias residências. Outros que gostavam de fotografia tornaram-se fotógrafos profissionais. O mesmo ocorre com várias pessoas que curtem marcenaria, costura, música, consertos de equipamentos eletrônicos, etc. Muitos passaram a dar aulas de informática e outros a dar aulas de línguas estrangeiras.
Existem muitas mulheres que trabalham em suas horas vagas como manicures, cabeleireiras, cuidadoras de crianças ou de idosos. Outras costuram e consertam roupas. Muitos são professores bem-sucedidos em várias especialidades. Outros são advogados e corretores.
Com a morte do marido, uma vizinha minha que sempre gostou de cachorros, montou um pequeno canil em casa.  Conheço muitos dançarinos que, nestes momentos bicudos, se tornaram dançarinos profissionais (os chamados dançarinos de aluguel) e passaram a usufruir de um bom rendimento extra.
Enfim, é um número imenso de atividades de toda ordem que podem propiciar uma boa renda complementar até que as pessoas normalizem suas situações financeiras.
Muitas dessas funções podem ser exercidas em horas vagas e em suas próprias residências.
Também existem muitas maneiras de fazer economia.
Logo após a guerra, os franceses passaram a cortar os cabelos de seus membros familiares em casa, que é um hábito que muitas famílias francesas mantêm até hoje. Comer fora? Nem pensar. É um prazer que só voltou a imperar na França quando do retorno ao tempo das vacas gordas no pós-guerra.  O uso de bicicleta na Europa é muito difundido o que faz com que muitas pessoas se desfaçam de seus carros em momentos de crise. Os europeus, de forma geral, costuram e consertam suas roupas, poupando-as até o ponto de terem de comprar roupas novas.
Tive uma amiga francesa que me disse que os brasileiros não economizam porque nunca passaram por guerras.  Respondi que fazíamos economia sim, mas não ao ponto de sermos sovinas como os franceses. E que, ao contrário dos franceses, teríamos vergonha e não orgulho de ter passado por guerras.
Ironicamente, acho que uma das poucas atividades que dá muito trabalho, traz despesas e, às vezes, ainda causa problemas, é a de blogueiro.
Como blogueiro, eventualmente arrumo desafetos por divergências de pontos de vista, mas, por outro lado, faço muitos amigos e luto por causas nobres que podem reverter em benefício de toda a categoria de aposentados.
Já me chamaram de puxa-saco, lambe botas, baba ovo e cronista social; já alcunharam este blog de ‘’blog de m...”, ”blog inútil’’ , etc.
Fico até satisfeito com esses “elogios”. É sinal que estou colocando o dedo na ferida.
Acho que qualquer pessoa precisa de elogios, incentivos e ajuda em suas atividades.
Por isso considero que o mínimo que posso fazer é usar este blog de forma positiva, apoiar as associações e elogiar companheiros que atuam em diversas frentes para defender de forma incansável, destemida e determinada nossos interesses e nossas causas.
Sobre esse aspecto, transcrevo adiante dois artigos aparentemente contraditórios do filósofo e educador Mário Sérgio Cortella, “Adulação” e “Reconhecimento”, nos quais ele aborda com perspicácia aspectos controvertidos da “arte” de apoiar e elogiar pessoas:
Adulação
Quando colocamos um livro no mercado, quando fazemos um projeto e deixamos que ele seja desenvolvido pelas pessoas, quando estamos em alguma atividade de gestão pública ou privada, quando formamos filhos e filhas, enfrentamos um grande perigo, que é a adulação. E é um perigo para o adulado. Porque a pessoa que adula, a que faz um elogio exagerado, me impede de ter uma visão crítica sobre o que estou pensando. Ela faz com que haja uma redução da capacidade de correção de rota.
Como ninguém é capaz de fazer tudo certo, o tempo todo, de todos os modos, o adulador é um inimigo muito poderoso.
O pensador Tácito dizia que os aduladores são o pior tipo de inimigo. Porque eles reduzem a capacidade de rever, de reinventar, de refazer.
O adulador, ao dizer que aquilo que eu fiz, escrevi, cantei, mostrei é o melhor, aquele que fica o tempo todo me bajulando, prejudica a minha capacidade de reinterpretar, de melhorar, de me elevar a um patamar superior.
Ainda que todo afago no ego seja gostoso e todo elogio quando merecido nos faça bem, é preciso distinguir o que é elogio do que é adulação, aquilo que nos deixa de olhos vendados.

Reconhecimento
Quem não gosta, como estudante, como profissional, como irmão, como filho, da ideia de reconhecimento? Quem não gosta de ser lembrado, elogiado e afagado naquilo que faz? O reconhecimento é uma das formas de incentivo e quem lida com pessoas sabe o quanto isso é importante. A própria palavra “reconhecimento” significa conhecer de novo.  Eu sou aquilo que faço. E quando alguém acha positivo aquilo que faço, isso me anima, me dá vitalidade, me faz crescer.
Há pessoas, porém, que acham que, se ficarem elogiando, vão enfraquecer a outra pessoa. Isto é uma tolice. O reconhecimento faz com que a pessoa se sinta bem e ganhe força. No entanto, Aristóteles, grande pensador grego do século IV a.C., tem uma frase clássica: “O reconhecimento envelhece depressa”. Porque a nossa necessidade de animação, de nos conhecermos como pessoas que têm importância, que têm valor também para outras pessoas, é frequente no dia a dia.
Não se pode reconhecer de maneira falsa. Não se pode apenas fingir um elogio para que a outra pessoa se sinta bem, porque isso é cinismo. Mas é preciso reconhecer de maneira contínua para que a pessoa saiba a importância que tem e, sobretudo, para que siga melhorando.

Os artigos de Mário Sérgio Cortella nos colocam em uma encruzilhada.  É muito tênue a linha que separa a adulação do reconhecimento. Muitas vezes já me perguntei se fui adulador quando me referi elogiosamente a uma pessoa.  E outras tantas vezes já me arrependi de não ter elogiado alguém sobre seu valor pessoal ou sobre algum feito de relevância de sua autoria.
O jeito é publicar o que nossa consciência aponta, mesmo que sejamos mal interpretados.
Como norma geral procuro ser pródigo em meus elogios e extremamente limitado em minhas críticas.
Porque poupar elogios bem colocados a pessoas que lutam de forma bem-sucedida pelos nossos interesses?
E porque massacrar ainda mais alguém que cometeu um erro do qual se arrependeu e que está de consciência pesada?
Voltando ao título desta nota “Momento de Acordar”, temos de sempre e reiteradamente, lembrar aos aposentados e pensionistas do BB que, apesar de todas as limitações e problemas impostos pela idade, a defesa de nossos interesses é um problema vital de sobrevivência nosso, de nossos familiares e de todos os companheiros aposentados.
Se não nos juntarmos às associações e aos grupos organizados na rede e apoiarmos seus dirigentes, com quem contaremos para combater tantas ameaças que pairam sobre nossas cabeças?   
Com mais ninguém !!!
As associações têm sites, tem jornais, tem boletins informativos, tem revistas.  Se não pudermos sair de casa por motivos vários, podemos fazer consultas, esclarecer dúvidas e mandar nossas sugestões, críticas, avaliações e reclamações para as associações por meio de telefonemas, cartas (podem ser escritas a mão ou em máquina de escrever) e mensagens por e-mail.  Todo esse material é meticulosamente analisado pelos diversos departamentos técnicos dessas entidades que avaliarão a viabilidade   de implementação dessas colaborações.
Como aposentado, também com limitações, lembro a todos os companheiros que a história é repleta de exemplos de atrocidades humanas de toda ordem em que os que não tiveram forças para acompanhar o passo de seus grupos foram os primeiros a serem dizimados.
Estamos longe dessa situação, portanto vamos acordar e partir para a luta.
O que não podemos, sob nenhuma hipótese, é nos mantermos alienados ao que ocorre à nossa volta.
Depois não adianta se lamentar porque será tarde.
É importante que os companheiros mais idosos participem dos almoços promovidos pela AAFBB no centro da cidade. São oportunidades ímpares para reencontrarem antigos companheiros e se inteirarem das novidades sobre assuntos vitais de nosso interesse.
Quando necessitarmos de informações também podemos acessar diversos espaços dos sites das associações.
O site da AAFBB conta, entre outras, com as colunas “Antenado” e “Notícias” que são excelentes fontes de referência. O site da ANABB tem as colunas “CASSI em debate” e “Notícias”. A ANABB também conta com o espaço “Vídeos ANABB” em que são colecionados vídeos muito esclarecedores sobre os assuntos de interesse dos aposentados e pensionistas da PREVI.
Também podemos acessar os sites de diversas outras associações de funcionários que nos prestam informações relevantes.
Esta conclamação aos funcionários aposentados e pensionistas para que sejam mais participativos em relação aos seus próprios interesses é um recado que já transmitimos várias vezes neste veículo e que sempre tornaremos a reprisar até que ele penetre na consciência de cada aposentado como se fosse por um processo de osmose.
Esperamos que essa mensagem frutifique para a mobilização dos funcionários aposentados e das pensionistas   para a defesa de seus interesses e para a    felicidade, saúde e bem-estar de seus familiares.

Adaí  Rosembak - Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

AAFBB em FOCO - 11.09.2015

Cada associação de funcionários e aposentados do BB tem suas próprias características.
Assim não considero recomendáveis e nem éticas comparações de atuações entre associações que frequentemente aparecem em grupos de funcionários na internet.
Por isso, como rebate a uma dessas críticas, enalteço o sofisticado trabalho atual da AAFBB na modernização de seus recursos de mídia e comunicação com os associados.
O exemplo mais flagrante desse profícuo esforço de atualização é a nova formatação do Jornal da AAFBB que passou a se denominar “CONEXÃO AAFBB”. Esse novo informativo que, oficialmente, foi lançado pela Presidente da AAFBB Célia Maria Xavier Laríchia em 13.07.2015, quando da visita à AAFBB do Presidente da PREVI, Gueitiro Matsuo Genso, introduziu novidades que permitem que as informações cheguem aos associados em um formato mais moderno, completo, com diagramação mais refinada, novas seções e com um maior número de páginas. Todas essas mudanças permitem uma maior interação entre a direção da AAFBB e os seus associados.
E as inovações não vão parar por aí.
Está sendo cuidadosamente elaborada uma atualização do site da AAFBB com os mais avançados recursos de TI (Tecnologia de Informação) para propiciar aos associados um acesso   mais rápido e objetivo aos assuntos que são de interesse dos associados. É importante que essas mudanças no site da associação se foquem principalmente em uma maior interação entre a  direção da AAFBB  e os seus associados, principalmente o segmento dos aposentados.
Em relação a esse aspecto, em conversa informal com José Odilon Gama da Silva, Vice-Presidente do VIPAR, na Sede Campestre da AAFBB em Xerém, ele me falou das dificuldades que a AAFBB encontra para a comunicação com os aposentados, que são as mesmas que as demais associações enfrentam.
Para começar, só poucos aposentados acorrem às associações.
O esforço maior tem sido o de as associações procurarem os aposentados.
Assim mesmo, conforme confirmou José Odilon Gama da Silva, as iniciativas da AAFBB, tem tido um retorno muito limitado.
As razões são várias: muitos aposentados têm problemas de locomoção e de visão, outros têm necessidades especiais, existe o medo de deslocamentos pela violência nas ruas, assistência contínua a outros familiares, etc. 
Enquanto José Odilon falava, lembrei-me de um colega muito idoso que morava em minha rua e a quem ocasionalmente eu fazia companhia. Qual foi minha surpresa quando, ao lhe fazer uma visita, ele estava redigindo uma carta em – imaginem - uma “máquina de escrever”.
Fiquei tão surpreso que lhe perguntei se ainda encontrava no mercado fitas tintadas, se ainda existia algum técnico que fizesse consertos na máquina, etc.  Primeiramente, ele escrevia o texto em rascunhos a mão que ficavam quase ininteligíveis com tantas anotações, retificações, correções e acréscimos e, só depois, datilografava cuidadosamente o texto final. Parecia que eu tinha voltado à idade da pedra.
Dali em diante, o convidei a ir à minha casa e passei a redigir seus textos no “moderno invento”, “o computador”.  Ele ficou maravilhado pois eu fazia as correções no próprio computador sem necessidade de rascunho. Depois, ficou ainda mais surpreso, quando encaminhei tudo pela outra maravilha da tecnologia da informação, “a internet”. No final me perguntou se a mensagem ia chegar ao destino. E eu respondi: “Já chegou !!”
Sugeri ao José Odilon que a AAFBB adotasse para o contato com os aposentados, o uso do TELEMARKETING ATIVO, um recurso muito utilizado por grandes grupos com os seus clientes.
O TELEMARKETING ATIVO tem evoluído muito ultimamente visando justamente atingir públicos específicos ou que se localizam em áreas distantes.
Essa comunicação direta entre centros de TI e telefones é processada por meio de gravações com textos muito objetivos, interessantes e de fácil compreensão, e que conta com comunicadores com voz pausada, agradável, quase que melodiosa e muito envolvente. Não há como fugir à irresistível atração desses cantos de Ulisses.
Um ponto importante a se observar quanto à aproximação com os aposentados é também procurar o contato com seus parentes mais próximos que, comumente, são quem os ajudam na assistência na área de TI, para detalhar os assuntos pertinentes à PREVI e à CASSI e ressaltar a necessidade da participação dos aposentados.
Pela fisionomia do José Odilon penso que a sugestão foi bem avaliada e acolhida e acho que a  semente vai germinar.
Outro aspecto positivo sobre a atuação da AAFBB, que abordei em minha nota “AAFBB em FOCO, de 24.08.2015”, é a Sede Campestre em Xerém.
Ali já foram sediados inúmeros encontros para discutir assuntos de interesse de funcionários da ativa e de aposentados do BB que contaram com a participação de dirigentes de associações de todo o Brasil.
Esses simpósios com certeza seriam inviabilizados se os dirigentes das entidades não encontrassem um espaço tão agradável e de custo tão baixo para se hospedar quando dos deslocamentos de seus estados para participar desses encontros no Rio de Janeiro.
Cada associação luta a seu modo. A ANABB tem se destacado em seu site com os excelentes vídeos apresentados pelo seu Presidente Sérgio Riede e por seu Vice-Presidente de Relações Institucionais Fernando Amaral, em que são discutidos os problemas de sustentabilidade da CASSI. Outro exemplo bem sucedido é o movimento “NÃO PASSARÃO”, promovido pela AFABB-RS, presidida pelo companheiro José Bernardo de Medeiros Neto.
Apesar do imenso esforço e de diversas ações desenvolvidas pela direção das associações para conscientizar os associados sobre as medidas implementadas em benefício das causas e dos interesses dos próprios associados, nota-se um desconhecimento generalizado de muitas dessas iniciativas entre seus filiados.
Tive a oportunidade de me encontrar na Sala dos Aposentados, no 11º andar da Sede da AAFBB, com companheiros que, apesar de serem associados da AAFBB há anos, estavam comparecendo  à sede da associação pela primeira vez.
Um deles me confessou que estava na cidade para conversar com um advogado sobre um problema de locação de um imóvel. Perguntei se, antes de ir ao advogado, ele tinha ido obter informações sobre o assunto no departamento jurídico da associação. Surpreendentemente, o companheiro me perguntou se a AAFBB tinha um departamento jurídico para atender aos associados.
Em outra oportunidade foi um outro aposentado que estava com dúvidas sobre uma causa de interesse dos aposentados.
Dessa vez, dei uma informação mais precisa. Além de informar que a AAFBB também dispunha de uma área legal específica para esses casos, citei o Waldyr Argento, que foi um ex-colega na CACEX e hoje é o chefe do setor jurídico da AAFBB. Doravante, quando encontrar outro companheiro com esse tipo de problema, além do Waldyr Argento, também citarei o Eraldo Campos, que é assistente jurídico do contencioso e que, além de “saber tudo” sobre os processos relativos aos aposentados, é uma pessoa extremamente simpática.   
Volto a frisar que, dentro de minha visão, com a adoção de um sistema sofisticado de TELEMARKETING ATIVO, essas limitações para um mais amplo e melhor relacionamento da direção da AAFBB com seus associados serão muito reduzidas ou poderão ser completamente eliminadas.  
ADAÍ ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB, AFABB-RS e ANAPLAB