segunda-feira, 17 de junho de 2019

INFLAÇÃO MÉDICA - UM PROBLEMA QUE ATINGE TODAS AS OPERADORAS DE PLANOS DE SAÚDE


Caros Companheiros,

A alta dos custos médicos – hoje na faixa de 18,5% em comparação com o IPCA projetado para 4,1% neste ano – é um problema que se reflete de forma generalizada em todas as operadoras de saúde do país, o que inviabiliza um atendimento mais universalizado, aperfeiçoado e humanizado à população do país.
A CASSI não é exceção à essa regra perversa.
Frente a essa equação que não tem condições de fechar, qualquer acordo que se venha a celebrar com o BB para a sustentabilidade da CASSI, terá de ser revista, em futuro próximo, se esse desequilíbrio de cifras não passar por uma revisão estrutural.
Acabo de ler o artigo “AMIL trava queda de braço com hospitais para baixar custos”, publicado no jornal Valor Econômico, de 15, 16 e 17.06.2019, à página B6,  de autoria das jornalistas Beth Koike e Maria Luíza Filgueiras, da filial de São Paulo daquele diário.
É uma importante análise que merece ser lida por todos os interessados no assunto e, principalmente, os administradores e associados da CASSI.
Muito embora consideremos as diversas peculiaridades que nos diferenciam da AMIL, que é uma operadora privada, perguntamos se não é o caso dos dirigentes da CASSI  entrarem em contato com os administradores da AMIL e, em particular, com seu presidente, Senhor  DANIEL COUDRY,    que está à frente desse processo de mudança na AMIL, para que se adotem ações comuns e coordenadas visando   reequilibrar   a inflação dos custos médicos com o IPCA/IBGE ou, pelo menos, encontrar mecanismos viáveis  que venham a minorar os efeitos deletérios dessa absurda disparidade  entre custos médicos e o IPCA/IBGE.
Afinal de contas, ao ler o artigo, observamos que muitos dos problemas que atingem a AMIL e outras operadoras privadas na área de saúde, são os mesmos que atingem a CASSI e o universo de operadoras de saúde de empresas estatais.
Fica a sugestão.
Boa leitura a todos.

Atenciosamente


ADAÍ  ROSEMBAK

Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

AMIL TRAVA QUEDA DE BRAÇO COM HOSPITAIS PARA BAIXAR CUSTOS.
“Saúde: Meta da controladora é fazer a “inflação médica”, na casa de 18 %, chegar ao patamar do IPCA até 2025”
Beth Koike e Maria Luíza Filgueiras – De São Paulo

A operadora de saúde Amil está sob pressão de sua controladora, a americana UNITEDHEALTH GROUP, para enxugar custos e voltar a ter lucros mais robustos.
Para que isso aconteça, a operadora trava uma queda de braço com os prestadores de serviço, em especial os hospitais, que representam mais da metade do custo médico do plano de saúde.
A meta da UNITEDHEALTH é que essa “inflação médica”, hoje na casa dos 18,5 % chegue ao mesmo patamar do IPCA, projetado em 4,1 % neste ano – e a AMIL precisa fazer isso até 2025.
A AMIL está propondo que prestadores de serviços como hospitais e clínicas compartilhem os riscos dos procedimentos médicos, adotando um novo modelo de remuneração.
Neste formato, batizado de orçamento ajustável, a operadora paga um valor fixo pelo procedimento – uma cirurgia ou uma radiografia, por exemplo.
Se ele for bem-sucedido paga-se um adicional após alguns meses. 
Caso contrário, ou seja, se o procedimento apresentar alguma intercorrência não previsível por protocolos médicos, o prestador recebe apenas o preço pré-acordado, cujo valor é calculado com base na média de preços praticada no ano anterior.
A disputa mais emblemática é com a Rede D`Or, que teve 15 hospitais descredenciados, totalmente ou parcialmente, pela AMIL.
A intenção da AMIL era cortar os hospitais da Rede D`Or para os planos de saúde mais baratos, substituindo por hospitais do próprio grupo.
A proposta foi mal recebida pela D`Or, que preferiu o rompimento.
Um hospital de traumatologia de Feira de Santana, na Bahia, e uma clínica geral em Fortaleza, no Ceará, foram informados sobre o novo modelo de remuneração, sem margem de negociação, disseram fontes.
“O próprio rompimento entre AMIL e D`Or mostra como a negociação está sendo abrupta”, diz um executivo do setor.
A AMIL nega que esteja impondo essa pressão e que todos os prestadores de serviço podem voltar a trabalhar com o modelo de “fee for service” quando quiserem -  neste sistema, a conta é aberta, ou seja, o hospital gasta o que achar que precisa   e manda a conta para a operadora do plano de saúde.
Atualmente, a AMIL tem 30% de suas contas médicas no modelo de remuneração ajustável, ou seja, quando o risco é compartilhado.
Quando se considera o modelo por pacote, ou seja, com preço fixo por cirurgia, esse percentual sobe para 50%.
A maior parte das operadoras e dos prestadores está migrando para o modelo por pacote – considerado o meio do caminho até se chegar ao modelo de compartilhamento de risco.
A AMIL não está sozinha na busca de um modelo que ajude a reduzir os custos dos planos de saúde.
Outras operadoras também buscam migrar do modelo de conta aberta para preços fechados por procedimento.
O Presidente da AMIL, DANIEL COUDRY, recebeu determinação de sua controladora, a americana UNITEDHEALTH GROUP, para baixar os custos para que a “inflação médica” atinja o mesmo patamar do IPCA/IBGE, o índice que mede a inflação oficial do país e que neste ano é projetado na casa de 4%.
COUDRY disse ao VALOR que os planos de saúde contratados a partir do segundo semestre já terão um custo hospitalar de 12,5%.
Esse percentual pode ter um acréscimo vindo de exames laboratoriais e clínicas, mas é bem menor do que a inflação médica projetada para este ano no país de 18,5%.
“Todas essas ações vão impactar o usuário final que terá um plano de saúde mais acessível.
O mercado perdeu 3 milhões de beneficiários nos últimos anos.
O que queremos é dar acesso ao plano de saúde.
Não podemos mais continuar com esse patamar de reajuste”, disse COUDRY.
“Operadora propõe novo modelo de remuneração, o orçamento ajustável, no qual os riscos são compartilhados”
Em meio a essa guerra de braço, os prestadores de serviço alegam que os hospitais do AMÉRICAS – grupo hospitalar da UNITEDHEALTH – não praticam o modelo de remuneração ajustável cm outras seguradoras e operadoras, apenas com a própria AMIL.
COUDRY rebate afirmando que 50% das contas médicas do AMÉRICAS são pagas via pacote ou ajustável.
Ainda segundo fontes, a AMIL enfrenta pressão de sua controladora para apresentar um melhor desempenho financeiro.
No ano passado, a operadora apresentou um lucro líquido de R$ 7,8 milhões para uma receita de R$ 21 bilhões.
Em 2017, a empresa havia apurado um lucro de R$ 54 milhões, o que parecia ser uma recuperação da operadora que amargou prejuízos acumulados de R$ 723 milhões entre 2014 e 2016.
Segundo COUDRY, a AMIL não está pressionando os prestadores de serviço devido a seu resultado financeiro, mas está seguindo uma estratégia da UNITEDHEALTH que não é exclusiva para o BRASIL e sim a todos os países em que a companhia atua.
O mercado brasileiro é o mais importante fora dos ESTADOS UNIDOS para a UNITEDHEALTH, que é considerada a maior empresa de planos de saúde do mundo.
O desempenho financeiro da AMIL vai na contramão do setor, que conseguiu melhorar seus resultados, no ano passado, mesmo num cenário com menos usuários de planos de saúde.
A AMIL é a única que mostrou uma queda – bem expressiva  - no lucro no ano passado, quando se consideram os resultados de suas rivais BRADESCO SAÚDE, SUL AMÉRICA e INTERMÉDICA (ver quadro nesta página).
Parte do desempenho mais fraco da AMIL é explicada pela carteira de planos individuais – são 525 mil usuários que representam 15% do total.
O reajuste desses convênios médicos é determinado pela Agência Nacional de Saúde (ANS) que determina índices muito menores em relação aos praticados em planos de saúde empresariais.
COUDRY confirma que essa carteira de planos individuais tem um impacto grande no resultado.
Ele vem adotando várias ações para reduzir os custos – uma delas é oferecer um médico de família ao usuário, e, assim evitar idas desnecessárias ao pronto-socorro, onde o gasto costuma ser alto.
Atualmente, 330 mil usuários, incluindo todas as modalidades de planos de saúde, são acompanhados por um médico de família da AMIL.
O mercado do Rio de Janeiro foi o mais atingido pela queda de braço entre a AMIL e a Rede D’Or.
Já há clientes trocando o plano desta operadora por outros que oferecem hospitais como o COPA D’Or, um dos mais conhecidos no Rio.
“Alguns clientes já trocaram de operadora por considerarem a importância dos hospitais da REDE D’Or tanto no RIO quanto em SÃO PAULO.
Havia clientes que estavam no período de reajuste e outros no meio do contrato.
Normalmente, paga-se uma multa (neste último caso), mas a AMIL foi bastante compreensiva e não cobrou a multa”, disse THOMAZ MENEZES, Presidente da IT’S SEG, corretora e consultoria de planos de saúde com forte presença no RIO.
Para não perder mais clientes no RIO, a AMIL começou a liberar os hospitais do grupo como PRÓ-CARDÍACO e SAMARITANO – estes, até então, eram oferecidos apenas a convênios médicos mais caros.
Em alguns casos, como o contrato com o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO, a AMIL estendeu o serviço de seus hospitais premium para quem não estava nesse perfil de plano e  ainda   fez um reajuste de 7% - abaixo da inflação médica do ano passado, de 11%, e abaixo do reajuste praticado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos individuais, que foi de 10% no ano passado. “Um reajuste abaixo da média do mercado é negociado entre as partes, mas dá espaço para outros contratantes pleitearem isonomia de tratamento”, avalia ALESSANDRO ACAYABA, Presidente da Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (ANAB).
A Confederação Nacional de Saúde, segundo fontes, tem recolhido reclamações de associados.
A queixa é que a AMIL estaria usando seu “poder de barganha” e o fato de a REDE D’Or ter tido boa parte de seus hospitais descredenciados para pressionar hospitais menores.
Procurada, a Confederação não comentou.

terça-feira, 4 de junho de 2019

UMA DENÚNCIA SÉRIA


Caros Companheiros,

Acabei de receber a mensagem abaixo do ex-colega da CACEX,  JOSÉ MARIA TOLEDO, a qual coloco adiante e respondo.
Destaco que JOSÉ MARIA TOLEDO, hoje aposentado, foi um dos colegas mais íntegros, competentes, dedicados e inteligentes com os quais tive a honra de trabalhar.
Ombreamos na CACEX com MÁRIO de OLIVEIRA BASTOS e WALDYR ARGENTO, hoje  dirigentes da AAFBB, e tantos outros valorosos companheiros. 
                                   

JOSÉ MARIA TOLEDO continua atuante no Grupo Aposentados da CACEX, e sempre encaminha para as redes dos funcionários da ativa e aposentados do BB, artigos e notas impactantes e objetivas sobre os assuntos pertinentes aos nossos interesses.
O assunto que JOSÉ  MARIA TOLEDO ora aborda é extremamente sério e, se considerarmos o universo de aposentados que não votaram, o que provocou o não atingimento do quórum necessário de dois terços dos votantes, podemos até afirmar que a denúncia de JOSÉ MARIA TOLEDO é a causa matriz do problema que não permitiu atingir o limite percentual de dois terços  do quórum necessário para validar a votação sobre a CASSI.
Consideramos que esse fato não pode ser relegado a segundo plano e nem ignorado pelos dirigentes de nossas entidades e merece ser alvo de uma investigação séria e abrangente.
Houve dolo e planejamento premeditado ou falha no sistema   para impedir e prejudicar a votação dos aposentados?
Essas são perguntas que não querem calar.
O assunto deve ser investigado a fundo até que tudo seja completamente esclarecido, e não paire qualquer dúvida sobre a lisura da votação sobre a sustentabilidade da CASSI.
E, por fim, afirma-se:
Se o problema foi devido a falha técnica ou se houve ação premeditada e dolosa visando prejudicar a votação dos aposentados, é o caso de se processarem novas eleições sem vícios de qualquer espécie!!
Fica a questão no ar.

Atenciosamente

ADAÍ  ROSEMBAK
Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

Eis a denúncia em sua íntegra:

ADAÍ, 
SOBRE A  “DERROTA NA CASSI” – ALGO DE ESTRANHO ACONTECEU COMIGO ....  TIRE SUAS CONCLUSÕES ...

EU NÃO CONSEGUI VOTAR.  ISSO MESMO! ...  Deixei pra votar nos 2 últimos dias.
Fui 2 vezes à Ag. Estilo 4240-4 Copacabana (onde mantenho minha c/c)  e 2 vezes à Ag. Copacabana Posto 6 (a que fica na esquina da rua Sá Ferreira).
Nada consegui, em 2 tentativas em cada agência, em dias alternados.
Segui os procedimentos (votação CASSI) e – no final cada tentativa (ainda que auxiliado por funcionários de cada agência) – aparecia a resposta inexplicável “NÂO DISPONÍVEL” ...
O meu sentimento – que não chego a afirmar – foi de algum tipo de sabotagem ( o que não comentei com ninguém) ...   Em quantas outras agências e com quantos outros colegas tal fato teria ocorrido? ...

Grande abraço,
Toledo

segunda-feira, 3 de junho de 2019

SITUAÇÃO DIFÍCIL DE ENGOLIR


Caros Companheiros,

Depois da derrota na CASSI por falta de quórum mínimo, sentimo-nos como que nocauteados, não pelo voto NÃO que, se fosse o caso de ter vencido, seria uma posição absolutamente legítima, que teríamos de aceitar, da mesma forma como foi a derrota do SIM em 2018, por refletir a decisão da maioria dos votantes.
Desta vez o SIM venceu. 
Mas, no nosso entender, por um dispositivo estatutário absolutamente absurdo e desfocado da realidade, perdemos por não atingirmos o quórum mínimo de dois terços dos votantes.
Ou seja, o SIM GANHOU, MAS NÃO LEVOU.
O que fazer agora?
Pelo que lemos nas redes, estão surgindo tentativas de reabrir novas negociações com o BB para se pensar em uma saída para essa sinuca de bico.
Como sair dessa situação?
Marcar nova consulta ao corpo social? Isso não teria sentido pois o quórum mínimo, novamente e certamente, não seria atingido.
Mudar as disposições estatutárias que mude o quórum decisório para maioria simples?
É um processo burocrático complexo e demorado que exigiria novas rodadas de discussões e votação junto ao corpo social.
Isso é possível?
Inicialmente, parece-nos que seria necessária uma análise jurídica sobre a matéria.
Como ficaria a sustentabilidade financeira da CASSI nesse ínterim?
Que posição a ANS tomaria frente a todo esse contexto?
Pergunta-se:
Por que tudo isso está ocorrendo?
Justamente pela notória falta de mobilização dos aposentados, motivo  tantas vezes levantado pelo Companheiro GILBERTO SANTIAGO,
                                   

ex-presidente da AAFBB, em decisões de pendengas no passado.
Embora participe da direção da AAFBB como conselheiro, acompanho o hercúleo e extenuante esforço dos dirigentes dessa associação na defesa de nossas causas.
O mesmo ocorre nas demais entidades.
Essa situação é frustrante para todos nós, associados e dirigentes de agremiações.
É importante que tenhamos fé, energia, e estejamos informados de tudo que ocorre em nosso meio e, principalmente, que lutemos com todas nossas forças em defesa de nossos interesses.
Corremos o sério risco de perder o controle da CASSI.
E aí não será a hora de culpar  a ninguém mais, a não ser a nós mesmos e à nossa omissão.
Parar de lutar é morrer antes da hora.
Novamente, cito o ditado judaico que diz:
“QUEM POR TI, SENÃO TU?”

Atenciosamente

ADAÍ ROSEMBAK

Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

domingo, 26 de maio de 2019

UM ESCLARECIMENTO SUCINTO E OBJETIVO SOBRE A CASSI


Caros Companheiros,

 cerca de um ano,  sentimos falta das esclarecedoras notas e artigos  do companheiro ANTÔNIO JOSÉ DE CARVALHO em seu blog.
Até compreendemos que uma das razões que possam explicar a ausência do CARVALHO sejam as despesas, complicações de ordem técnica na área de TI e o imenso trabalho que envolve manter um blog ativo.
Confesso que sempre gostei de ler o blog do CARVALHO, muito embora possamos ter tido discordâncias pontuais em relação a diversos assuntos.
O CARVALHO, como expert em nossos assuntos, quando elabora seus artigos,  mergulha fundo na matéria e escreve de forma concisa e  absolutamente inteligível a quaisquer interessados,  mesmo os neófitos, nos temas que aborda.
Por isso, caro amigo ANTÔNIO JOSÉ DE CARVALHO, acho que você perdeu uma excelente oportunidade de reativar seu blog ao não publicar nele a preciosa matéria de sua autoria,  noticiada na REDE-SOS@yahoogrupos.com.br, em 18.05.2019, e que tenho a honra de reproduzir abaixo.

Grande abraço deste admirador

ADAÍ  ROSEMBAK

Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB


 “ALTERAÇÃO DO ESTATUTO – VOTAÇÃO”

Date: sáb, 18 de mai de 2019 às 23:24
Subject: [REDE-SOS] CASSI –
De: 'Antonio Carvalho' ajccarvalho72@gmail.com [REDE-SOS] <REDE-SOS@yahoogrupos.com.br>
                                       

                                       


Iniciou-se dia 17 e termina dia 27 de maio a votação para alterar ou não o Estatuto da CASSI, no que se refere ao custeio e governança.
O quorum exigido é de metade mais um associado.
Para aprovação é necessário o SIM de dois terços dos que votaram.
Se aprovado, haverá ingresso de R$ 771 milhões, sendo R$ 590 milhões do Banco e R$181 milhões dos associados.
Com esses recursos a CASSI sairá do buraco, com previsão de garantir sua solvência até 2023 e terá um tempo para se reestruturar.
Segundo os entendidos no assunto, não é recomendável em Plano de Saúde fazer cálculo atuarial no longo prazo.  
Se reprovado, o que acontecerá?
Tudo é imprevisível.
Porém, considerando que o Plano está irregular junto a ANS – Agência Nacional de Saúde, é muito provável que seja instalado o Regime Especial de Direção Fiscal pela ANS, que exigirá um plano de saneamento, podendo evoluir para uma intervenção, com efeitos e consequências imprevisíveis, podendo-se chegar ao extremo de alienação da carteira ou liquidação judicial.
A ANS não tem poderes para obrigar o Banco a contribuir com mais de 4,5%, previsto no Estatuto e não terá força para fazer o Governo mudar de posição.
O cenário é muito desfavorável.
O fato é que, diante da insolvência, a situação da CASSI é extremamente grave.
Há alguns anos venho divulgando informações sobre os déficits da CASSI (receitas menores que despesas).
Receita per capta de R$ 525,00 e despesas de R$ 783,00.
Após consumir mais de um bilhão de reservas a partir do déficit de 2012, em dezembro de 2018, o déficit foi de R$ 383 milhões, com margem de insolvência de R$ 810 milhões negativa, registrando passivo a descoberto.
Destaque-se que:
- Em 2016 aprovamos o memorando de entendimentos acordado entre as Entidades (ANABB, FAABB, AAFBB, CONTRAF e CONTEC) e o Banco, após várias rodadas de negociações, iniciadas em 2014, que redundou na elevação de receitas em R$ 40 milhões mensais, e duração até dezembro de 2019, período em que seria revisto o custeio.
Ocorre que nos anos seguintes novos déficits foram registrados.
As negociações foram retomadas.
- Em 2018, a grande maioria dos associados, inclusive EU, reprovamos uma proposta apresentada unilateralmente pelo Banco.
- O Banco adiantou em 2018 R$ 323 milhões referentes a contribuições de 13 salários dos próximos quatro anos. Se não houvesse o adiantamento a situação estaria pior.
- Sabemos que os resultados dos últimos meses têm sido favoráveis.
Porém, há indícios de que novos déficits surgirão ao longo de 2019, conforme sinalizado por profissionais que gerem a CASSI.
É compromisso de a Diretoria economizar 150 milhões em 2019 e R$ 396 milhões nos anos seguintes, por meio de ações administrativas, já em andamento.
A partir de uma proposta acordada pelas Entidades em janeiro de 2019, as negociações foram retomadas e consta que foram realizadas 12 reuniões entre as Entidades e o Banco e cerca de 30 encontros prévios que contaram com participações de analistas, atuários e juristas.
Foram construídas, debatidas e analisadas várias simulações, algumas o Banco sequer tomou conhecimento.
Em março de 2019, as Entidades, exceto a CONTEC, acordaram com o Banco a proposta agora em votação, que apresentou muitas melhorias em relação à anterior e que mantém a contribuição do Banco em 4,5% travada no Estatuto de 2007 e a dos associados em 4%, conforme acordo provisório aprovado em 2016.
O Banco se propõe a pagar 10% de taxa de administração sobre a contribuição dos ativos até 2021 e 3% sobre contribuição dos dependentes dos ativos.
No meu entendimento, de mais relevante no novo Estatuto é:
- A cobrança por dependente, em que será estipulado um teto de R$ 300,00 e um piso de R$ 50,00.
O Banco não contribui para dependentes de aposentados.
As contribuições serão proporcionais. Porém, mantém a solidariedade em que todos contribuem conforme o seu ganho e usa conforme as necessidades.
- Mudança na Governança, estabelecendo pré-requisitos para ocupação de cargos de dirigentes e cria-se o voto de minerva para o Presidente da Diretoria, restrito às questões operacionais, com alçadas definidas no Estatuto e Regulamento, preservando os poderes do Conselho Deliberativo e dos Associados, que continua sendo a instância máxima. 
- Permissão para o ingresso na CASSI dos novos funcionários que ingressaram no Banco a partir de 2018, vetado de ser associado, por força do Edital do concurso, que se baseou a Resolução CGPAR 26, questionada pela ANABB.
Finalmente, colegas:
- É evidente que estamos vivenciando um momento de incertezas, tensões e de muita divisão entre os associados.
Tenho consciência de que não é a reforma que desejamos.
Entre o desejável e o possível existe sempre uma distância.
Sabemos que o Banco cumpre ordens do Governo Central, não importando a matiz política dominante.
- Fala-se muito em direito adquirido. É muito complexa e incerta essa abordagem.
A obrigação do Banco é contribuir com 4,5%.
A ANS não tem poderes para obrigar o Banco a aumentar sua contribuição. Demandar na Justiça é incerto.
Sabemos do histórico negativo de ações contra o Banco/Governo.
Li e refleti sobre centenas de mensagens divulgadas em redes sociais, tanto dos defensores do SIM, como do NÃO.
Cada um com os seus argumentos e convicções.
- Muitas informações foram divulgadas em canais oficiais da CASSI e das Entidades, além das redes sociais.
Cabe a cada associado analisar e refletir e votar de acordo com suas crenças e convicções.
Diante de tudo que se apresenta, optei por não correr o risco de possíveis consequências mais desvantajosas para os associados.
Por conseguinte, seguirei a sugestão das Entidades já citadas, porque debateram exaustivamente alternativas de soluções junto ao Banco e concluíram não haver mais espaços para melhores alternativas.
Voto SIM.

ANTÔNIO JOSÉ DE CARVALHO.


quinta-feira, 16 de maio de 2019

A SOBREVIVÊNCIA DA CASSI


Caros Companheiros,


Angustiados, temos acompanhado pelas redes sociais, seguidos debates sobre a votação da mudança do Estatuto da CASSI.
A partir de 17.05.2019 até 27.05.2019, se processarão essas votações.
Esse assunto já poderia ter sido resolvido há muito tempo, não fossem insistências na defesa de  filigranas e aspectos secundários de menor importância, que fogem  ao contexto geral da matéria.
Após se gastar um tempo precioso para esclarecer  detalhes peculiares e muitas vezes  irrelevantes  da matéria,  levantam-se novas dúvidas desfocadas e descabidas que só fazem  confundir e postergar “ad infinitum” a decisão do assunto.
Penso que essa seja  a razão de tantas rodadas de discussões na Mesa de Negociações.
O que se pretende com isso?
Fechar a CASSI?
Sim, porque tudo o que tinha de ser dito e esclarecido, já foi esmiuçado e discutido a fundo por todos os órgãos e entidades envolvidos nas discussões em inúmeras rodadas na Mesa de Negociações sobre a sustentabilidade da CASSI.
Urge o tempo e as condições estão postas.
Se o SIM não vencer, a CASSI ficará sem dinheiro, o BB não vai colocar mais um tostão na instituição, e a ANS vai intervir para alienar nossa Caixa de Assistência.
Simples assim.
E aí teremos de apelar para os leoninos planos privados de saúde.
É isso o que os que defendem o NÃO desejam?
Então companheiros, para que não escorreguemos no abismo, votem SIM, acompanhando a maioria das instituições e entidades que compõem a Mesa de Negociações.
Entre a imensa quantidade de comentários, reproduzo adiante dois depoimentos bem esclarecedores sobre a atual situação da CASSI, das discussões sobre sua sustentabilidade e sobre a votação decisória do Estatuto da entidade:

SÍLVIA ROSSETO – Suplente do Conselho Deliberativo da CASSI:

                                  
                                    
“Vocês acreditam que haverá um milagre?
O modelo de negócio da CASSI criado em 1944 já não existe mais. O modelo de negócio da CASSI ano 1996, também morreu.
Precisamos acordar para o século XXI e assumirmos que nossas vidas mudaram, mudaram os modelos de negócio, mudou o BB, mudou o Brasil e mudou o mundo.
A CASSI também precisa se atualizar: com novo modelo de negócio, com dinheiro novo para manter seu padrão de atendimento à nossa saúde, com dinheiro novo para manter sua solvência e estar enquadrada nas exigências da ANS, com reestruturação de suas funções, aperfeiçoamento de funcionários e com negociações mais firmes com seus prestadores.
O SIM é para a sobrevivência do nosso plano de saúde. “

MARCOS CORDEIRO DE ANDRADE  
“CASSI – A CORDA PODE ARREBENTAR”
Caros colegas,
Tem início amanhã, dia 17/05/19, a votação do novo Estatuto da CASSI.
Lamentamos reconhecer que, por conta de polêmicas instaladas nas redes sociais, em que opiniões discordantes nos trouxeram até aqui, amargamos substancial perda de tempo.
Não fosse isso as partes envolvidas já poderiam ter virado a página dessa história para usufruir da tranquilidade do pacto gerado, livres do fantasma de um novo “NÃO”.
Agora já não se trata de afagar egos feridos, nem de admitir escassos e redundantes argumentos sem força de verdades.
Uma quase unanimidade atesta a oportunidade da reforma.
Porém as ressalvas apontadas quase sempre abordam itens dispersos, normalmente afetando interesses individuais. Num debate onde impera o enquadramento de uma coletividade, é inadmissível que se trate, na conjuntura, de interesses eminentemente particulares, pois o conjunto da obra igualmente atinge a todos.
No momento em que a ANS anuncia emitir novas regras para movimentações financeiras dos Planos de Saúde, precisamos ultrapassar as incertezas atuais para cuidarmos de novos obstáculos que se nos apresentem.
Pelo tempo em que se debate o reordenamento da CASSI, (notadamente no campo das finanças e da governança), aos que acompanham desapaixonadamente os debates havidos não resta dúvida de que já foi feito o possível em direção à defesa dos participantes, em especial os aposentados e pensionistas.
Vale notar que as discussões giram em torno dos elementos dinheiro e tempo – o que sobra ao patrocinador.
Por isso, se ele resolver recalcitrar contra todos em seus propósitos, definitivamente a corda arrebentará do lado mais fraco – que somos nós.  Ele tem tempo e dinheiro para fazer valer sua opinião.
Nós não temos dinheiro e muito menos tempo para esperar.
Dada a gravidade da situação, e sopesando o resultado das etapas negociadas, ficou patente que protelações seguidas somente agravam o quadro falimentar existente. Assim, espera-se que tenha chegado a hora de pôr termo à pendenga, pois na disputa para satisfazer necessidades a corda está no limite da tensão. E se ela arrebentar será um Deus nos acuda.
Também, se não bastasse a preocupação presente com o desenrolar da pendência, é por demais desagradável ter sua caixa de mensagens invadida com negativismos impressos nas cores que simbolizam o mal – quando queiram que assim sejam conhecidos.
Portanto, deixemos de lado os ranços que geralmente acompanham tentativas de convencimento, pois, sempre que a intenção for impor vontades, não necessariamente balizadas na certeza, a bem da verdade é recomendável deixar as consciências visadas exercitar seu próprio entendimento.
Nesse ponto, cabe a quem esteja imbuído no propósito de ajudar ao semelhante abster-se de determinar opção sobre assunto da alçada dele, unicamente. Conquanto se fale em mostrar o bom caminho para alcançar objetivos, não custa incorporar o desejo de apontar as vias que levem à verdade, deixando ao interlocutor a satisfação de ter agido de moto próprio. Também, é deveras condenável a montagem de manifestações negativas que desagradem o eleitor, atingido como se fora totalmente ignorante no que se pretende orientar.
No caso presente, é bom não esquecer que o público visado é composto em sua maioria de pessoas idosas esclarecidas, que não carregam na testa o carimbo de ignorantes no assunto de que se trata – como querem fazer supor.
Citar o bojo da minuta enumerando artigos esparsos em direção ao convencimento nem sempre representa o grau de conhecimento de quem assim age.
Ao contrário, faz supor um exercício de cabotinismo.
Basta dizer que todos esses elementos sobejamente recorridos estão à disposição de quem queira minimamente se inteirar do assunto.
A estes é suficiente ir à fonte do conhecimento, qual seja, a própria CASSI e seus dirigentes bem-intencionados.
Nada é definitivo: os acertos se comemoram, os erros se corrigem.
Nisso, as divergências para aceitação da minuta do novo Estatuto se prendem, normalmente, à suspeita de que os participantes serão prejudicados - os idosos em particular.
Como não se pode votar por partes (ou tudo, ou nada), não há como modificar o que está em votação depois que foram utilizados todos os recursos para se chegar ao consenso na indicação.
Esse entendimento remete às oportunidades de manifestação abertas aos apaixonados pela discussão. 
Agora, aceitar ou rejeitar é outra história. Sabe-se, no entanto, que entre idas e vindas a minuta recebeu o aval dos negociadores em sua totalidade, restando apenas o consentimento dos participantes do Plano que ora usam o direito estatutário de opção,
Trabalhando com a hipótese de que a autorização seja consumada, resta acompanhar a aplicação das mudanças, sabendo-se que a reparação de danos oriundos da quebra de direitos tem cobertura terminante no seio da Justiça. Quem se sentir lesado tem o amparo dos órgãos oficiais encarregados de reparação de danos ao indivíduo, em especial o Estatuto do idoso.
Seria suficiente a constatação de que na extensa lista de alterações algum mal se instale, para se garantir o direito à reparação.
A busca pela normalização na quebra de direitos, se houver, fica a cargo das Associações de Classe dos atingidos que tem o dever de correr em sua defesa, principalmente aquelas que ostentam essa obrigação no Estatuto próprio.
Sem esquecer que a demanda pode visar o patrocinador e/ou a Caixa e até mesmo envolvendo os demais componentes da mesa de negociações.
Quanto a isso temos a nosso favor o Estatuto do idoso com enquadramento líquido e certo no seu Art. 4º:
LEI Nº 10.741, DE 01 DE OUTUBRO DE 2003.
Art. 4º Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei.
Eu voto  SIM.
MARCOS CORDEIRO DE ANDRADE
Aposentado – 80 anos/ Associado CASSI desde 15.05.1962/ Matríula 6.808.340-8

Após as magistrais exposições de SÍLVIA ROSSETO e MARCOS CORDEIRO DE ANDRADE, não poderíamos deixar de agradecer e elogiar o intenso trabalho desenvolvido pelos dirigentes das  entidades AAFBB, ANABB, FAABB, CONTRAF-CUT e CONTEC,  e que é retratado nos sites dessas associações. Também agradecemos os comentários esparsos de inúmeros outros colegas para a vitória do SIM na votação da mudança do Estatuto da CASSI.
Para complementar este artigo, reproduzimos adiante 5 (cinco) excelentes vídeos que abordam aspectos fundamentais sobre a mudança do Estatuto da CASSI, elaborados pela ANABB e publicados em seu site, do qual extraímos a matéria.
RUMO À VITÓRIA.
VOTEM SIM.

Atenciosamente

ADAÍ ROSEMBAK

Associado da AAFBB, ANABB e ANAPLAB

1º vídeo - PROPOSTA DE SUSTENTABILIDADE DA CASSI:




2º vídeo - POR QUE A ANABB DEFENDE O SIM:




3º vídeo -  ESTATUTO MANTÉM BENEFÍCIO DEFINIDO DO BB PARA A CASSI:






4º vídeo - AVANÇOS NA GOVERNANÇA E ESTRUTURA ORGANIZACIONAL:






5º vídeo - PROPOSTA DE CUSTEIO: