segunda-feira, 25 de agosto de 2014

REFLEXÕES

VERONICA  SHOFFSTALL

Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão ou acorrentar uma alma.

E você aprende que amar não significa apoiar-se.
E que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos.
E que presentes não são promessas.

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida, olhos adiante, com a graça de um adulto. E, não, com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje.
Porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos.
E o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe.
Algumas pessoas simplesmente não se importam...

E descobre que não importa quão boa seja uma pessoa.
Ela vai feri-lo de vez em quando.
E você precisa aprender a perdoá-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que leva-se anos para construir confiança.
E que basta alguns segundos para destruí-la.
E que você pode fazer coisas em um instante, as quais deixarão você arrependido pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida.
Mas quem você tem na vida.

E aprende também que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
E que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam.

Percebe que você e seu melhor amigo podem fazer qualquer coisa ou nada. E terem bons momentos juntos.

Descobre ainda que as pessoas com quem você mais se importa na vida, são tomadas de você muito depressa.
Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas.
Pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e o ambiente têm influência sobre nós. Mas que nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros.
Mas com o melhor de você mesmo.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que
gostaria de ser. O tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou.
Mas para onde está indo.
E se você não sabe a direção, qualquer lugar serve.

Aprende ainda que ou você controla seus atos ou eles o controlarão.
E que ser flexível não significa ser fraco. Ou não ter personalidade.
Pois não importa quão delicada seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer.
E aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que, algumas vezes, as pessoas que você espera que o chutem quando cai, são das poucas que o ajudam a se levantar.

Aprende que maturidade tem muito mais a ver com as experiências que você teve e o que conseguiu aprender com elas do que com o número de aniversários celebrados.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que poderia supor.
E aprende que nunca se deve dizer a uma criança que seus sonhos são bobagens.
Poucas coisas são tão humilhantes.
E seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva, você tem o direito de estar com raiva. Mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode.
Pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém.
Algumas vezes, você tem que aprender a perdoar-se.
E aprende que, com a mesma severidade que julga, você será, em algum momento, julgado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido.
O mundo não pára para que você o conserte.
E descobre que o tempo não é algo que possa voltar atrás.
Portanto, plante seu jardim e enfeite sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que pode suportar as adversidades e que, realmente, é forte. E que pode ir muito mais longe do que imaginava.

E, com o tempo, descobre que, definitivamente, a vida tem valor.
E que você tem valor diante da vida.

8 comentários:

  1. Eu venho acompanhando seus artigos sobre a PREVI e Aposentados mas eu tambem gostei muito da sua coluna Piscologia e Comprotamento.
    Li os últimos artigos e também estou acessando o Link do Dr. Flavio Gikovate.
    Estou adorando.
    São verdadeiras lições de vida.
    Parabésn e Sucesso fico aguardando novos artigos.

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    1. Elizangela,

      Fico satisfeito que você esteja gostando.
      Procurarei inserir novas notas mas é preciso pesquisar muito.
      Tem muita coisa sem conteúdo.

      Um abraço

      Adaí Rosembak

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  2. Maravilhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!
    Continue assim.
    Abraço,
    Herivaldo SIlva

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    1. Obrigadooooooooooooooooooooooo!!!
      Valeu !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
      Procurarei fazer melhor.

      Um abração

      Adaí Rosembak

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  3. Adaí,

    maravilhoso, profundo, enriquecedor !
    Quero ver outros ensaios como esse.

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    1. Caro Anônimo,

      Eu também achei. Por isso mesmo publiquei.
      Quando aparecer outro bom artigo eu publicarei.

      Um abração

      Adaí Rosembak

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  4. Adaí,

    Tomei conhecimento de que esse artigo "Reflexões" é de Shakespeare. Mas você colocou o nome de outra pessoa.
    O que é certo nesse detalhe?

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    1. Caro Anônimo,

      O uso de nomes conhecidos para titular autorias de textos diversos é uma prática que vem sendo utilizada com muita constância no meio literário.
      A propósito, transcrevo mensagem recebida da Colega Marta E.T. Balbi que é colunista deste blog exatamente sobre o texto acima:

      Adaí.
      o texto "Eu aprendi..." rola na internet há anos.
      É atribuído a Shakespeare. Ele não escreveu autoajuda.
      Esse texto que circula é a tradução corrompida de um poema de VERONICA SHOFFSTALL que se chama "AFTER A WHILE."
      É muito bom e em 2009 foi muito circulado.
      Sugiro deletar o nome do autor.
      Esse texto quando repasso deixo sem autoria.
      Já aconteceram muitas e muitas discussões sobre sobre sua autoria.
      Aliás, ao publicar textos extraídos da internet procure averiguar a autenticidade.
      Há sites que analisam e informam quem é o verdadeiro escritor.
      Há muitos falsos em nomes de Jabor, Mario Quintana, Clarice Lispector, Fernando Pessoa,
      Drumond, Luis Fernando Veríssimo( este parece que é o campeão...) Lia Fuft, etc.
      CUIDADO!


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